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ARTE É VIDA

ARTE É VIDA
"Que haja ternura no lirismo da poesia da vida. Que haja coragem em nossos passos para seguirmos em meio à aridez dos sonhos desfeitos. Que haja força para reconstruirmos os alicerces dos sonhos eternizados na verdade de nosso coração. Que nesta senda nos seja permitido estar em aliança com nossos Irmãos de Luz e que sejamos a personificação do Amor."

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Aqui em 'Arte é Vida', você é o principal personagem deste roteiro de músicas, de paz e amor. Obrigada pela sua presença, é valiosa para mim, se quiser, deixe sua mensagem em meu livro de visitas, abraços, Sandra

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Sandra Waihrich Tatit

Sandra Waihrich Tatit
"Que haja ternura no lirismo da poesia da vida. Que haja coragem em nossos passos para seguirmos em meio à aridez dos sonhos desfeitos. Que haja força para reconstruirmos os alicerces dos sonhos eternizados na verdade de nosso coração. Que nesta senda nos seja permitido estar em aliança com nossos Irmãos de Luz e que sejamos a personificação do Amor."

BIOGRAFIA I

Sandra Waihrich Tatit
Aniversário: 11 de Fevereiro
Signo astrológico: Aquário
Atividades: Direito , Literatura , Música e Educação
Profissão: Advogada
Local: Júlio de Castilhos : Rio Grande do Sul : Brasil
Clip de áudio
Quem sou eu
NASCI EM JÚLIO DE CASTILHOS, RIO GRANDE DO SUL, BRASIL.
MÃE DE TRÊS FILHOS, RUBENS, RUSSAIKA E ANGELA. FILHA DE RUBENS CULAU TATIT E CLÉLIA WAIHRICH TATIT.
SOU ADVOGADA, CURSEI DIREITO NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA, RIO GRANDE DO SUL, BRASIL.
CULTIVO A ARTE COMO UMA LIBERTAÇÃO, PIANO, VIOLÃO, CANTO E LITERATURA.
INTEGREI O CORAL DA UNIVERSIDADE.
LIVRO DE ARTE PUBLICADO, "UMA NOVA DIMENSÃO DA ARTE NA EDUCAÇÃO".
CURSEI PÓS GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO LATU SENSU.
VEJO A ARTE COMO UMA LIBERTAÇÃO DO SER HUMANO, UMA TERAPIA QUE AMENIZA OS SOFRIMENTOS DO COTIDIANO.
A MÚSICA É A HARMONIA DO HOMEM, A LINGUAGEM DO UNIVERSO.
INTERPRETO PIANO E VIOLÃO, APRECIO CANTAR.
POSSUO COMPOSIÇÕES MUSICAIS, PARA PIANO E VIOLÃO.
NA EUROPA, CONHECI UM POUCO DA HISTÓRIA DA ARTE, ESPECIALMENTE NA ITÁLIA.
DIZ GANDHI, "PRECISAMOS SER AS MUDANÇAS QUE QUEREMOS VER NO MUNDO".
SOU DO SIGNO DE AQUÁRIO, ACREDITO NA ASTROLOGIA E SUA INFLUÊNCIA EM NOSSA VIDA E PERSONALIDADE.
PRETENDO ESCREVER AQUI NO BLOG, SOBRE DIVERSOS TEMAS E POESIAS, TAMBÉM PUBLICAR TEXTOS RELEVANTES DE OUTROS AUTORES.
ESCREVO POEMAS, É UMA FORMA DE DAR MAIS LEVEZA À VIDA. PREGO A ARTE COMO UMA UMA VIDA DENTRO DA PRÓPRIA VIDA QUE SE ETERNIZA PELO ESPÍRITO, UMA LINGUAGEM UNIVERSAL.
UM TRIBUTO A CAMÕES NESTA FRASE ,"CESSA TUDO QUANTO A MUSA CANTA QUANDO UM PODER MAIS ALTO SE AGIGANTA."
Interesses:
ARTE E MÚSICA
DIREITO E EDUCAÇÃO .
Filme favorito
"FREUD ALÉM DA ALMA".
Música favorita
A CLÁSSICA " SONATA AO LUAR " DE BEETHOVEN.
Livros favoritos
" O PROFETA " DE GIBRAN KHALIL GIBRAN . GOSTO MUITO DE LITERATURA ORIENTAL. "OS HETERÔNIMOS" DE FERNANDO PESSOA (Poeta Português). OS POEMAS DE NOSSO POETA OLAVO BILAC
ME FASCINAM
COMO "A VIA LÁCTEA E BENEDITICE". CECÍLIA MEIRELES E LYA LUFT
MINHAS GRANDES MUSAS DA POESIA . "O ATENEU" DE RAUL POMPÉIA . A "DIVINA COMÉDIA" DE DANTE ALIGHIERI
"DON QUIXOTE DE LA MANCHA"
DE MIGUEL DE CERVANTES. QUERO RENDER UM TRIBUTO À MAGISTRAL LITERATURA DE CAMÕES EM " OS LUSÍADAS . "

SEJAM BEM VINDOS AMIGOS!


