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ARTE É VIDA

ARTE É VIDA
"Que haja ternura no lirismo da poesia da vida. Que haja coragem em nossos passos para seguirmos em meio à aridez dos sonhos desfeitos. Que haja força para reconstruirmos os alicerces dos sonhos eternizados na verdade de nosso coração. Que nesta senda nos seja permitido estar em aliança com nossos Irmãos de Luz e que sejamos a personificação do Amor."

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Aqui em 'Arte é Vida', você é o principal personagem deste roteiro de músicas, de paz e amor. Obrigada pela sua presença, é valiosa para mim, se quiser, deixe sua mensagem em meu livro de visitas, abraços, Sandra

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Sandra Waihrich Tatit

Sandra Waihrich Tatit
"Que haja ternura no lirismo da poesia da vida. Que haja coragem em nossos passos para seguirmos em meio à aridez dos sonhos desfeitos. Que haja força para reconstruirmos os alicerces dos sonhos eternizados na verdade de nosso coração. Que nesta senda nos seja permitido estar em aliança com nossos Irmãos de Luz e que sejamos a personificação do Amor."

BIOGRAFIA I

Sandra Waihrich Tatit
Aniversário: 11 de Fevereiro
Signo astrológico: Aquário
Atividades: Direito , Literatura , Música e Educação
Profissão: Advogada
Local: Júlio de Castilhos : Rio Grande do Sul : Brasil
Clip de áudio
Quem sou eu
NASCI EM JÚLIO DE CASTILHOS, RIO GRANDE DO SUL, BRASIL.
MÃE DE TRÊS FILHOS, RUBENS, RUSSAIKA E ANGELA. FILHA DE RUBENS CULAU TATIT E CLÉLIA WAIHRICH TATIT.
SOU ADVOGADA, CURSEI DIREITO NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA, RIO GRANDE DO SUL, BRASIL.
CULTIVO A ARTE COMO UMA LIBERTAÇÃO, PIANO, VIOLÃO, CANTO E LITERATURA.
INTEGREI O CORAL DA UNIVERSIDADE.
LIVRO DE ARTE PUBLICADO, "UMA NOVA DIMENSÃO DA ARTE NA EDUCAÇÃO".
CURSEI PÓS GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO LATU SENSU.
VEJO A ARTE COMO UMA LIBERTAÇÃO DO SER HUMANO, UMA TERAPIA QUE AMENIZA OS SOFRIMENTOS DO COTIDIANO.
A MÚSICA É A HARMONIA DO HOMEM, A LINGUAGEM DO UNIVERSO.
INTERPRETO PIANO E VIOLÃO, APRECIO CANTAR.
POSSUO COMPOSIÇÕES MUSICAIS, PARA PIANO E VIOLÃO.
NA EUROPA, CONHECI UM POUCO DA HISTÓRIA DA ARTE, ESPECIALMENTE NA ITÁLIA.
DIZ GANDHI, "PRECISAMOS SER AS MUDANÇAS QUE QUEREMOS VER NO MUNDO".
SOU DO SIGNO DE AQUÁRIO, ACREDITO NA ASTROLOGIA E SUA INFLUÊNCIA EM NOSSA VIDA E PERSONALIDADE.
PRETENDO ESCREVER AQUI NO BLOG, SOBRE DIVERSOS TEMAS E POESIAS, TAMBÉM PUBLICAR TEXTOS RELEVANTES DE OUTROS AUTORES.
ESCREVO POEMAS, É UMA FORMA DE DAR MAIS LEVEZA À VIDA. PREGO A ARTE COMO UMA UMA VIDA DENTRO DA PRÓPRIA VIDA QUE SE ETERNIZA PELO ESPÍRITO, UMA LINGUAGEM UNIVERSAL.
UM TRIBUTO A CAMÕES NESTA FRASE ,"CESSA TUDO QUANTO A MUSA CANTA QUANDO UM PODER MAIS ALTO SE AGIGANTA."
Interesses:
ARTE E MÚSICA
DIREITO E EDUCAÇÃO .
Filme favorito
"FREUD ALÉM DA ALMA".
Música favorita
A CLÁSSICA " SONATA AO LUAR " DE BEETHOVEN.
Livros favoritos
" O PROFETA " DE GIBRAN KHALIL GIBRAN . GOSTO MUITO DE LITERATURA ORIENTAL. "OS HETERÔNIMOS" DE FERNANDO PESSOA (Poeta Português). OS POEMAS DE NOSSO POETA OLAVO BILAC
ME FASCINAM
COMO "A VIA LÁCTEA E BENEDITICE". CECÍLIA MEIRELES E LYA LUFT
MINHAS GRANDES MUSAS DA POESIA . "O ATENEU" DE RAUL POMPÉIA . A "DIVINA COMÉDIA" DE DANTE ALIGHIERI
"DON QUIXOTE DE LA MANCHA"
DE MIGUEL DE CERVANTES. QUERO RENDER UM TRIBUTO À MAGISTRAL LITERATURA DE CAMÕES EM " OS LUSÍADAS . "

SEJAM BEM VINDOS AMIGOS!


Arte é Vida e Educação

"Que haja ternura no lirismo da poesia da vida. Que haja coragem em nossos passos para seguirmos em

"Que haja ternura no lirismo da poesia da vida. Que haja coragem em nossos passos para seguirmos em

BIOGRAFIA II

Sobre Mim
Advogada
Universidade Federal de
Santa Maria

Brazil

Artes
Música-Piano-Violão
Literatura

ARTE É VIDA
A Arte é Linguagem Universal

•*¨*•♫♪•♫♪•♥♫•*¨*•♫♪•♫♪•♥
•*¨*•♫♪•♫♪•♥♫•*¨*•

Advogada
Produtora Rural
Agropecuária - Agronegócios
Arte-Música - Piano Violão e Literatura
Aprecio as pessoas transparentes e verdadeiras. As relações humanas me cativam, direito, justiça e paz
são minhas trajetórias de vida, ajudar o ser humano o máximo que me seja permitido, sentindo a beleza de minha vocação e o apelo do mundo atual à disponibilidade de minhas energias. Meu primeiro livro publicado 'Uma Nova Dimensão da Arte na Educação'. Na Europa conheci a História da Arte. Na Itália, França. Espanha, Alemanha, Holanda, Bélgica, Áustria e Suiça. Cursos e estudos na área artística e 'História da Arte'.
Sou membro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Estado do Rio Grande do Sul.
Cursei a Escola Superior do Ministério Público e Pós Graduação em Educação Latu Sensu, minha tese foi sobre a Arte e a sua Dimensão no Ensino. Possuo composições musicais de minha autoria, música e letra.
Também alguns vídeos, os quais se encontram no youtube. Mensagens que circulam na internet, formatadas e sonorizadas. Músicas gravadas em seleção e editadas, para sites ou audiência .
Sou funcionária pública do Estado do Rio Grande do Sul.
Brasil.
Creio na Educação como a forma de melhorar o mundo e o ser humano, a Arte na Educação, como uma libertação e incentivo à aprendizagem mais eficiente. Na Arte Terapia, como forma de cura e amenização de conflitos existenciais. Na música, como a Linguagem Universal. Arte Pura como uma vida dentro da própria vida, se eternizando pelo Espírito.
Os artistas são as antenas da raça humana, eles auscultam e pressentem o porvir. Arte é Vida.
Sou mãe de três filhos, Rubens, Russaika e Angela.

'Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita.Tem o peso de uma lembrança.Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros'.
Clarice Lispector

UMA INTENSA LUZ ATRAVESSA O SILÊNCIO DA VOZ QUE CALA...

