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ARTE É VIDA

ARTE É VIDA
"Que haja ternura no lirismo da poesia da vida. Que haja coragem em nossos passos para seguirmos em meio à aridez dos sonhos desfeitos. Que haja força para reconstruirmos os alicerces dos sonhos eternizados na verdade de nosso coração. Que nesta senda nos seja permitido estar em aliança com nossos Irmãos de Luz e que sejamos a personificação do Amor."

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Aqui em 'Arte é Vida', você é o principal personagem deste roteiro de músicas, de paz e amor. Obrigada pela sua presença, é valiosa para mim, se quiser, deixe sua mensagem em meu livro de visitas, abraços, Sandra

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Sandra Waihrich Tatit

Sandra Waihrich Tatit
"Que haja ternura no lirismo da poesia da vida. Que haja coragem em nossos passos para seguirmos em meio à aridez dos sonhos desfeitos. Que haja força para reconstruirmos os alicerces dos sonhos eternizados na verdade de nosso coração. Que nesta senda nos seja permitido estar em aliança com nossos Irmãos de Luz e que sejamos a personificação do Amor."

BIOGRAFIA I

Sandra Waihrich Tatit
Aniversário: 11 de Fevereiro
Signo astrológico: Aquário
Atividades: Direito , Literatura , Música e Educação
Profissão: Advogada
Local: Júlio de Castilhos : Rio Grande do Sul : Brasil
Clip de áudio
Quem sou eu
NASCI EM JÚLIO DE CASTILHOS, RIO GRANDE DO SUL, BRASIL.
MÃE DE TRÊS FILHOS, RUBENS, RUSSAIKA E ANGELA. FILHA DE RUBENS CULAU TATIT E CLÉLIA WAIHRICH TATIT.
SOU ADVOGADA, CURSEI DIREITO NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA, RIO GRANDE DO SUL, BRASIL.
CULTIVO A ARTE COMO UMA LIBERTAÇÃO, PIANO, VIOLÃO, CANTO E LITERATURA.
INTEGREI O CORAL DA UNIVERSIDADE.
LIVRO DE ARTE PUBLICADO, "UMA NOVA DIMENSÃO DA ARTE NA EDUCAÇÃO".
CURSEI PÓS GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO LATU SENSU.
VEJO A ARTE COMO UMA LIBERTAÇÃO DO SER HUMANO, UMA TERAPIA QUE AMENIZA OS SOFRIMENTOS DO COTIDIANO.
A MÚSICA É A HARMONIA DO HOMEM, A LINGUAGEM DO UNIVERSO.
INTERPRETO PIANO E VIOLÃO, APRECIO CANTAR.
POSSUO COMPOSIÇÕES MUSICAIS, PARA PIANO E VIOLÃO.
NA EUROPA, CONHECI UM POUCO DA HISTÓRIA DA ARTE, ESPECIALMENTE NA ITÁLIA.
DIZ GANDHI, "PRECISAMOS SER AS MUDANÇAS QUE QUEREMOS VER NO MUNDO".
SOU DO SIGNO DE AQUÁRIO, ACREDITO NA ASTROLOGIA E SUA INFLUÊNCIA EM NOSSA VIDA E PERSONALIDADE.
PRETENDO ESCREVER AQUI NO BLOG, SOBRE DIVERSOS TEMAS E POESIAS, TAMBÉM PUBLICAR TEXTOS RELEVANTES DE OUTROS AUTORES.
ESCREVO POEMAS, É UMA FORMA DE DAR MAIS LEVEZA À VIDA. PREGO A ARTE COMO UMA UMA VIDA DENTRO DA PRÓPRIA VIDA QUE SE ETERNIZA PELO ESPÍRITO, UMA LINGUAGEM UNIVERSAL.
UM TRIBUTO A CAMÕES NESTA FRASE ,"CESSA TUDO QUANTO A MUSA CANTA QUANDO UM PODER MAIS ALTO SE AGIGANTA."
Interesses:
ARTE E MÚSICA
DIREITO E EDUCAÇÃO .
Filme favorito
"FREUD ALÉM DA ALMA".
Música favorita
A CLÁSSICA " SONATA AO LUAR " DE BEETHOVEN.
Livros favoritos
" O PROFETA " DE GIBRAN KHALIL GIBRAN . GOSTO MUITO DE LITERATURA ORIENTAL. "OS HETERÔNIMOS" DE FERNANDO PESSOA (Poeta Português). OS POEMAS DE NOSSO POETA OLAVO BILAC
ME FASCINAM
COMO "A VIA LÁCTEA E BENEDITICE". CECÍLIA MEIRELES E LYA LUFT
MINHAS GRANDES MUSAS DA POESIA . "O ATENEU" DE RAUL POMPÉIA . A "DIVINA COMÉDIA" DE DANTE ALIGHIERI
"DON QUIXOTE DE LA MANCHA"
DE MIGUEL DE CERVANTES. QUERO RENDER UM TRIBUTO À MAGISTRAL LITERATURA DE CAMÕES EM " OS LUSÍADAS . "

SEJAM BEM VINDOS AMIGOS!


Arte é Vida e Educação

"Que haja ternura no lirismo da poesia da vida. Que haja coragem em nossos passos para seguirmos em

"Que haja ternura no lirismo da poesia da vida. Que haja coragem em nossos passos para seguirmos em

BIOGRAFIA II

Sobre Mim
Advogada
Universidade Federal de
Santa Maria

Brazil

Artes
Música-Piano-Violão
Literatura

ARTE É VIDA
A Arte é Linguagem Universal

•*¨*•♫♪•♫♪•♥♫•*¨*•♫♪•♫♪•♥
•*¨*•♫♪•♫♪•♥♫•*¨*•

Advogada
Produtora Rural
Agropecuária - Agronegócios
Arte-Música - Piano Violão e Literatura
Aprecio as pessoas transparentes e verdadeiras. As relações humanas me cativam, direito, justiça e paz
são minhas trajetórias de vida, ajudar o ser humano o máximo que me seja permitido, sentindo a beleza de minha vocação e o apelo do mundo atual à disponibilidade de minhas energias. Meu primeiro livro publicado 'Uma Nova Dimensão da Arte na Educação'. Na Europa conheci a História da Arte. Na Itália, França. Espanha, Alemanha, Holanda, Bélgica, Áustria e Suiça. Cursos e estudos na área artística e 'História da Arte'.
Sou membro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Estado do Rio Grande do Sul.
Cursei a Escola Superior do Ministério Público e Pós Graduação em Educação Latu Sensu, minha tese foi sobre a Arte e a sua Dimensão no Ensino. Possuo composições musicais de minha autoria, música e letra.
Também alguns vídeos, os quais se encontram no youtube. Mensagens que circulam na internet, formatadas e sonorizadas. Músicas gravadas em seleção e editadas, para sites ou audiência .
Sou funcionária pública do Estado do Rio Grande do Sul.
Brasil.
Creio na Educação como a forma de melhorar o mundo e o ser humano, a Arte na Educação, como uma libertação e incentivo à aprendizagem mais eficiente. Na Arte Terapia, como forma de cura e amenização de conflitos existenciais. Na música, como a Linguagem Universal. Arte Pura como uma vida dentro da própria vida, se eternizando pelo Espírito.
Os artistas são as antenas da raça humana, eles auscultam e pressentem o porvir. Arte é Vida.
Sou mãe de três filhos, Rubens, Russaika e Angela.

'Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita.Tem o peso de uma lembrança.Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros'.
Clarice Lispector

UMA INTENSA LUZ ATRAVESSA O SILÊNCIO DA VOZ QUE CALA...

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ARTE É INSPIRAÇÃO E EMOÇÃO

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DIVINA MÚSICA

Divina Música!
Filha da Alma e do Amor.
Cálice da amargura
E do Amor.
Sonho do coração humano,
Fruto da tristeza.
Flor da alegria, fragrância
E desabrochar dos sentimentos.
Linguagem dos amantes,
Confidenciadora de segredos.
Mãe das lágrimas do amor oculto.
Inspiradora de poetas, de compositores
E dos grandes realizadores.
Unidade de pensamento dentro dos fragmentos
Das palavras.
Criadora do amor que se origina da beleza.
Vinho do coração
Que exulta num mundo de sonhos.
Encorajadora dos guerreiros,
Fortalecedora das almas.
Oceano de perdão e mar de ternura.
Ó música.
Em tuas profundezas
Depositamos nossos corações e almas.
Tu nos ensinaste a ver com os ouvidos
E a ouvir com os corações.

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UMA INTENSA LUZ ATRAVESSA O SILÊNCIO DA VOZ QUE CALA

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A OBRA DE ARTE É O EFÊMERO QUE SE TORNA IMORTAL

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"Os Artistas são as antenas da raça humana, eles auscultam e pressentem o porvir" ... Ezra Pound

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ARTE É AMOR E LUZ

A música é a linguagem dos espíritos. Khalil Gibran

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Na dimensão daquilo que pensamos ou sentimos não há lugar ou tempo definidos ...

ARTE É VIDA

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ARTE É VIDA E AMOR

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AMIZADE NOSSO BEM MAIOR

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"Tudo quanto vive, vive porque muda; muda porque passa; e, porque passa, morre. Tudo quanto vive perpetuamente se torna outra coisa, constantemente se nega, se furta à vida."
Fernando Pessoa.

'Não queremos perder, nem deveríamos perder: saúde, pessoas, posição, dignidade ou confiança. Mas perder e ganhar faz parte do nosso processo de humanização'

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PLANTE AQUILO QUE DESEJA COLHER

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Sunday, January 31, 2010

CULPAS E DESCULPAS


Culpas e desculpas

© Letícia Thompson

Há os que viajam para os desertos para encontrar a paz, fogem das grandes cidades, do barulho e cortam qualquer tipo de comunicação; outros fecham-se em si e a procuram nas meditações e reflexões do sentido da vida; há ainda aqueles que negam qualquer tipo de culpabilidade, como se negação fosse sinônimo de libertação.

Se tivéssemos a possibilidade de correr o mundo inteiro, viajar todos os mares e subir as mais altas montanhas, atravessar o espaço e ir além das estrelas, ainda assim não poderíamos apagar quem somos, nem o que vivemos, não nos tornaríamos melhores e nem maiores.

Somente um olhar para dentro de si mesmo, um reconhecimento de total condição humana e dependência do Pai pode nos libertar e colocar nas nossas mãos a paz que tanto almejamos.

Ser honesto consigo é ser honesto com o mundo inteiro. Quem se engana a si mesmo, comete o maior dos enganos. Nunca, aqui na terra, seremos grandes, bons e perfeitos o bastante para dizer que não temos mais nada para aprender.

Aprendemos a cada dia, às vezes com lágrimas e dor no coração. Não nos livramos das culpas quando fugimos delas e as desculpas não agem como sabão.