Arte é Vida e Educação

"Que haja ternura no lirismo da poesia da vida. Que haja coragem em nossos passos para seguirmos em

"Que haja ternura no lirismo da poesia da vida. Que haja coragem em nossos passos para seguirmos em

BIOGRAFIA II

Sobre Mim
Advogada
Universidade Federal de
Santa Maria

Brazil

Artes
Música-Piano-Violão
Literatura

ARTE É VIDA
A Arte é Linguagem Universal

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Advogada
Produtora Rural
Agropecuária - Agronegócios
Arte-Música - Piano Violão e Literatura
Aprecio as pessoas transparentes e verdadeiras. As relações humanas me cativam, direito, justiça e paz
são minhas trajetórias de vida, ajudar o ser humano o máximo que me seja permitido, sentindo a beleza de minha vocação e o apelo do mundo atual à disponibilidade de minhas energias. Meu primeiro livro publicado 'Uma Nova Dimensão da Arte na Educação'. Na Europa conheci a História da Arte. Na Itália, França. Espanha, Alemanha, Holanda, Bélgica, Áustria e Suiça. Cursos e estudos na área artística e 'História da Arte'.
Sou membro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Estado do Rio Grande do Sul.
Cursei a Escola Superior do Ministério Público e Pós Graduação em Educação Latu Sensu, minha tese foi sobre a Arte e a sua Dimensão no Ensino. Possuo composições musicais de minha autoria, música e letra.
Também alguns vídeos, os quais se encontram no youtube. Mensagens que circulam na internet, formatadas e sonorizadas. Músicas gravadas em seleção e editadas, para sites ou audiência .
Sou funcionária pública do Estado do Rio Grande do Sul.
Brasil.
Creio na Educação como a forma de melhorar o mundo e o ser humano, a Arte na Educação, como uma libertação e incentivo à aprendizagem mais eficiente. Na Arte Terapia, como forma de cura e amenização de conflitos existenciais. Na música, como a Linguagem Universal. Arte Pura como uma vida dentro da própria vida, se eternizando pelo Espírito.
Os artistas são as antenas da raça humana, eles auscultam e pressentem o porvir. Arte é Vida.
Sou mãe de três filhos, Rubens, Russaika e Angela.

'Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita.Tem o peso de uma lembrança.Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros'.
Clarice Lispector

UMA INTENSA LUZ ATRAVESSA O SILÊNCIO DA VOZ QUE CALA...

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  • Santa Maria, Brazil

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ARTE É INSPIRAÇÃO E EMOÇÃO

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DIVINA MÚSICA

Divina Música!
Filha da Alma e do Amor.
Cálice da amargura
E do Amor.
Sonho do coração humano,
Fruto da tristeza.
Flor da alegria, fragrância
E desabrochar dos sentimentos.
Linguagem dos amantes,
Confidenciadora de segredos.
Mãe das lágrimas do amor oculto.
Inspiradora de poetas, de compositores
E dos grandes realizadores.
Unidade de pensamento dentro dos fragmentos
Das palavras.
Criadora do amor que se origina da beleza.
Vinho do coração
Que exulta num mundo de sonhos.
Encorajadora dos guerreiros,
Fortalecedora das almas.
Oceano de perdão e mar de ternura.
Ó música.
Em tuas profundezas
Depositamos nossos corações e almas.
Tu nos ensinaste a ver com os ouvidos
E a ouvir com os corações.

Gibran

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UMA INTENSA LUZ ATRAVESSA O SILÊNCIO DA VOZ QUE CALA

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A OBRA DE ARTE É O EFÊMERO QUE SE TORNA IMORTAL

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A música é a linguagem dos espíritos. Khalil Gibran

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Sunday, July 08, 2007

* ATO DE ESCREVER * Texto e biografia especial de Clarice Lispector


O ato de escrever ... Clarice Lispector fala dela mesma ... sua vida , suas origens , sua infância , seus livros , sua literatura ...



" para me adaptar ao que era inadaptável , para vencer os meus sonhos , tive que espantar os meus grilhões " ...

"... quero ver o que pode suceder quando se pactua com a comodidade da alma ... "

" ... ela explora a solidão e a incomunicabilidade da alma através de uma prosa inquieta , próxima da poesia ... "

" ... cortei em mim , a forma que podia fazer mal a mim e aos outros e , com isto , cortei também a minha força ... "

" ... a minha tendência seria a de pensar apenas , e não trabalhar nada , mas isto não é possível ... "



::Retalhos de Clarice Lispector ::




"Tenho várias caras. Uma é quase bonita, outra é quase feia. Sou um o quê? Um quase tudo".
Um Objeto Não Identificado Das Letras Brasileiras
"... eu só escrevo quando eu quero, eu sou uma amadora e faço questão de continuar a ser amadora. Profissional é aquele que tem uma obrigação consigo mesmo de escrever, ou então em relação ao outro. Agora, eu faço questão de não ser profissional, para manter minha liberdade."