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  • Santa Maria, Brazil

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ARTE É INSPIRAÇÃO E EMOÇÃO

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DIVINA MÚSICA

Divina Música!
Filha da Alma e do Amor.
Cálice da amargura
E do Amor.
Sonho do coração humano,
Fruto da tristeza.
Flor da alegria, fragrância
E desabrochar dos sentimentos.
Linguagem dos amantes,
Confidenciadora de segredos.
Mãe das lágrimas do amor oculto.
Inspiradora de poetas, de compositores
E dos grandes realizadores.
Unidade de pensamento dentro dos fragmentos
Das palavras.
Criadora do amor que se origina da beleza.
Vinho do coração
Que exulta num mundo de sonhos.
Encorajadora dos guerreiros,
Fortalecedora das almas.
Oceano de perdão e mar de ternura.
Ó música.
Em tuas profundezas
Depositamos nossos corações e almas.
Tu nos ensinaste a ver com os ouvidos
E a ouvir com os corações.

Gibran

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A OBRA DE ARTE É O EFÊMERO QUE SE TORNA IMORTAL

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A música é a linguagem dos espíritos. Khalil Gibran

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Wednesday, March 31, 2010

CANÇÃO DO MEU CORAÇÃO

By Sandra Waihrich Tatit


Fui nas profundezas de mim ,
de meu eu distante ,
me encontrei tão cansada ,
me encontrei comigo mesma ...
achando que eu não estava mais alí ,
aquela não era a mesma , não era o eu de antes ,
sentia-me perdida numa parcela do universo .
Desci mais degráus , e encontrei Deus
ele me fitou e falou : 'estou aqui ,
pensaste que estavas só ,
mas eu te esperava ansioso ,
vieste e eu sabia que chegarias' .
Deus estava alí ao meu lado ...
As ondas de meu eu interior ,
não esperavam esta dádiva ,
este ser tão lindo que chegava a mim .
A felicidade me mostrou seu vulto ,
falou que eu merecia
eu levantei e me afastei ...
Ao chegar naquele recanto que sonhei
pensei ser uma ilusão de sonho mas não,
eras tu que vinhas a mim !
e trarias tantas coisas boas ao meu coração .
De coração para coração , uma canção ...
de amor , de amizade , de paz .
Tua linguagem é a do coração ,
sabemos que só vemos bem com ele ,
era noite ...
a lua estava ainda tímida e nada me dizia ,
tu sorrias ...
o firmamento cintilava e eu te amava mais ,
este amor que já existia há tantos séculos ,
este amor que eu esperava ,
sem tempo ...
atemporal e eterno ...
chegou e me fez alegre novamente ,
prometendo nunca mais me deixar naquela areia ,
naquele mar onde eu sozinha me encontrava
e caminhava em passos lentos ,
sob o vento e sob a chuva ,
me molhava e aumentava sua intensidade ...
afinal a chuva nasceu para molhar
a natureza inteira ...
meu corpo tremia de emoção ,
a chuva era uma canção e
me banhava com suas gotas de núvens calmas ,
no céu de minha alma
uma beleza enfim .
Meu delírio era real ,
tu existias e vieste ao meu encontro ,
antes que eu pudesse imaginar ,
já não te esperava mais ,
é assim que o destino escreve ,
mas sabia que um dia aconteceria .
Tu chegarias e eu te receberia ávida de tua luz .
Te quero ao meu lado a me cuidar sempre ,
porque és chuva regando meu coração ,
especial e carinhosamente .
Antes a minha espera vazia ,
agora será uma eterna companhia ,
para minha alma arredia ...
tua chegada foi uma alegria .
Não me deixes mais ... te peço ,
cuidas de mim e zelas por minha caminhada !



Sandra Waihrich Tatit
Meus Poemas de Improviso

Monday, March 29, 2010

DO OUTRO LADO DO DESERTO


Do outro lado do deserto

Por Pedro J. Bondaczuk


A luta – por uma pessoa, uma profissão, um status, uma idéia, um sonho, um objetivo, qualquer que seja – é, não raro, mais fascinante (e importante) do que aquilo pelo que se lutou. Mobiliza nossas reservas de energia, concentra nossa atenção, requer cuidadoso planejamento e exige de nós que desenvolvamos (e utilizemos) a capacidade de improvisação, quando o que se planejou, por algum motivo alheio ao nosso controle, não dá certo, o que é muito comum e até corriqueiro.

Considero-me um lutador nato (em certa medida, todos são, embora uns mais e outros menos). Não me refiro à luta no sentido físico, claro, o da briga, do desforço pessoal, da agressão mesmo que justa e motivada contra eventuais adversários (quando não inimigos), pois considero isso desperdício de tempo e de capacidade.

Todavia, os obstáculos que encontro em meu caminho não me desanimam. Pelo contrário, desafiam-me, estimulam-me e me excitam. Tudo o que consegui na vida foi dessa maneira e não me lamento por isso. Pelo contrário, considero-me privilegiado pela oportunidade de, pelo menos, poder lutar por meus objetivos, mesmo que alguns ainda pareçam estar muito distantes do meu alcance ou até mesmo se insinuem inalcançáveis.

Sempre que penso no assunto, vem-me à mente a saga do povo hebreu rumo à terra prometida. Por muito tempo seus membros permaneceram cativos no Egito, sem terra, sem pátria, mas com inflexível crença num único Deus, imaterial, invisível, sem imagem (ao contrário de outras etnias), porém infinito e eterno, onisciente e onipresente, criador do universo, fonte de toda a sabedoria, justiça e amor. Tratava-se de um conceito insólito, elevado demais para as mentes primitivas dos homens daquele tempo, reféns de lendas e de superstições.

Durante o prolongado e aflitivo cativeiro, somente uma vaga promessa divina – de uma terra maravilhosa que “manava leite e mel” – manteve aquelas pessoas simples, sem pátria, sem posses e, sobretudo, sem liberdade, unidas e mobilizadas. Muitas, certamente, desanimaram (o que é normal e previsível nessas circunstâncias) e perderam a grande oportunidade das suas vidas. Outras, porém... perseveraram e creram, contra a lógica e todas as evidências.

Meses, anos, décadas foram passando, as gerações se sucedendo, e nada de libertação. O povo carecia de um líder, determinado e forte, com vontade inflexível e fé inabalável, para concretizar aquele “milagre”. Tudo apontava no sentido da impossibilidade da concretização desse sonho... Era elevado demais. Era sumamente ousado. Raiava o impossível. Até que surgiu em cena Moisés. E todos sabem o que (e como) aconteceu.

Todavia, a saída do Egito, e a miraculosa travessia do Mar Vermelho, não significaram o fim da luta do povo hebreu. Na verdade, foi somente o começo. Havia longo e inóspito deserto a ser vencido antes de alcançar a tão sonhada terra prometida. Foram longos, penosos e duríssimos quarenta anos de sacrifícios, sobressaltos, desânimos, exortações e fortalecimento espiritual, necessários para consolidar a coesão nacional e estabelecer as bases legais (e, sobretudo, morais) para o estabelecimento do novo Estado.

Toda uma geração, porém, não sentiu o saboroso gostinho da vitória. Inclusive o grande líder e construtor da nacionalidade, Moisés, não entrou jamais em Canaã. Apenas viu, de relance, numa visão panorâmica, do alto de um monte, quando, abatido pelos anos e cansado de tanto lutar, estava prestes a morrer, a prometida terra de onde “manava leite e mel”. Para o povo hebreu (para boa parte dele, pelo menos) e, sobretudo, para seu ousado e determinado condutor, valeu muito mais a luta do que propriamente a conquista.

Assim somos nós. Muitas vezes somos cativos de um cotidiano maçante e banal, de uma rotina medíocre e desgastante e parece que nossos sonhos jamais terão a menor chance de se concretizar. Se permanecermos passivos, à espera que outros façam o que nos compete fazer, não se concretizarão mesmo e jamais. Só teremos alguma possibilidade, mesmo que remotíssima, de êxito, se nos dispusermos a agir. Ademais, precisaremos ter os pés no chão, cientes da necessidade de atravessar inóspito e perigoso deserto, se quisermos alcançar esse nosso objetivo.