Se quisermos dar passos ao encontro do caminho da paz e de um mundo melhor, devemos aprender a aceitar certas coisas:

- Não sabemos tudo;

- O outro pode perfeitamente ter razão;

- Devemos assumir nossas culpas sem nos refugiar nas desculpas e isso não nos impedirá de olhar para a frente;

- Os erros que cometemos não devem nos amarrar definitivamente ao passado;

- O direito que temos de errar, outros também têm e fracassar uma vez não é fracassar para a vida toda;

- Os pais também se enganam e mesmo quando isso acontece é que desejam o melhor para os seus filhos;

- Cortar os pontos com alguém é cortar pontes onde nós e os outros poderíamos atravessar e viver isolado não é a melhor solução para resolver problemas;

- A comunicação é importante para evitar mal-entendidos;

- Franqueza e doçura não precisam estar dissociados;

- Evitar uma briga vale mais que ter razão;

- Os gestos valem tanto quanto palavras;

- Não é só a intenção que conta, mas ela conta muito;

- Brincar não é privilégio das crianças;

- Devemos perdoar até setenta vezes sete;

- Ninguém é melhor que ninguém;

- Somos todos moldados do mesmo barro e o mesmo Deus que soprou nas minhas narinas, soprou nas narinas do meu irmão;

- Todos temos pecados;

- Jesus também chorou, Ele foi crucificado, mas nunca crucificou.

- Podemos estar na mais alta montanha, no mais longíquo dos desertos e ainda assim estar longe de Deus.

- Aquele que busca a Verdade, encontra a Paz.

- Se somos herdeiros do pecado e herdeiros do bem. São as sementes desse último que devemos deixar ao longo da nossa passagem.

Letícia Thompson

PELO DIREITO DE SER DIFERENTE ... a questão do amor e da liberdade esbarra com mais um curioso obstáculo, que são os condicionamentos culturais ...

Pelo direito de ser diferente

A questão do amor e da liberdade esbarra com mais um curioso obstáculo, que são os condicionamentos culturais. Tenho sido bastante claro no sentido de afirmar que não acredito tanto nas pressões externas quanto a maior parte das pessoas, que falam da sociedade e suas imposições como se fosse uma espécie de bicho-papão de nossa infância. Porém existem vários hábitos criados pelos agrupamentos humanos, aos quais nos familiarizamos desde pequenos, que se transmitem por gerações ao longo dos séculos e aos quais parece que temos de nos ajustar sem reflexão ou contestações. É como se fosse inexorável tal caminho. Numa cultura como a nossa, o traço mais característico desses hábitos — especialmente aqueles ligados à vida amorosa — é sua tendência homogeneizadora; isto é, todo mundo tem de viver da mesma maneira, cumprindo o mesmo tipo de ritual.

Parece-me que as pessoas levaram mesmo a sério a idéia de que somos todos iguais e, portanto, devemos viver exatamente da mesma forma. E isso fica como uma espécie de reflexo condicionado, de modo que qualquer atitude divergente desperta na pessoa uma desconfortável sensação de angústia, de medo indefinido. A idéia de igualdade determinou, na prática, a padronização do modo de vida do casal, apesar de que as diferenças entre as pessoas são visíveis a olho nu. Parece evidente também que tal doutrina agrava a intolerância para os pontos de vista divergentes e a irritação diante dessa situação que, apesar da ideologia, é bastante comum.

Se admitirmos aquilo que nossos olhos podem observar, isto é, que somos todos diferentes, fica até ridículo constatar que, apesar disso, temos sido obrigados que viver exatamente do mesmo modo. E mais, que isso não é absolutamente obrigatório e não se justifica sob nenhum ponto de vista. Um exemplo corriqueiro poderá esclarecer o que pretendo transmitir: nossa cultura diz que todo casal que se ama deverá dormir numa cama só, evidentemente no mesmo quarto; e, se possível, dormir e acordar exatamente no mesmo horário.

Dessa forma, um homem que ronca enquanto dorme, casado com uma mulher de sono leve, terão de passar décadas num tormento recíproco. Ela sem dormir direito e ele levando cotoveladas para parar de roncar. Uma mulher friorenta e que goste de cobertas grossas casada com um homem calorento terão problemas térmicos eternos.

E tudo isso pode acontecer numa casa onde exista um quarto vazio, para hóspedes que nunca existem. E ninguém chega a ter a idéia de que poderiam viver muito melhor se cada um dormisse em seu quarto; quando finalmente se tem a idéia, não há coragem de externá-las pois o temor é de que vai ser muito mal recebida. Acostumamo-nos à idéias de que casais que dormem em quartos separados estão mal e em vias de se separar. Não admitimos que isto seja apenas uma sábia solução para eventuais diferenças de hábitos noturnos, muito mais satisfatória que a perseverança na idéia da cama de casal cheia de concessões e de rancores. Mesmo quando um casal decide dormir no mesmo quarto em duas camas separadas, isso já é mal interpretado e tido como mau indício.

Não é o caso de estender demais o tema. Acho que já é hora de refletir sobre as coisas de modo próprio, levando em conta o modo de ser da gente e do companheiro; não há razão alguma para que vivamos todos de modo igual. Existem múltiplas possibilidades e cada casal deve procurar a que mais lhe satisfaça. É bom alertar: não é proibido gostar de dormir abraçados e na mesma cama; esta é uma das muitas alternativas.

Dr. Flavio Gikovate, médico psicoterapeuta e escritor.


Livro relacionado ao assunto: A Liberdade Possível

Saturday, January 30, 2010

IMPRESSÃO DIGITAL


Impressão Digital

Os meus olhos são uns olhos.
E é com esses olhos uns
que eu vejo no mundo escolhos
onde outros, com outros olhos,
não vêem escolhos nenhuns.

Quem diz escolhos diz flores.
De tudo o mesmo se diz.
Onde uns vêem lutos e dores
uns outros descobrem cores
do mais formoso matiz.

Nas ruas ou nas estradas
onde passa tanta gente,
uns vêem pedras pisadas,
mas outros, gnomos e fadas
num halo resplandecente.

Inútil seguir vizinhos,
querer ser depois ou ser antes.
Cada um é seus caminhos.
Onde Sancho vê moinhos
D. Quixote vê gigantes.

Vê moinhos? São moinhos?

Vê gigantes? São gigantes?

Autor: Antonio Gedeão

A VOZ DO CORAÇÃO

Poema de Sandra Waihrich Tatit

Ouves o teu coração ...
vejas quantas coisas lindas lá residem
nestas horas de paz
renasço e sinto a vida intensamente
introduzida no fundo de minha alma
este piano que agora escuto
me refaz e reconforta
Meu Deus ...
como agradeço ter esta música aqui comigo
é uma acompanhante tão fiel
tão marcante
me deixa num estado de graça e amor
fazendo a palavra fluir com ardor
tão sublime sentir a vida assim
como a sinto agora e poder passar esta doce energia
intensamente vagarosamente pausadamente ...
é como um contentamento emocional
de viver a plenitude de meu ser
transbordante de amor
e tanto carinho a dar aos seres
que me cercam
pelo pensamento pela oração e pelo amor ...
e agradecer esta dádiva de estar aqui agora
desfrutando a magnitude da vida
na plenitude de minha emoção sentida
livremente solta e colorida
assim como um reflexo de luzes
iluminando a terra inteira
meu corpo inteiro a gozar as delícias de sentir ...
sentir amor carinho e dor ...
simultaneamente
respirar a dor com a alegria
nesta singular nostalgia
de sorrir e chorar
unindo a lágrima à rosa
vislumbrar um Deus magnífico ...
dentro de minha amplidão
pela emoção sentida
agradecendo a dádiva da vida ...
é tão doce sentir assim
mesmo sendo um momento efêmero
pequenos momentos se intercalam
na síntese da vida
na sublimidade do universo inteiro
transbordante e borbulhante ...
a derramar o prazer das emoções reunidas
das graças eternas
de cada amanhecer de luz
de cada crepúsculo de saudade ...
vale a vida esta sensação de eternidade !


Sandra Waihrich Tatit
Meus Poemas de Improviso
http://aquariussandra.blogspot.com

Friday, January 29, 2010

ENCONTRO CONOSCO ... É comum as pessoas acharem que a mera companhia de alguém é antídoto eficaz contra a solidão ...



Encontro conosco

Por Pedro J. Bondaczuk


Encontro conosco

Pedro J. Bondaczuk

É comum as pessoas acharem que a mera companhia de alguém é antídoto eficaz contra a solidão. Não é. Não raro nos sentimos mais solitários do que nunca em meio à multidão do que no isolamento do nosso quarto. Freqüentemente percebemos que estamos sós convivendo com quem nada nos acrescenta, que não nos dá ouvidos e sequer nota nossa presença. Parece um paradoxo, mas não é.

Muitas vezes nos sentimos mais bem-acompanhados quando estamos conosco mesmos, sem ninguém por perto – lendo um bom livro, ouvindo alguma música que nos toque ou recordando bons momentos do passado – do que com quem nem mesmo percebe que existimos. Milhões de casamentos naufragaram, naufragam e vão fatalmente naufragar por causa disso. Bilhões de relacionamentos não prosperam por essa razão.
O que combate, de fato, a solidão, não é a companhia, a mera presença física. É o mútuo interesse das pessoas por gostos, alegrias, tristezas, sonhos e decepções umas das outras. Neste aspecto, as amizades (as autênticas, que promovem a comunhão de duas ou mais mentes) são sumamente preciosas e não raro mais bem-sucedidas do que relacionamentos amorosos assentados em bases frágeis, como a mera atração física. Os amigos impedem, sobretudo, que nos sintamos sós, quando não quisermos nos sentir.

Pitoresca (e com inegável fundo de verdade) é a observação feita pelo escritor francês, Hippolyte Adolphe Taine, num de seus ensaios, sobre os principais tipos de pessoas que compõem as sociedades. Claro que elas não se resumem, apenas, às modalidades que apontou. Taine escreveu: “A sociedade tem quatro variedades: os amantes, os ambiciosos, os observadores e os loucos. Estes são os mais felizes”.

Observe-se que a loucura a que se referiu é metafórica, não real. Os loucos, que Taine afirma serem mais felizes, não são, óbvio, os doentes mentais, mas os que aos olhos do mundo parecem viver fora da realidade. São os que encaram a vida com leveza, alegria e ternura, que não se preocupam com bens materiais, que sabem manter o bom-humor nas circunstâncias mais desesperadoras e agudas e só vêem beleza ao seu redor. Ou seja, são os que sabem viver.

Esses nunca sentem solidão. Têm o dom da empatia e sabem se tornar agradáveis, companheiros, cúmplices, íntimos. São constantemente requisitados, porquanto não temem abrir sua intimidade e conquistam nossa confiança para que nos abramos a eles. É dessa sublime loucura que quero ser tomado, para saborear o cálice da vida até a derradeira gota.