É um nome latino, né, eu perguntei para o meu pai desde quando havia Lispector na Ucrânia. Ele disse que há gerações e gerações anteriores. Eu suponho que o nome foi rolando, rolando, perdendo algumas sílabas e se transformando nessa coisa que parece "LIS NO PEITO", em latim: flor de lis. (Lis Pectoris) .
"E como nasci? Por um quase. Podia ser outra. Podia ser um homem. Felizmente nasci mulher. E vaidosa. Prefiro que saia um bom retrato meu no jornal do que os elogios."
Clarice nasce em Tchelchenik, na Ucrânia, em 1920. Chega ao Brasil com os pais e as duas irmãs aos dois meses de idade, instalando-se em Recife. A infância é envolta em sérias dificuldades financeiras. A mãe morre quando ela conta 9 anos de idade. A família então se transfere para o Rio de Janeiro, onde Clarice começa a trabalhar como professora particular de português. A relação professor/aluno seria um dos temas preferidos e recorrentes em toda a sua obra - desde o primeiro romance: Perto do Coração Selvagem. Ela estuda Direito, por contingência. Em seguida, começa a trabalhar na Agência Nacional, como redatora. No jornalismo, conhece e se aproxima de escritores e jornalistas como Antônio Callado, Hélio Pelegrino, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Alberto Dines e Rubem Braga. Os passos seguintes são o jornal A Noite e o início do livro Perto do Coração Selvagem - segundo ela, um processo cercado pela angústia. O romance a persegue. As idéias surgem a qualquer hora, em qualquer lugar. Nasce aí uma das características do seu método de escrita - anotar as idéias a qualquer hora, em qualquer pedaço de papel.
"Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível,é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada."
Marcada pela solidão. Marcada pelo grande amor de sua vida. Marcada pela luta constante contra a quase miséria material. Marcada pelas mãos maceradas pelo fogo, em defesa da vida de um filho, e pela sombra da insanidade rondando a vida do outro." Tristão de Athayde.
Em 43, conhece e casa-se com Maury Gurgel Valente, futuro diplomata. O casamento dura 15 anos. Dele nascem Pedro e Paulo. No ano seguinte, ela publica Perto do Coração Selvagem. Em plena Segunda Guerra Mundial, o casal vai para a Europa. Perto do Coração Selvagem desnorteia a crítica literaria. Há os que pretendem não compreender o romance, os que procuram influências - de Virgínia Wolf e James Joyce, quando ela nem os tinha lido - e ainda os que invocam o temperamento feminino. Influências?
Perto do Coração Selvagem recebe o prêmio da Fundação Graça Aranha. Nas palavras de Lauro Escorel, as características do romance revelam uma "personalidade de romancista verdadeiramente excepcional, pelos seus recursos técnicos e pela força da sua natureza inteligente e sensível". Já no primeiro livro, identifica-se o estilo muito pessoal da escritora. Nas páginas, Clarice explora pela primeira vez a solidão e a incomunicabilidade humana, através de uma prosa inquieta, próxima da poesia em determinados momentos.
Rumo à Europa, os Gurgel Valente passam por Natal. De lá para Nápoles. Já na saída do Brasil, Clarice mostra-se dividida entre a obrigação de acompanhar o marido e ter de deixar a família e os amigos. Quando chega à Itália, depois de um mês de viagem, escreve: "Na verdade não sei escrever cartas sobre viagens, na verdade nem mesmo sei viajar". Clarice permanece em Nápoles até 1946. Durante a II Guerra, presta ajuda num hospital de soldados brasileiros. Uma dúvida: um serviço prestado como cidadã brasileira ou como mulher de um diplomata brasileiro? Como escritora, ela sente a presença do sucesso. Por telegrama, sabe do prêmio recebido pelo romance deixado no Brasil. Mantém uma correspondência constante com os amigos que deixara para trás. Em Nápoles, em 44, conclui O Lustre, livro iniciado no Brasil e que seria publicado em 1946. Virgínia, a personagem principal de O Lustre, tem a história narrada desde a infância e também aparece sob o signo do mal, tal como Joana, personagem do primeiro romance. Em O Lustre, Virgínia mantém um relacionamento incestuoso com o irmão, Daniel, com quem faz reuniões secretas em que experimentam verdades, na condição de iniciados especiais. Nessa época, Clarice Lispector se corresponde com Lúcio Cardoso, que não gosta do título do livro: acha-o "mansfieldiano" e um pouco pobre para pessoa tão rica como Clarice.
"Antes dos sete anos eu já fabulava e já inventava histórias. Por exemplo, inventei uma história que não acabava nunca, é muito complicado explicar esta história. Quando eu comecei a ler e a escrever, eu comecei a escrever também pequenas histórias."
"Eu misturei tudo, eu lia livro, romance para mocinha, livro cor de rosa, misturado com Dostoievski, eu escolhia os livros pelos títulos e não por autores, porque eu não tinha conhecimento...fui ler aos 13 anos Herman Hesse, tomei um choque: O Lobo da Estepe. Aí comecei a escrever um conto que não acabava nunca mais. Terminei rasgando e jogando fora."
"Em uma outra vida que tive, aos 15 anos, entrei numa livraria, que me pareceu o mundo que gostaria de morar. De repente, um dos livros que abri continha frases tão diferentes que fiquei lendo, presa, ali mesmo. Emocionada, eu pensava: mas esse livro sou eu! Só depois vim a saber que a autora era considerada um dos melhores escritores de sua época: Katherine Mansfield."
"Eu conhecia melhor um árabe com véu no rosto quando estava no Rio. Todo esse mês de viagem nada tenho feito, nem lido, nem nada. Sou inteiramente Clarice Gurgel Valente. "
Resposta a Lúcio Cardoso:Me entristeceu um pouco você não gostar do título "O Lustre". Exatamente pelo que você não gostou, pela pobreza dele, é que eu gosto. Nunca consegui mesmo convencer você de que eu sou pobre... Infelizmente, quanto mais pobre, com mais enfeites me enfeito. No dia em que eu conseguir uma forma tão pobre como eu o sou por dentro, em vez de carta, você receberá uma caixinha cheia de pó de Clarice.
"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca".
Eu escrevo simples. Eu não enfeito.
Manuel Bandeira, que publicara Poesias Completas e Poemas Traduzidos e enviara os exemplares para Clarice na Europa, pede, em 1945, alguns de seus poemas para serem publicados.
"Quer me mandar algumas coisas? Você é poeta, Clarice querida. Até hoje tenho remorso do que disse a respeito dos versos que você me mostrou. Você interpretou mal minhas palavras. Você tem peixinhos nos olhos, você é bissexta. Faça versos, Clarice, e se lembre de mim. Você nunca é falante, barulhenta. O que você escreve nunca dói nem fere os ouvidos. Você sabe escrever baixo. E sua assinatura, Clarice, é você inteirinha: Clara...Clarinha...Clarice."Manuel Bandeira.
"Eu estava em Roma quando um amigo meu disse que o De Chirico na certa gostaria de me pintar. Perguntou a ele. Aí ele disse que só me vendo. Me viu e disse: eu vou pintar o seu ... o seu retrato. Em 3 sessões ele fez. E disse assim: eu podia continuar pintando interminavelmente esse retrato, mas eu tenho medo de estragar tudo. Eu estava posando para De Chirico quando o jornaleiro gritou: 'È finita la guerra'. Eu também dei um grito, o pintor parou, comentou-se a falta estranha de alegria da gente e continuou-se. Aposto que, no Brasil, a alegria foi maior."
No fim da guerra, Clarice é retratada por De Chirico. Em maio de 45, ela manda uma carta às irmãs Elisa e Tânia, contando o encontro com o artista e falando sobre o final da guerra na Europa.

