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ARTE É VIDA

ARTE É VIDA
"Que haja ternura no lirismo da poesia da vida. Que haja coragem em nossos passos para seguirmos em meio à aridez dos sonhos desfeitos. Que haja força para reconstruirmos os alicerces dos sonhos eternizados na verdade de nosso coração. Que nesta senda nos seja permitido estar em aliança com nossos Irmãos de Luz e que sejamos a personificação do Amor."

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Aqui em 'Arte é Vida', você é o principal personagem deste roteiro de músicas, de paz e amor. Obrigada pela sua presença, é valiosa para mim, se quiser, deixe sua mensagem em meu livro de visitas, abraços, Sandra

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Sandra Waihrich Tatit

Sandra Waihrich Tatit
"Que haja ternura no lirismo da poesia da vida. Que haja coragem em nossos passos para seguirmos em meio à aridez dos sonhos desfeitos. Que haja força para reconstruirmos os alicerces dos sonhos eternizados na verdade de nosso coração. Que nesta senda nos seja permitido estar em aliança com nossos Irmãos de Luz e que sejamos a personificação do Amor."

BIOGRAFIA I

Sandra Waihrich Tatit
Aniversário: 11 de Fevereiro
Signo astrológico: Aquário
Atividades: Direito , Literatura , Música e Educação
Profissão: Advogada
Local: Júlio de Castilhos : Rio Grande do Sul : Brasil
Clip de áudio
Quem sou eu
NASCI EM JÚLIO DE CASTILHOS, RIO GRANDE DO SUL, BRASIL.
MÃE DE TRÊS FILHOS, RUBENS, RUSSAIKA E ANGELA. FILHA DE RUBENS CULAU TATIT E CLÉLIA WAIHRICH TATIT.
SOU ADVOGADA, CURSEI DIREITO NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA, RIO GRANDE DO SUL, BRASIL.
CULTIVO A ARTE COMO UMA LIBERTAÇÃO, PIANO, VIOLÃO, CANTO E LITERATURA.
INTEGREI O CORAL DA UNIVERSIDADE.
LIVRO DE ARTE PUBLICADO, "UMA NOVA DIMENSÃO DA ARTE NA EDUCAÇÃO".
CURSEI PÓS GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO LATU SENSU.
VEJO A ARTE COMO UMA LIBERTAÇÃO DO SER HUMANO, UMA TERAPIA QUE AMENIZA OS SOFRIMENTOS DO COTIDIANO.
A MÚSICA É A HARMONIA DO HOMEM, A LINGUAGEM DO UNIVERSO.
INTERPRETO PIANO E VIOLÃO, APRECIO CANTAR.
POSSUO COMPOSIÇÕES MUSICAIS, PARA PIANO E VIOLÃO.
NA EUROPA, CONHECI UM POUCO DA HISTÓRIA DA ARTE, ESPECIALMENTE NA ITÁLIA.
DIZ GANDHI, "PRECISAMOS SER AS MUDANÇAS QUE QUEREMOS VER NO MUNDO".
SOU DO SIGNO DE AQUÁRIO, ACREDITO NA ASTROLOGIA E SUA INFLUÊNCIA EM NOSSA VIDA E PERSONALIDADE.
PRETENDO ESCREVER AQUI NO BLOG, SOBRE DIVERSOS TEMAS E POESIAS, TAMBÉM PUBLICAR TEXTOS RELEVANTES DE OUTROS AUTORES.
ESCREVO POEMAS, É UMA FORMA DE DAR MAIS LEVEZA À VIDA. PREGO A ARTE COMO UMA UMA VIDA DENTRO DA PRÓPRIA VIDA QUE SE ETERNIZA PELO ESPÍRITO, UMA LINGUAGEM UNIVERSAL.
UM TRIBUTO A CAMÕES NESTA FRASE ,"CESSA TUDO QUANTO A MUSA CANTA QUANDO UM PODER MAIS ALTO SE AGIGANTA."
Interesses:
ARTE E MÚSICA
DIREITO E EDUCAÇÃO .
Filme favorito
"FREUD ALÉM DA ALMA".
Música favorita
A CLÁSSICA " SONATA AO LUAR " DE BEETHOVEN.
Livros favoritos
" O PROFETA " DE GIBRAN KHALIL GIBRAN . GOSTO MUITO DE LITERATURA ORIENTAL. "OS HETERÔNIMOS" DE FERNANDO PESSOA (Poeta Português). OS POEMAS DE NOSSO POETA OLAVO BILAC
ME FASCINAM
COMO "A VIA LÁCTEA E BENEDITICE". CECÍLIA MEIRELES E LYA LUFT
MINHAS GRANDES MUSAS DA POESIA . "O ATENEU" DE RAUL POMPÉIA . A "DIVINA COMÉDIA" DE DANTE ALIGHIERI
"DON QUIXOTE DE LA MANCHA"
DE MIGUEL DE CERVANTES. QUERO RENDER UM TRIBUTO À MAGISTRAL LITERATURA DE CAMÕES EM " OS LUSÍADAS . "

SEJAM BEM VINDOS AMIGOS!


Arte é Vida e Educação

"Que haja ternura no lirismo da poesia da vida. Que haja coragem em nossos passos para seguirmos em

"Que haja ternura no lirismo da poesia da vida. Que haja coragem em nossos passos para seguirmos em

BIOGRAFIA II

Sobre Mim
Advogada
Universidade Federal de
Santa Maria

Brazil

Artes
Música-Piano-Violão
Literatura

ARTE É VIDA
A Arte é Linguagem Universal

•*¨*•♫♪•♫♪•♥♫•*¨*•♫♪•♫♪•♥
•*¨*•♫♪•♫♪•♥♫•*¨*•

Advogada
Produtora Rural
Agropecuária - Agronegócios
Arte-Música - Piano Violão e Literatura
Aprecio as pessoas transparentes e verdadeiras. As relações humanas me cativam, direito, justiça e paz
são minhas trajetórias de vida, ajudar o ser humano o máximo que me seja permitido, sentindo a beleza de minha vocação e o apelo do mundo atual à disponibilidade de minhas energias. Meu primeiro livro publicado 'Uma Nova Dimensão da Arte na Educação'. Na Europa conheci a História da Arte. Na Itália, França. Espanha, Alemanha, Holanda, Bélgica, Áustria e Suiça. Cursos e estudos na área artística e 'História da Arte'.
Sou membro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Estado do Rio Grande do Sul.
Cursei a Escola Superior do Ministério Público e Pós Graduação em Educação Latu Sensu, minha tese foi sobre a Arte e a sua Dimensão no Ensino. Possuo composições musicais de minha autoria, música e letra.
Também alguns vídeos, os quais se encontram no youtube. Mensagens que circulam na internet, formatadas e sonorizadas. Músicas gravadas em seleção e editadas, para sites ou audiência .
Sou funcionária pública do Estado do Rio Grande do Sul.
Brasil.
Creio na Educação como a forma de melhorar o mundo e o ser humano, a Arte na Educação, como uma libertação e incentivo à aprendizagem mais eficiente. Na Arte Terapia, como forma de cura e amenização de conflitos existenciais. Na música, como a Linguagem Universal. Arte Pura como uma vida dentro da própria vida, se eternizando pelo Espírito.
Os artistas são as antenas da raça humana, eles auscultam e pressentem o porvir. Arte é Vida.
Sou mãe de três filhos, Rubens, Russaika e Angela.

'Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita.Tem o peso de uma lembrança.Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros'.
Clarice Lispector

UMA INTENSA LUZ ATRAVESSA O SILÊNCIO DA VOZ QUE CALA...

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  • Santa Maria, Brazil

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ARTE É INSPIRAÇÃO E EMOÇÃO

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DIVINA MÚSICA

Divina Música!
Filha da Alma e do Amor.
Cálice da amargura
E do Amor.
Sonho do coração humano,
Fruto da tristeza.
Flor da alegria, fragrância
E desabrochar dos sentimentos.
Linguagem dos amantes,
Confidenciadora de segredos.
Mãe das lágrimas do amor oculto.
Inspiradora de poetas, de compositores
E dos grandes realizadores.
Unidade de pensamento dentro dos fragmentos
Das palavras.
Criadora do amor que se origina da beleza.
Vinho do coração
Que exulta num mundo de sonhos.
Encorajadora dos guerreiros,
Fortalecedora das almas.
Oceano de perdão e mar de ternura.
Ó música.
Em tuas profundezas
Depositamos nossos corações e almas.
Tu nos ensinaste a ver com os ouvidos
E a ouvir com os corações.

Gibran

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UMA INTENSA LUZ ATRAVESSA O SILÊNCIO DA VOZ QUE CALA

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Grandes verdades são traduzidas pelo silêncio

ARTE É LIBERDADE

A OBRA DE ARTE É O EFÊMERO QUE SE TORNA IMORTAL

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"Os Artistas são as antenas da raça humana, eles auscultam e pressentem o porvir" ... Ezra Pound

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ARTE É AMOR E LUZ

A música é a linguagem dos espíritos. Khalil Gibran

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Na dimensão daquilo que pensamos ou sentimos não há lugar ou tempo definidos ...

ARTE É VIDA

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ARTE É VIDA E AMOR

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"O mundo está nas mãos daqueles que têm a coragem de sonhar e correr o risco de viver seus sonhos"
Paulo Coelho

AMIZADE NOSSO BEM MAIOR

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"Tudo quanto vive, vive porque muda; muda porque passa; e, porque passa, morre. Tudo quanto vive perpetuamente se torna outra coisa, constantemente se nega, se furta à vida."
Fernando Pessoa.

'Não queremos perder, nem deveríamos perder: saúde, pessoas, posição, dignidade ou confiança. Mas perder e ganhar faz parte do nosso processo de humanização'

Lya Luft


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PAIXÃO E SILÊNCIO

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ARTE É VIDA E LUZ

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PLANTE AQUILO QUE DESEJA COLHER

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SANDRA WAIHRICH TATIT - NOVAS POSTAGENS - NEW POSTS

Monday, March 31, 2008

APARÊNCIAS E VERDADES __ Grandes verdades são traduzidas pelo silêncio , a linguagem suprema e definitiva

SINTO SAUDADES __ Clarice Lispector

Sinto Saudades
Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me lembro do passado, eu sinto saudades...Sinto saudades de amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais
falei ou cruzei...Sinto saudades da minha infância, do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro, do penúltimo e daqueles que ainda vou ter,
se Deus quiser... Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo, lembrando do passado e apostando no futuro...Sinto saudades do futuro, que se idealizado, provavelmente não será do jeito
que eu penso que vai ser... Sinto saudades de quem me deixou
e de quem eu deixei!De quem disse que viria e nem apareceu; de quem apareceu correndo, sem me conhecer direito, de quem nunca vou ter a oportunidade
de conhecer. Sinto saudades dos que se foram
e de quem não me despedi direito!Daqueles que não tiveram como me dizer adeus; de gente que passou na calçada
contrária da minha vida e que só enxerguei de vislumbre! Sinto saudades de coisas que tive e de outras que não tive mas quis muito ter! Sinto saudades de coisas que nem sei se existiram. Sinto saudades de coisas sérias, de coisas hilariantes, de casos, de experiências...Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia e que me amava fielmente,
como só os cães são capazes de fazer!Sinto saudades dos livros que li
e que me fizeram viajar!Sinto saudades dos discos que ouvi
e que me fizeram sonhar, sinto saudades das coisas que vivi e das que deixei passar, sem curtir na totalidade. Quantas vezes tenho vontade de encontrar
não sei o que...não sei onde...para resgatar alguma coisa
que nem sei o que é e nem onde perdi...Vejo o mundo girando e penso
que poderia estar sentindo saudades. Em japonês, em russo, em italiano, em inglês...mas que minha saudade, por eu ter nascido no Brasil, só fala português, embora, lá no fundo,
possa ser poliglota. Aliás, dizem que costuma-se usar
sempre a língua pátria, espontaneamente quando estamos desesperados...para contar dinheiro... fazer amor...declarar sentimentos fortes...seja lá em que lugar do mundo estejamos. Eu acredito que um simples"I miss you"ou seja lá como possamos traduzir
saudade em outra língua, nunca terá a mesma força e significado
da nossa palavrinha.Talvez não exprima corretamente a imensa falta que sentimos de coisas ou pessoas queridas.E é por isso que eu tenho mais saudades...Porque encontrei uma palavra para usar todas as vezes em que sinto este aperto no peito, meio nostálgico, meio gostoso, mas que funciona melhor do que um sinal vital quando se quer falar de vida e de sentimentos. Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis!De que amamos muito o que tivemos e lamentamos as coisas boas que perdemos
ao longo da nossa existência...