O escritor Octávio Paz abordou essa questão por um outro prisma. Escreveu, em um ensaio publicado nos anos 90: “É certo que a vida em comum ameaça sempre nossa identidade, mas a cidade, com suas multidões anônimas, também provoca o encontro com nós mesmos, e em certas ocasiões provoca, até mesmo, a revelação do que está mais além de nós”.

Já vivi, em inúmeras ocasiões, essa experiência e tive vários desses reencontros comigo na “solidão” das ruas movimentadas, em que as pessoas ao meu redor sequer pareciam reais, de carne e osso, mas meras sombras, simples silhuetas, de infinitas formas, tamanho era o mútuo alheamento. Eu não as percebia e elas não pareciam me notar.

Octávio Paz concluiu, a propósito: “Os antigos tinham visões nos desertos e nos páramos, nós no corredor de um edifício ou numa esquina qualquer. A poesia da cidade é simultaneamente a poesia da perda do ser e a poesia da plenitude”. Por mais estranho que pareça, o melhor lugar para nos encontrarmos a sós é nesse burburinho maluco das multidões anônimas.

É estranho, é verdade, e, sobretudo, contraditório, que neste momento, em que a espaçonave Terra conta com 6,3 bilhões de tripulantes, as pessoas se sintam tão solitárias. Não se trata, como se vê, de questão meramente quantitativa, de números. Nunca o ser humano sentiu-se tão só quanto agora. E, principalmente, no meio de multidões.

Os indivíduos fogem do diálogo, daquele íntimo, profundo, de coração aberto e com substância, escondidos em redomas de desconfiança e medo. Essa falta de interação, de troca de idéias constante e permanente, de conhecimento e reconhecimento do próximo, é que estimula preconceitos. Favorece injustiças. Fomenta ódios que explodem no hediondo exercício de matar.

Entre as circunstâncias que a vida nos impõe, uma das situações para as quais estamos menos preparados, convenhamos, é a de encarar a solidão – tema recorrente em minhas crônicas, poemas e contos, que nunca se esgota, pois sempre apresenta algum ângulo novo e original a ser analisado.

Algumas pessoas aproveitam quando estão sós para profunda reflexão. Para a tarefa – necessária, se não indispensável – do auto-conhecimento, descobrindo o que são e como reagem face aos acontecimentos e às ações dos outros personagens do drama do cotidiano.

Outras, no entanto, encerram-se, de vez, em compartimentos estanques. Isolam-se, mais e mais, encarando o mundo com hostilidade e rancor. Com isso, só aprofundam a solidão, que poderia ser passageira se tivessem outra atitude. Para os que se doam, que face a elaapacidade de ministre e ivessem outra atitude estanques e isolam-se, mais e mais, encarando o mundo com hostilidadese comunicam e que aprendem a interagir, esse período de isolamento se torna até necessário, por se constituir em valiosa revisão de idéias, conceitos, sensações e emoções. Mas para os que não têm essa grandeza, essa capacidade, essa generosidade... Resta sofrer ad náusea com a irreparável solidão.

Pedro J. Bondaczuk é jornalista e escritor, autor do livro “Por Uma Nova Utopia”

Thursday, January 28, 2010

ARTE MODERNA


Arte Moderna

Final do séc. XIX e início do séc. XX, o pensamento e a tradição européia estavam se esgotando, os novos artistas e pensadores estavam surgindo para mudar radicalmente o que seus mestres do passado tinham executado e idealizado.

Não que as tradições foram esquecidas, elas continuaram a existir e evoluíram paralelamente aos novos pensamentos, como o surgimento da Teoria da Relatividade e a Psicanálise.

Alguns estudiosos marcam o início da Arte Moderna em meados do séc. XIX, com o Impressionismo, outros no final do séc. XIX, com o Pós-Impressionismo. Utilizaremos aqui a linha que começa com o Fauvismo, dando início a Arte Moderna, no início do séc. XX.

Os artistas na virada do século, queriam algo que não fosse parecido com o clássico e nem que copiasse a natureza, queriam uma simplicidade diferente da Renascença e do Barroco.

O Cubismo foi fundamental para a arte do séc. XX. A arte Oriental e a escultura Africana também foram culturas respeitadas e assimiladas.

Nenhum outro período em uma cultura produziu e sofreu influências de obras tão diversas como este. O ser humano tem mania de classificar toda forma ou estilo de alguma produção, mas diante de tanta multiplicidade de trabalhos que foi produzido no séc. XX, os maiores artistas não chegam a se encaixar em nenhum estilo específico.


AUGUSTE RODIN (1840-1917)

Nasceu em 12 de novembro de 1840, Paris. Aos 14 anos entrou para a escola de Petite. Duas vezes na semana freqüentava as aulas do escultor Antoine Louis Barye. Sua percepção da dimensão do volume na escultura era formidável.

Foi recusado três vezes na Escola de Belas Artes em Paris e foi trabalhar como modelador, escultor e decorador. Em 1864, sua grande obra "Homem com o nariz quebrado" foi rejeitado pelo Salão de Paris. Nesse ano, se tornou assistente de Albert Ernest Carrier-Belleuse. Escapou do serviço militar durante a guerra franco-prussiana e acompanhou Carrier-Belleuse para a Bélgica.

Sofreu influências de Michelangelo quando esteve na Itália, em 1874. Voltou para Paris em 1877 e foi trabalhar numa fábrica de porcelanas.

Em 1880, Rodin foi convidado a apresentar sua arte no novo Museu de Artes Decorativas de Paris. Suas esculturas expressavam uma mistura de erotismo e desespero.

A fama de Rodin estava crescendo. Em 1881, foi convidado a ir para Londres, onde foi muito bem recepcionado e posteriormente voltaria como refugiado em 1914.

Quando voltou para Paris, ganhou acomodações e um estúdio por parte do governo, em 1882. O Hotel Biron também permitiu que Rodin morasse lá até a sua morte, em troca, algumas de suas obras permaneceriam no Hotel, existindo até hoje.

Em 1888, Rodin apresentou sua arte na exposição de Bruxelas. Em 1889, expôs com Monet em Paris. Na exposição internacional de 1900, 168 obras de sua autoria, encontravam-se no pavilhão de Rond-Point, em Paris. Morreu 17 de novembro de 1917 em Meudon.

Deixou inúmeras esculturas inacabadas propositadamente, dando a impressão de que a figura estava saindo da pedra. Seu estudo da escultura antiga o permitiu modelar formas contrastando com o reflexo da luz, produzindo efeitos antes inimagináveis.


PABLO PICASSO (1881 - 1973)

Pablo Ruiz y Picasso nasceu em Málaga, Espanha, em 1881. Iniciou seus estudos de pintura com seu pai, mestre em desenho e em 1895 foi estudar na Escola de Arte de Barcelona. Em 1897 foi para a Academia de Madri e em 1900 conheceu Paris, mudando-se para lá três anos mais tarde.

Entre 1917 e 1924, Picasso desenhou trajes e decorou vários ballets. Se interessou pelo Surrealismo no ano de 1925, mas nunca chegou a se tornar um membro oficial.

Depois da II Grande Guerra, mudou-se para o sul da França. Enquanto morava na Espanha, sua pintura seguiu a tradição acadêmica. Depois de 1900 foi influenciado pela arte de Lautrec e do desenvolvimento artístico que atingiu a Europa. Seus trabalhos refletiram essas influências assim como uma maior consciência social.

Picasso não demonstrava o verdadeiro significado dos seus quadros. Durante 1901 e 1904, em seus trabalhos havia a predominância de tons azuis, o que lhe rendeu o nome de "período azul".

Em 1905, Picasso mudou um pouco o seu estilo, seus traços se tornaram menos grosseiros e menos melancólicos. Seu principal tema se tornou o circo e o azul foi substituído pelo rosa como podemos ver em "Família de Saltimbancos".

Durante o inverno de 1906-07, interessado na Escultura Negra Primitiva, Iberiana e outros estilos, provocaram uma nova mudança. Vemos esta transformação em "Les Demoiselles D'Avignon". Essa nova fase não foi conhecida pelo público até 1927, e mesmo depois de conhecida, não foi compreendida. Picasso começou a simplificar sua forma, conduziu o conceito melhor do que a imagem visual. As figuras forma simplificadas para uma série de planos e ângulos, a representação do espaço se tornou virtualmente desprezada.

Esses foram os estilos e influências que prepararam Picasso para desenvolver o Cubismo. De 1909 até o início da I Grande Guerra, Picasso e Braque trabalharam juntos no desenvolvimento dessa nova pintura.

Nos trabalhos mais recentes, no Cubismo, Picasso foi muito influenciado por Cézzane, ele tomava os objetos naturais como seu ponto de partida, mas analisava e reconstruía em elementos de formas simples que se adequassem melhor a face da figura. As cores forma suavizadas para um tom monocromático, abandonando a ênfase na estrutura.

Nos próximos dois anos, seus arranjos se tornaram complexos e difíceis de compreender, as imagens se tornaram cada vez menores, as relações entre elas e o fundo da tela se tornaram confusas.

Durante a I Guerra, trabalhou sozinho, desenvolvendo o Cubismo, dando mais qualidades decorativas. Usava espaços padrão, cores mais brilhantes e figuras com curvas mais soltas. Da mesma forma que retornou ao estilo mais natural, o quadro "Retrato de Ambroise Vollard", 1915, mostrava sua nova admiração pelo oculto.

Em 1917, foi para Roma e começou a pintar figuras monumentais, calmas, com uma característica clássica. Em "Camponês Dormindo", 1919, ou "Mãe e Filho", 1921, o tema clássico e as figuras do Centauro e Faunos entraram em seu repertório. A partir de então, a figura se tornou o principal tema.

Em meados de 1920, Picasso se aproximou do Surrealismo. As formas apresentavam características metamórficas e emocionalmente distorcidas mais do que razões formais, como em "Os Três Dançarinos", 1928. A pintura de Picasso não mudou muito desde então, sua imaginação fértil não o permitiu repetir muitas idéias. Uma vez comentou, "as várias maneiras que usei em minha arte não devem ser consideradas como uma evolução mas como variações".

Depois de uma série de figuras femininas, em 1932, utilizando curvas sensuais, Picasso parou de pintar temporariamente. Entre 1935 e 1937 trabalhou em projetos gráficos e em poesias Surrealistas.


VINCENT VAN GOGH (1853 - 1870)

Nasceu em Zundert, Holanda, em 1853. Começou a desenhar desde cedo. Sua vida religiosa, herdada do pai, não durou muito, o que o levou a se dedicar mais a arte.