É possível, em alguns casos, que completada, com ingentes sacrifícios, a travessia, nos decepcionemos com o que virmos à nossa frente. Pode acontecer da “terra prometida” não ser fértil, como imaginávamos, e muito menos “manar leite e mel”. Como saber, porém? Atravessando o deserto!

Se o objetivo não for condizente com os sonhos, a luta, certamente, terá valido a pena. Teremos feito a maior conquista que um homem pode fazer: a de nós mesmos. Pois, como afirmou, metaforicamente, o psicólogo inglês Havelock Ellis: “Uma terra prometida sempre fica do outro lado do deserto”. Sempre e sempre...

*******************

Jornalista, radicado em Campinas, mas nascido em Horizontina, Rio Grande do Sul. Tem carreira iniciada no rádio, em Santo André, no ABC paulista. Escritor, com dois livros publicados e detentor da cadeira de número 14 da Academia Campinense de Letras. Foi agraciado, pela sua obra jornalística, com o título de Cidadão Campineiro, em 1993. É um dos jornalistas mais veteranos ainda em atividade em Campinas. Atualmente faz trabalhos como freelancer, é cronista do PlanetaNews.com e mantém o blog pedrobondaczuk.blogspot.com. Pontepretano de coração e autêntico "rato de biblioteca". Recebeu, em julho de 2006, a Medalha Carlos Gomes, da Câmara Municipal de Campinas, por sua contribuição às artes e à cultura da cidade.

Saturday, March 27, 2010

"Uma democracia baseada na igualdade de todos é a mais absoluta tirania". La democrazia fondata sull'eguaglianza assoluta è la più assoluta tirannide.


"Uma democracia baseada na igualdade de todos é a mais absoluta tirania". La democrazia fondata sull'eguaglianza assoluta è la più assoluta tirannide. (Cesare Cantù)

Wednesday, March 24, 2010

ALÉM DO HORIZONTE AZUL

By Sandra Waihrich Tatit

Longe , muito longe deste horizonte , repousa a imensa serenidade que buscamos , distante de nossos olhos sedentos de amor , lá está o outro amor , o amor maior que nutre nossa alma , este amor nos espera e , a ele retornaremos e lá buscaremos a paz eterna . Somos carentes desta paz e somos conscientes que ela existe bem no fundo de nossa alma , bem escondida em nosso coração . Vamos procurá-la e a encontraremos certamente , a nos esperar e nos oferecer seu eterno amor , aquele que o criador dos mundos nos oferece , aquele que nasce de nossa prece , de nossa confiança , de nossa fé , esta fé que tudo nos dá , a qual nos entregamos cada hora do dia , ela nos conforta e reabilita , para que possamos enfrentar muitos momentos duros e difíceis , e eles existem e nos machucam , somente esta fé nos dá condições de irmos em busca do ser supremo e , se nos dermos conta , encontraremos ainda , um amor maior , o amor das montanhas e dos mares , o amor das marés em sua eterna instabilidade , na inconstância dos mares , encontramos a nós mesmos , a nossa essência interior plena , nas diferenças , muitas vezes tão difíceis de contornarmos . Na saúde e na doença , o poder maior de nosso supremo criador nos restabelece e , pela prece nos habilita a viver , a anfrentar e suportar , a sofrer todas as dores , vermos todas as verdades , e respirarmos amor , dentro da dor , seu sabor é mais evidente e verdadeiro . Nada vem a nós sem que possamos segurar e superar , pelo esforço constante e pelo crédito dado à supremacia da força sobre o desestímulo , desta imensa superação , diante da dificuldade eminente , desta razão inteira de viver , de morrer e de renascer . Assim seguimos nas alamedas do tempo e acabamos por chegar ao fim de nossa estrada , maltratados mas refeitos , aceitos pela providência divina e eterna , esta que restaura vidas e devolve a saúde . Tudo é perfeito na magnitude e essência de nosso criador supremo . Cultivar nossa fé , é tudo que precisamos para alavancar nosso cotidiano e , aceitar a vontade de Deus , é a maior provação de nossa verdadeira fé.

Sandra Waihrich Tatit
Meus Poemas de Improviso
Direitos Autorais Protegidos

Monday, March 15, 2010

NOSSA SENTENÇA DE VIDA


Nossa Sentença de Vida
Sandra Waihrich Tatit


O cálice da vida transcorre e transborda , independente de nossa vontade e de nossas expectativas , é transitivo nas dores e tristezas , tudo vem e passa , acontecimentos inusitados nos assaltam e amedrontam , ficamos muitas vezes dependentes de circunstâncias inevitáveis , efêmeras porém pesadas , elas transcorrem alheias à vontade dos seres que as vivenciam . Nosso destino é implacável em muitos momentos , nada podemos contra sua determinação imposta , resta-nos apenas a resignação e a prática constante do amor , amor ao ser humano , amor à vida que apela nosso aperfeiçoamento e nossa parcela de colaboração . Cada dia é um desafio , uma sentença a cumprir , cada manhã um ato heróico , em cada amanhecer um improviso , em cada saudade um conformismo . Perdemos nossos seres queridos e choramos , voltamos a caminhar , as perdas inevitáveis nos assaltam e , ao vermos e sentirmos nossa pequenez , capitulamos e nos entregamos ao Poder Maior , que nos norteia em nossas mais profundas pretensões terrenas . Somos um e somos muitos , somos a eterna síntese dos tempos , sonhamos , caminhamos e desistimos , muitas vezes persistimos e nos lançamos arrebatados ao alcance de nossas grandes metas , de nossas colheitas e de nossa profunda essência , nosso cálice e a nossa sentença . O dia após dia maltrata nossos corações , tristes ou já cansados , muitas vezes desamados , testando a nossa resistência , nos sentimos então , limitados diante das forças maiores de nosso ser interior que transcende às adversidades . Nossa meta é seguir adiante , de nada adianta a estagnação , precisamos equilibrar o nosso movimento na dimensão terrena , cumprirmos a nossa sentença de vida , pois é transitivo o cálice das nossas provações , nada é definitivo neste estágio finito , a transitoriedade nos assusta e nos intimida , na transitoriedade das horas e dos tempos , nossa fé grita e nos administra em nossas agruras . Ainda que de muito alto possamos cair , mais alto será o nosso ressalto e , certamente mais eternizada a nossa permanência na memória inexpugnável da vida , na taça dos nossos melhores dias , no cálice de nossa sentença .





Sandra Waihrich Tatit

Direitos Autorais Protegidos
Lei 9610/98

Sunday, March 14, 2010

GALOPANDO NO TEMPO

Galopando no Tempo

Sandra Waihrich Tatit


Ao vento , cavalgo minha dores
dissabores e amores ,
Domando as agruras que surgem
No horizonte bravio ...
Seguindo a caminhada como um pássaro
que busca alimento ,
No galope de meus pensamentos ,
Domando as adversidades com rédeas curtas ,
Montando na saudade e
Galopando no tempo ,
Sem corcovear nas intempéries .
Assim , passam os dias e noites ,
Mais um dia é menos um dia ...
Nesta lenta agonia da vida ,
disfarçada de ilusão e esperança .
Desde criança acreditei na vida ,
Sem pensar na arrancada , na marcha e na despedida
Na partida inevitável ...
As rédeas curtas são meu prumo e
a minha garantia ...
Numa tropeçada sei qual o jeito
de conduzir meu cavalgar ligeiro ,
quando poderia tombar , encurto as rédeas
e sigo em frente mesmo em desatino .
A estrada se desalinha , eu quase
rodando me equilibro ainda .
É a vida e seus desafios .
A sensatez que aprendi com o tempo
Me ajuda a domar o meu destino .
Ardiloso como este cavalo bravo
que me domina e desconcerta ,
eu o desarmo no galope intenso ...
Nas rédeas curtas de meu pensamento !
Curtas , para evitar o tombo ,
Temor para quem cavalga sozinho ,
Na cancha reta de sua vida !