PORTAL MOMENTOS DE TANGO __ Site que merece destaque especial em ARTE É VIDA __ titular : Elza Moreira

OBRIGADA POR SUA VISITA

Receba todo meu carinho e obrigada por visitar este Portal de Tango.
A criação desse novo espaço web é a extensão do meu site do mesmo nome Momentos de Tango, para que eu possa de uma maneira mais simples , ampliar e divulgar os nossos encontros Tangueiros, exaltando o Glamour dos Eventos de Tango. Foi através do Tango que encontrei o caminho para descobrir dentro de meu coração a extensão dos meus sentimentos. O que posso dizer é que percebi que o Tango fez de mim um ser humano mais feliz, com mais afeto, mais sentimento e com uma capacidade maior de doar e dividir os meus momentos. Foi a partir do momento que percebi isso que o Tango passou a fazer parte de minha vida. Notei que comecei a amá-lo e esse sentimento despertou em mim a vontade de expandí-lo, fazê-lo atingir um maior número de pessoas.Com esse espírito voltado para o Movimento Tanguístico tive um grande desejo de evoluir ainda mais, para ter a habilidade de mostrar ao mundo os belos momentos que o Tango proporciona, dividindo com todos os sentimentos românticos e as emoções que o Tango inspira. Pretendo, com isso, continuar registrando através de fotos, videos e trabalhos desenvolvidos por mim, os encontros sociais que tiver a oportunidade de participar, fazendo as Coberturas dos Eventos para os quais for convidada. Com esse trabalho, sem fins lucrativos e comerciais, tento alimentar essa Paixão pelo Tango, cuja emoção ajuda a me manter mais viva e a criar um elo mais forte para com o proximo, vivenciando esses Momentos em convívio com toda a Comunidade. Foi daí, a partir dessa paixão, que nasceu a idéia da criação do site "Momentos de Tango", um projeto através do qual me mantenho ligada ao mundo do Tango, com o intuito de fortalecer ainda mais esse Movimento, aumentando a integração de toda a Comunidade Tangueira, transmitindo a todos a felicidade e a paixão que ele arrebata, através das imagens e semblantes captados pelas lentes nos olhares dos Amantes do Tango. Nesta nova jornada, espero que gostem desse novo espaço e que continuem visitando e enviando incentivos, sugestões, colaborações, e tudo o que for interessante para o crescimento e expansão do Tango para os Amantes desta Arte, que não é apenas uma Dança apaixonante ou uma Música envolvente, é também um Estilo de Vida, uma Magia. Agradeço o carinho e incentivo que tenho recebido e espero que, nesse novo Portal, possam presenciar a maravilha que é viver esses "Momentos de Tango".

Sunday, March 30, 2008

DESABROCHAR __ Poema __ Sandra Waihrich Tatit

MEU CARINHO POR VOCÊ __ Formatação Elza Moreira

MOMENTOS DE MEDITAÇÃO __ O AUTO-CONHECIMENTO __ Khalil Gibran

MOMENTO DE MEDITAÇÃO DO GRUPO ECOS DA POESIA
***
O AUTO-CONHECIMENTO
Então, um homem se dirigiu a ele:Fala-nos do conhecimento de si. E ele respondeu: Os vossos corações conhecem, no silêncio, os segredos dos dias e das noites. Mas os vossos ouvidos têm sede de ouvir, no final, o eco do saber dos vossos corações. Gostaríeis de saber pelo verbo o que sempre soubestes pelo pensamento. Gostaríeis de sentir com os dedos o corpo nu dos vossos sonhos. E está certo que assim o queirais. A fonte oculta da vossa alma deve necessariamente jorrar e correr, murmurando, até o mar; e o tesouro das vossas profundezas infinitas deve revelar-se aos vossos olhos. Mas que não haja balança que pese o vosso tesouro desconhecido; e não procureis explorar os abismos do vosso sabercom a vara ou com a sonda, pois o eu é um mar sem limites e sem medida. Não digais: «Encontrei a verdade», mas antes: «Encontrei uma verdade.» Não digais: «Encontrei o caminho da alma.» Mas antes: «Cruzei-me com a alma no meu percurso.» Pois a alma caminha por todas as vias. A alma não anda sobre uma linha nem se alonga como uma vara. A alma abre-se a si mesma, como se abre um lótus de incontáveis pétalas.

Saturday, March 29, 2008

ANTOINE DE SAINT EXUPÉRY __ Só se vê bem com o coração , o essencial é invisível para os olhos ...


Neste sábado , vejamos o mundo com o coração !

Antoine de Saint-ExuperyAntoine-Jean-Baptiste-Marie-Roger Foscolombe de Saint-Exupéry, escritor, ilustrador e piloto francês.

"Aqueles que passam por nós não vão sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós."

"A vida não é tudo que ela pode nos dar, mas sim tudo o que podemos dar por ela."

"Nada iguala o sabor do pão compartilhado."

"Nas horas graves, os olhos ficam cegos; é preciso, então, enxergar com o coração."

"O amor é a única coisa que cresce a medida que se reparte."

"O futuro não é um lugar onde estamos indo, mas um lugar que estamos criando. O caminho para ele não é encontrado, mas construído e o ato de fazê-lo muda tanto o realizador quando o destino."

"O maior prazer é o prazer de conviver."

"O verdadeiro amor começa quando nada se espera em troca."

"Preparar o futuro significa fundamentar o presente."

"Só crescemos na medida em que nos damos a algo mais alto do que nós mesmos."

"Só podemos medir nossa força quando nos defrontamos com um obstáculo."

"Só se vê bem com os olhos do coração. O essencial é invisível aos olhos."

"Você se torna eternamente responsável por aquele que cativas."

Friday, March 28, 2008

Escada Para o Paraíso __ Bela Obra de Arte Digital __ Autor : António Lança

ARTE DIGITAL __ CRIATIVIDADE ARTÍSTICA PLENA OU ILUSÃO


O verdadeiro sentido da arte
A Arte, é a criação ou recriação de algo, baseado em um ideal, isto é, em uma idéia;A Arte tenta transmitir algo, seja um sentimento de ódio, raiva, dor, amor, compaixão, misericórdia;A Arte revitaliza e expõe a "alma do artista".* A que ponto quero chegarAmigo, ser um artista digital, é muito mais do que fazer recortes, glows, blurs, bevels e etc..., é sentir, é criar, é avaliar, é julgar, é crescer, é entender, é amar, é odiar!Saber utilizar as ferramentas do Photoshop não fará de você um artista digital...O que fará de você um artista digital é a sua mente!* ConclusãoApesar de não ser algo "detalhado e técnico" como talvez esperasse, como eu disse no início, é um leve esboço e um leve "esporro", para os iniciantes do mundo digital.E após ler tudo isso, não se sinta ofendido, e nem pense que sou um idiota que gosto de me gabar, mas espero que entenda, o verdadeiro sentido de criar arte!* Frases e PensamentosDeixo, algumas frases de pensadores famosos do mundo:- A arte de um povo é um reflexo autêntico de sua mentalidade (Nehru)- Os espelhos são usados para ver o rosto; a arte para ver a alma. (George Bernard Shaw)- Toda a obra de arte é uma personalidade. O artista vive nela, depois dela ter vivido longo tempo dentro dele. (Vargas Vila)- Todas as artes contribuem para a maior de todas as artes, a arte de viver. (Bertold Brecht)- Na arte, a inspiração tem um toque de magia, porque é uma coisa absoluta, inexplicável. Não creio que venha de fora pra dentro, de forças sobrenaturais. Suponho que emerge do mais profundo "eu" da pessoa, do inconsciente individual, coletivo e cósmico. (Clarice Lispector)- A arte é um compêndio da natureza formado pela imaginação. (Eça de Queiroz)- Quanto mais você raciocina, menos você cria. (Raymond Chandler)- Todo artista molha seus pincéis em sua alma, e pinta sua própria natureza. (Henry Ward Beecher)