Em 1880, passou rapidamente pela academia de Bruxelas e voltou para a Holanda, estudando pintura com Anton Mauve.

Van Gogh admirava Jean François Millet e Joseph Israels. Como Millet, pintou a vida dos trabalhadores ao seu redor.

Seu irmão Theo mostrou-lhe obras de Pissarro e Monet, logo se interessou pela teoria das cores de Eugene Delacroix. A partir daí, deixou de usar as cores escuras e passou a utilizar fortes cores em seus próximos trabalhos.

Em 1886, Van Gogh foi para Paris e teve a oportunidade de conhecer os artistas impressionistas. Suas pinturas começaram a mudar e fez amizades com Paul Signac, Gauguin e Emile Bernard. Van Gogh começou a estudar esse novo estilo e acabou desenvolvendo sua própria técnica.

Sofrendo de depressão, começou a beber muito. Em 1888, foi morar sozinho em Provence, sul da França. Nesse período, Van Gogh exercitou muito sua pintura de várias formas.

Gauguin foi ao seu encontro no sul da França. Suas diferenças de idéias os afastaram e perturbado mentalmente que estava, Van Gogh cortou parte de sua orelha esquerda e ofereceu para as prostitutas do bordel local.

Procurando se curar de sua loucura, ele próprio se internou no asilo Saint-Rémy. Internado, Van Gogh produziu muitos quadros, mudando seu estilo.

Em janeiro de 1890, alguns de seus quadros foram expostos em Bruxelas. Em março dez de seus quadros foram para o salão de Paris, recebendo muitos elogios. Em maio ele saio do asilo, foi visitar seu irmão em Paris e ficou sob os olhos do Dr. Gachet. Começou a pintar com determinação pelo interior. Preocupado com seu irmão e com sua própria recuperação, seu problema de depressão retornou. Em 27 de julho de 1890, atirou em si próprio e no dia 29 faleceu.


HENRI MATISSE (1869 - 1954)

Nasceu em Le Cateau-Cambrésis, norte da França. Começou a pintar em 1890, durante o período da convalescência.

Foi para Paris e estudou com Bouguereau na Academia Julian. De 1892 até 1897, foi estudar com Gustave Moreau na escola de Belas Artes. Lá ele conheceu Marquet, Camoin e Rouault. Quando foi trabalhar na Academia Carrière, em 1899, conheceu Derain e Puy, completando então o grupo que futuramente seriam reconhecidos como Fauves.

Sua primeira exposição, em 1904, ocorreu em Ambroise Vollard e não obteve grande sucesso. No ano seguinte, juntamente com o grupo, expôs no salão de Paris, desta vez, o grupo foi reconhecido como Fauves e Matisse como o líder.

Matisse conseguiu reputação internacional, exibindo em Paris e Alemanha.

Em 1908 fundou a Academia Matisse para uma seleção de estudantes cosmopolita e publicou "Notas de um Pintor" onde estavam suas crenças artísticas.

Desde 1904 Matisse trabalhou parte de cada ano no sul em Saint-Tropez e Collioure e mais tarde na Espanha e em Marrocos. Depois de 1916, passou a maioria dos invernos em Nice. Morreu em Cimiez, subúrbio de Nice em 1954.

Apesar de nunca ter se juntado aos Cubistas, sofreu algumas influências deste grupo. Entre 1913 e 1917 sua pintura era um pouco austera, com linhas retas e formas geométricas. Depois seu estilo ficou mais solto, figuras femininas e o interior foram seus principais temas, trabalhados em estilo livre e com cores decorativas.

Sua escultura era uma extensão da sua pintura. Na escultura, sua admiração pela Arte Primitiva estava mais aparente. Em alguns trabalhos ele explora o sólido, aspectos estruturais do corpo com um certo exagero afim de alcançar uma clara expressão da forma.


PAUL GAUGUIN (1848 - 1903)

Nasceu em Paris, em 1848, numa família de classe média. Por causa do golpe de estado de Luís Napoleão, sua família se mudou para a América do Sul. Aos sete anos, depois de viver em Lima, Peru, voltou para a França e foi estudar em Orléans e Paris. Aos 17 anos se alistou na marinha servindo até o ano de 1871.

Gouguin começou a se interessar pela arte, comprando alguns quadros impressionistas. Em 1883, começou a pintar com Pissarro em Osny. Entre 1880 e 1886, expôs seus trabalhos junto com o grupo de impressionistas.

Começou a ser influenciado pelos quadros de Cézanne e pelas pinturas Japonesas, mudando seu estilo. Se juntou a Van Gogh, mas suas diferenças de idéias logo os afastaram.

Ele e Schuffenecker organizaram uma exposição no Café Volpini em Paris, onde impressionaram os artistas do simbolismo.

Interessado na arte oriental, foi morar no Taiti. Ficou encantado com sua arte e estilo de vida. Antes de voltar para Paris, por necessidades tais como dinheiro, pintou "A lua e a terra" expressando a cultura Maori.

Logo voltou ao Taiti e com uma vida conturbada, passando por necessidades físicas e monetárias, tentou o suicídio. Se envolveu em conflitos com os europeus e com as autoridades, foi preso em março de 1903. Em maio, morreu na prisão.


CLAUDE MONET (1840-1926)

Nasceu em Paris, em 14 de fevereiro de 1840. Rapidamente seu talento foi revelado em Le Havre, lugar onde sua família foi morar.

Sua atitude perante a arte foi transformada quando viu a possibilidade de pintar ao ar livre. Sua coleção de pinturas japonesas também o ajudou para isso.

Em 1859 Monet voltou para Paris. Visitou o salão de artes muitas vezes e entrou para o ateliê suíço, onde Courbet havia trabalhado. Monet pôde apreciar muitos quadros de Courbet e Delacroix e se encontrar com os artistas desse período.

Teve que ir para a Argélia por causa do serviço militar. Seu pai o tirou de lá quando ficou seriamente doente. Voltando para Le Havre, sofreu influência de Johan Barthola Jongkind.

Voltou para Paris em 1862 e foi para a Escola de Belas Artes. Monet e seus colegas estudantes, Bazille, Renoir e Sisley formaram um grupo a parte. Em 1863 foram estudar pintura ao ar livre, na floresta de Fontainebleau em Chailly.

Em 1865 Monet passava dificuldades financeiras e Bazille dividiu com ele seu ateliê. Nessa época, seu nome se confundia com o de Edouard Manet, que já era consagrado e se irritou com a comparação. Monet que admirava Manet resolveu se afastar e voltou a pintar em Chailly. Courbet foi Visitá-lo e sugeriu algumas alterações em suas pinturas, depois de algum tempo, arrependeu-se das alterações que havia feito.

Em 1867 novamente enfrentou dificuldades financeiras. Bazille tentando ajudá-lo, comprou "Mulher no Jardim", mas isso não resolveu o problema. Monet se viu obrigado a voltar para Le Havre, nesse meio tempo nasce seu filho, Jean Monet em Paris.

No café Guerbois, em Paris, um lugar de encontro dos artistas, Monet se inspirou em estudar novas experiências. Ele e Renoir começaram a estudar os efeitos da luz na água, sua dedicação era tanta que acabou construiu um barco-estúdio para melhor aproveitamento de suas observações.

Monet foi o grande responsável pela primeira apresentação em grupo dos impressionistas em 1874. O nome impressionismo foi dado ao quadro de Monet "Impressão: nascer do sol". Em 1878 nasce seu segundo filho, Michel e no ano seguinte morre sua esposa, Camille.

Monet expôs com o grupo muitas vezes e trabalhou em vários lugares próximos de Paris. Casou-se novamente com a viúva de um amigo seu, Ernest Hoschedé e foram viver em Giverny, próximo ao rio Epte, em 1883. Morreu no ano de 1926 neste mesmo local.

Em Giverny, a partir de 1890, ele começou a pintar em horas diferentes do dia, de acordo com a mudança da luz.

Monet se dedicou a observar e pintar as diversas intensidade da luz e das cores, seu estilo influenciou até mesmo os artistas do século XX.

Fonte: Minha Biblioteca Pessoal

Wednesday, January 27, 2010

REVOLUÇÃO SEXUAL



Por: Flávio Gikovate
Revolução Sexual


A primeira revolução sexual aconteceu nos anos 1960, ativada pelo surgimento da pílula anticoncepcional (que abriu as portas para os movimentos de emancipação feminina) e pela idéia de H. Marcuse, entre outros, de que a livre expressão da sexualidade humana traria desdobramentos políticos, igualitários e libertários.

Deu no que deu: o livre exibicionismo feminino ativou a competição entre os homens que passaram a disputar de uma forma mais agressiva o acesso às mais atraentes. Ativou a competição entre as mulheres, cada vez mais interessadas em se exibir como as mais belas e cobiçadas. Ao mesmo tempo, contribuiu para a introdução nas classes média e alta das drogas psicoativas antes só usadas por marginais.

Num primeiro momento parecia que as coisas iriam ser diferentes, pois no fim dos anos 60 e início dos 70 os homens deixaram os cabelos crescer, passaram a usar bolsas a tiracolo, sandálias etc. Parecia que eles haviam se tornado mais doces, mais próximos do modelo feminino tradicional. As moças pareciam mais disponíveis para o sexo sem compromisso (ainda que tivessem que recorrer à maconha para se sentirem mais livres) e houve várias tentativas de vida em comunidade.

Tudo isso durou muito pouco, de modo que rapidamente os ciúmes prevaleceram sobre a liberdade sentimental e sexual, o jogo de poder entre os sexos se tornou a regra, a maconha foi substituída pela cocaína, as mulheres é que passaram a se vestir com gravatas e outros acessórios masculinos e os Hippies viraram Yuppies. A ânsia por poder econômico e sucesso profissional se tornou enorme e a idéia era a do mais sucesso a qualquer preço – e logo. Trabalhavam muito durante o dia e queriam se divertir loucamente durante a noite. Usavam a cocaína para conseguir tal feito.

Vínhamos caminhando desta forma até que, de uns poucos anos para cá se introduziu um novo ingrediente: a influência crescente da indústria pornográfica! Não se trata de fenômeno novo por si. O que é novo é o fato do material produzido por ela estar à disposição 24 horas por dia em canais de televisão, na internet e mesmo em inúmeras revistas.

Isto pode parecer um fator secundário e sem importância. Porém, há alguns meses eu estava em Nova Iorque e li uma matéria numa revista local que dizia que os rapazes de 16-18 anos de idade estavam cada vez menos interessados em relações sexuais reais com as moças com as quais conviviam.

Diziam preferir o sexo virtual, aquele que se processa intermediado pela internet. Ou então, se divertiam muito assistindo os filmes pornográficos, de modo a preferi-los às relações sexuais propriamente ditas.