Sandra Waihrich Tatit
Direitos Autorais Protegidos

Saturday, March 13, 2010

SENDAS DO SUBLIME


SENDAS DO SUBLIME
Sandra Waihrich Tatit


Certamente meu interior assim está pensando agora ,
nas sendas do sublime ...
pensamos que é somente minha esta emoção ,
esta paixão sublime nasce ,
enquanto outras pessoas a sentem tão distante ,
na verdade não é solidão nem carência ,
é evidência ...
poderá ser excesso de amor ,
saudade ou dor ,
no som quente de uma melodia ,
na tristeza imensa que me envolve ,
e o sorriso me devolve .
Amores que renascem ,
sublimes como se foram ,
retornam sua trajetória ,
ainda que perdidos de sua origem
esquecidos de sua glória .
Partem sem deixar nenhuma história .
Hoje estou assim ,
é uma sensação de estar sozinha
e tão acompanhada estou ,
na excitante jornada dos meus pensamentos ,
transbordantes de paixão ,
de emoção ...
uma paixão que nasce ,
colorindo minha face ...
elas sempre nascem assim para mim ,
arrebatadoras ...
meu fazer apaixonado já é uma constante em meu viver .
Em tudo que faço me dou inteira ,
sempre assim fui
sobrevivendo , sofri e renasci sempre ,
mesmo após o desencanto ,
como um gozar em pranto
penetrando em meu canto .
Construí meus castelos de carinhos
sobre as cinzas das desilusões ...
certeira e sorrateira a buscar meus caminhos ,
mesmo em meio aos espinhos ,
tornando a sublimidade uma constante ,
um prazer reinante e transbordante ...
como um delicioso licor em minha boca ,
degustado gota à gota ...
mesmo nas horas tristes e aparentemente vazias .
Seriam na verdade uma agonia ,
Se não buscasse minhas eternas fantasias
fugidias , em minha cavalgada ...
transformando-as em sendas do sublime ,
numa apaixonante noite fria .



Sandra Waihrich Tatit
Meu Poemas de Improviso
Publicado em agosto de 2009

Friday, March 12, 2010

AMOR E INTELIGÊNCIA

Amor e Inteligência
A religiosidade é inerente ao homem. Sob as mais diversas formas e em todas as épocas, a Humanidade procurou relacionar-se com a Divindade. Por muito tempo imperou a idéia de que Deus deveria ser temido. O Criador era apresentado, por muitas tradições, como cioso e vingativo. Jesus reformulou esse conceito, ao falar em um Pai amoroso e justo. Convidado a indicar o maior mandamento da Lei Divina, Ele sentenciou: Amar a Deus de todo o coração, de toda a alma e de todo o Espírito. E também amar ao próximo como a si mesmo. É interessante anotar que, ao invés de um, o Cristo apresentou, de uma vez, dois mandamentos. Um fala em amor a Deus e o outro em amor ao próximo. Isso prova que tais comandos são entrelaçados. O amor ao próximo complementa o amor a Deus e vice-versa. Segundo o Mestre Nazareno, Deus deve ser amado com todo o coração, toda a alma e todo o Espírito. Percebe-se ser esse amor algo muito intenso e profundo, que reclama a criatura por inteiro. O sentimento por si só não basta. Quando se quer enfatizar o aspecto emocional, fala-se em coração. Mas à Divindade não se deve dar apenas o coração. Todo o Espírito necessita estar empenhado nessa relação. Segundo o dicionário, um dos significados de Espírito é o conjunto das faculdades intelectuais. Cuida-se de uma acepção até certo ponto comum. Muitas vezes se afirma que uma pessoa tem espírito. Essa expressão indica que ela é inteligente, perspicaz, possui raciocínio rápido. Conclui-se que o amor a Deus envolve razão, discernimento, intelecto. O Espiritismo ensina que Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas. Não se trata de uma personalidade, à semelhança dos homens, mas de uma Consciência Cósmica. O apreço por uma personalidade humana, freqüentemente vaidosa, pode ser demonstrado por gestos exteriores. Em relação à Consciência Cósmica, despida de características humanas, isso não se dá. Como Deus é a Inteligência Suprema do Universo, o amor por Ele implica o esforço por desenvolver a própria inteligência. Assim, a religiosidade é incompatível com o cultivo deliberado da ignorância. Deus brindou Suas criaturas com dons maravilhosos, os quais precisam ser valorizados. O dom que distingue os homens do restante da Criação é a sua intelectualidade desenvolvida, a sua razão. O amor a Deus pressupõe respeitar o Mundo e os seres que Ele criou. E também, logicamente, o esforço para entender esse Mundo e as leis que o regem. Tudo no Universo é progresso e metamorfose. Espécies animais e vegetais, as sociedades e as leis humanas, tudo se altera e aperfeiçoa. O papel de cada homem é colaborar nesse processo de aprimoramento. Para isso, necessita burilar seu intelecto. Ao crescer em entendimento e compreensão, enche-se de admiração pela grandeza e pela sabedoria Divinas. Mas o amor ao próximo complementa o amor a Deus. As faculdades desenvolvidas pelo estudo e a observação devem ser utilizadas em benefício do semelhante. Assim, para bem cumprir o mandamento do amor, procure desenvolver sua inteligência. Estude uma língua, faça um curso, leia um livro, ilustre-se. Encante-se com as maravilhas que o cercam. E utilize seus talentos em favor do próximo.
Redação do Momento Espírita.

Thursday, March 11, 2010

CONTEMPLAÇÃO

Onde acordam todas as melodias ...

'Contemplação'
Sandra Waihrich Tatit


Os ruídos da noite eclodem no silêncio ,
as horas transcorrem na súbita melodia inesperada ,
em agonia os seres apelam
pelo silêncio que cura ...
Consolam-se nas madrugadas frias ,
enfadonhas e vazias .
Muitos seres buscam esta hora, como luz em suas agonias ,
harmonizam seu ser no escuro das noites ,
onde vidas transpõem espaços e açoites .
No extremo suavizar do final das madrugadas frias .
No amanhecer .
Assim surgem as claras sinfonias ,
onde o noturno vibra ainda ,
onde amanhecem as fantasias nuas ...
onde acordam todas as melodias .