O UNIVERSO É NOSSO LIMITE

SOFTWARE : A DISCUSSÃO SOBRE PIRATARIA E OS ABUSOS PROCESSUAIS


Software: a discussão sobre pirataria e os abusos processuais
Guilherme Castelo Branco
Advogado em Brasília, bacharel em direito pela PUC/RJ e sócio-gerente da firma Castelo
As grandes empresas brasileiras estão, atualmente, expostas a uma situação no mínimo curiosa.Gigantes da computação mundial, empresas como a MICROSOFT CORPORATION e outras, vêm ingressando em juízo, por todo o país, com ações cautelares de busca e apreensão de programas de computadores alegadamente “piratas”.As referidas cautelares são seguidas de ações cíveis que tramitam pelo rito ordinário e que visam a condenação das empresas a indenizarem as multinacionais por seus alegados prejuízos decorrentes do dito “uso ilícito” dos softwares, e pedem que na condenação incida uma multa equivalente a 3.000 (três mil) vezes o valor de cada programa eventualmente encontrado sem licença.A discussão, portanto, gira em torno da interpretação dada ao fato à luz do disposto nas leis de Direitos Autorais (Leis n°s 9.609/98 e 9.610/98).O assunto é amplo e merece análise pontual dos seus diversos aspectos, até mesmo uma profunda reflexão sobre o que deve ser considerado, exatamente, como contrafação (pirataria), mediante a melhor interpretação da lei. Outro aspecto fundamental a ser analisado é a aplicação dos dispositivos do Código de Defesa do Consumidor nas discussões, uma vez que as empresas nacionais são consumidoras finais dos softwares e devem ser protegidas pela legislação específica no caso, o que, em Brasília, já foi reconhecido em uma sentença de primeira instância. No entanto, são pontos para análise futura.Neste texto, pretendo abordar apenas um aspecto técnico processual que envolve as ações judiciais promovidas pelas gigantes mundiais da computação, especificamente a absoluta falta de interesse de agir dessas firmas no manejo das cautelares de busca e apreensão que antecedem e preparam o caminho das ações de indenização pelo rito ordinário.O interesse de agir, condição da ação que é, deve estar inegavelmente presente na petição inicial, dentre outros requisitos, para que autorize ao juiz receber e mandar processar o feito.E o que se dá neste caso é que as gigantes da computação vão a juízo cível sem provas e, sequer, indícios de prática da alegada contrafação pelas empresas nacionais, que dariam ao juiz um mínimo de elementos para formar a sua convicção e deferir, ou não, as liminares pedidas.As empresas usam como subsídio legal para embasar a sua pretensão, o disposto no artigo 13 da Lei 9.609/98, que afirma que “...a ação penal e as diligências preliminares de busca e apreensão, nos casos de violação de direito de autor de programa de computador, serão precedidas de vistoria, podendo o juiz ordenar a apreensão das cópias produzidas ou comercializadas com violação de direito de autor, suas versões e derivações, em poder do infrator ou de quem as esteja expondo, mantendo em depósito, reproduzindo ou comercializando...”.Então, entram em juízo com as cautelares de busca e apreensão dos referidos programas e pedem uma vistoria, a ser determinada no mesmo despacho de deferimento das liminares e realizada pelo próprio perito nomeado. Se forem encontrados programas sem licença, procede-se a apreensão.Ocorre que nas iniciais dessas cautelares, as autoras fundamentam os fatos afirmando ao juiz que “...tomaram conhecimento...” ou “...existem fortes indícios...” de que a empresa A ou B esteja usando programas de computadores sem licença.Em alguns casos, chegam a afirmar que tomaram conhecimento da prática da contrafação por denúncia anônima a um disque denúncia que seria oferecido por associações de defesa de direitos de autores. Com base nisso, e só nisso, pedem as liminares. Os juizes, quando as concedem, nomeiam um perito que vai até a empresa escolhida para ser a ré e ele, lá estando, portador de ordem judicial, procede à varredura nos arquivos privados das empresas, em uma atuação com a voracidade típica daqueles atos inesperados, levando ao pânico os representantes legais das empresas que, até então, não entendem nada do que está ocorrendo.Fica claro que as autoras vão a juízo sem ter certeza de que a ré escolhida esteja efetivamente promovendo contrafação. Usam de presunção para pedir as liminares e, muitas das vezes, as conseguem. Impende ressaltar que no mais das vezes, essas “rés” utilizam os referidos programas apenas como destinatárias finais do produto, utilizando-os apenas em seus computadores, interligados ou não pelo sistema de rede interna e, portanto, não estão exercendo o comércio de reproduções dos softwares, de modo que inaplicável o disposto no artigo 14 da Lei 9.609/98. Assim, essas empresas, na disposição do artigo 2º da Lei 8.078/90 (Código de Defesa do Consumidor), devem ser consideradas consumidoras finais dos programas.Mas é importante que se ressalte que o disposto no artigo 13 da Lei 9.609/98 refere-se à instrução de procedimento criminal. O juiz criminal, para a verificação e tipificação de conduta que eventualmente se enquadre como crime de “pirataria” está autorizado a determinar as vistorias prévias. Mas em juízo cível, autorizar por liminar concedida inaudita altera pars uma vistoria para ver se há uso, em pessoas jurídicas de direito privado, de programas de computador sem licença, com base em uma alegação fundada em mera presunção da autora, que afirma por vezes que recebeu uma denúncia anônima, é prestigiar a violação de direitos básicos previstos na nossa Constituição Federal.Na verdade, essas gigantes mundiais da computação, nessas ações cautelares cíveis, acabam por fazer do Poder Judiciário um mero verificador de uma eventual conduta ilícita que elas presumem estar ocorrendo. Ora, se as autoras não têm certeza da prática da alegada contrafação, não têm provas ou indícios veementes de convicção (provas estas que devem vir na inicial da ação), não têm interesse de agir e não podem promover as ações cautelares.O fato é que não estão presentes as condições da ação que autorizem a concessão dessas liminares para vistoria nas empresas rés, já que nestes procedimentos cíveis se discutem indenizações por alegados prejuízos de ordem patrimonial e não a conotação criminal da conduta.Assim, quando vão a juízo baseadas em mera presunção, afirmando que tomaram conhecimento de suposta prática de contrafação sem prová-la de plano e por vezes afirmando decorrerem de denúncia anônima, prestigia-se uma conduta odiosa que é a delação anônima, repugnada pela nossa Constituição Federal.Reafirme-se que, na melhor interpretação da lei, a rigor não há que se falar em contrafação, já que essas empresas não estão exercendo o comércio de reproduções dos softwares, de modo que inaplicável o disposto no artigo 14 da Lei 9.609/98 e devem ser consideradas consumidoras finais dos programas, como afirmado anteriormente.Se as empresas da computação não têm certeza da prática da contrafação que alegam ocorrer, devem notificar as empresas nacionais, comunicando-as de que foram denunciadas anonimamente por estarem usando softwares sem licença e avisá-las das consequências que poderão advir daí se, ao final, forem verdadeiras as tais denúncias.Essa é a conduta ética que se espera das gigantescas e poderosas empresas da computação mundial. Agora, usar um processo judicial e a máquina do Estado para ver se está ocorrendo uma alegada contrafação é algo inaceitável e não pode ser prestigiado pelo Poder Judiciário.
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A TRISTE FALHA DO SISTEMA E O PODER DA CORRUPÇÃO

A triste falha do sistema e o poder da corrupção
Relato sobre a realidade que vivemos no país onde ninguem é de ninguem.
a corrupção é o abuso de uma função pública do estado ou do particular, para fins de interesses inescrupulosos e maléficos de malfeitores preocupados apenas com si próprios e sonhando cada vez mais com o poder e o status, degradando “ainda mais”, uma sociedade alienada e egoísta.
As pesquisas sobre Percepção de Corrupção , não deixam dúvida sobre a piora da situação do Brasil. Segundo estudo divulgado pela Transparência Internacional - um indicador que leva em conta várias pesquisas de opinião a respeito da corrupção no setor público - o país ocupa a 72ª posição no ranking, com nota 3,5 . O levantamento deste ano foi feito com 180 nações.
O grau de transparência baixo é um problema que afeta não apenas o Executivo como também o Legislativo, o Judiciário e o Ministério Público. Podemos ter um policial que solta um ladrão em troca da mercadoria roubada, um deputado que vende o seu voto por dinheiro que vai para o seu bolso ou para o financiamento de sua reeleição ou um juiz que vende sentenças. A corrupção poderá ocorrer em todas as esferas do poder público.
Segundo estudos do economista Marcos Fernandes, da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, o Brasil perde cerca de R$ 20 bilhões por ano com o desvio de dinheiro público.
O desenvolvimento da corrupção ocorre em sistemas onde as regras são pouco claras e até contraditórias, onde a chance de ser descoberto é pequena porque não há um sistema apurado de prestação de contas ou fiscalização, onde as informações são pouco transparentes e as penalidades baixas.
É fundamental melhorar o sistema administrativo, aumentando a eficiência da máquina pública e atuando em prol da transparência, desenvolvendo sistemas de prevenção, prestação de contas e fiscalização, que diminuem as oportunidades para novos acordos corruptos. Ainda mais importante é a alteração do poder dos políticos, sustentado pela capacidade de distribuir um número enorme de cargos em comissão e, a partir disso, de repassar verbas orçamentárias
Direito Net

Thursday, March 27, 2008

O PODER CORROMPE O HOMEM ?


Por Sérgio Augusto Pelicano
O poder corrompe o homem?
Atribui-se a John Emerich Edward Dalberg Acton, (1834-1902) filósofo e historiador inglês, a frase: “o poder corrompe”. Em análise superficial, pela visão que o panorama político brasileiro nos oferece hoje, o abuso de poder, a corrupção, mostrada pela CPIs, tem-se a falsa impressão de que o barão de Acton tinha razão. Entretanto, a generalização do fato leva-nos a erro, uma vez que o poder conquistado pelas mentes sadias, respaldadas pela autoridade natural que se lhes atribuem a própria sociedade, tem beneficiado em muito a nossa organização humana. Uma das causas do aumento da corrupção no comportamento humano é o pensamento materialista, o “morreu acabou” que faz o homem pensar somente no imediato e, então, buscar a felicidade no agora, aqui mesmo. Pensa que ser feliz está diretamente relacionado com o que esta única existência possa lhe proporcionar. Precisa do poder para se sentir seguro. Normalmente o materialista acredita no acaso e este não lhe garante coisa alguma, uma vez que em sendo assim, precisa se organizar como se tudo dependesse de seu poder, portanto, única forma de conquistar a felicidade. Aí, desavisado de que a vida não se resume apenas na matéria, achando que sua ação não tem testemunha, pensa que a felicidade possa ser conseguida por meios ilícitos e procede como se tudo estivesse, apenas, sob seu controle. Triste engano comete aquele que pensou somente em si mesmo e utilizou de meios indignos para conseguir os seus fins. O mundo é organizado nos mínimos detalhes por inteligências superiores, que nos observam a cada instante. Não interferem em nosso comportamento, visto que são mestres e sabem perfeitamente de que precisamos exercer o livre arbítrio ao tomarmos nossas decisões. Entretanto, diante da decisão, algo nos aponta o caminho do bem. Não há quem não saiba distinguir o bem do mal. Mecanismos sofisticados de que todo ser é dotado por natureza, informam por auto-análise, o nosso comportamento diante de cada decisão. É a nossa consciência a nos mostrar a própria ação. Por mais que tentemos adormecê-la com as falsas justificativas, engendradas para acobertar nossos atos, no íntimo, diante do erro, sabemos que não agimos para o bem. Estamos de passagem por este mundo, e por mais brilhante possam ser as coisas que o momento nos oferece, são sempre passageiras ilusões que a morte do corpo físico, inevitavelmente, transforma. Podemos desencarnar nesse minuto ou aqui vivermos por muitos e muitos anos, mas uma coisa é certa, nós vamos nos transferir para outro lugar, deixando a matéria, de forma que dela nada poderemos aproveitar. Diz o dito popular que a mortalha não tem bolso e não dá para mandarmos fazer uma gaveta no caixão para levarmos nossos bens. Nada nos pertence, somos usufrutuários de posses provisórias. Temos de nosso apenas o que sabe o nosso Espírito imortal. O poder é um destes testes pelo qual o Espírito passa em determinada encarnação. É uma das mais difíceis provas para o ser humano. Se o indivíduo ainda não adquiriu suficiente maturidade, pode cometer erros graves, deixando-se seduzir pelas benesses que o poder lhe proporciona. O poder pode mostrar aquele que já era predisposto à corrupção, mas jamais corromperá o homem de bem.