Quando O Lustre é lançado, Clarice está no Brasil, onde passa um mês. De volta à Europa, transfere-se para a Suiça, "um cemitério de sensações", segundo a escritora. Durante três anos, passa por dificuldades em relação à escrita e à vida pessoal. Em 46, tenta iniciar A Cidade Sitiada, livro que sairia em 49. Vendo-se impossibilitada de escrever, coleciona frases de Kafka, referentes a preguiça, impaciência e inspiração. Para Clarice, a vida em Berna é de miséria existencial. A Cidade Sitiada acaba sendo escrito na Suíça. Na crônica "Lembrança de uma fonte, de uma cidade", Clarice afirma que, em Berna, sua vida foi salva por causa do nascimento do filho Pedro e por ter escrito um dos livros "menos gostados". Terminado o último capítulo, dá à luz. Nasce então um complemento ao método de trabalho. Ela escreve com a máquina no colo, para cuidar do filho.
O período na Suíça caracteriza-se pela saudade do Brasil, dos amigos e das irmãs. A correspondência que recebe não lhe parece suficiente. Até 52, escreveria contos, gênero em que Clarice Lispector talvez não tenha sido alcançada na literatura brasileira. Alguns Contos foi publicado em 52, quando ela já tinha deixado Berna, passado seis meses na Inglaterra e partido para os Estados Unidos, acompanhando o marido.
"O trabalho está desorganizado, muito ruim, muito confuso. Material eu tenho e em abundâcia. O que me falta é o tino da composição, o verdadeiro trabalho. Minha tendência seria a de pensar apenas e não trabalhar nada. Mas isso não é possível. O trabalho de compor é o pior. Eu mesma vivo me levantando e caindo de novo e me levantando. Não sei qual é o bem disso, sei que é essa forma confusa de vida que vivo. Uma pessoa que quisesse tomar minha direção seria bem vinda...Eu nunca sei se quero descansar porque estou realmente cansada, ou se quero descansar para desistir."

"Ela se deixava conduzir por uma espécie de compulsiva intuição. Era o seu tanto adivinha. Ninguém passa por ela impune. Ela liga e religa o mistério da vida e o religioso silêncio da morte. Clarice é uma aventura espiritual." Otto Lara Resende
"Tenho visto pessoas demais, falado demais, dito mentiras, tenho sido muito gentil. Quem está se divertindo é uma mulher que eu detesto, uma mulher que não é a irmã de vocês. É qualquer uma."
1947 Berna - Suiça "Não pense que a pessoa tem tanta força assim a ponto de levar qualquer espécie de vida e continuar a mesma. Até cortar os defeitos pode ser perigoso - nunca se sabe qual o defeito que sustenta nosso edifício inteiro...há certos momentos em que o primeiro dever a realizar é em relação a si mesmo. Quase quatro anos me transformaram muito. Do momento em que me resignei, perdi toda a vivacidade e todo interesse pelas coisas. Você já viu como um touro castrado se transforma em boi. Assim fiquei eu...Para me adaptar ao que era inadaptável, para vencer minhas repulsas e meus sonhos, tive que cortar meus grilhões - cortei em mim a forma que poderia fazer mal aos outros e a mim. E com isso cortei também a minha força. Ouça: respeite mesmo o que é ruim em você - respeite sobretudo o que imagina que é ruim em você - não copie uma pessoa ideal, copie você mesma - é esse seu único meio de viver. Juro por Deus que, se houvesse um céu, uma pessoa que se sacrificou por covardia ia ser punida e iria para um inferno qualquer. Se é que uma vida morna não é ser punida por essa mesma mornidão. Pegue para você o que lhe pertence, e o que lhe pertence é tudo o que sua vida exige. Parece uma vida amoral. Mas o que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesma. Gostaria mesmo que você me visse e assistisse minha vida sem eu saber. Ver o que pode suceder quando se pactua com a comodidade da alma". Clarice.
"Quando eu me comunico com criança é fácil porque sou muito maternal. Quando me comunico com adulto, na verdade estou me comunicando com o mais secreto de mim mesma, daí é difícil... O adulto é triste e solitário. A criança tem a fantasia muito solta."