Sandra Waihrich Tatit
Meus Poemas de Improviso

Wednesday, March 10, 2010

GRATUIDADE DA NATUREZA


Gratuidade da Natureza
Poema de Sandra Waihrich Tatit

Grande cenário,
que o grande artista Deus
presenteou o homem ...
para a realização de sua Obra Monumental .
Deus, Grande Regente da Sinfonia Universal !
Na Gratuidade Da Natureza ,
encontramos o renascer de nossa plenitude cósmica
e humana .
Nossas partituras da vida
a cada ano se renovam ,
e novas notas se fundem ,
novos acréscimos se somam ,
microcosmo e macrocosmo unidos ,
aliados na Melodia Universal ,
na Harmonia já não vivida ,
homens e animais habitam a terra ,
homens em guerra ...
esfacelam suas almas calmas ,
desfragmentam a sua Luz !
que conduz e refaz ,
e lutam pela física integridade .
Fogem dos assédios da luta
labutam pela Paz .
Paz para o mundo ,
que em um segundo é destruído
pela ingrata bomba dos tempos ,
a bomba da morte precoce ,
pela insensata incoerência das horas ,
perdidas e disperdiçadas ,
nas disputas , nos preconceitos , nos confrontos ...
levando homens ao castigo da guerra ,
serem aqui ainda ,
nesta terra , vítimas silenciosas ,
vítimas da cumplicidade e das apropriações
ilícitas , mas coniventes com tempos presentes ,
numa política infectada e desprezível ,
atuando em homens inocentes ,
carentes e incultos .
Anuncia-se então , nesta hora triste ,
da queda dos tempos ,
da guerra de almas brancas e inocentes ,
imaculadas e persistentes ,
na cauda perdida da destruição ,
do homem pelo homem ,
dos homens pelas máquinas ,
dos seres perdidos sem rumo ,
a buscarem sua identidade na terra ,
violência , corrupção , engodos e trapaças ,
ardis e artimanhas vis ,
a vida que da à vida ...
o universo conspira em nós !
Vamos à luta porque chegou a Nova Era !
a Era do Amor e da Paz .
Trabalhemos como homens e pelo homem livre ,
da escravisão deste tempo ,
deste indigno tormento ,
um lamento que explode ,
sejamos gentes deste Novo Mundo ...
planetas giram exuberantes e imponentes ,
homens ficam na terra ,
ainda em guerra ...
homens e animais habitam a terra ...
Nada Maior que Deus!



Sandra Waihrich Tatit
Direitos autorais protegidos

Tuesday, March 09, 2010

*MORTE VIVA* Vidas em Renovação


Vidas em Renovação
Por Sandra Waihrich Tatit

Folhas de outono , tão frágeis e vazias , leves e escravas dos ventos bravios , cumpriram então a sua missão , agora tombam em decadência , véspera de outono , porque as folhas verdes que outrora faziam a sua imagem e paisagem , estão hoje ressecadas e endurecidas . Mas seu tempo é eterno e lhes pertence , na incógnita da natureza viva , é seu ainda este tempo com sua força incansável que poderá nutrí-las novamente e prepará-las para novas existências terrenas . Para isto , é necessário que antes se joguem à terra , em fértil e conformado decanso e abandono , em aparente esquecimento . Sendo frutos , outra vez se reintegrarão à terra , à natureza majestosa , se reabastecerão e voltarão a germinar, na terra nativa , encontrarão seus novos nutrientes e , de sua natureza brotarão novas sementes latentes . Numa doce morte viva e necessária . Novos rostos surgirão nas janelas , novos tempos nascerão no doce processo da renovação , se identificarão ao longe no horizonte que também se renova a cada amanhecer e refletirão : precisaremos morrer para que a renovação dos tempos se faça e sejamos , na natureza milagrosa novas geradoras de vidas , e começaremos a brotar novamente , até que passado o inverno de nossas vidas , possamos retornar . Então , brotaremos outra vez , refeitas e fortalecidas , seremos brotos que se transformarão , folhas férteis e flores nascentes , na primavera que virá . Nossa morte viva , nada mais será que a tranformação perene da matéria em movimento , a negação à estagnação , a lograr novos renascimentos , nossa tranformação evolutiva gerará frutos benditos , frutos com novas missões na terra , conscientes retornamos à jornada traçada anteriormente . Nosso renascer será dor , sabedoria e calor , essência eterna do equilíbrio de nosso movimento , da rejeição à estagnação e de nosso renascimento glorioso , num mundo evolutivo , no qual nosso espírito é recriado pela divindade suprema . Então novas folhas renascerão e o mundo se renovará através de nós , somente por isto morremos e renascemos , nessa matéria transitória , invólucro que nos é emprestado para nosso crescimento , no palco magnífico da natureza , no amor e na eternidade dos tempos .




Sandra Waihrich Tatit

Monday, March 08, 2010

* MINHA HOMENAGEADA NO DIA INTERNACIONAL DA MULHER * Lya Luft , escritora do Rio Grande do Sul , Brasil




Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.

Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.

Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.

Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.

Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.

Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.

Que o outro sinta quanto me dóia idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida.

Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ''Olha que estou tendo muita paciência com você!''

Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.

Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.

Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.

Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher.



Em Lya Luft, o silêncio diz tudo

Consagrada por seus ensaios ao mesmo tempo informais e profundos sobre os relacionamentos humanos, a escritora gaúcha Lya Luft está lançando a coletânea de contos O Silêncio dos Amantes (Record; 160 páginas; 28 reais). Trata-se de um retorno da autora à ficção, gênero em que ela primeiro se aventurou nos anos 80, como romancista.

Uma das colunistas mais conhecidas e admiradas dos leitores de VEJA, Lya retoma em seu novo livro o tema que a transformou numa ensaísta de sucesso: a incomunicabilidade entre os que se amam. Os vinte contos de O Silêncio dos Amantes tratam do que as pessoas deixam de dizer umas às outras, às vezes com conseqüências terríveis.

Na apresentação da nova obra, Lya conta que inicialmente pensou em compor um ensaio na linha de Perdas & Ganhos, seu grande best-seller de 2003, que vendeu 600.000 cópias. Depois, à medida que surgiam personagens, imaginou que tinha um romance em mãos – até a história se fragmentar nessa coletânea contos.

Leia mais sobre o livro, conheça trechos e dê sua opinião aqui.

Nos contos de O Silêncio dos Amantes, Lya Luft investiga
as dificuldades trágicas da comunicação humana

Foi com o ensaio, gênero não muito comum nas listas de best-sellers, que a escritora gaúcha Lya Luft se tornou sucesso de vendas. Com sua visada ao mesmo tempo informal e profunda dos relacionamentos humanos, Perdas & Ganhos, lançado em 2003,vendeu 600 000 exemplares. Foi seguido por Pensar É Transgredir, com 215 000. A ensaísta também é conhecida e admirada pelos leitores de VEJA. Os artigos de Lya estão freqüentemente entre os mais comentados da revista – "Baleias não me emocionam", texto de 2004, recebeu mais de 200 cartas. Antes desses números espetaculares, Lya estreou como romancista nos anos 80, com dramas familiares densos como Reunião de Família – livros de vendagem bem mais discreta, mas com o mesmo repertório de temas que a autora persegue de forma obsessiva. Sua última obra ficcional foi O Ponto Cego, romance de 1999. A alguns meses de completar 70 anos, Lya Luft está retornando à ficção com O Silêncio dos Amantes (Record; 160 páginas; 28 reais), uma coletânea de contos que, como o título anuncia, tratam do que as pessoas deixam de dizer umas às outras, às vezes com conseqüências terríveis.

Na apresentação da nova obra, Lya conta que inicialmente pensou em compor um ensaio na linha de Perdas & Ganhos. Depois, à medida que surgiam personagens, imaginou que tinha um romance em mãos – até a história se fragmentar nessa coletânea de vinte contos. A incomunicabilidade é a linha mestra do livro. Em várias histórias, os personagens, premidos pelas exigências do dia-a-dia, evitam travar diálogos que teriam o potencial até mesmo de salvar a vida de uma pessoa amada. É o caso do pai de A Pedra da Bruxa, conto que abre o livro: atrasado para compromissos, ele adia uma conversa com o filho mais novo – com quem nunca mais terá a oportunidade de falar, pois o menino desaparece misteriosamente no mesmo dia. O mistério, aliás, é um componente importante desses contos. Alguns trazem elementos fantásticos – em O Anão, por exemplo, o protagonista passa por uma grotesca metamorfose.

Os contos de Lya são muitas vezes de uma tristeza trágica. Ousada, a autora incursiona pelos temas mais dolorosos, como o suicídio infantil. Mas esse não é um livro desesperançado. O conto-título, que fecha O Silêncio dos Amantes, retrata um casal que consegue reconstruir a vida e reencontrar uma precária felicidade depois de ser afligido pelas piores circunstâncias – ela, abandonada pelo marido cafajeste; ele, viúvo cuja primeira mulher, grávida, foi brutalmente assassinada por um assaltante. Há certo toque gótico na história, na forma de um fantasma que ronda os personagens. Mas o fantasma é, como tantos personagens da coletânea, silencioso.