ALMA GÊMEA

Alma Gêmea

Uma dúvida muito comum no cotidiano é querermos saber se todos temos a nossa alma gêmea, aquela metade eterna que viria completar e tornar nossa existência mais feliz e agradável. Como se vê, a teoria das almas gêmeas é um tema polêmico e delicado, principalmente agora que muitos livros, novelas, músicas e filmes tentam resolver os problemas dos solitários e dos casados infelizes.
No livro O Consolador Emmanuel disse, entre outras coisas, que cada coração possui no infinito “a alma gêmea da sua, companheira divina para a viagem gloriosa à imortalidade”, porque, “criadas umas para as outras, as almas gêmeas se buscam, sempre que separadas. A união é-lhes a aspiração suprema e indefinível. Milhares de seres, se transviados no crime ou na inconsciência, experimentam a separação das almas que os sustentam, como a provação mais ríspida e dolorosa, e, no drama das existências mais obscuras, vemos sempre a atração eterna das almas que se amam mais intimamente, evolvendo umas paras as outras, num turbilhão de ansiedades angustiosas, atração que é superior a todas as expressões convencionais da vida terrestre. Quando se encontram, no acervo dos trabalhos humanos, sentem-se de posse da felicidade real para os seus corações — a da ventura de sua união, pela qual não trocariam todos os impérios do mundo, e a única amargura que lhes empana a alegria é a perspectiva de uma nova separação pela morte, perspectiva essa que a luz da Nova Revelação veio dissipar, descerrando para todos os espíritos, amantes do bem e da verdade, os horizontes eternos da vida.”
Mas essas colocações de Emmanuel sobre a teoria das almas gêmeas parecem conflitar com o pensamento de Allan Kardec exposto na Revista Espírita de maio de 1858, em matéria com o título Metades eternas e referente a uma passagem de uma carta de um assinante cuja esposa havia falecido, deixando seis filhos. Sentindo-se em completo isolamento, o viúvo, ouvindo falar das manifestações espíritas, passou a freqüentar um grupo que praticava a mediunidade, aprendendo então que a verdadeira vida não está na Terra, mas no mundo dos Espíritos.
Certa noite, comunicando-se com o Espírito de sua esposa, perguntou-lhe a razão das divergências que tiveram durante a sua vida em comum, respondendo-lhe a antiga companheira que, malgrado tivessem passado alguns momentos felizes, não eram metades eternas, uma vez que tais uniões são raras na Terra, embora em alguns casos possam acontecer, quando representam um grande favor de Deus e aqueles que desfrutam essa felicidade experimentam alegrias indescritíveis.
Atendendo então ao pedido de esclarecimento formulado pelo missivista e também para sua própria instrução, Kardec dirigiu ao Espírito São Luís algumas perguntas, que depois foram inseridas em O Livro dos Espíritos, através das quais aquela entidade assevera, entre outros detalhes, que não existe uma união particular e fatal de duas almas. Existe a união entre todos os Espíritos, mas em graus diferentes, segundo a posição que ocupam, isto é, segundo a perfeição adquirida: quanto mais perfeitos, mais unidos. Da discórdia brotam todos os males humanos e da concórdia a felicidade completa.
Questionado sobre eventual contradição entre as suas ponderações acerca da teoria das almas gêmeas e as colocações de Allan Kardec sobre as metades eternas, feitas a partir das lições de São Luís, o Espírito Emmanuel, sempre por intermédio de Chico Xavier, asseverou que a tese é “... mais complexa do que parece ao primeiro exame, e sugere mais vasta meditação às tendências do século, no capítulo do ‘divorcismo’ e do ‘pansexualismo’, que a ciência menos construtiva vem lançando nos espíritos, mesmo porque, com a expressão ‘almas gêmeas’, não desejamos dizer ‘metades eternas’, e ninguém, a rigor, pode estribar-se no enunciado para desistir de veneráveis compromissos assumidos na escola redentora do mundo, sob pena de aumentar os próprios débitos, com difíceis obrigações à frente da Lei.”
De qualquer forma, ficamos com a seguinte conclusão de Kardec:“A teoria das metades eternas é uma figura referente à união de dois Espíritos simpáticos; é uma expressão usada mesmo na linguagem comum, tratando-se dos esposos, o que não se deve tomar ao pé da letra. Os Espíritos que dela se serviram certamente não pertencem à mais alta ordem: a esfera de seus conhecimentos é necessariamente limitada e eles exprimiram o pensamento em termos de que se teriam servido na vida corpórea. É, pois, necessário rejeitar esta idéia de que dois Espíritos, criados um para o outro, uma dia deverão unir-se na eternidade, depois de terem estado separados durante um lapso de tempo mais ou menos longo.”
Eliseu F. Motta Jr

PRECONCEITO E DISCRIMINAÇÃO __ ESTIGMAS SOCIAIS


PRECONCEITO E DISCRIMINAÇÃO
O ser humano, ao longo de toda a sua história, manteve certo medo, ou até mesmo receio pelas coisas diferentes do seu cotidiano. Sua análise quanto a estas coisas era baseada em seus conhecimentos não contestáveis, pois não haveria sentido acreditar em outras verdades, se sua vida se manteve adequada e em um caminho retilíneo até tal diferença surgir.Essa é a base para o etnocentrismo, atitude de considerar seu meio e cultura superior a dos demais, daí surge o preconceito. Mas o que se exige de um ser que possui o raciocínio, é que antes de ter um ato de discriminação, que ele analise tal diferença, para poder compreendê-la.Mas como disse anteriormente, não haveria sentido em acreditar numa outra verdade se a sua está adequada, tal verdade o faz criar certos conceitos para tal diferença, que logicamente estão “corretos”, daí ele cria conceitos a isso precocemente, surgindo o preconceito. Mas repare que tal preconceito não possui a obrigatoriedade de ser maligno, este pode ser ingênuo, benéfico, inocente, etc.O ato de ter algum preconceito não é tão condenável, afinal, ele surge de acordo com seu nível de compreensão a certa coisa, mas há uma diferença em ser ignorante e saber e não aceitar. O ignorante é aquele que se depara com uma diferença nova para seu mundo, então ele poderá desenvolver diversos preconceitos, até poder entender e aceitar tal diferença, porém quando este não a aceita, provavelmente desenvolverá atos de discriminação, condenáveis de acordo com a moral, ética e leis vigentes no mundo.Mas como saber se essa diferença é ou não algo de ruim? Muitas pessoas respondem isso de acordo com sua moral ou crença, esse próprio ato já é não saber lidar com diferenças, pois vem do etnocentrismo, o correto seria você analisar o caso, se o mesmo não for desrespeitoso com o próximo, for sincero e não impedir a paz, não há motivos para se desenvolver algum preconceito negativo.Mas o que ocorre com o ser humano? Este ser está dotado do orgulho e da alienação, se nega estar errado em alguma coisa, mas ele não percebe que, não é ele que estará errado. Afinal, o natural do ser humano é ficar em grupo, estar em união com semelhantes, porém o fizeram acreditar no contrário, o fizeram estar dentro de um grupo com alguma verdade suprema, e os que estão de fora da mesma estão errados. É tudo uma questão de manipulação, mantida por si mesmo, pois a partir do momento em que essa verdade é “inquestionável“, ela será sempre mantida, mas não é por algum ser que a mantém por interesse, é porque a maior parte da raça está inserida nesta verdade.Tudo segue o caminho natural da mudança, não é justo também que os injustiçados desenvolvam um preconceito aos que os vêem como “errados”, o correto seria mostrar o que eles possuem de bom, seja a cor, gênero, etnia, religião, sexualidade.Também há a necessidade de analisar o conceito de preconceito e discriminação, não podemos exigir que uma pessoa entenda e aceite as diferenças, por questão de opinião, mas esta deve permitir o livre tráfego e a livre expressão de pensamento, o ato de discriminação é sinal de fraqueza e desrespeito, já falei sobre o preconceito e a discriminação; suas diferenças são básicas, o preconceito é a não aceitação, a discriminação o não permitir as diferenças com ações desrespeitosas ou excludentes . Ambos são atos inseridos no intelecto do humano, pois para ele, mesmo que seja no seu subconsciente, pois o ser humano é sensível à mudança, ele nunca quer mudar para se adaptar, ele deseja que o mundo e os outros se adaptem a ele . Por fim de palavras, concluo dizendo que o ato de ter preconceito envolve a não auto-aceitação de estar errado, então não é algo tão simples que se resolverá com uma pergunta: “por quê?”, envolve muito mais coisas; mas também o ato de não aceitar sobre nenhuma circunstância que alguém tenha preconceito também é uma atitude de discriminação.Então deixo minha mensagem, alertando sobre todas as formas de preconceito. Se vejam por dentro e analisem o quanto poderiam ser melhores .
Pesquisa Internet

Wednesday, March 26, 2008

The Beatles LOVE Cirque Du Soleil


TV Show made by ESPN-BRASIL about the Cirque du Soleil Show at the Mirage Las Vegas NV, based on The Beatles songs "LOVE".
Video-Reporter: Vivian Mesquita;
Camera: Marcelo Madureira;
Second camera: Cesar Andrade;
Artists: Cesar Andrade, Marco de Santi, Rafael Lima, Ekenah Claudin, Silvia Aderne, Fabio Esposito.

LET ME FALL CIRQUE DU SOLEIL __ "Bungee" from the Saltimbanco Spetacular , to Josh Groban's collaboration for Cirque , "Let me Fall" By Me:D


* Sugiro que assistam os outros vídeos desta postagem , são belíssimos , vale a pena . Músicas lindas , um abraço , Sandra

Tuesday, March 25, 2008

A MÚSICA NA TEIA DA VIDA __ Interconexões de Energia e Mutação


mind walk
fritjof capra
no nível sub atômico tudo é energia e ponto de mutação.

FRITJOF CAPRA __ interconexões , uma nova visão de mundo , a teia da vida , crise de percepção , relações com a Arte , tudo é Energia ...


Ci voleva un grande scienziato e filosofo come Fritjof Capra per strappare Leonardo da Vinci alla letteratura di consumo e all'esoterismo da bancarella e restituirlo alla sua dimensione di incommensurabile scienziato, inventore del metodo sperimentale insieme e prima di Bacone e Galileo, rimanendo il portabandiera di una scienza non meccanicistica e riduzionista, propugnatore di una visione globale, sistemica, all'interno della quale l'arte è un elemento fondamentale.

"PERTENCENDO AO UNIVERSO" __ Fritjof Capra , sinopse do último livro do autor


Pertencendo ao Universo

Sinopse

Em “O Tao da Física”,

Fritjof Capra relaciona as descobertas recentes da física teórica à antiga sabedoria oriental. Em “O Ponto de Mutação”, ele discorre sobre o novo paradigma que surge na ciência, e seus desdobramentos no restante da sociedade. Agora, em “Pertencendo ao Universo”, o físico, ecologista e ensaísta tentará encaixar todas essas suas idéias no arcabouço espinhoso da doutrina católica. Para ajudá-lo nesta árdua empreitada, alistou os serviços de dois monges beneditinos: o psicólogo David Steindl-Rast e seu colega Thomas Matus. O livro é a transcrição de longas horas de diálogo entre os três, discutindo analogias e as mais diversas questões metafísicas e teológicas: seria o Homem o rei da Criação? De onde vem o sentimento religioso? A Ciência pode encontrar Deus?Como quase todo diálogo espontâneo sobre coisas complexas, a conversa de Capra e os dois teólogos sofre às vezes de divagação e incoerência, afastando-se sempre do ponto principal: a aplicação no cristianismo do “novo paradigma” proposto por Capra. Esse conceito engloba muitas idéias abstratas. Por exemplo: se antigamente se procurava explicar o todo pelas partes, no novo paradigma as partes são compreendidas a partir do todo. A transposição desta e outras idéias para a teologia cristã parece mera brincadeira retórica. Mais interessantes são as grandes mudanças progressistas na interpretação cristã que os autores anunciam, como a defesa da ecologia e da justiça social.