Em 95, o escritor Caio Fernando Abreu, então colunista do jornal O Estado de São Paulo, publicou uma carta que teria sido escrita por Clarice Lispector a uma amiga brasileira. Ele comenta, no artigo, que não há nada que comprove sua autenticidade, a não ser o estilo-não estilo de escrita de Clarice Lispector. Ele dizia: "A beleza e o conteúdo de humanidade que a carta contém valem a pena a publicação..."

Em 1950, na Inglaterra, Clarice inicia o esboço do que viria a ser A Maçã no Escuro, livro publicado em 61. Antes de se fixar em Washington ela passa pelo Brasil. Trabalha novamente em jornais, entre maio e setembro de 52, assinando a página "Entre Mulheres", no jornal O Comício, no Rio, sob o pseudônimo de Tereza Quadros. Em setembro vai para os Estados Unidos, grávida. Durante os oito anos de permanência no país, vem ao Brasil várias vezes. Em fevereiro de 53, nasce Paulo. Ela continua a escrever A Maçã no Escuro, em meio a conflitos domésticos e interiores. Mãe, Clarice Lispector divide seu tempo entre os filhos, A Maçã no Escuro, os contos de Laços de Família e a literatura infantil. O primeiro livro para crianças seria O Mistério do Coelhinho Pensante , uma exigência do filho Paulo. A obra ganharia o prêmio Calunga, em 67, da Campanha Nacional da Criança. Ela ainda escreveria três livros infantis: A Mulher que Matou os Peixes, A Vida Íntima de Laura e Quase de Verdade. Nos Estados Unidos, Clarice Lispector conhece Érico e Mafalda Veríssimo, dos quais torna-se grande amiga. Veríssimo e família retornam ao Brasil em 56. Entre os escritores, inicia-se uma vasta correspondência. No primeiro semestre de 59, o casal Gurgel Valente decide-se pela separação. Clarice volta a morar no Rio de Janeiro, com os filhos. Sobre o "conciliar" casamento/literatura, afirmava que escrevia de qualquer maneira, mas o fato de cumprir o seu papel como mulher de diplomata sempre a enjoou muito. Cumpria a obrigação. Nada além. Na volta ao país, mais um período de dificuldades afetivas e financeiras. Ela prefere a solidão ao círculo que tinha relação com o ex-marido.O dinheiro que recebia como pensão não era suficiente, nem os recursos arrecadados com direitos autorais. Clarice retorna ao jornalismo. Escreve contos para revista Senhor, torna-se colunista do Correio da Manhã, em 59, e, no ano seguinte, começa a assinar a coluna Só para Mulheres, como "ghost writer" da atriz Ilka Soares no Diário da Noite. A atividade jornalística seria exercida até 1975. No final dos anos 60, Clarice faz entrevistas para a revista Manchete. Entre 67 e 73 mantém uma crônica semanal no Jornal do Brasil, e, entre 75 e 77, realiza entrevistas para a Fatos & Fotos.
Outro Texto da Biografia Especial de Clarice Lispector
O Ato de Escrever_Clarice Lispector



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* PERTO DO CORAÇÃO SELVAGEM * Clarice Lispector






CLARICE LISPECTOR


Deus meu eu vos espero, Deus, vinde a mim, Deus, brotai no meu peito. Eu não sou nada, e a desgraça cai sobre minha cabeça e eu só sei usar palavras e as palavras são mentirosas, e eu continuo a sofrer - afinal o fio sobre a parede escura -. Deus, vinde a mim e não tenho alegria e minha vida é escura como a noite sem estrelas e Deus, porque não existes dentro de mim? Porque me fizeste separada de ti? Deus, vinde a mim, eu não sou nada, eu sou menos que o pó e eu te espero todos os dias e todas as noites. Ajudai-me, eu só tenho uma vida e essa vida escorre pelos meus dedos e encaminha-se para a morte serenamente e eu nada posso fazer e apenas assisto ao meu esgotamento em cada minuto que passa. Sou só no mundo, quem me quer não me conhece, quem me conhece, me teme e eu sou pequena e pobre. Não saberei que existi daqui a poucos anos. O que me resta para viver é pouco, e o que me resta para viver, no entanto, continuará intocado e inútil. Porque não te apiedas de mim, que não sou nada? Dai-me o que preciso. Deus, dai-me o que preciso, e não sei o que seja, minha desolação é funda como um poço e eu não me engano diante de mim e das pessoas. Vinde a mim na desgraça e a desgraça é hoje, e a desgraça é sempre. Beijo teus pés e o pó dos teus pés. Quero me dissolver em lágrimas. Das profundezas chamo por vós, vinde em meu auxílio que eu não tenho pecados. Das profundezas chamo por vós. E nada responde e meu desespero é seco como as areias do deserto e minha perplexidade me sufoca, humilha-me, Deus, esse orgulho de viver me amordaça - eu não sou nada -. Das profundezas chamo por vós. Das profundezas chamo por vós. Das profundezas chamo por vós. Das profundezas chamo por vós.
Não, não, nenhum Deus, eu quero estar só. E um dia virá, sim, um dia virá em mim a capacidade tão vermelha e afirmativa quanto clara e suave, um dia o que eu fizer será cegamente, seguramente, inconscientemente, pisando em mim, na minha verdade, tão integralmente lançada no que fizer que serei incapaz de falar, sobretudo um dia virá em que todo meu movimento será criação, nascimento. Eu romperei todos os nãos que existem dentro de mim, provarei a mim mesma que nada há a temer, que tudo o que eu for será sempre onde haja uma mulher com meu princípio, erguerei dentro de mim o que sou um dia, a um gesto meu minhas vagas se levantarão poderosas, água pura submergindo a dúvida, a consciência, eu serei forte como a alma de um animal e quando eu falar serão palavras não pensadas e lentas, não levemente sentidas, não cheias de vontade de humanidade, não o passado corroendo o futuro! O que eu disser soará fatal e inteiro. Não haverá nenhum espaço dentro de mim para eu saber que existe o tempo, os homens, as dimensões, não haverá nenhum espaço dentro de mim para notar sequer que estarei criando instante por instante, não instante por instante; sempre fundido, porque então viverei, só então serei maior que na infância, serei brutal e mal feita como uma pedra, serei leve e vaga como o que se sente e não se entende, me ultrapassarei em ondas. Ah, Deus, e que tudo venha e caia sobre mim, até a compreensão de mim mesma em certos momentos brancos porque basta me cumprir e então nada impedirá o meu caminho até a morte sem medo de qualquer luta ou descanso me levantarei forte e bela como um cavalo novo.