Achavam as moças da vida real muito pouco interessantes quando comparadas com as “atrizes” dos filmes pornográficos ou as moças que “fazem sexo” virtual na internet (pago ou não). Preferiam o comportamento muito mais extravagante e exibido das mulheres que apareciam nos filmes. Parece que não se incomodavam muito com o fato de que provavelmente se tratava de um prazer falso, um fingimento.

O fato é que muitos moços, lá nos EUA e também aqui, se mantém virgens até que surja um envolvimento amoroso de maior significado, condição na qual se iniciam. Hoje em dia há mais rapazes de 18 anos virgens do que moças. As prostitutas continuam visitadas por homens mais velhos e turistas. Os jovens não se interessam muito por elas, a menos que saibam fingir da mesma forma que as mulheres do mundo virtual, que se tornaram o padrão de referência para eles.

As moças, muito menos assediadas do que antes, passaram a ter que tomar iniciativas, coisa que nunca foi o seu papel justamente porque elas despertam o forte desejo visual masculino. Assim, meninos que são fortemente influenciados pela visão estão se saciando no mundo virtual e as moças que são menos visuais estão buscando contato real. Elas, que não têm o desejo visual, têm que se tornar mais ativas porque eles estão satisfeitos com a sua “vida sexual”.

É extremamente importante registrar a relevância destas mudanças, pois se trata de uma vantagem feminina que está sendo transferida para os homens: elas sempre foram objeto do desejo e eles sempre tiveram que tomar as iniciativas e correr os riscos de rejeição. Agora, pela primeira vez na história, eles podem ficar encostados no bar da discoteca, com um copo de bebida na mão, esperando serem abordados. Numa história de vitórias femininas, esta parece ser a primeira vez em que os homens conseguem reverter o resultado. E isso graças à indústria pornográfica! Sim, porque elas divertem muito os homens que, depois de se masturbarem, sentem saciedade e sono.

Às moças não têm sobrado outro recurso senão o de imitarem as mulheres que aparecem nos filmes pornográficos. Vestem-se de uma forma cada vez mais extravagante e provocante, estreitando a distância que sempre existiu entre as mulheres mais vulgares e as “de boa família”. Quando chega a hora da intimidade física o que fazem? Imitam as atrizes dos filmes pornográficos. Imitam a imitação. Fingem orgasmos que não sentem, demonstram gostar de práticas que lhes molesta, mostram uma exuberância falsa. Se não agirem desta forma, serão desprezadas, já que são comparadas com o que os rapazes assistem nos filmes.

O fato dramático e triste é que a vida sexual dos jovens está sendo norteada pelo que aparecem nos filmes pornográficos. Eles é que se transformaram nos verdadeiros “mestres” da arte erótica. Ou as moças se comportam como as mulheres que inspiram os sonhos masculinos ou elas são desprezadas e tratadas como “caretas” ou pouco atraentes.

Este é o ponto em que nos encontramos, para mim totalmente inesperado. É claro que não são todos os rapazes e moças que aderiram a este padrão de comportamento. Mas é para lá que os ventos sopram, a menos nos dias que correm. Cabe a nós, pessoas responsáveis, tentar acompanhar o andar da carruagem e, se possível, tentar interferir de forma construtiva no processo a que estamos submetidos.

Dr . Flávio Gikovate , médico , psicoterapeuta e escritor

Monday, January 25, 2010

JANELAS PARA A VIDA

Janelas Para a Vida

Por Pedro J. Bondaczuk


Os poetas dizem, do alto da sua sensibilidade, que “os olhos são as janelas da alma”. Embora pareça mero clichê, trata-se, no entanto, de feliz metáfora, de óbvia verdade da qual nem sempre nos conscientizamos. São estes instrumentos, sempre aos pares, que nos permitem conhecer o belo e o feio. São eles que informam o cérebro sobre as formas, as cores, as tonalidades, o tamanho, a profundidade etc.etc.etc. de tudo e de todos. São, pois, as mais úteis ferramentas do conhecimento. Alimentam o cérebro de informações, fornecem à razão a matéria-prima para a tomada da consciência do mundo e das decisões que nos garantam a sobrevivência e fomentam a geração de idéias. Não é nenhum exagero, pois, afirmar que os olhos são “janelas para a vida”.

Este preâmbulo vem a propósito de memorável sermão do Padre Antônio Vieira (como, ademais, todos os de sua lavra o são), que tenho, agora, à minha frente e sobre cujo conteúdo convido o paciente leitor a refletir comigo.

O incomparável pregador – e um dos maiores estilistas, se não o maior, da língua portuguesa – inicia a prédica em questão com as seguintes exclamações: “Notável criatura são os olhos! Admirável instrumento da Natureza; prodigioso artifício da Providência!”. Não se limita, porém, a louvar a utilidade desse nobre sentido. De imediato, aponta, não só suas vantagens, mas, também, os perigos a que ele nos expõe. Por que essa admiração, esclarecido leitor?

Creio que o pregador tira, a seguir, suas dúvidas (ou as aumenta, sei lá) ao acentuar: “Eles (os olhos) são a primeira origem da culpa; eles a primeira fonte da graça. São os olhos duas víboras, metidas em duas covas, e que a tentação pôs o veneno e a contrição a triaga”. Triaga, para que você entenda a metáfora, é uma espécie de xarope medicamentoso, muito utilizado nos tempos que Vieira viveu. Não ficou convencido ainda? Reproduzo mais um trecho do sermão: “São duas setas (os olhos) com que o Demônio se arma para nos ferir e perder; e são dois escudos com que Deus depois de feridos nos repara para nos salvar”.

Qual a razão do padre entender que os olhos são a primeira origem de culpa? Simples! Porque é através deles que nos sentimos tentados a fazer o que não devemos (como cobiçar uma bela mulher que não possamos, por razões morais, conquistar, por exemplo. Ou a desejar tomar posse, indevidamente, do que nos agrade, mas não nos pertença. Ou a cometer tantas e tantas outras violações da moral). Os olhos, o leitor há de convir, são a principal porta de entrada de todas as tentações que nos vão na alma.

São, porém, igualmente, fontes primitivas da graça. Colocam-nos face à beleza, à grandeza e à transcendência. São a “triaga” salvadora para nos prevenir da corrupção e do erro. Vieira, todavia, vislumbra outra função para essas “janelas da vida”. Lembra: “Todos os sentidos do homem têm um só ofício; só os olhos têm dois. O ouvido ouve, o gosto gosta, o olfato cheira, o tato apalpa, só os olhos têm dois ofícios: ver e chorar”.

As lágrimas! Quão misteriosas (e benignas) são! Frutos de profundas emoções, quer positivas, quer negativas (afinal, choramos tanto de alegria, quanto de tristeza), são uma espécie de válvula de escape de extremas tensões provocadas pelos sentimentos, protegendo o sistema nervoso e evitando colapso completo de todo o organismo. São, portanto, um bem, em qualquer das situações (quer nas incontidas alegrias, quer nas extremas tristezas). Mas Vieira ainda não se contenta. Torna a questionar.

Indaga: “Ninguém haverá (se tem entendimento) que não deseje saber: por que ajuntou a natureza no mesmo instrumento as lágrimas e a vista; e por que uniu a mesma potência o ofício de chorar, e o de ver?”. Sim, por que esse capricho? Por que as lágrimas, por exemplo, não são causadas pelo tato, ou pelo paladar, ou pela audição ou pelo olfato? A razão é óbvia, mas teimamos, em nossa mania de complicar tudo, em ignorar exatamente o que é mais evidente e lógico.

Vieira comenta, com sua irretorquível lógica: “O ver é a ação mais alegre; o chorar a mais triste. Sem ver, como dizia Tobias, não há gosto, porque o sabor de todos os gostos é ver; pelo contrário, o chorar é o estilado da dor, o sangue da alma, a tinta do coração, o fel da vida, o líquido do sentimento”. As metáforas do pregador, como se observa, são de rara beleza, mas ele ainda não respondeu à questão que propôs.

Contudo, esse sábio orador nunca deixou seus fiéis ouvintes na mão. Por isso, nos dá a resposta à própria indagação (e à dos que “têm entendimento”) nestas palavras claras, incontestáveis e de enorme sapiência: “Por que ajuntou logo a natureza nos mesmos olhos dois efeitos tão contrários, ver e chorar? A razão e a experiência é esta. Ajuntou a natureza a vista e as lágrimas porque as lágrimas são a conseqüência da vista; ajuntou a Providência o chorar com o ver, porque o ver é a causa do chorar”. E conclui: “Sabeis por que choram os olhos? Porque vêem”. Simples assim! E é preciso explicar mais alguma coisa?!




Pedro J. Bondaczuk é jornalista e escritor, autor do livro “Por Uma Nova Utopia”

O conteúdo veiculado nas colunas é de responsabilidade de seus autores.

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Sunday, January 24, 2010

OLHOS DE LUZ

Olhos de Luz
Poema de Sandra Waihrich Tatit

De um jeito diferente ,
de um sentir estranho e de um sonho bom ...
como o mar em minha frente ,
suas ondas se aproximam ,
trazem luzes tão profundas ,
é um brilho que acalma ,
que recorda ,
que exalta ...
é uma dor que não machuca .
O horizonte contempla ...
o perfil daquela luz , que conduz , refaz e seduz ,
deixa sinais de verdades vividas ,
de sofridas vidas ...
encantadas , amadas e desamadas .
São olhos , são mar e são luar
em seu eterno seduzir ,
seu brilho é fugaz e envolvente ...
suas ondas se entrelaçam e falam
de amores findos e iluminados ,
desamores frustrados e inacabados ...
de sofrimentos superados ,
de espaços já galgados .
Os sonhos surgem exaltados ,
sensualidade exacerbada
penetra nas raízes , deixa sua marca ,
depois foge horizonte afora
sem hora e sem limite ,
voa na hora da chegada da onda esperada ...
e a estrela destes olhos se revela iluminada .
Quantas pessoas
já se encantaram por esses olhos ...
tão acesos e serenos ,
pedaços de alma que acalmam ...
refazem e conduzem ,
são olhos de luz!


Sandra Waihrich Tatit
Meus Poemas de Improviso

Saturday, January 23, 2010

*BORBOLETAS* Mário Quintana

Com o tempo, você vai percebendo que
para ser feliz com uma outra pessoa,
você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também que aquele (a) cara que você ama (ou acha que ama)
e que não quer nada com você,
definitivamente, não é o homem (a mulher) da sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e,
principalmente, a gostar de quem também gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas…
é cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar,
não quem você estava procurando,
mas quem estava procurando por você!”