BIOGRAFIA DE FERNANDO PESSOA __ EMINENTE POETA PORTUGUÊS FALA DO AMOR

Biografia Fernando Pessoa
Fernando António Nogueira Pessoa nasceu em 1888, em Lisboa, aí morreu em 1935, e poucas vezes deixou a cidade em adulto, mas passou nove anos da sua infância em Durban, na colónia britânica da África do Sul, onde o seu padrasto era o cônsul Português. Pessoa, que tinha cinco anos quando o seu pai morreu de tuberculose, tornou-se num rapaz tímido e cheio de imaginação, e num estudante brilhante. Pouco depois de completar 17 anos, voltou para Lisboa para entrar na universidade, que cedo abandonou, preferindo estudar por sua própria conta, na Biblioteca Nacional, onde leu sistematicamente os grandes clássicos da filosofia, da história, da sociologia e da literatura (portuguesa em particular) a fim de completar e expandir a educação tradicional inglesa que recebera na África do Sul. A sua produção de poesia e de prosa em Inglês foi intensa, durante este período, e por volta de 1910, já escrevia também muito em Português. Publicou o seu primeiro ensaio de crítica literária em 1912, o primeiro texto de prosa criativa (um trecho do Livro do Desassossego) em 1913, e os primeiros poemas em 1914. Vivendo por vezes com parentes, outras vezes em quartos alugados, Pessoa ganhava a vida fazendo traduções ocasionais e redacção de cartas em inglês e francês para firmas portuguesas com negócios no estrangeiro. Embora solitário por natureza, com uma vida social limitada e quase sem vida amorosa, foi um líder activo do movimento Modernista em Portugal, na década de 10, e ele próprio inventou vários movimentos, incluindo um "Interseccionismo" de inspiração cubista e um estridente e semi-futurista Pessoa manteve-se afastado das luzes da ribalta, exercendo a sua influência, todavia, através da escrita e das tertúlias com algumas das mais notáveis figuras literárias portuguesas. Respeitado em Lisboa como intelectual e como poeta, publicou regularmente o seu trabalho em revistas, boa parte das quais ajudou a fundar e a dirigir, mas o seu génio literário só foi plenamente reconhecido após a sua morte. No entanto, Pessoa estava convicto do próprio génio, e vivia em função da sua escrita. Embora não tivesse pressa em publicar, tinha planos grandiosos para edições da sua obra completa em Português e Inglês e, ao que parece, guardou a quase totalidade daquilo que escreveu.Em 1920, a mãe de Pessoa, após a morte do segundo marido, deixou a África do Sul de regresso a Lisboa. Pessoa alugou um andar para a família reunida - ele, a mãe, a meia irmã e os dois meios irmãos - na Rua Coelho da Rocha, nº 16, naquela que é hoje a Casa Fernando Pessoa. Foi aí que Pessoa passou os últimos 15 anos da sua vida - na companhia da mãe até à morte desta, em 1925, e depois com a meia irmã, o cunhado e os dois filhos do casal (os meios irmãos de Pessoa emigraram para a Inglaterra).Familiares de Pessoa descreveram-no como afectuoso e bem humorado, mas firmemente reservado. Ninguém fazia ideia de quão imenso e variado era o universo literário acumulado no grande baú onde ele ia guardando os seus escritos ao longo dos anos.O conteúdo desse baú - que hoje constitui o Espólio de Pessoa na Biblioteca Nacional de Lisboa - compreende os originais de mais de 25 mil folhas com poesia, prosa, peças de teatro, filosofia, crítica, traduções, teoria linguística, textos políticos, horóscopos e outros textos sortidos, tanto dactilografados como escritos ou rabiscados ilegivelmente à mão, em Português, Inglês e Francês. Pessoa escrevia em cadernos de notas, em folhas soltas, no verso de cartas, em anúncios e panfletos, no papel timbrado das firmas para as quais trabalhava e dos cafés que frequentava, em sobrescritos, em sobras de papel e nas margens dos seus textos antigos. Para aumentar a confusão, escreveu sob dezenas de nomes, uma prática - ou compulsão - que começou na infância. Chamou heterónimos aos mais importantes destes "outros", dotando-os de biografias, características físicas, personalidades, visões políticas, atitudes religiosas e actividades literárias próprias. Algumas das mais memoráveis obras de Pessoa escritas em Português foram por ele atribuídas aos três principais heterónimos poéticos - Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos - e ao "semi-heterónimo" Bernardo Soares, enquanto que a sua vasta produção de poesia e prosa em Inglês foi, em grande parte, creditada aos heterónimos Alexander Search e Charles Robert Anon, e os seus textos em francês ao solitário Jean Seul. Os seus muitos outros alter-egos incluem tradutores, escritores de contos, um crítico literário inglês, um astrólogo, um filósofo e um nobre infeliz que se suicidou. Havia até um seu "outro eu" feminino: a corcunda e perdidamente enamorada Maria José. No virar do século, sessenta e cinco anos depois da morte de Pessoa, o seu vasto mundo literário ainda não está completamente inventariado pelos estudiosos, e uma importante parte da sua obra continua à espera de ser publicada.Fonte: Casa Fernando Pessoa
Pensamentos em Destaque
Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?
Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um não. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo...Fernando Pessoa
Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...

Monday, March 24, 2008

A DANÇA E A CULTURA CIGANA

Dança Cigana

A alma cigana perfuma o lugar por onde passa.
A força, a espontaneidade e a alegria, aquela capacidade única dos nômadas de transformar as adversidades da vida numa energia profunda, numa experiência autêntica e libertadora reequilibrando as forças numa consciência interior mais forte e cúmplice é tão só expressada numa dança … a Dança Cigana!
Esta é a história de um povo nómada que, partindo da Índia se espalhou por todo o mundo. Ao longo dos séculos, apesar de constantemente expostos a múltiplas influências e pressões, conseguiram preservar uma identidade própria e demonstrar notável capacidade de adaptação e sobrevivência.
Esta é a história de um povo que sempre foi visto através da visão da cultura dominante ocidental. Falar de ciganos sem falar de racismo, xenofobia, discriminação é uma tarefa árdua pois estas são as conotações normalmente associadas à etnia cigana. Raramente se fala da sua cultura, da sua tradição, da sua música, da sua dança.
História
A origem do povo cigano remonta a tempos antigos, sobre os quais existe pouca ou nenhuma fonte escrita. Muitas histórias foram criadas na tentativa de contextualizar o seu surgimento e só há pouco tempo foi definitivamente assente a sua origem.
Recentes estudos linguísticos demonstram que os ciganos terão surgido na Índia e que por volta do ano mil, começaram a espalhar-se pelo mundo em várias ondas migratórias abandonando as suas terras nativas na Índia.
Primeiro pela Pérsia, depois pelo Império Bizantino, os ciganos espalharam-se por toda a Europa. Quase sempre segregados, excluídos e expulsos das sociedades por onde passavam, os ciganos criaram uma cultura própria que os ajudou a sobreviver.
Quando chegaram à Europa Ocidental no século XV, os ciganos diziam-se oriundos do “Pequeno Egipto”, ou seja, Épiro, na Grécia. Os europeus julgando-os do Egipto, começaram a chamá-los “egipcianos” ou “egitanos”; outros grupos de nómadas apresentaram-se como gregos ou “atsinganos”, o que explica a evolução do nome “cigano” nas várias línguas.
Mas assim que chegaram à Europa, os ciganos vão ser olhados como intrusos capazes de destabilizar uma sociedade de horizontes limitados e fechados. Às políticas primeiras políticas de exclusão do século XV e XVI, seguem-se as políticas de reclusão (século XVII, XVIII e XIX) e por fim chegam as políticas de inclusão (a partir da segunda metade do século XX). Esta política de inclusão embora pareça a certa, esconde muitos perigos. Ao pretender incluir a comunidade cigana nas comunidades de cada país, os governos pretendiam que houvesse uma assimilação do cigano na vida quotidiana do país. Por outras palavras, defendia-se uma aculturação da comunidade cigana que seria reintegrada na sociedade vigente sem reconhecimento das suas particularidades e especificidades.
Actualmente, os ciganos lutam pela afirmação dos seus direitos e pela preservação da sua cultura, enquanto continuam a viver à margem da sociedade.
Ciganos
As inúmeras vagas migratórias, bem como a convivência mantida com as populações já instaladas nos países onde chegaram, resultou numa acentuada diversidade cultural. Além disso, as suas migrações, tal como as fixações, deram origem a uma multiplicidade de subgrupos diferenciados entre si, formando quase um mosaico de estrutura mutável. Os critérios para se agruparem podem radicar numa origem social comum, na afinidade geográfica, num critério profissional ou, ainda, num traço comum importante.
Socialmente os ciganos são divididos em três grandes grupos: - os Rom, (Leste Europeu) - os Sinti (Alemanha, França, Áustria e Suiça) - e os Kalon (Portugal e Espanha) além de muitas sub divisões. Cada um destes grupos diferencia-se dos demais pelo dialecto (derivado do Romani), hábitos, tradições específicas, vestuário, etc.
Aos não-ciganos chamam de gadje, e muitos ciganos preferem que lhes chamem Roma, termo que em língua romani significa “homem”.
Pelo que transparece, a realidade cigana é muito variada. A diversidade da vivência histórica dos diversos grupos, os seus cruzamentos e entrecruzamentos, a sua sedentarização e itinerância, a diversidade dos seus contactos com meios diferentes consoante os lugares originaram, e ainda originam, uma grande diversidade de elementos culturais e sociais daqueles grupos. O seu grau de adaptação, a identidade do grupo, as estratégias constantemente reformuladas, nasce uma cultura muito própria, diferente e muito rica. No seu dinamismo nómada, adapta-se às circunstâncias, à variedade dos encontros e às condições de vida que lhe são proporcionadas.
Há sempre o risco de generalização involuntária quando se destacam aspectos particulares da vida dos ciganos e se procura retirar referências generalizadas das comunidades ciganas espalhadas pelo mundo.

Cultura Cigana

A cultura dos ciganos, representada por um conjunto de tradições e crenças, está em constante mudança e nalguns casos está-se a desagregar de forma irreversível perante a hegemonia da cultura da sociedade sedentária. Existem no entanto, alguns índices que permitem prever um caminho no sentido da tomada de consciência, da importância de preservar a cultura cigana.
A viagem é-lhes essencial, podendo afirmar-se que faz parte da sua realidade cultural, social e económica. O viajar é, acima de tudo, um estado de espírito, donde, mesmo no caso de uma família ter de ficar vários meses, ou até anos, fixa em determinado lugar, ela sente-se mais confortável sabendo que poderá mudar no momento em que lhe apetecer: a terra é a minha pátria, o céu o meu tecto e a liberdade a minha religião, eis como definem a sua condição.
O Acordo Schengen (da livre circulação dentro da União Europeia) rebateu um pouco as dificuldades de se movimentarem dos ciganos, mas não lhe pôs termo.
Os ciganos sedentários são agora a maioria, tanto no leste como no oeste europeu, mas a sua mobilidade continua a ser importante.
Várias formas associativas e movimentos de âmbito internacional surgem um pouco por todo o lado, defendendo a causa da minoria cigana e tutelando a sua cultura.
Dança cigana
A sua capacidade intrínseca de liberdade e comunicação, a capacidade de transformar as dificuldades e o sofrimento numa alegria que se espelha nas suas danças e músicas, fez com que a sua cultura, nomeadamente a sua dança se transforme numa manifestação livre e espontânea de toda a sua vida.
É notório o gosto cigano pelo colorido, pela música e pelo movimento e se há arte desde sempre associada ao povo cigano, ela é, sem dúvida, a da dança e da música. Estas, estão fortemente impregnadas da cultura cigana, de tal modo que não pode conceber-se qualquer manifestação cigana, alheia à música, ao canto e à dança. Elas animam sempre as suas festas. As orquestras ciganas ficaram célebres em muitos países da Europa e ficaram na histórias muitos nomes consagrados de músicos, cantores e bailarinos ciganos. Isto constitui até um dos traços mais característicos da cultura cigana.
Os ciganos aprendem a dançar desde novos com os familiares e amigos e nunca frequentam aulas de dança, pois consideram que essa prática iria retirar-lhes o encanto da espontaneidade e do sentimento vindo directamente da alma.
As influências da dança cigana remontam às origens do povo cigano, apresentando influências hindus, árabes, húngaras, romenas e espanholas. A dança preservou assim elementos das regiões por onde os ciganos passaram e incorporou-os.
Na dança cigana os primeiros passos começam pela postura, caminhar, ombros, braços e giros. Os ciganos dançam com alguns objectos que têm os seus significados próprios:
• Dança do Leque
• Dança da Echarpe
• Dança do Pandeiro