Saturday, July 07, 2007

Cristo Redentor é eleito uma das sete novas maravilhas do mundo

PARABÉNS BRASIL !

NOSSO BRASIL ... nosso Cristo !



* CRISTO REDENTOR *
ORGULHO DOS BRASILEIROS
NOSSO PAÍS AINDA MAIOR ...
PARABÉNS A NÓS , BRASILEIROS !
Um abraço ,
Sandra Waihrich Tatit
Santa Maria . Rio Grande do Sul . Brasil .


Para os que ainda não sabem, o nosso Cristo Redentor
é uma das novas Sete Maravilhas do Mundo.
Estou muito feliz!
Eis o resultado por ordem de votação:

1. A Grande Muralha - China

2. Taj Mahal - Índia

3.Cristo Redentor - Brasil

4. Ruínas de Petra - Jordânia

5. Machu Picchu - Perú

6. Pirâmide de Chichen Itzá - México

7. Coliseu Romano - Itália

Nossa homenagem a esse belíssimo Monumento
que engradece ainda mais as belezas do nosso Brasil.

Com carinho,Carminha

Brasília, 07/07/2007

HOJE É O GRANDE DIA DE TORCER PELO NOSSO CRISTO REDENTOR

07.07.2007


É HOJE O GRANDE DIA
07/07/2007!





HOJE É O GRANDE DIA DA ESCOLHA DAS NOVAS SETE MARAVILHAS DO MUNDO.

NOSSO CRISTO REDENTOR ESTÁ NO PÁREO!

Há três dias atrás ainda faltavam três milhões de votos,
e o Cristo estava em oitavo lugar.
Vamos torcer minha gente!!!





O By Carminha Slides torce junto com todos os
corações cariocas e brasileiros.

Com carinho,
Carminha


Brasília, 07 de julho de 2007


* RECEBI ESTE E-MAIL AGORA , ACHEI LEGAL PUBLICAR .

Friday, July 06, 2007

PINTURA NUM TEMPO DE DECADÊNCIA


A PINTURA FIGURATIVA ESTÁ ULTRAPASSADA ...
ISTO ACONTECE COM TODAS AS EXPRESSÕES DE ARTE ...
A MÚSICA MELODIOSA DEU LUGAR A OUTRAS FORMAS MUSICAIS ...
UM MOVIMENTO SOCIAL PROFUNDO ...
UM MOVIMENTO DE DESCONSTRUÇÃO ...

NUNCA PODEREMOS EVOCAR QUE A PINTURA IMPRESSIONISTA OU FIGURATIVA ENTRARÃO EM DECADÊNCIA ...
É COMO AS OBRAS DE MOZART OU BEETHOVEM SÃO E SEMPRE SERÃO ,
ETERNAS !


A ARTE É UMA LINGUAGEM UNIVERSAL COMO TODAS AS EXPRESSÕES ARTÍSTICAS .