Um fantasma que sofre
http://veja.abril.com.br/160408/imagens/livros2.jpg"Estou aprendendo a ser feliz outra vez, ele diz. Talvez consiga esquecer. Mas a moça morta com seu ventre grande não esquece. Ronda esta casa no lusco-fusco da madrugada ou do anoitecer, e às vezes eu vislumbro o vermelho pálido de um vestido nos arbustos. Percebo seus olhos melancólicos e desesperados, atrás da vidraça, vejo que se esgueira no fundo do corredor, uma rápida aparição que não amedronta. (...) Não tem importância que espie tristemente pela janela ou se esconda atrás das árvores. Talvez espreite a felicidade do homem amado com outra mulher, e sofra. Ou sente-se apaziguada vendo que ele, ao menos, voltou à vida."
Trecho do conto O Silêncio dos Amantes
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Sunday, March 07, 2010

* O PODER FEMININO * com a liberdade , a mulher deve buscar o ser que realmente é , em toda sua plenitude ...

* O PODER FEMININO *

O PODER FEMININO - POR PATRICIA CUOCOLO
por Sagrado Feminino Soraya Mariani - ciranddadalua@yahoo.com.br
Deprês femininas "sem explicação" - mesmo em mulheres bem sucedidas -, pânico, tédio, crises de choro, comportamentos destrutivos... Muitas dessas recorrentes manifestações depressivas estão relacionadas a uma certa negligência da mulher em relação ao próprio ser feminino, por não procurar conhecer e acolher as suas diversas faces.Cura em latim (curare) significa "tornar-se verdadeiro", e é da autopercepção dessa verdade que muitas mulheres modernas sentem falta. A cura vem da liberdade que a mulher deve buscar de ser o que realmente é, em toda sua plenitude.“Toda mulher é linda, atraente, curandeira, xamã, sacerdotisa, anciã sábia”, conta Patricia Cuocolo no artigo que se segue. Psicoterapeuta graduada pela PUC-SP, ela ampliou seus conhecimentos através da Antroposofia, do Renascimento (Rebirthing), da Psicologia Oriental e Transpessoal, e de Estudos sobre o Feminino Sagrado. Criou a Terapia da Mulher, um trabalho que foca as necessidades físicas, emocionais e espirituais da mulher contemporânea e coordena grupos semanais de mulheres na Granja Viana/Cotia e em São Paulo. Poder Feminino: a cura de ser realmente tudo o que se é Se você ama com todas as forças de seu coração, então sabe - ou algum dia soube - o que é ser mulher! É sempre uma força arrebatadora, e altamente zelosa sua manifestação. Não tem hora nem lugar, simplesmente é...Ser mulher é encontrar o seu poder, sua fé, sua alegria de viver. É amar como se fosse o último dia de sua vida, é chorar as próprias perdas até o dilaceramento da alma, é curar-se em seu próprio recolhimento, na sua própria espiritualidade.A mulher é movida pelo amor e por suas paixões, e isso ninguém lhe tira, é de sua natureza. O fogo sagrado mora dentro dela, e quem quiser despertar sua atenção precisa ser corajoso o bastante e não ter medo de compartilhar esse fogo com ela.Ela sabe ser meiga e carinhosa, mas também sabe ser feroz e exigente quando se torna necessário lutar pelos seus ideais. Os ideais da mulher são grandiosos, e parte do seu aprendizado está em amadurecê-los, ou seja, torná-los reais, passíveis de experiência real. É a partir dessas experiências que ela vai tornando-se interessante, forte e profundamente sábia. Nesse confronto de ilusão com realidade, a mulher tem a chance de crescer e começar a acessar sua alma, sua verdadeira fonte criativa.A mulher que não conhece sua alma, sua verdadeira natureza, torna-se frágil, dependente, carente, medrosa, insegura. Passa a viver uma vida de mentiras, e o pior: passa a acreditar na própria mentira.A mulher que consegue ver a simplicidade e a beleza nas pequenas coisas, e sentir gratidão por ser portadora de uma missão tão bonita como a de regenerar a Terra e trazer generosidade para a humanidade, com certeza está no caminho... A coragem de não saber onde ele vai dar também faz parte da entrega a caminho da busca.Integrar todas as faces Através dos sete principais arquétipos femininos representados pelas Deusas Gregas, ou sete padrões de comportamento que caracterizam a personalidade da mulher, ela tem a possibilidade de fazer sua auto-análise e trazer para a consciência questões fundamentais para a compreensão e transformação dos vários aspectos que a compõe. É a relação harmoniosa entre esses vários aspectos que permitem à mulher ser inteira, íntegra, e a não ter medo de seu próprio poder, pois cada aspecto tem a sua necessidade própria de ser nutrido.São eles: Afrodite (criatividade, sexualidade, amor), Hera (fidelidade, casamento sagrado), Atena (planejamento, estratégias), Ártemis (independência, ideais de vida), Perséfone (autoconhecimento, sensibilidade), Deméter (maternidade, fertilidade, cuidado com o outro) e Héstia (espiritualidade, fogo sagrado).Geralmente, não temos consciência de todas essas faces e é essa falta de consciência e integração que traz os conflitos. Ela é gerada na cultura ocidental pela cisão entre a razão e a intuição. Linguagens como a dos símbolos, mitos e sonhos passaram a ser associadas a linguagens infantis, e não tiveram espaço na cultura ocidental racional.Pânico, tédio, crises de choro, comportamentos destrutivos, entre outros sintomas depressivos que hoje acometem muitas mulheres, estão, em muitos casos, relacionados com uma certa negligência da mulher em relação ao próprio ser feminino, por não procurar compreender e acolher suas diversas faces.A depressão feminina aparentemente "sem explicação", como nos casos de mulheres bem sucedidas profissionalmente, mas que se sentem fracassadas e tristes, é muito comum em mulheres que se viram "obrigadas" a relegar a um segundo plano arquétipos ligados à intuição, à sensibilidade, como, por exemplo, o de Perséfone.Outro exemplo é o da mulher que viveu muito tempo para a carreira. Essa mulher pode não saber como seduzir um homem, como dançar e se soltar - nesse caso viveu muito a Atena e não deu muita importância à Afrodite. Também a mulher de 50 anos que só viveu para o marido e para os filhos pode, nessa altura da vida, se sentir vazia, sem chão, quando os filhos crescem e vão embora - nesse caso viveu muito Deméter e não deu muita importância para si, para seus ideais (Ártemis).A grande dificuldade da maioria das mulheres é a integração de todas as suas faces. A cura vem da integração dos vários aspectos da psique feminina, da liberdade que a mulher tem de ser o que realmente é, em toda sua plenitude.Toda mulher é linda, atraente, curandeira, xamã, sacerdotisa, anciã sábia!Necessitamos acreditar em nós mesmas, no poder que temos de curar todos os nossos aspectos sombrios, aspectos que por milênios não nos permitiram viver! Aspectos que foram considerados perigosos, talvez por conter tanta simplicidade em sua forma, tanta beleza, tanta sabedoria e compaixão, que alguns se sentiram ameaçados por serem tão diferentes dessa natureza!!!A mulher é um ser sagrado, pleno de sabedoria, instintivo, intuitivo... Ela conhece os Mistérios Sagrados ligados aos ciclos, pois ela própria é cíclica, mutante, e conhece como ninguém os segredos da vida/morte/vida, ou seja, junto com o processo da vida está a morte e as transformações decorrentes desta, abrindo assim a possibilidade do renascimento. É assim que o seu corpo a avisa todo mês, através do ciclo menstrual, que a vida continua. Que o sangue verte, que os filhos nascem, que os frutos amadurecem e caem novamente no solo, e que a vida ressurge novamente!Homenagem ao Grande FemininoDesperta mulher!Não te deixes influenciar por aquelas vozes que só sabem afrouxar teus laços...Zela por tua vida como um felino cuida de sua cria...Predadores existem por toda parte, por isso estejas atenta...Ama sempre, será aí que buscarás tua força...Sejas sempre tu mesma, um lindo caminho te aguarda...Não desanimes nunca, pois mesmo que não te lembres, fizeste tua escolha...Confia!Fonte: http://www.absolutaonline.com.br/conteudo_yinsights_artigos_poderfeminino.htmlPatrícia Cuocolo - Psicoterapeuta, ampliou seus conhecimentos através de estudos sobre o Feminino Sagrado. Coordenadora do Espaço Integração.
por Sagrado Feminino Soraya Mariani - ciranddadalua@yahoo.com.br Lido 1448 vezes, 22 votos . Visite o Site do autor.