Música Cigana

Por onde passavam, os ciganos deixavam uma marca na música. Puristas afirmam que não existem músicas e danças essencialmente ciganas, mas apenas influências, o que gera controvérsias nas classificações. O certo é que o cigano não apenas assimilava a música dos países nos quais vivia, mas a mantinha viva e era capaz de enriquecê-la à sua maneira, transportando-a além fronteiras.
Foi na Europa central e oriental que a música cigana (vocal e instrumental) teve o seu público mais fiel e apaixonado. Os elementos turco árabes, recolhidos pelos músicos ciganos, floresceram na Hungria com a incorporação dos instrumentos, da técnica, da orquestração e da harmonização europeus. Assim, nos finais do século XV, à corte da Hungria eram chamados da Alemanha, França e Itália músicos ciganos, tocadores de alaúde.
Os ritmos ciganos são, geralmente, acompanhados por palmas e ritmos dos pés, conferindo uma alegria inigualável aos sons originários deste povo.
A música cigana é produzida essencialmente por instrumentos de corda:
a guitarra
a viola
os violinos
contrabaixo
balalaica
alaúde
acordeões
címbalos
castanholas
pandeiros
bandolim
A orquestra cigana passou a ser constituída por quatro instrumentos: dois violinos, um contrabaixo e um címbalo.
Glossário
Balcãs – zona europeia que inclui a Turquia, a Bulgária, a Grécia, a Albânia, a Ex-Jugoslávia, a Roménia e a Hungria.
Bandeira cigana – a parte superior é azul representando o céu, os valores espirituais e a parte inferior verde, representando a natureza, a terra, o crescimento. A roda no meio é a roda de sansara, roda indiana que representa o chakra.
Calé ou kalé – cigano espanhol.
Canto jondo – a palavra jondo deriva de “hondo”, profundo em espanhol. Termo proposto pelo poeta Garcia Lorca para substituir a palavra flamenco, julgando-a restritiva.
Castanholas – são instrumentos de percussão utilizados para acentuar o ritmo. Compõem-se de duas peças arredondadas e côncavas, feitas de madeira, marfim ou fibra, ligadas por um cordão que serve para segurá-las uma à outra e as duas ao polegar, fazendo-as bater uma na outra, com o movimento dos demais dedos.
Cengi – bailarina turca que cantava e dançava nos haréns, festas privadas e públicas.
Crótalos – quatro discos metálicos usados um par em cada mão, segurados nos dedos polegar e médio das duas mãos e que são utilizados tanto pelos músicos como pelas bailarinas para acompanhar o ritmo ou acentuá-lo.
Duende – do sânscrito “divindade” ele é a alma ou sentimento no flamenco.
Flamenco – combinação de canto, dança e toque da guitarra espanhola com o seu elemento fundamental, o duende.
Ghawazee – o termo refere-se à tribo de ciganos provenientes do noroeste da Índia (Rajastão), que migraram para toda a bacia mediterrânica e se fixaram no Egipto. São por isso conhecidos como ciganos egípcios.
Ghazyia – singular de ghawazee.
Mamouches – cigano francês.
Manton – grande xaile de seda com franja, indispensável a uma sessão de baile flamenco. O leque, as flores no cabelo, o vestido de cauda e as castanholas completam o traje.
Sevilhanas – dança originária da região de Sevilha, é dançada em pares e música e dança são divididas em quatro partes.
Shimi – vibração de uma parte do corpo provocado por um movimento alternado, pequeno e rápido que consequentemente reproduz no corpo num pequeno estremecimento.
Sinti – cigano alemão.
BIBLIOGRAFIA
Livros:
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• ASSÉO, Henriette, Les Tsiganes – Une destinée européenne, Gallimard, Paris, 1994
• BELLONI, Kali, Les Populations Tsiganes en France, Centre de Recherches tsiganes, Paris, 1981
• BINNS, Dennis, Children´s Literature and the Role of the Gypsies, Manchester Traveller’s School, Manchester, 1984
• BLOCH, J., Los Gitanos, Editorial Universitária, Buenos Aires, 1962
• BONILLA, Luís, La Danza en el Mito y en la Historia, Madrid, 1964
• CENTRE DE RECHERCHES TSIGANES, Que sorte, Ciganos na nossa Escola, Secretariado Entreculturas, Lisboa, 2001
• CLEBERT, J. O., Los Gitanos, Barcelona, 1965
• BUONAVENTURA, Wendy, Serpent of the Nile, Interlink Books, Nova Iorque, 1994
• CLÉBERT, Jean-Paul, Les tziganes, Arthaud, Paris, 1962
• CROWE, David M., A History of the Gypsies of Eastern Europe and Russia, St. Martin’s Griffin, Nova Iorque, 1996
• COELHO, Adolfo, Os Ciganos de Portugal, Dom Quixote, Lisboa, 1995
• DRUTS, Yefim and Gessler, Alexei, Russian Gypsy Tales, Interlink Books, 1992
• Esquivel, Juan, Discursos Sobre el Arte del Dançado, Sevilha, 1642
• FICOWSKI, Jerzy, The Gypsies in Polland: History and Customs, Interpress, 1989
• FONSECA, Isabel, Bury Me Standing: The Gypsies and their Journey, Knopf, 1995
• FRASER, Angus, História do Povo Cigano, Editorial Teorema, Lisboa, 1997
• FRASER, Augus, The Gypsies: Peoples of Europe, Blackwell Publishers, 1995
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• KENDRICK, Donald and Puxon, The Destiny of Europe’s Gypsies, Basic Books, Londres, 1972
• KENDRICK, Donald, Historical Dictionary of Gypsies, The Scarecrow Press, Londres, 1998
• LAFUENTE, Rafael, Los Gitanos, el Flamenco y los Flamencos, Barcelona, 1955
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• LEBLON, Bernard, Les Gitans d´Espagne, Presses Universitaires de France, Paris, 1985
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• LIÉGEOIS, Jean-Pierre, Tsiganes, Editions Maspero, Paris, 1983
• LIÉGEOIS, Jean-Pierre, Minoria e escolarização: o rumo cigano, Centre Recherches Tsiganes, Lisboa, 2001
• MAAS, Peter, King of the Gypsies, Bantam Books, 1974
• MOREAU, Roger, The ROM: Walking in the Paths of the Gypsies, Key Porter Books, 1995
• NUNES, Olímpio, O Povo Cigano, Livraria Apostolado da Imprensa, Porto, 1981
• OKELY, Judith, The Traveller-Gypsies, Cambridge University Press, Cambridge, 1983
• PEÑA, Teresa Martinez de la, Teoria y Práctica del Baile Flamnenco, Aguilar, Madrid, 1969
• PINTO, Maria de Fátima, A Cigarra e a Formiga: Contributos para a Reflexão Sobre o Entrosamento Da Minoria Étnica Cigana na Sociedade Portuguesa, Cadernos REAPN, 2000
• PUXON, G., Roma: Europe’s Gypsies, Minority Rights Group, 1987
• RIVAS, Juan José Santos, Historia del Pueblo Gitano, Almeria, Espanha, 1950
• STEWART; Michael, The Time of the Gypsies, Westview Press, Oxford, 1997
• WILLEMS, Wim, In search of the True Gypsy: From Enlightenment to Final Solution, Frank Cass Publishers, 1997
• VAUX de FOLETIER, François de, Le Monde des Tsiganes, Berger-Levrault, Paris, 1983
• VEGA, J. Blas, Los Cafés Cantantes de Sevilla, Madrid, 1984
Revistas:
• National Geographic, Ciganos, uma sina à parte, texto de Peter Godwin, Abril 2001
• Vários números Études Tsiganes, Centre Études Tsiganes
• Vários números da Roma Rights, European Roma Rights Center
• Journal of the Gypsy Lore Society

Sunday, March 23, 2008

HISTÓRIA DOS CIGANOS __ OCASO DE UMA RAÇA

CIGANOS
A história dos ciganos pode ser dividida em três partes: a origem, a dispersão e a situação atual. Como, porém, em uma parte posterior deste trabalho será aprofundado o item situação atual, não cabe neste capítulo relativo à história abordar esses dados. Serão apresentadas, então, as questões ligadas a sua origem até a chegada ao Brasil. Os ciganos fazem parte de uma etnia de cultura própria, rica, já que por variadas razões encontram-se dispersos por todo o mundo, tendo passado, em suas andanças, por diferentes países, legando e enriquecendo a sua cultura. Uma pequena parcela, hoje em dia, ainda é nômade, mas a maioria, como no caso dos ciganos do Rio de Janeiro, é seminômade e sedentária.Segundo Arthur R. Ivatts, sociólogo, educador britânico e assessor da Comissão Consultiva para a Educação dos Ciganos e Outros Nômades, a concentração maior desse povo fica na Europa, ou seja, da população mundial cigana, mais ou menos a metade é residente na Europa, sendo que dois terços na Europa Oriental, e, parte reside ainda, no norte e no sul da África, no Egito, na Argélia e no Sudão. Nas Américas, o contingente está distribuído dos Estados Unidos à Argentina, tendo uma maior concentração no território brasileiro. Devido ao modo de vida cigano, é difícil calcular o número exato deles, mas, segundo Ivatts, em 1975, sem contar com a Índia e o sudeste asiático, os ciganos eram, em média, cerca de sete a oito milhões em todo o mundo.Antes de desenvolver o tema, é preciso deixar claro que o termo cigano é genérico, assim como índio, ou seja, dentro dessa etnia existem subdivisões e, nelas, existem famílias que fazem das tradições uma cultura própria de acordo com o subgrupo ao qual pertencem. No Brasil, mais particularmente no Rio de Janeiro, existem dois grandes grupos de ciganos: o Rom e o Calom.O grupo Rom é mais disperso, pois, devido a sua origem extra-Ibérica, é encontrado no mundo todo, da União Soviética à Argentina. São os considerados ciganos autênticos e tradicionais. No Rio de Janeiro, foram contactadas famílias de três grupos rons: o Kalderash, o Khorakhanè e o Ragare.Os nomes dos subgrupos são apresentados por força de uma profissão própria e predominante na família através dos tempos, como os kalderashès (ferreiros, caldeireiros, produtores de panelas, parafusos, utensílios, chaves, pregos, ferramentas, selas, cintos e outros objetos de couro). Alguns são exibidores de feras amestradas, os circenses (lovares) e (manushes). Outros ainda, que eram antigos negociantes de cavalos, atualmente, negociam com carros, sendo também exímios comerciantes, mecânicos e lanterneiros, como os ciganos do grupo Calom. Há também os que vendem ouro, jóias, roupas, tapetes, que são os mercadores ambulantes ou feirantes.
Os ciganos do grupo Calom situam-se, na Espanha — particularmente em Andaluzia, onde existe a maior concentração de calons — em Portugal, na África do Norte e no sul da França, são os chamados ciganos Ibéricos. Há muitos anos, alguns desse grupo foram deportados ou emigraram para as Américas, existindo, assim, uma grande parte desses ciganos no Brasil.Diferenciam-se dos rons ( Romá) pelo aspecto físico, dialeto e costumes. Sua maioria encontra-se nômade, principalmente no Norte e Nordeste, mas uma grande parte já está totalmente sedentarizada, principalmente no Rio de Janeiro. Muitos exercem profissões ligadas à justiça: juízes, promotores, advogados, oficiais de justiça e policiais.Os grupos e os subgrupos serão conhecidos minuciosamente no decorrer deste trabalho, mas, para finalizar essa visão histórica, é importante mencionar que o termo rom significa cigano para qualquer cigano, pois calom, como são conhecidos os ciganos Ibéricos, é o dialeto utilizado por estes desde a época da repressão na Espanha e em Portugal. O Romanês ou Romani, língua mundial cigana, traz a palavra rom significando homem, cigano e marido.