Não gosto de pintura figurativa, prefiro a pintura abstrata. A pintura figurativa já não se usa, está ultrapassada...– Pois eu prefiro a figurativa. Na pintura abstrata a gente nem percebe o que lá está... Quem nos garante que não é uma fraude?Há alguém que ainda não tenha ouvido um diálogo deste género?Acontece que este fenómeno não diz respeito apenas à pintura. Na música verifica-se o mesmo. Até aos anos 60 falava-se muito em ‘melodia’. A melodia era o que tornava uma música mais ou menos agradável ao ouvido, o que lhe conferia harmonia, equilíbrio, fluidez.Hoje a palavra ‘melodia’ caiu em desuso, porque o próprio conceito desapareceu entre os que fazem opinião. A música ‘melodiosa’ deu lugar a outras formas musicais, como a música ‘concreta’, que equivale à pintura abstracta: não tem tema, é um ‘amontoado’ de notas, exactamente como a pintura abstracta é um ‘amontoado’ de cores. E a propósito do jazz ou mesmo do rock também não faz qualquer sentido falar em melodia: a música tornou-se muito mais imediatista, deixando de ter a preocupação de ser harmoniosa ou agradável.
E na literatura passa-se o mesmo. Os romances, antes, tinham aquilo a que se chamava ‘trama’ ou ‘enredo’. Ora isso também passou de moda. Hoje a literatura mais celebrada pela crítica é a que assenta em combinações de palavras que não visam contar uma história mas criar certas sensações estéticas. O leitor é preso não pelo enredo mas pelo envolvimento ‘literário’ que o livro vai criando.E até a arte mais ‘realista’ por natureza – o cinema – seguiu o caminho da ‘abstracção’, com abundantes exemplos no chamado ‘filme de autor’ europeu, com as fitas de Bergman, Godard ou Resnais. Este movimento seria travado, como se sabe, pela invasão da Europa pelo cinema americano, de tradição realista e concreta.
Curiosamente, a questão do real e do abstracto na arte, foi uma das primeiras que tratei nos jornais. E com isso ganhei os primeiros 500 escudos – que era o valor do Prémio Fósforo Ferrero, um prémio literário e artístico instituído pelo Diário de Lisboa – Juvenil, dirigido por Mário Castrim. Ainda hoje recordo esse texto, que defendia a ideia de que Turner era o último pintor clássico e o primeiro pintor moderno. Porquê? Era um pintor clássico visto ser realista: pintava o que via. Mas, na medida em que pintava obsessivamente o mar – o mar revolto, as ondas, a rebentação, com a água a desfazer-se em espuma –, era o primeiro pintor moderno, já que as ondas não têm formas estáticas e definidas, antes se desconstroem, e nessa medida permitem todo o género de liberdades e abstracções. Clássico porque pintava a natureza, moderno porque pintava uma natureza ‘informe’ e em movimento – assim se me apresentava (e ainda apresenta) William Turner.
Trinta e tal anos depois de ter escrito esse texto continuo basicamente a pensar o mesmo – só que percebi que o conceito de abstracto se aplica a todas as artes e não só à pintura.Claro que ainda há escritores que contam histórias, como há pintores que fazem quadros figurativos, como há músicos que fazem músicas melódicas. O nosso maior escritor de sempre segundo a Academia Sueca, José Saramago, escreve romances com histórias dentro. E um dos nossos maiores pintores vivos, Júlio Pomar, pinta quadros figurativos – embora por vezes se note nele a vontade de destruir as formas –, o mesmo acontecendo com Paula Rego.Mas já Vieira da Silva transpôs a fronteira do abstracto e o nosso mais celebrado músico, Emmanuel Nunes, compõe sem grande preocupação pela melodia.De qualquer forma – e apesar de a discussão estar longe de terminada – quem hoje se pronuncia a favor da arte figurativa é considerado old fashion ou pouco versado em questões artísticas.
Quando, em fins da década de 60, eu frequentava a Escola de Belas-Artes de Lisboa, ao fundo da Rua Ivens, o meu colega Pedro Botelho, neto do pintor Carlos Botelho, deu-me uma lição sobre a arte abstracta que nunca mais esqueci.Explicava ele: a arte figurativa, quando quer representar um beijo, põe duas pessoas a beijarem-se. Como n’ O Beijo, de Rodin – um grupo escultórico formado por dois corpos nus enlaçados, um homem e uma mulher, que se beijam nos lábios. Mas – continuava ele – na pintura abstracta, quando se quer representar um beijo, não se representam as pessoas que se beijam: representa-se o beijo em si. Aquilo que vemos na tela não são duas pessoas a beijarem-se: o que lá está é o próprio beijo.Isto, hoje, para alguém versado em arte, parece uma banalidade. Mas a um jovem estudante de Belas-Artes surgiu como uma explicação luminosa. A ponto de nunca mais a ter esquecido.
Certas pessoas mais apressadas relacionam o fim da pintura figurativa (e o correspondente nascimento da pintura abstracta) com a descoberta da fotografia. E argumentam: – A partir do momento em que se descobre a fotografia, a pintura figurativa perde todo o interesse – porque as fotografias são muito mais fiéis do que os quadros. A partir daí, a pintura tinha de seguir outro caminho.Ora as coisas não são tão fáceis como parecem. Porque, como já vimos, o fenómeno não se verifica apenas na pintura – verifica-se na literatura, na música, na escultura, no cinema... e, mais recentemente, na própria fotografia! Ou seja, as fotografias que, segundo os crédulos, teriam vindo substituir a pintura, tornaram-se elas mesmas abstractas! As fotos que hoje figuram em muitas colecções de fotografia são de leitura difícil, retratam objectos ou corpos em movimento, parcelas da realidade que, por demasiado pequenas ou demasiado grandes, deixaram de ser compreensíveis – numa palavra, tornaram-se abstractas. Quem diria que a fotografia, por natureza realista, seguiria o mesmo caminho abstractizante da pintura?