Mário Quintana , eminente poeta do Rio Grande do Sul

Thursday, January 21, 2010

A CAPACIDADE DE SER ANTICONVENCIONAL ... deveríamos tentar entender agora por que tal postura diante da vida é tão rara

A capacidade de ser anticonvencional

Entendida a liberdade como agradável estado de espírito derivado de uma coerência a maior possível entre idéias e atitudes, deveríamos tentar entender agora por que tal postura diante da vida é tão rara. E a primeira coisa que gostaria de assinalar é a seguinte: num período como o que estamos vivendo, o primeiro obstáculo à liberdade é a existência de uma enorme confusão no mundo das idéias; parece ser muito incomum que alguém tenha idéias definidas e claras, de modo que nessas condições sua conduta deveria refletir suas contradições internas; ou então o indivíduo se mantém em uma dada direção – apesar da contradição interna – até que clareiem melhor suas idéias.

Este aspecto é, a meu ver, secundário para a questão da liberdade; o básico é o temor do desafeto e das represálias em geral, ao qual está sujeito o indivíduo que não se comporta conforme os padrões usuais e tidos como aceitáveis. Estruturas sociais repressivas – e creio que são tanto mais repressivas quanto mais sofisticados os agrupamentos sociais – agem sobre cada indivíduo tal que o não comportar-se conforme as expectativas aparece sob a forma de não dispor dos meios materiais de sobrevivência em virtude de não encontrar trabalho. Comportamentos não convencionais determinam também a possibilidade de o indivíduo não ser amado, sendo esta uma das sanções quase que insuportáveis para os homens.

Assim, para sermos amados por nossos pais, colegas e parentes, teremos de agir de modo que não ofenda suas maneiras de ser e de pensar – sim, porque cada um toma a si como um modelo de perfeição a ser proposto especialmente para os filhos, apesar de que a própria pessoa pode se sentir brutalmente infeliz e insatisfeita. As represálias sociais são de tipo análogo: o indivíduo que não se comporta conforme o usual é rejeitado e desprezado; não poderá continuar a se sentir parte integrante daquela coletividade, além de ser punido em suas pretensões de ordem material.

De outra forma, pode se dizer que a liberdade se confunde com a capacidade de uma pessoa de prescindir do amor das outras. O medo da liberdade, presente em todos nós, não é infundado, pois em sociedades como a nossa cada um funciona como repressor dos outros, de tal forma que a liberdade confunde-se com desafetos e solidão.

Uma pessoa será, portanto, tanto mais livre quanto menos interessada e preocupada estiver com a opinião e, portanto, o afeto – das outras. Terá que estar suficientemente forte para suportar as represálias de todo tipo, mas principalmente a sensação de desamparo na medida que uma pessoa se perde de suas convicções – o que significa afastar-se da agradável sensação de liberdade – por temor das represálias, tenta recuperar algum tipo de prazer exibicionista através da busca de destaque social dentro das regras do jogo existente. E, ao perseguir tal objetivo – do qual já não está plenamente convencida –, tenderá a se afastar cada vez mais de suas idéias e pensamentos iniciais, de tal maneira que a sensação íntima é cada vez mais desagradável e insatisfatória; e isto será verdadeiro mesmo para aquelas criaturas que sucederem plenamente nesta busca de destaque social. Serão admiradas e invejadas pela grande maioria dos seus contemporâneos, porém se sentirão profundamente infelizes e frustradas; e mais profundamente solitárias, apesar de terem feito tais concessões para evitar essa dolorosa sensação.

Dr.Flávio Gikovate, médico psicoterapeuta e escritor.

Tuesday, January 19, 2010

FLAMENCO cigano radicado na Andaluzia passou a ser conhecido como flamenco na Idade Média ...


Flamenco, o cigano radicado na Andaluzia passou a ser conhecido como flamenco na Idade Média. Com o tempo, o termo passou a designar grande parte do folclore andaluz e das zonas vizinhas,
especialmente a música e a dança.
Flamenco é a arte do canto e da dança própria dos ciganos espanhóis da Andaluzia, que se propagou a outras regiões da Espanha e tornou-se comum nas cidades mediterrâneas e grandes núcleos urbanos, como Madri e Barcelona. Embora seja de fundo árabe, está estreitamente ligado aos ciganos, nos quais encontrou seus verdadeiros intérpretes. A essência do flamenco é o canto, freqüentemente acompanhado de violão. Os cantos e bailes flamencos constituem arraigada tradição do povo andaluz, que neles traduz seus momentos de alegria ou tristeza, extravazando sentimentos, sempre impregnados das idéias de amor e morte. Atualmente o flamenco encontra-se bastante comercializado, fazendo parte de espetáculos teatrais.
As origens do flamenco remontam às danças e cantos pré-cristãos do sul da península Ibérica. Esse substrato nutriu-se das contribuições sucessivas de vários povos, especialmente árabes e judeus. A imigração de povos ciganos no século XV foi dando contornos definitivos a essa arte, reconhecida como tal desde o século XVIII, quando as canções ganharam letra. A partir do século XIX, os ciganos começaram a dançar e cantar profissionalmente nos cafés. Surgiu assim a figura do guitarrista, acompanhante habitual do cantaor, nome que se dá ao vocalista. O ritmo da dança e do sapateado é marcado por palmas, gritos de incentivo ou reprovação denominados jaleo, estalar de dedos e unhas (para os homens) e toque de castanhola (para as mulheres),
todos componentes essenciais do espetáculo.
Contudo, o aproveitamento turístico dá a essas manifestações artísticas aspectos frequentemente menos genuínos do que aqueles que se encontram habitualmente nos ciganos.
Dos gêneros mais antigos do flamenco, como as nostálgicas cañas e soleares, derivaram formas mais modernas e jocosas. A siguiriya, de raízes ancestrais, e a saeta, lamento pela paixão de Cristo, são outras modalidades do flamenco. A partir da segunda metade do século XX, o flamenco passou a sofrer diversas influências, que as correntes tradicionais tentam evitar para não serem desvirtuadas.
O cantor José Meneses, a bailarina La Chunga e o guitarrista Manitas de Plata são artistas flamencos de destaque.

Fonte: Enciclopédia Barsa- macropédia, volume 6 (Flamenco).

A GRANDE INCÓGNITA- a vida pode ser comparada a um caminho de sombras e luzes, cuja extensão desconhecemos e que nos conduz a um destino ignorado ...


A Grande Incógnita

Por Pedro J. Bondaczuk


A vida pode ser comparada a um caminho de sombras e luzes, cuja extensão desconhecemos e que nos conduz a um destino ignorado. É como essas trilhas perdidas num bosque, que são mais escuras nos trechos em que há grande concentração de árvores e totalmente iluminadas pelo sol naqueles em que não há planta nenhuma, a não ser um verde gramado de se perder de vista.

Caracteriza-se, sobretudo, pelo imprevisto, bom ou ruim, para os quais temos que estar sempre atentos. No primeiro caso, para usufruirmos, com alegria e encantamento. No segundo, para nos prevenirmos e evitarmos os buracos, pedras e espinhos que venham a atrapalhar nossos passos, quando não nos derrubar e nos ferir.

É nessa imprevisibilidade que reside o grande encanto da vida.. Quanto à sua extensão e destino... não devemos nos preocupar. Por que não? Porque é inútil. Porque estes são fatores nos quais não temos a menor condição de interferir e modificar.

Entre as inúmeras incertezas que temos, em relação ao universo, uma certeza se destaca, soberana e imutável: a de que o planeta que habitamos, um dia, terá fim. Não sabemos quando isso irá ocorrer, mas conhecemos “como” acontecerá. Quando o sol consumir todo seu combustível, irá se expandir, de tal sorte, que reduzirá a cinzas os planetas que o orbitam, entre os quais, o nosso, claro.

Depois, explodirá, como monstruosa bomba de hidrogênio e se contrairá, até se tornar uma anã branca. Por mais que essa estrela tenha existido, exista e venha a existir, será um tempo ínfimo, em relação à eternidade. E qual será o destino do homem?

Estará fadado à extinção, num piscar de olhos, assim como um dia começou a existir? Conquistará outro planeta, de uma outra estrela, e dará continuidade à vida? Isso, ninguém sabe, embora possa intuir. Mesmo sem o homem, porém, o universo seguirá em seu curso eterno, rumo a um destino que nossa mente jamais alcançará saber qual seja.

Não sabemos, portanto, além da duração e destino da vida e do tempo exato em que a Terra continuará a existir, se a nossa espécie irá se extinguir ou se, com sua engenhosidade e inteligência, saberá prover alguma forma de sobrevivência. Nenhuma dessas questões, porém, se constitui na grande incógnita, sobre a qual devamos nos debruçar para esclarecer.

A pergunta fundamental, que deveria ser nossa preocupação constante, é, aparentemente, mais simples, e foi feita em uma entrevista, concedida na década de 70 à extinta revista “Visão”, por Eugéne Ionesco, um dos maiores patafísicos e dramaturgos do teatro do absurdo: “Por que não nos amamos?”

Pois é. Por que? O próprio escritor romeno acrescenta: “Para isso (para nos amarmos) não há necessidade de grandes homens e de grandes doutrinas”. Não há mesmo. Ionesco, para justificar essa afirmação, lembra que essa mesma pergunta foi feita pelo principal personagem de Fedor Dostoievski, no romance “O idiota”, “em sua lúcida ingenuidade”.

Se todos estamos no mesmo barco (e estamos), se ninguém consegue sobreviver por muito tempo sozinho, se para os mínimos atos da vida dependemos uns dos outros, convenhamos, é uma extrema estupidez o fato de não nos amarmos. Mas não nos amamos, em sentido genérico. Competimos uns com os outros, os fortes subjugam e se aproveitam dos mais fracos (não somente no aspecto físico, mas no mental, psicológico, econômico e social) e em raras ocasiões conseguimos nos entender, o mínimo que seja.
Confesso que, por muito tempo, fiquei com um pé atrás em relação a Eugène Ionesco (que, apesar de romeno de nascimento, tinha fortes vínculos com a França, já que sua mãe era francesa e ele passou a maior parte da sua vida nesse país). Conhecia, dele, apenas sua principal peça, “A cantora careca”, encenada pela primeira vez em 11 de maio de 1950, no Teatro dos Noctambules, em Paris, e que originou o movimento conhecido como Teatro do Absurdo. Detestei!

Não atentei, a princípio, para a sua proposta. Achava-a maluca demais para os meus padrões estéticos e culturais de então. Ao assistir outras encenações desse mesmo trabalho, porém, aos poucos foi compreendendo suas idéias (e concordando com elas). Ionesco mostrou, sobretudo, humildade nas entrevistas que concedeu. Confessou, por exemplo, que na criação do Teatro do Absurdo, ou “anti-teatro” – que propunha a volta às origens das artes cênicas, ou seja, um teatro puro, despojado de convenções, cruelmente poético, casual e sumamente imaginativo – foi influenciado por Franz Kafka e pelo poeta e dramaturgo francês Alfred Jarry, conhecido por suas peças hilariantes e insólitos poemas.