POEMA CIGANO

Uma cigana ouvi ...
A me dizer assim
Com esta lua azul
Vem o amor
E quem gostar de alguém
Que feche os olhos bem ...
E peça Sorte , Sorte , Sorte e a Sorte vem ...
Se a cigana for ...
Sem te dizer adeus
peça à lua sim
que volte a ti ...
Só a cigana tem aquilo que convém
Te dá de tudo
amor , muita paixão !
Tomando tua vida
te falando assim ...
No teu ouvido
te dizer murmurando
És meu amor !

FRANCISCO BUARQUE DE HOLANDA


Saturday, March 22, 2008

BREVE BIOGRAFIA DE CAETANO VELOSO










Caetano Veloso
7/8/1942
Biografia
Considerado uma das figuras mais importantes da música popular brasileira, nasceu no interior da Bahia e começou a cantar e tocar violão em Salvador, aonde foi estudar, ao lado da irmã, a também cantora Maria Bethânia. Se interessa por bossa nova e principalmente João Gilberto. Nos anos 60 conheceu Gilberto Gil, Gal Costa e Tom Zé, e juntos começaram a fazer espetáculos e shows. Em 1965 Maria Bethânia é chamada para substituir Nara Leão no espetáculo "Opinião", no Rio de Janeiro, e Caetano a acompanha. No mesmo ano é lançado seu primeiro compacto, com "Cavaleiro" e "Samba em Paz". Nos anos seguintes participa dos festivais de música popular e compõe trilhas de filmes. Em 1967 sai o primeiro LP, "Domingo", com Gal Costa. No ano seguinte encabeça o movimento tropicalista e lança o disco "Tropicália ou Panis et Circensis" ao lado de Gil, Gal, Tom Zé, Torquato Neto, Rogério Duprat, Capinam, Nara Leão. No III Festival Internacional da Canção, em 1968, sua música "É Proibido Proibir" leva uma estrondosa vaia e é desclassificada, provocando reação indignada do compositor e cantor. Em 1969, depois de ser preso pela ditadura militar, parte para o exílio político na Inglaterra, onde compõe canções como "London, London" e "Como Dois e Dois" e lança discos. Volta ao Brasil em 1972 e faz show em várias cidades do Brasil e nos anos seguinte começa a atuar também como produtor. Em 1976 Caetano, Gal, Gil e Bethânia se juntam novamente e formam o grupo Doces Bárbaros, que grava um LP sai em turnê. Nos anos 80 continua gravando e produzindo discos, como "Outras Palavras", "Cores, Nomes", "Uns" e "Velô", e em 86 comanda ao lado de Chico Buarque o programa de televisão "Chico & Caetano", onde cantam e trazem convidados. Inicia os anos 90 com o sucesso do disco "Circuladô" cuja faixa-título é baseada num poema de Haroldo de Campos, colaborador de longa data. Logo em seguida, "Tropicália 2" refaz a parceria Caetano-Gil. Em 1997 sai o primeiro livro de Caetano, "Verdade Tropical", um relato pessoal sobre sua visão de mundo. Seu disco "Livro", de 1998, ganhou o prêmio Grammy em 2000, na categoria World Music. Nos anos 80, cresce a popularidade de Caetano Veloso fora do Brasil, especialmente em Israel, Portugal, França e Africa. Em 2004, ele foi considerado um dos mais respeitados e produtivos pop-stars latino-americanos no mundo, com mais de cinquenta discos disponíveis, incluindo canções em trilhas sonoras de filmes como "Hable con Ella" (Fale com Ela), de Pedro Almodovar, e "Frida". Em 2002, Veloso publicou um livro sobre o movimento da Tropicália, "Tropical Truth: A Story of Music and Revolution in Brazil" (Tropicália: Uma Estória de Música e Revolução no Brasil). Em 2003, Caetano lança “Muito Mais”, seu primeiro DVD - Áudio, que foi bônus da caixa comemorativa de 35 anos de carreira. O DVD reúne grandes sucessos do artista escolhidos pelos fãs por meio da internet. Seu primeiro CD em Inglês, foi "A Foreign Sound" - "Um som Estrangeiro" (2004), no qual interpretou "Come as You Are", música da banda Nirvana, bem como outras canções famosas. Cinco das seis canções de seu terceiro álbum "Caetano Veloso", realizado em 1971, também foram cantadas em inglês.

AS TRÊS ROSAS


As três rosas

Era uma vez três rosas, cada uma com sentimento diferente.
A primeira, seu sentimento era o perdão.
A segunda, tinha o sentimento da aceitação.
E a terceira rosa, abrigava o sentimento do amor.
Certo dia um jovem descobriu em seu jardim três lindos botões de rosas.
Todos os dias ao levantar-se, fazia uma visita às três rosas. Abria cuidadosamente alguns outros galhos que lhes impediam os tão necessários raios de sol das manhãs.
E assim repetia-se aquele gesto todos os dias.
Então a primeira rosa disse: Ele sempre vem por minha causa, pois eu sou o perdão que ele tem necessidade.
A segunda rosa respondeu: Creio que ele vem mais por mim, pois eu sou a aceitação, ele deve ter aceitado em seu coração a mulher amada.
E você o que acha? Perguntaram as duas,
a terceira rosa.
Essa nada respondeu, permaneceu em silêncio.
No dia seguinte o jovem chegou-se as três rosas e as colheu. Conduziu-as a um cômodo de sua casa onde havia um quadro
de uma bela mulher,
com a seguinte inscrição:
Ao meu amor, antes de partir deixarei semeado no nosso jardim meus sentimentos de perdão,
por que te perdoei;
De aceitação, por que no coração te aceitei... E de amor, por que sempre, esteja onde estiver te amarei.
Depois que o jovem deixou as três rosas embaixo do quadro e ausentou-se, as duas rosas primeiras entreolharam-se, e soluçando abraçaram a terceira.
Compreenderam que o maior sentimento é o amor.
Por que este, não se exalta, não inveja, não compete.
Por que Ele é amor.
Eternamente Amor.

Wednesday, March 19, 2008

A PÁSCOA É A PASSAGEM DAS TREVAS PARA A LUZ

A Páscoa, passagem das trevas para a luz, da morte para a vida, empenha-nos decididamente na superação dos sinais de morte ainda presentes na cultura e na convivência humana. O anúncio pascal traz a certeza de que a injustiça e o egoísmo, a violência e o ódio não terão a última palavra sobre a existência. A Páscoa faz-nos abraçar a defesa da vida humana, em todas as suas fases, e da natureza, ambiente da vida, dom do Criador. O cuidado da Terra, nossa casa comum, e o zelo pela sua capacidade de acolher e abrigar a vida são cada vez mais urgentes e requerem o esforço solidário de todos; essas atitudes decorrem do respeito a Deus criador e amigo da vida. Não é belo, não é coerente com nossa fé, não é justo com o próximo promover a violência, a cultura da morte, o desprezo à obra de Deus e à vida de nossos semelhantes. A ressurreição de Jesus Cristo revela que Deus está do lado da vida; por isso, somos convocados a estar desse lado também. Ressuscitou! Não está mais entre os mortos! O amor de Deus, manifestado a nós na ressurreição de seu Filho Jesus Cristo, alimenta a alegria e a esperança; ao mesmo tempo, faz-nos participar da edificação da sociedade, segundo os critérios da verdade, da justiça e da solidariedade. A Páscoa de Jesus é sinal da vitória possível sobre a morte e todos os males.

UMA FELIZ PÁSCOA DESEJO A TODOS , MUITA REFLEXÃO , FÉ , SERENIDADE E HARMONIA UNIVERSAL , PAZ PARA O MUNDO !