Saturday, March 06, 2010

* MULHER * Carlos Drummond de Andrade

"O homem está colocado onde termina a terra, a mulher onde começa o céu."

Mulher
Carlos Drummond de Andrade

Para entender uma mulher
é preciso mais que deitar-se com ela…
Há de se ter mais sonhos e cartas na mesa
que se possa prever nossa vã pretensão…

Para possuir uma mulher
é preciso mais do que fazê-la sentir-se em êxtase
numa cama, em uma seda, com toda viril possibilidade… Há de se conseguir
fazê-la sorrir antes do próximo encontro

Para conhecer uma mulher, mais que em seu orgasmo, tem de ser mais que
amante perfeito…
Há de se ter o jeito certo ao sair, e
fazer da saudade e das lembranças, todo sorriso…

- O potente, o amante, o homem viril, são homens bons… bons homens de
abraços e passos firmes…
bons homens pra se contar histórias… Há, porém, o homem certo, de todo
instante: O de depois!

Para conquistar uma mulher,
mais que ser este amante, há de se querer o amanhã,
e depois do amor um silêncio de cumplicidade…
e mostrar que o que se quis é menor do que o que não se deve perder.

É esperar amanhecer, e nem lembrar do relógio ou café… Há que ser mulher,
por um triz e, então, ser feliz!

Para amar uma mulher, mais que entendê-la,
mais que conhecê-la, mais que possuí-la,
é preciso honrar a obra de Deus, e merecer um sorriso escondido, e também
ser possuído e, ainda assim, também ser viril…

Para amar uma mulher, mais que tentar conquistá-la,
há de ser conquistado… todo tomado e, com um pouco de sorte, também ser
amado!”

Carlos Drumond de Andrade

Friday, March 05, 2010

OS SONHOS NÃO SE DEFINEM


OS SONHOS NÃO SE DEFINEM

Sandra Waihrich Tatit


Suaves movimentos circulares nos movem ...
nesta mandala da vida,
já cansados,
remetemos nossas dores e desamores para tão longe quanto possível,
onde nosso olhar não alcance,
onde estejamos livres das adversidades.
Ao adormecermos,
sonhamos tantas coisas complicadas e inexplicáveis,
perdidos ...
nos encontramos numa confusão de almas e alamedas sublimes,
somente ao acordarmos,
podemos despertar para a inverdade desse sonho difícil e pesado.
Há sonhos tão tristes tão confusos,
acordamos e parece até que nos desamamos,
tal é o estado de insatisfação que aquele sonho nos causa,
nossa autoestima é prejudicada,
nosso amor próprio é ferido,
acordamos quase sem consolo.
Ou deliciosamente saciados ...
O poder do sonho é tão indefinível!
diante do limite do possível no sonho,
por vezes acordamos ansiosos e tristes,
parece até impossível assimilar aqueles desatinos.
Os sonhos nos atraiçoam e nos fazem desprovidos da sintonia para o dia,
a sintonia real e doce,
na qual estávamos ao adormecer,
enquanto outros nos transpõem para mundos tão fascinantes,
deveras emocionantes, para envolver-nos placidamente ...
O mistério dos sonhos aí se define em partículas,
umas brilhantes outras tão opacas,
no seu âmago, vivemos aquilo que em nosso inconsciente desejamos,
ao despertar, vemos que não há o nexo causal,
ficamos esperando que a nossa realidade retome o seu lugar,
enquanto isto acontece, a vida nos entristece ...
muitas vezes somos assaltados com uma tristeza que não finda .
-Sonho , meu sonho! és tão imprevisível ...
me conduzes a mundos invisíveis,
dás colorido às paisagens sem cor,
emolduras de dor o meu caminho ...
espinhos ou pétalas contidas,
ao acordar, suspiramos aliviados constatando que tudo é ilusório.
Quando o sonho é bom, queremos nele permanecer mais e mais,
não deixá-lo dissolver-se qual nuvem que passa e se desmancha.
É fugaz mas tão verdade,
é efêmero mas tão real em meu caminho.
Entre sonhos de rosas e outros de espinhos,
eu sigo a minha caminhada em busca de novas jornadas,
de imprevisíveis janelas para a eternidade,
me dizendo mais uma vez que os sonhos não se definem ...
podemos sentí-los e vivê-los como integrantes de nossa caminhada.
Em seu fim ou em seu começo,
são apenas sonhos, incógnitas perenes,
mas são partículas de nossas vidas amarguradas,
ou sensações reprimidas,
adocicadas pelos sonhos bons,
os nossos sonhos nunca se definem,
quimeras ou desatinos, insensatez ou realismo,
estão destinados ao instante do nosso despertar...



Sandra Waihrich Tatit


Meus Poemas de Improviso
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Thursday, March 04, 2010

"A CABANA" - Trecho do livro de 'William Young'


A Cabana - William P. Young
240 páginas – Editora - Sextante
Tradutor: Alves Calado
Gênero - Romance, lit. estrangeira

Por que leu este livro?
Li esse livro mais ou menos há uns quatro meses. Passeando pela livraria para escolher um título, esse livro me chamou a atenção pela capa, uma ilustração de uma cabana velha e feia, iluminada por uma luz radiante. Peguei, li a contra-capa e fiquei cheia de vontade de ler...

O livro é sobre...
A história de um homem simples, que perde sua filha caçula numa situação de extrema violência e se desilude com a vida e com Deus. Até que um dia, depois de alguns anos do trágico acontecimento, ele recebe um bilhete marcando um encontro numa determinada cabana...
Pontos fracos?
Não consigo falar sobre pontos fracos neste livro, pois amei a leitura do início ao fim.
O que achou mais interessante?
O que me encanta neste livro é a maneira com que aborda o relacionamento entre Deus e o homem. Muitas vezes temos a impressão de que Deus é um Ser distante, longe de nós, quando, na verdade, ele está sempre bem perto de nós, num relacionamento pessoal que depende muito mais de nós do que dele.
Para quem recomenda?
Para todos aqueles que procuram cuidar de seu relacionamento com Deus, seja em momentos de dor ou de alegria.
Que nota você dá?
1000.