Li, posteriormente, alguns ensaios seus e achei-os lúcidos e equilibrados, assim como os cinco romances que publicou. Vibrei, pois, quando soube que Eugène Ionesco foi eleito para a seletíssima e badalada Academia Francesa, em 1970. Foi quando passei a refletir com assiduidade sobre essa que ele classificou como a “grande incógnita humana”: “Por que não nos amamos?”. Sim, leitor, por que? Você teria uma única resposta objetiva que, em pouquíssimas palavras, desse uma, e só uma justificativa lógica para tamanha omissão? Eu, da minha parte, confesso, humildemente: não tenho!.

Pedro J. Bondaczuk é jornalista e escritor, autor do livro “Por Uma Nova Utopia”

Monday, January 18, 2010

RESISTA UM POUCO MAIS

Há dias em que temos a sensação de que chegamos ao fim da linha.

Não conseguimos vislumbrar uma saída viável para os problemas que surgem em grande quantidade.
Com você não é diferente. Você também faz parte deste mundo cheio de provas e expiações. Desta escola chamada terra. E já deve ter passado por um desses dias, e pensado em desistir... No entanto vale a pena resistir...
Resista um pouco mais, mesmo que as feridas latejem e que a sua coragem esteja cochilando. Resista mais um minuto e será fácil resistir aos demais. Resista mais um instante, mesmo que a derrota seja um ímã...
Mesmo que a desilusão caminhe em sua direção. Resista mais um pouco mesmo que os pessimistas digam para você parar...
mesmo que sua esperança esteja no fim. Resista mais um momento mesmo que você não possa avistar, ainda, a linha de chegada...
mesmo que a insegurança brinque de roda a sua volta.
Resista um pouco mais, ainda que a sua vida esteja sendo pesada na balança dos insensatos, e você se sinta indefeso como um pássaro de asas quebradas. As dores, por mais amargas, passam...
Tudo passa... A ilusão fascina, mas se desvanece... A posse agrada, porém se transfere de mãos... O poder apaixona, entretanto, transita de pessoa.
O prazer alegra, todavia é efêmero. A glória terrestre exalta e desaparece. O triunfador de hoje, passa, mais tarde, vencido...
Tudo, nesta vida, tem um propósito...
A dor aflige, mas também passa. A carência aturde, porém, um dia se preenche. A debilidade física deprime, todavia, liberta das paixões. O silêncio que entristece, leva à meditação que felicita.
A submissão aflige, entretanto fortalece o caráter. O fracasso espezinha, ao mesmo tempo ensina o homem a conquistar-se.
A situação muda, como mudam as estações...
O verão brinca de esconde-esconde com a brisa morna, mas cede lugar ao outono, que espalha suas tintas sobre a folhagem. O inverno chega e, sem pedir licença, congela a brisa e derruba as folhas.
Tudo parece sem vida, sem cor, sem perfume. Será o fim? Não! Eis que surge a primavera e estende seus tapetes multicoloridos, espalhando perfume no ar e reverdecendo novamente a paisagem...
Assim, quando as provas lhe baterem à porta, não se deixe levar pelo desejo de desistir...
resista um pouco mais Resista, porque o último instante da madrugada é sempre aquele que puxa a manhã pelo braço... E essa manhã bonita, ensolarada, sem algemas, nascerá para você em breve, desde que você resista.
Resista, porque alguém que o ama está sentado na arquibancada do tempo, torcendo muito para que você vença e ganhe o troféu que tanto deseja: a felicidade.
Não se deixe abater pela tristeza.
Todas as dores terminam.
Aguarde que o tempo, com suas mãos cheias de bálsamo, traga o alívio. A ação do tempo é infalível, e nos guia suavemente pelo caminho certo, aliviando nossas dores, assim como a brisa leve abranda o calor do verão.
Mais depressa do que supõe, você terá a resposta, na consolação de que necessita.
Por tudo isso, resista...
e confie nesse abençoado aliado chamado tempo.

Redação do Momento Espírita

Friday, January 15, 2010

Thursday, January 14, 2010

COM AS RÉDEAS NAS MÃOS ... paixão é cega, nem é um bem e nem um mal, cabe-nos direcioná-la corretamente, para que se torne uma força irresistível

Com as rédeas nas mãos

Por Pedro J. Bondaczuk


A paixão, em si, é cega, e, a priori, nem é um bem e nem um mal. Cabe-nos direcioná-la corretamente, para que se torne força irresistível e benigna que atue exclusivamente a nosso favor. Sem ela, nada do que fizermos atingirá a excelência e a perfeição. É possível fazer isso? Sim! Muitos e muitos o fizeram.

Michelangelo, por exemplo, estava dominado por intensa paixão ao esculpir a estátua de Moisés, em 1505 – que pode ser apreciada em todo seu esplendor na Igreja San Pietro in Vincoli, em Roma. Essa obra atingiu tamanho grau de perfeição, que seu ilustre autor, num momento de alucinação diante de tanta beleza, teria exclamado: “Parla, Moses!”. De fato, a estátua só falta falar.

Dante Alighieri, igualmente, punha chispas pelos olhos ao erigir sua “Divina Comédia”, que o consagrou como um dos maiores poetas de todos os tempos. A mesma fúria criativa tomou conta de Beethoven, Tchaikowsky, Rembrandt, Rafael, Velazquez, Monet, Manet, Gauguin, Van Gogh e vai por aí afora.

A paixão é como um legítimo cavalo puro-sangue. Um animal desse tipo, forte, saudável e veloz, pode nos levar com mais rapidez e segurança a qualquer lugar que queiramos. Para isso, porém, é indispensável que seja domado. Se for xucro, nos derrubará da sela antes que sequer consigamos piscar.

Para nos ser útil, é indispensável que estabeleçamos com o animal uma relação de mútua confiança, até mesmo de amizade. A paixão também é assim. Via de regra, é interpretada, somente, como súbita e fulminante atração por alguma pessoa do sexo oposto, que muitos chegam a confundir com o amor, embora não o seja. Pode, até, ter essa conotação, mas não exclusivamente.

Há pessoas que só entendem determinados conceitos caso lhes sejam ensinados de maneira explícita e didática. E nem sempre os entendem. Não é a esse tipo de paixão, evidentemente, que me refiro. É mister que se lembre que ela pode ser definida como um comprometimento irrestrito e absoluto, sem dúvidas ou vacilações, com uma pessoa, uma idéia ou uma causa.

Antes de montarmos, portanto, no dorso do tal puro-sangue, é indispensável que tenhamos completa certeza da excelência de quem ou do que queremos conquistar. Ou seja, temos que “domá-la”. Precisamos estar convictos sobre a direção que pretendemos seguir.

Estabelecida, porém, essa convicção, e definido esse rumo com a máxima segurança e certeza, nada é mais conveniente e rápido do que, no dorso do “cavalo” da paixão, galoparmos, livres e confiantes, rumo ao sucesso e à felicidade.

Nas crônicas anteriores que escrevi sobre o tema parece que não me fiz bem-entendido ou não fui muito claro. Vários leitores interpretaram o texto (erroneamente, óbvio) como se eu estivesse me referindo “apenas” a esse intenso sentimento, selvagem, cego e avassalador, confundido, por muitos, com o amor, sem, no entanto, sê-lo.

Não me referi, contudo, ao “puro-sangue” xucro, que não se deixa montar por ninguém. Referi-me à paixão que nos é benigna, precedida, invariavelmente, de irrestrita certeza do que pretendemos fazer e/ou conquistar e devidamente “domada”. Referi-me àquela que moveu Michelangelo, Leonardo da Vinci, Rembrandt, Velazquez, Rafael, Van Gogh, Monet, Manet, Beethoven, Tchaikowsky, Mozart, Virginia Woolf, Marguerite Yourcenar, Marie Curie e tantos e tantos outros artistas, gênios, cientistas e líderes vencedores, que sob seu domínio, jamais desistiram de suas causas e projetos e aproximaram-se da perfeição.

Esses homens e mulheres talentosos e determinados foram apaixonados pelo que pretenderam ou defenderam. Domaram o “puro-sangue” xucro e puseram-no a seu serviço, galopando, confiantes e convictos, rumo aos objetivos que traçaram. Poderiam alcançar suas metas sem paixão? Talvez até pudessem, dada a grandeza dos seus talentos. Tenho, contudo, minhas dúvidas.

O humanista Daisaku Ikeda, eminente líder budista japonês, nos alerta, todavia, em seu livro “Vida um enigma, uma jóia preciosa”: “Controlar a paixão é como correr num cavalo desembestado. Se as rédeas são relaxadas por um instante, o cavaleiro pode ser jogado fora da sela. O certo é dominar e utilizar as forças e energias, de modo que o cavaleiro e o animal se movam como se fossem um só”.

Ou seja, não se trata de tarefa fácil e corriqueira, que possa ser executada de qualquer maneira ou por qualquer um. Requer, além de auto-disciplina, profundo auto-conhecimento. Precisamos conhecer, mesmo que superficialmente, os nossos limites e possibilidades.

Ademais, as “rédeas” têm que estar sempre firmes em nossas mãos, sem que se afrouxem um instante sequer. Em suma, nós é que temos que dominar a paixão, não o contrário. Suas forças e energias são imensas, diria, incomparáveis. Caso se voltem contra nós, todavia, podem nos destruir com a maior facilidade. Domemos, pois, este magnífico puro-sangue e não tenhamos receio: no seu dorso firme e seguro, galopemos, com confiança e determinação, rumo ao sucesso e à felicidade. Nós podemos!


Pedro J. Bondaczuk é jornalista e escritor, autor do livro “Por Uma Nova Utopia”

Wednesday, January 13, 2010

Afinal, o que é dar certo num relacionamento?


