
Cida Valadares
Ariovaldo Cavarzan
****
Ah, como dói esta dor de alma,
que pouco, ou nada mais pode fazer,
que suspira uma vontade calma,
de ter de volta o que não se pode ter.
Dor que toma conta, sorrateira,
quando se vê, nada mais há a fazer,
entorpece, aliena, invade, inteira,
fazendo soçobrar o meu viver.
E a dor, aos poucos vai roendo,
com a fúria mansa de um manso furacão,
de todos os jeitos, mais e mais doendo,
falindo as forças do meu coração.
Qual lâmina fria, corta e vai sangrando,
qual brasa viva, queima e faz sofrer,
vai minando e, aos poucos, sufocando,
até dar fim ao meu querer.
E esta alma poetiza como fase,
da lua que nem sequer apareceu,
sentindo falta do brilho em minha face
e de saber para onde fui ...onde estou eu?
A noite, insone companheira dos poetas,
faz-se escuridão, sem lua, sem estrelas,
escancarando a sua frialdade passageira,
aparando lágrimas, sem ao menos entendê-las.
Talvez entregue às mãos de uma saudade,
transparente e fina, como fina flor,
decorando, cada palavra, cada frase...
Para compor... um poema para a dor!
Ah! esta vontade calma,
de ter de volta o que não se pode ter,
este frio cinzel, qual poema que me corta a alma,
que invade, sangra e dilacera o meu inteiro ser...
Grupo ZzCoutoSlides
26/01/09
entrar no grupo
ZzCouto-Slides-subscribe@yahoogrupos.com.br
No comments:
Post a Comment