Trecho do livro mais vendido: A Cabana, de William Young
Trecho de A Cabana,de William Young
Uma confluência de caminhos
Duas estradas se bifurcaram no meio da minha vida,
Ouvi um sábio dizer.
Peguei a estrada menos usada.
E isso fez toda a diferença cada noite e cada dia.
Larry Norman (pedindo desculpas a Robert Frost)

Março desatou uma torrente de chuvas depois de um inverno de secura anormal. Uma frente fria desceu do Canadá e foi contida por rajadas de vento que rugiam pelo desfiladeiro, vindas do Leste do Oregon. Ainda que a primavera certamente estivesse logo ali, depois da esquina, o deus do inverno não iria abandonar sem luta seu domínio conquistado com dificuldade. Havia um cobertor de neve recente nas Cascades, e agora a chuva congelava ao bater no chão do lado de fora da casa. Motivo suficiente para Mack se enroscar com um livro e uma sidra quente, aconchegando-se no calor do fogo que estalava na lareira.
Mas, em vez disso, ele passou a maior parte da manhã no computador. Sentado confortavelmente no escritório de casa, usando calças de pijama e uma camiseta, ele deu telefonemas de vendas. Parava com freqüência, ouvindo o som da chuva cristalina tilintar na janela e vendo o acúmulo vagaroso mas constante do gelo lá fora. Estava se tornando inexoravelmente prisioneiro do gelo em sua própria casa – e com muito prazer.
Há algo agradável nas tempestades que interrompem a rotina.A neve ou a chuva gélida nos liberam subitamente das expectativas, das exigências de resultados e da tirania dos compromissos e dos horários.Ao contrário da doença, esta é uma experiência mais coletiva do que individual. Quase podemos ouvir um suspiro de alívio erguer-se em uníssono na cidade próxima e no campo, onde a natureza interveio para dar uma folga aos exaustos seres humanos. Todos os afetados pela tempestade são unidos por uma desculpa mútua. De súbito e inesperadamente o coração fica um pouco mais leve. Não serão necessárias desculpas por não comparecer a algum compromisso. Todos entendem e compartilham a mesma justificativa, e a retirada súbita de qualquer pressão alegra a alma.
É claro que as tempestades também interrompem negócios, e, embora umas poucas empresas tenham um ganho extra, outras perdem dinheiro – o que significa que existem os que não sentem júbilo quando tudo fecha temporariamente. Mas é impossível culpar alguém pela perda de produção ou por não conseguir chegar ao escritório. Mesmo que a situação só dure um ou dois dias, de algum modo cada pessoa se sente dona do seu mundo simplesmente porque aquelas gotinhas de água congelam ao bater no chão.
Até as atividades comuns se tornam extraordinárias. Ações rotineiras se transformam em aventuras e freqüentemente são vivenciadas com maior clareza.No fim da tarde, Mack se encheu de agasalhos e saiu para lutar com os quase 100 metros da comprida entrada de veículos que vai até a caixa de correio. O gelo havia convertido magicamente essa tarefa simples do dia-a-dia numa batalha contra os elementos: levantou o punho em contestação à força bruta da natureza e, num ato de desafio, riu na cara dela. O fato de que ninguém notaria nem se incomodaria com seu gesto pouco importava para ele – só o pensamento o fez rir por dentro.
As pelotas de chuva gelada ardiam no rosto e nas mãos enquanto ele subia e descia com cuidado as pequenas ondulações do caminho. Mack se divertia pensando que parecia um marinheiro bêbado indo com cuidado para o próximo boteco. Quando você enfrenta a força de uma tempestade de gelo, não caminha exatamente com ousadia, demonstrando uma confiança incontida. Mack teve de se levantar duas vezes antes de finalmente conseguir abraçar a caixa de correio como se fosse um amigo desaparecido há muito.
Parou para apreciar a beleza de um mundo engolfado em cristal. Tudo refletia luz e colaborava para o brilho crescente do fim de tarde. As árvores no campo do vizinho tinham-se coberto com mantos translúcidos, e agora cada uma parecia única ao seu olhar. Era um mundo radiante e, por um momento, seu esplendor luzidio quase retirou, ainda que por apenas alguns segundos, a Grande Tristeza dos ombros de Mack.
Demorou quase um minuto para arrancar o gelo que havia lacrado a tampa da caixa de correio. A recompensa por seus esforços foi um único envelope onde havia apenas seu primeiro nome escrito à máquina do lado de fora; sem selo, sem carimbo e sem remetente. Curioso, ele rasgou a borda do envelope, tarefa que não foi fácil, pois os dedos começavam a se enrijecer de frio. Dando as costas para o vento que lhe tirava o fôlego, finalmente conseguiu arrancar do ninho um pequeno retângulo de papel sem dobra. A mensagem datilografada dizia simplesmente:

Mackenzie
Já faz um tempo. Senti sua falta.
Estarei na cabana no fim de semana que vem, se você quiser me encontrar.
Papai
Mack se enrijeceu enquanto uma onda de náusea percorria seu corpo e, com igual rapidez, se transmutava em ira. Esforçava-se para pensar o mínimo possível na cabana e, mesmo quando ela lhe vinha à mente, seus pensamentos não eram agradáveis nem bons. Se aquilo era uma piada de mau gosto, a pessoa realmente havia se superado. E assinar "Papai" só tornava a coisa ainda mais horrenda.
– Idiota – resmungou, pensando em Tony, o carteiro: um italiano exageradamente amigável, com grande coração mas pouco tato. Por que ele entregaria um envelope tão ridículo? Nem estava selado. Mack enfiou com raiva o envelope e o bilhete no bolso do casaco e virou-se para começar a deslizar na direção de casa. Os sopros fortes do vento, que a princípio haviam diminuído de intensidade, agora o empurravam, encurtando o tempo necessário para atravessar a minigeleira que engrossava sob seus pés.
Estava se saindo bem, obrigado, até chegar à entrada de veículos, que se inclinava um pouco para baixo e à esquerda. Sem qualquer esforço ou intenção, começou a aumentar a velocidade, deslizando com sapatos que tinham praticamente tanta firmeza quanto um pato pousando num lago gelado. Com os braços balançando loucamente na esperança de, não sabia como, manter o equilíbrio, Mack se viu adernando de encontro à única árvore de tamanho substancial que ladeava a entrada de veículos – a única cujos galhos mais baixos ele havia cortado uns poucos meses antes. Agora ela se erguia ansiosa para abraçá-lo, seminua e aparentemente desejosa de uma pequena retribuição. Numa fração de segundo, ele escolheu o caminho da covardia e tentou despencar no chão, permitindo que os pés escorregassem – o que eles de qualquer modo fariam. Melhor ter a bunda dolorida do que arrancar lascas do rosto.
Mas a descarga de adrenalina o fez compensar exageradamente, e em câmara lenta Mack viu os pés se erguerem à sua frente, como se puxados para cima por alguma armadilha da selva. Bateu com força, primeiro com a nuca, e escorregou até um monte na base da árvore brilhosa, que pareceu se erguer acima dele com uma expressão de presunção e nojo, além de uma certa decepção.
O mundo pareceu ficar escuro por um instante. Ele permaneceu ali deitado, tonto e olhando o céu, franzindo os olhos enquanto a precipitação gelada esfriava rapidamente seu rosto vermelho. Durante uma pausa ligeira, tudo pareceu estranhamente quente e pacífico, com sua cólera momentaneamente nocauteada pelo impacto.
– Agora, quem é o idiota? – murmurou consigo mesmo, esperando que ninguém estivesse olhando.

Fonte: Abril.com.br

Wednesday, March 03, 2010

Cora Coralina Poema Mulher


Cora Coralina Poema Mulher

Saber Viver


Não sei... Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura...Enquanto durar!

Cora Coralina

Tuesday, March 02, 2010

SONETO DO AMOR TOTAL - Vinicius de Moraes



Soneto Do Amor Total



Amo-te tanto, meu amor...

Não cante o humano coração com mais verdade...

Amo-te como amiga e como amante

Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante

E te amo além, presente na saudade

Amo-te, enfim, com grande liberdade

Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente

De um amor sem mistério e sem virtude

Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde,

É que um dia em teu corpo de repente,

Hei de morrer de amar mais do que pude.



Vinicius de Moraes