Afinal, o que é dar certo num relacionamento?
"A procura por tentar encaixar uma relação nos moldes do certo ou errado, pode ser fruto da necessidade que temos de construir relações estáveis e seguras"
"Enquanto ficarmos apegados ao mito "durar para sempre" não nos permitiremos aproveitar inteiramente e intensamente o que um relacionamento pode nos proporcionar"

A questão relativa ao que é dar certo em um relacionamento encontra cada vez mais eco em todos os segmentos de nossa sociedade atual.
E dois fatos evidentes parecem dar voz à esta questão: por um lado, a atual falência dos modelos de relacionamento até então utilizado por nós; por outro, inclusive ligado ao anterior, apresenta-se o fato de que em nossa sociedade capitalista/globalizada, somos constantemente bombardeados com a ideia de que todos podemos, e mais, devemos experimentar um relacionamento que "dê certo".
Assim, apresenta-se o conflito: os modelos para que um relacionamento dê certo se esgotam em sua cristalização e falta de criatividade.
Concomitantemente, a noção de "o que é dar certo" confunde-se com conceitos financeiro-matemáticos.
Toda relação envolve fantasias e expectativas, mas também frustrações.
O que é uma relação amorosa ideal?
Sabemos que não vivemos em um conto de fadas, que o percurso do ser humano é cheio de grandes percalços e grandes superações, mas ao mesmo tempo, temos a expectativa de um dia encontrar o (a) parceiro (a) ideal, os verdadeiros príncipes e princesas encantados (as), casar, ter uma casa linda, filhos lindos, cachorro, periquito, papagaio ... e "vivermos felizes para sempre...".
Muitos de nós estamos totalmente apegados a este modelo de felicidade, sendo que raramente, senão nunca, vivenciamos este estado pleno e eterno.
Muitas pessoas, em busca incessante por este modelo idealizado, trocam de parceiros de maneira exagerada. Vivemos em uma época marcada pela superficialidade das relações. As pessoas têm muito medo de se envolver afetivamente, e acabam optando por "ficar" com diversas pessoas.
Não se permitem experimentar as diferentes facetas que um encontro pode trazer, e muitas vezes, diante de uma frustração, como por exemplo, ele (a) não fez o que eu esperava, abandonam a relação, partindo para outras, que muitas vezes, continuarão repetindo isso.
A procura por tentar encaixar uma relação nos moldes do certo ou errado, pode ser fruto da necessidade que temos de construir relações estáveis e seguras.
No entanto, quando perguntamos o que é amor e conseguimos uma resposta, automaticamente o amor desconstrói a resposta dada, suscitando novamente a pergunta. Esse processo muitas vezes nos leva a transcender os obstáculos que existem dentro de nós mesmos.
"Dar certo" talvez não seja o termo mais adequado
Talvez o termo"dar certo" não seja o mais adequado para as relações afetivas.
Ao pensarmos no que é certo automaticamente nos remetemos ao que é dar errado e não é dessa maneira, um tanto quanto lógica, que devemos definir nossas relações.
Quando nos referimos à relação amorosa apenas dessa maneira, acabamos por colocá-la como algo à parte do nosso processo de vida.
Socialmente, o parâmetro utilizado para avaliar se um relacionamento amoroso é bem-sucedido ou não é sua duração. Por conseguinte, o término de um relacionamento é frequentemente associado a um fracasso amoroso.
Este sentimento parece decorrer da frustração de uma expectativa social - a de que o amor, e especificamente o casamento, deve durar para sempre.
Ficamos presos a este modelo paradisíaco de forma tão cega e com expectativas tão grandes, que não nos permitimos olhar, experimentar, vivenciar outros tipos de felicidades que os relacionamentos amorosos nos trazem.
Assim, muitas vezes nos deparamos com relacionamentos considerados funcionais dentro de uma perspectiva bancária ou estatística, mas que, pelo contrário, infligem mal-estar e decepção naqueles que o desfrutam.
A oposição entre a expectativa social do "para sempre" e o comportamento amoroso que estabelecemos atualmente parece fazer com que as pessoas se sintam continuamente frustradas e insatisfeitas, frente ao desejo de estabelecer um relacionamento e ao medo de que este não atenda às expectativas.
É importante olharmos e nos conscientizarmos de que a felicidade não é eterna, mas sim estados momentâneos.
"Dar certo" não é sinônimo de "durar para sempre", tal qual é idealizado por muitos de nós, mas sim, estarmos abertos para vivenciar, experimentar e nos entregar ao que o relacionamento nos oferece num dado momento.
No entanto, para que isso ocorra, precisamos nos livrar deste ideal de perseguir esta perfeição, e assim, qualificarmos o "dar certo", de outra maneira.
Desmistificando-o desta forma, podemos perceber que o término de uma relação, por exemplo, não implica necessariamente que ela não deu certo.
Se este relacionamento proporcionou ao casal experiências de boa qualidade e satisfatórias por um período, que pode tanto ter sido breve, como duradouro, este relacionamento deu sim, e muito certo!
Psicologicamente, dar certo no amor é poder viver a plenitude de um encontro.
Deste ponto de vista, a duração do relacionamento não tem a menor importância. Um relacionamento bem-sucedido pode durar uma vida ou uma noite, pois a plenitude de um encontro está ligada à forma como as partes envolvidas se colocam na relação.
É fundamental a valorização do encontro com o outro. Um encontro no qual possamos enxergar o nosso parceiro e suas características.
Esse grande encontro já é por si só gerador de diversos efeitos com cores e tonalidades das mais variadas.
Mas é claro, que enquanto ficarmos apegados ao mito "durar para sempre" não nos permitiremos aproveitar inteiramente e intensamente o que um relacionamento pode nos proporcionar.
Como diria Vinícius de Moraes:" ... que seja eterno enquanto dure ..."
Autores: Carla Regino, Fernanda Menin, Helena Girardo de Brito, João Paiva, Lilian Loureiro, Luiz André Martins, Mariana Leite, Marina Winkler, Priscila Parro e Thiago Pimenta - sob a coordenação da profa. Dra. Noely Montes Moraes


Autor : Dra. Noely Montes Moraes
Créditos : Luiz Affonso
Fonte : Universo da Mulher

Tuesday, January 12, 2010

Entendemos com a mente mas sentimos com o coração ...

ENTENDA E COMPREENDA entendimento é da mente , compreensão é do coração ...


Entenda e Compreenda

Movimente a sua capacidade de entendimento e compreensão.

O entendimento é da mente, e a compreensão, do coração.

Uma situação pode estar clara na sua mente, sem que reste

dúvida alguma sobre o que foi feito, dito ou ouvido.

Mas, com a compreensão, você vai mais além.

Ela penetra nas razões profundas de onde se

originam os procedimentos e põe ali o amor.

Um amor que lhe faz sentir o que o

outro sente e justifica-lhe as ações.

Use a compreensão com abundância.

Se compreender é mais entender,

amar é ainda mais do que compreender.

www.universodamulher.com.br

Monday, January 11, 2010

BOCAS QUE CALAM

Por Sandra Waihrich Tatit

Da boca brota a fala ,
brota o canto ,
brota o beijo ...
bocas que ardem de desejo ,
bocas que dizem o que não querem ...
bocas que se vestem de saudade ,
bocas que ardem de rancor .
Rompem amizades !
dizem crueldades ...
Bocas de minha vida ,
quantos beijos , quantas horas vividas ...
a boca é uma sublime caixa de som ,
onde a acústica de meu canto se encontra
com teu grito de ressentimento .
Num momento somos um ,
em outros somos a distância !
Bocas que lamentam e atormentam ...
bocas de minha vida , doces guaridas ,
para minhas nostalgias !
bocas que calam ...
e se eternizam!

Sandra Waihrich Tatit
Direitos Autorais Protegidos

A FORÇA EMOCIONAL FEMININA ... o poder proporcionado pelas emoções nasce de viver intensamente em profunda vinculação com as próprias emoções ...

A força emocional feminina

Um novo paradigma referente às emoções questiona a analogia entre o emotivo e o débil ou o irracional, inaugurando assim uma nova era que contesta o arquétipo romântico da mulher como ser frágil e instável e evidenciando que a emotividade feminina, longe de ser fator de vulnerabilidade, é fonte de força.
O poder proporcionado pelas emoções nasce de viver intensamente em profunda vinculação com as próprias emoções e, graças a esta conexão visceral, ser motor de transformação para empreender ações que permitam às mulheres apostar em seus desejos mais profundos, romper barreiras, superar-se e desenvolver ao máximo todo o potencial.
O aspecto emocional como bússola inteligente:
As emoções femininas são ferramentas poderosas que funcionam como sinais que permitem o autoconhecimento e - se ouvidas atentamente – orientam com sabedoria. Senti-las, reconhecê-las e colocá-las em jogo intensamente pode conduzir à realização pessoal e em um marco de melhores relações interpessoais.
A força vital e criadora da mulher sustenta-se em aspectos não racionais ligados ao sentimento e à intuição (entendida como certeza profunda). As emoções positivas ampliam o espectro de atenção e pensamento, recursos cognoscitivos essenciais para apreender o mundo e atuar sobre o mesmo.
O poder transformador e criador de atrever-se a sentir:
A potência emocional vai muito além da mera adaptação para a sobrevivência, ou seja, não se trata simplesmente de uma ferramenta para reagir ao meio, mas de mecanismos que permitem atuar sobre o mundo. Há nas emoções de maneira latente, potencialmente, o gérmen dos processos de transformação.
Atrever-se a sentir tem então um poder transformador e criador que permite às mulheres tomar as rédeas de sua própria vida. As emoções são inspiradoras e potencializadoras. Percorrê-las e experimentá-las incita a ensaiar, a criar e a transformar.
Exercer o poder (“empoderar-se”) permite tomar as rédeas da própria vida e assumir os desafios pessoais independentemente dos discursos sociais estabelecidos. Dessa forma, o conceito de empowerment trata especificamente de um processo de aquisição de força por parte da mulher, de poder de decisão sobre a própria vida. As emoções são inspiradoras, além de possibilitar uma percepção da realidade muito mais rica, elas encorajam a conhecer, a provar e a inventar.
A função do aspecto emocional na capacidade de auto-superação:
As emoções são um aviso que indica a existência de conflitos ou desejos íntimos; por isso dispor dessa informação é essencial para que a mulher possa atingir a auto-superação e manifestar todo o seu potencial. Quando se sabe “ler” as emoções ganha-se sabedoria emocional. O caminho da sabedoria emocional é um veículo para a ligação consigo mesma, para atrever-se a conquistar o mundo “a partir do próprio interior”, expressando a melhor versão de si.
Deixar-se levar pelas emoções permite detectar os conflitos e desejos mais íntimos, conduz a mulher à auto-superação e à realização de seu potencial através de ações guiadas pelo poder do aspecto emocional.
A influência da força emocional sobre o corpo:
Está comprovado que existem conexões diretas entre as terminações nervosas do sistema nervoso autônomo e as células do sistema imunológico. Esta é a base físico-química que explica porque as emoções positivas evitam doenças ou, se estas já se manifestaram, contribuem para a sua cura.
Experimentar emoções positivas como o otimismo, o senso de humor, a resiliência e a criatividade estimula o pensamento flexível, favorecendo a melhor compreensão das situações complexas e o maior distanciamento emocional perante acontecimentos negativos e estressantes. Essa capacidade emocional feminina é uma força construtiva, preventiva e reparadora de efeito duradouro.
As emoções dão sentido à vida:
O poder emocional contribui para outorgar significado à vida, as emoções são motor e dirigem as ações cotidianas e transcendentes. Se a felicidade se define como uma experiência carregada de significado, a contribuição do aspecto emocional à felicidade é mais que relevante.
Fonte: Internet