A CLEPTOCRACIA E OS AGENTES DE CORRUPÇÃO POLÍTICA


Cleptocracia

Historicamente, qualquer que seja sua origem e seu tamanho, os agentes de corrupção política - caso não sejam combatidos pela sociedade - acabam transformando o Estado em uma “cleptocracia” . Esta palavra de origem grega significa literalmente “Estado governado por ladrões”.
A fase “cleptocrática” do Estado ocorre quando a maior parte de sistema público governamental - criado para manter as relações sociais entre as pessoas da nação - já foi capturada pelos agentes corruptos passivos e ativos e funciona agora apenas como uma máquina de extração de renda ilegal.
Quando os agentes de corrupção de um país conseguem atingir esta fase “cleptocrática”, já não há mais a necessidade de apresentar qualquer aparência de honestidade em suas atividades de corrupção. Essas atividades podem ficar totalmente visíveis porque há uma certeza de impunidade. Quando se instaura esta fase, o jogo político já deixa de ser necessário e os cidadãos sem representação tem poucas alternativas. Uma delas é o cesarismo, nome que se dá à tomada do poder pela força das armas (um dos exemplos são os golpes de Estado praticados por funcionários públicos militares especialmente nos países da América Latina, da Ásia e da África. Outra saída dos cidadãos é apelar para políticos populistas civis que têm liderança entre os militares e que também fazem uso da força militar para impor regimes ditatoriais. Isto é, ao subverter os processos formais da boa governança, a corrupção faz o governo perder legitimidade e acaba minando a democracia representativa. Isto é, os valores democráticos como confiança e tolerância, aspectos do que economistas como Robert Putnam têm denominado de capital social e que são fatores necessários ao desenvolvimento econômico, são destruídos. Isto preparam o campo para as ditaduras. (Para mais informações sobre capital social veja Putnam, R. Making Democracy Work – Civic Traditions in Modern Italy).
A fase cleptocrática é caracterizada por níveis de impostos extremamente altos (mais de um terço ou níveis tão altos quanto 40% do Produto Interno Bruto chegam a ser extraídos da população em regimes cleptocráticos), desnacionalização da propriedade dos negócios dos principais setores da Economia, altos níveis de desemprego estrutural (acima de 15% da população economicamente ativa). O resultados, em termos sociais, são níveis de violência social altíssimas(o número de assassinatos pode chegar a 20 para cada 100.000 pessoas da população da nação por ano, por exemplo). Outros fatos sociais, demonstrados por taxas de imigração e de de sonegação correspondentemente altas, também mostram os efeitos da corrupção.
Contribuições de campanha e dinheiro de corrupção:
A corrupção política implica que as políticas governamentais beneficiam os agentes de corrupção ativa e passiva e não os cidadãos da população geral que pagam os impostos que sustentam a máquina governamental. Um exemplo disso é que os políticos corruptos tendem a promulgar leis que protegem as grandes empresas ao mesmo tempo em que criam dificuldades enormes para a sobrevivência dos pequenos negócios. O que acontece é que esses políticos “favoráveis aos grandes negócios estão devolvendo os favores para as grandes empresas as quais contribuíram pesadamente para suas eleições. Nos Estados Unidos muitos interesses especiais tem sido tão fortemente blindados contra eventuais restrições legislativas que o suborno pode ser considerado um “crime legal”. Para um tratamento mais completo sobre este tema veja corporocracia.
É fácil provar a corrupção, mas é difícil provar que ela não existe. A razão da existência de freqüentes rumores sobre a corrupção de muitos políticos é a dificuldade de provar a ausência de corrupção. Em função de seu trabalho, o de defender um determinado grupo de interesse, geralmente os políticos são colocados na posição comprometedora de solicitar contribuições financeiras para financiar suas campanhas aos constituintes desses grupos de interesse. Freqüentemente, após eleitos, eles precisam agir em defesa dos interesses dos grupos que os financiaram. Mesmo que façam seu trabalho dentro da lei, isto dá início aos boatos sobre corrupção política.
Os defensores dos políticos – não corruptos e corruptos - afirmam que é apenas uma grande coincidência o fato de que muitos políticos pareçam estar agindo em defesa dos interesses dos que financiaram sua eleição e chegada ao poder. No entanto, isto levanta a questão lógica sobre qual é a razão dos grupos de interesse (empresas ou organizações religiosas, por exemplo) financiarem os políticos durante suas eleições se tais grupos de interesse não tem como objetivo obter retornos em troca do valor investido. Qualquer doação de dinheiro sem a devida esperança de retorno vai contra a necessidade de otimização financeira que permite a sobrevivência empresarial ou vai contra a necessidade de obtenção de poder político por parte de outras organizações (como, por exemplo, as organizações religiosas).
Se a legislação permitir que as empresas financiem os políticos que se candidatam a eleições, existe a possibilidade de que estas empresas na verdade estejam comprando antecipadamente desses políticos ações em sua defesa - quando eleitos. Em função deste perigo, a França proibiu totalmente o financiamento dos partidos políticos por empresas. Para evitar a fraude à esta proibição (por exemplo, a empresa aumentando o salário dos executivos e estes repassando o aumento para vos políticos), a França também impôs uma despesa máxima nas campanhas eleitorais mesmo pra doações de pessoas físicas. Candidatos que excederem tais limites ou que apresentarem relatórios de despesas de campanha enganosas e que sejam descobertos são simplesmente declarados derrotados na eleição e perdem o cargo ou são impedidos de concorrerem nas próximas eleições. Na França, o financiamento governamental dos partidos para as eleições é diretamente proporcional ao seu sucesso nas eleições. No entanto, mesmo medidas como estas podem ser consideradas como fontes de corrupção ao favorecerem o status quo político. Políticos de partidos pequenos e independentes argumentam que a tentativa de controlar a influência das contribuições privadas às campanhas eleitorais através de seu financiamento público nada mais fará que proteger os grandes partidos com fundos públicos garantidos e impedindo que fundos privados financiem novos e pequenos partidos concorrentes. Desta maneira, os políticos atualmente no poder estarão legalmente tirando dinheiro dos cofres públicos para garantir que continuem a desfrutar de suas posições influentes e bem pagas.
Principais fatores que favorecem o crime de corrupção
NAS (NAS et al, 1986) divide as causas da corrupção em “causas derivadas de características pessoais” e em “influências estruturais”. As características pessoais podem ser resumidas em desejo por poder derivado de status social. As influências estruturais são divididas em capacidade e qualidade do envolvimento dos cidadãos (que mais tarde Putnam denominou de capital social) e os efeitos do sistema judiciário e legal. Para uma abordagem teórica da corrupção, veja o artigo "A Policy-Oriented Theory of Corruption" (NAS, Tevfik, PRICE, Albert e WEBER Charles. American Political Science Review, 1986).
O principal fator favorável à corrupção é o regime de governo em que não há democracia, isto é, o regime ditatorial ou autoritário. Nestes regimes, as estruturas governamentais de tomada de decisão concentram o poder de decisão em poucas pessoas.
Existem diferenças culturais na forma como corrupção é realizada e na forma com que o dinheiro extraído é empregado. Por exemplo, em países da África a corrupção tem sido uma forma de extração de renda em que o capital financeiro obtido é exportado para o exterior ao invés de ser re-investido no país. A imagem dos ditadores que possuem contas bancárias em bancos suíços é caricata, mas muito freqüentemente verdadeira. Por outro lado, a corrupção em alguns governos asiáticos, como o do presidente Suharto (que cobrava suborno na forma de percentagem da receita bruta de todos os negócios realizado nas Filipinas), tende a não exportar em níveis tão elevados o capital extraído e a fornecer mais condições para o desenvolvimento com investimentos em infra-estrutura, lei e ordem (que não afetem logicamente a atividade da corrupção) etc. Em países da América do Sul, os agentes de corrupção historicamente tem mantido ambos os enfoques.
Pesquisadores da Universidade de Massachusetts estimaram que a fuga de capitais dos 30 países africanos sub-saarianos ultrapassou 187 bilhões de dólares, uma soma que excede a dívida externa desses países. A perda dos países, medida em desenvolvimento econômico retardado ou suprimido das sociedades, foi modelada em uma teoria pelo economista, Mancur Olson. Um dos fatores para o comportamento africano foi que a instabilidade política levava os novos governantes a confiscar os ativos obtidos de forma corrupta pelos governantes antigos. Isto levava todos os governantes e funcionários a enviar a riqueza adquirida de forma corrupta para o exterior para ficarem fora do alcance do confisco caso perdessem o poder político.
A falta de transparência da estrutura governamental é outro fator favorável. Mesmo em regimes democráticos podem existir e geralmente existem estruturas viciadas através das quais a legislação dificulta ou mesmo impede a prestação de contas dos tomadores de decisão para a cidadania. O impedimento do olhar fiscalizador do uso do dinheiro público por parte do cidadão implica seu acesso ao interior da estrutura burocrática estatal de tomada de decisão e não apenas aos efeitos da tomada de decisão na realidade.
Falta de simetria de informação entre os membros da sociedade. A falta de educação de qualidade em que é mantida a maior parte da população dos países mais pobres .
Pesquisa internet

Sunday, March 16, 2008

TANGO SHOW __ QUINTETO TÍPICO DE BUENOS AIRES

HISTÓRIA DO TANGO __ Uma homenagem ao PORTAL MOMENTOS DE TANGO pelo belo prêmio a mim concedido

Carlos Gardel






Cena do filme " TANGO " 1998

História do Tango

O Tango nasceu nos fins do século XIX derivado das misturas entre as formas musicais dos imigrantes italianos e espanhóis, dos crioulos descendentes dos conquistadores espanhóis que já habitavam os pampas e de um tipo de batuque dos negros chamado "Candomble". Há indícios de influência da "Habanera" cubana e do "Tango Andaluz". O Tango nasceu como expressão folclórica das populações pobres, oriundas de todas aquelas origens, que se misturavam nos subúrbios da crescente Buenos Aires.
Numa fase inicial era puramente dançante. O povo se encarregava de improvisar letras picantes e bem humoradas para as musicas mais conhecidas, mas não eram, por assim dizer, letras oficiais, feitas especificamente para as músicas nem associadas definitivamente a elas.
Em público, dançavam homens com homens. Naqueles tempos era considerada obscena a dança entre homens e mulheres abraçados, sendo este um dos aspectos do tango que o manteve circunscrito aos bordéis, onde os homens utilizavam os passos que praticavam e criavam entre si nas horas de lazer mais familiar. Mais tarde, o tango se tornou uma dança tipicamente praticada nos bordéis, principalmente depois que a industrialização transformou as áreas dos subúrbios em fábricas transferindo a miséria e os bordéis para o centro da cidade. Nessa fase haviam letras com temática voltada para esses ambientes. São letras francamente obscenas e violentas.
Homens dançando tango, Rosário, 1913.
Por volta de 1910 o Tango foi levado para Paris. Existem várias versões de como isso aconteceu. A sociedade parisiense da época em que as artes viviam o modernismo ansiava por novidades e exotismos. O tango virou uma febre em Paris e, como Paris era o carro chefe cultural de todo o mundo civilizado, logo o tango se espalhou pelo resto do mundo. A parcelas moralistas da sociedade condenavam o tango, assim como já haviam se colocado contra a valsa antes, por o considerarem uma dança imoral. A própria alta sociedade Argentina desprezava o tango, que só passou a ser aceito nos salões de alta classe pela influência indireta de Paris.
Em 1917 começaram a surgir variantes formais do Tango. Uma delas, influenciada pela romança francesa, deu origem ao chamado Tango-canção. Tangos feitos para musicar uma letra. A letra passa a ser parte essencial do tango e conseqüentemente, surgem os cantores de tango. O tango já não é feito exclusivamente para dançar. É considerado o primeiro - ou pelo menos mais marcante nessa transição - Tango-canção o "Mi Noche Triste" com uma letra que Pascoal Contursi compôs, em 1917, sobre uma música mais antiga chamada "Lita".
Nos cabarés de luxo da década de 1920, o tango sofreu importantes modificações. Os executantes não eram mais os pequenos grupos que atuavam nos bordéis, mas músicos profissionais que trouxeram o uso do piano e mais qualidade técnica e melódica.
Carlos Gardel já era um estrondoso sucesso em 1928. Sucesso que durou até 1935, quando faleceu vítima de um acidente de avião quando estava em pleno auge. Gardel cantava o tango em Paris, Nova York e muitas outras capitais do mundo, sempre atraindo multidões, principalmente quando se apresentava na América latina. Eram multidões dignas de Elvis Presley e Beatles. Também foi responsável pela popularização do tango estrelando filmes musicais de tango produzidos em Hollywood.

Carlos Gardel

A década de 1940 é considerada uma das mais felizes e produtivas do tango. Os profissionais que haviam começado nas orquestras dos cabarés de luxo da década de 1920 estavam no auge de seu potencial. Nessa época as letras do tango passaram a ser mais líricas e sentimentais. A antiga temática dos bordéis e cabarés, de violência e obscenidades, era uma mera reminiscência. A fórmula ultra-romântica passa a caracterizar as letras: a chuva, a garoa, o céu, a tristeza do grande amor perdido. Muitos letristas eram poetas de renome e com sólida formação cultural.
A década de 1950 conta com a atuação revolucionária de Astor Piazzolla. Piazzolla rompe com o tradicional trazendo para complementar os recursos clássicos do tango influências de Bach e Stravinsky por uma lado, e por outro lado do Cool Jazz.
Astor Piazzolla
Nessa época o tango passa a ser executado com alto grau de profissionalismo musical, mas no universo popular a década de 1950 vê a invasão do Rock'Roll americano e as danças de salão passam a ser prática apenas de grupos de amantes. Na década de 1960, uma lei de proteção á música nacional Argentina já está revogada, e o tango que era ouvido diariamente nas rádios vai sendo substituídos por outros ritmos estrangeiros, enquanto as gravadoras já não se interessam mais pelo tango. A juventude não só pra de praticar o tango no lazer cotidiano como passa a ridicularizá-lo como coisa fora de moda. Com o desinteresse comercial das gravadoras, poucos grandes tangos foram compostos. Tem sido mais comuns, as releituras de antigos sucessos e reinterpretações modernizadas dos maiores sucessos dos primeiros tempos.
Hoje a crítica Argentina detecta um retorno do tango, cada vez mais freqüente em peças teatrais e cinematográficas. Em 1983 se apresentou em Paris uma inovação relativa aos espetaculosa planejados para o exterior: os casais de profissionais que integravam o elenco provinham da "milonga porteña". Era quebrada a imagem de bailarino acrobático.
Cena do filme "Tango", 1998