Isto mostra que o abandono do real no sentido do abstracto corresponde a um movimento da nossa época. Um movimento social profundo. Um movimento de ‘desconstrução’. Um movimento de rejeição. Repare-se que, para lá da recusa do real, se verifica uma vontade de retrocesso – como se a época que vivemos fosse incómoda e houvesse necessidade de lhe fugir. Certas fases de Picasso ou Matisse remetem abertamente para a arte africana, distanciando-se provocadoramente da grande pintura clássica de Rubens, Velásquez ou Rembrandt. E a batida de muitas músicas contemporâneas confunde-se com os batuques indígenas, colocando a anos-luz as obras de Mozart ou as sinfonias de Beethoven.Objectivamente, trata-se de retrocessos, de recuos na civilização. Que a meu ver caracterizam um tempo de decadência. Este horror das artes ao real, esta fuga, esta atracção por formas puramente abstractas, este abandono dos cânones clássicos a favor de expressões primitivas – tudo isto são sintomas de decadência civilizacional.Ou, pelo menos, sinais de uma época de transição.Mas é esta a nossa época. E manda o bom senso não renegarmos o tempo em que vivemos.
Publicação: Saturday, June 02, 2007 9:00 AM por JAS
Comentários
Tuesday, June 05, 2007 12:03 PM by surpreso
# re: Um tempo de decadência
Eu tambem tenho dificuldade em distinguir o contemporâneo,para além de "bonito" ou "feio".Na pintura e na escultura ,o acabamento e os materiais são tambem fundamentais,já que se vende muito gato por lebre,para satisfazer clientelas ignorantes,mas com dinheiro.A explicaçaõ é a de que os "clássicos" chegaram a mim ,filtrados pela opinião de séculos.Aprender a apreciá-los fez parte da minha educação.Quanto à musica,a que sou particularmente sensível ,o desastre é total.Pergunto por que tendo sido já escrita a mais importante música, se insiste no absurdo? Só a suporto, imaginando que são musicas de fundo de filmes de desenho animado.Mas, onde o Tom e o Jerry nunca se encontram..
Tuesday, June 05, 2007 4:06 PM by arturfranco
# re: Um tempo de decadência
nunca na vida poderemos evocar que a pintura figurativa ou impressionista, entrará em decadencia. É como a música de Mozart ou Bethoven, e, outros, ela é, e, sempre será eterna. Os Silva Porto, os grandes retratos de Columbano, os Monet, os Van Gogh, Picasso (período azul e rosa)etc, é e serão sempre um eterno. A pintura é um estado de alma hoje e sempre, mesmo havendo a fotografia do momento, a pintura tem que ser lá no local, naquela hora,por norma ao raiar da aurora ou ao entardecer, quando as sombras são mais rasgadas e dão-nos o contraste mais alargado do claro escuro.Admiro muito Pomar, aquele retrato de Mário Soares, ele sai e vem até nós, até percebemos o que ele quer dizer, soberbo. Paula Rego pintura muito fria e temerosa, onde as suas figuras mexem connosco, conta-nos algo na realidade, mas... admiro muito mais a Graça Morais. Sobre a explicação que recebeu sobre a pintura do "beijo" no de Rodin são duas figuras que se entrelaçam num beijo profundo, e no abstracto nada disso acontece, só se vê o beijo simplesmente. Gostaria de ver esse quadro, desconheço, ele só tem o beijo? Como conseguiu pintar esse momento, sem um lábio, sem um rosto, com um olhar fechado mas aberto na alma, como pode transmitir isso, interrogo-me, ou a pessoa que o fez depois de olhar para aquilo, lembrou-se de dizer olha parece-me um beijo, boa, vai ser o BEIJO. A decadencia tem déstas coisas...
Wednesday, June 06, 2007 5:07 PM by ramodebarro
# re: Um tempo de decadência
Sou adepto dos chamados clássicos mas também apreciso os modernismos em todos os matizes. A qualidade existe, preciso é saber apreciá-la e vislumbrá-la nos interstícios, nos pormenores.
Há pintura e até literatura abstracta que rivaliza com os mais abalizados clássicos.
Na música, é preciso saber ouvir e "digeri-la"...
A arte é-o em função do destinatário, também.
Monday, June 11, 2007 12:00 PM by FernandaValente
# re: Um tempo de decadência
Temos que considerar que as várias expressões artísticas desde que as conhecemos até aos nossos dias, são a expressão viva das emoções e estados de espírito vividos pelo autor que, por sua vez, se interligam com as próprias emoções experimentadas pelo receptor, pela pessoa que as observa, que as consome. É a partir dessa "simbiose", entre autor e receptor, que a obra ganha vida do ponto de vista substantivo, através do movimento, da musicalidade, da cor, da forma.
Dizer-se que a pintura abstrata faz parte de uma época em decadência é bastante redutor. Esta expressão artística é sobretudo ininteligível para a maior parte do comum dos mortais, porque criada em épocas histórica e socialmente conturbadas, reflecte, através do autor, a decadência, não dos movimentos artísticos propriamente ditos, mas da sociedade, das instituições, dos valores, da ética e da estética, referente ao período em que é concebida. Nesse sentido, poder-se-à dizer que a arte abstrata é uma arte superior, por comparação à arte figurativa que se limita a representar o que vê, mas que não ultrapassa a dimensão humana, do ponto de vista tempo e espaço. Aquela forma de expressão é concebida de fora para dentro, toca o nosso imaginário, mexe com a nossa capacidade em apreender o real no plano do intelecto. (Pollock vai mais além, dando uma dimensão universalista à sua obra, refugiando-se nas fórmulas matemáticas, arrastando-a para o plano científico da interpretação).
No entanto, continuaremos a adorar os clássicos pelo modo simplista com que tocam o nosso coração e conseguem conviver connosco no dia-a-dia, iluminando os nossos piores momentos, e exultando de alegria naqueles mais raros que traduzem felicidade.




Pesquisa Internet__português de Portugal_07.07.2007

*HISTÓRIA DA ARTE ABSTRATA* ABSTRACIONISMO



** ABSTRACIONISMO **

Arte Abstrata é uma forma de arte que não busca nem demonstra o mundo que está ao nosso redor. São obras que não representam objetos reconhecidos. A arte abstrata refere-se especialmente às formas de arte do século XX, quando a idéia da arte como imitação da natureza foi abandonada...
Entre os pioneiros da arte abstrata estão Mondrian e Malevich, entre outros.
1866-1944 — Wassily Kandinsky1879-1953 — Francis Picabia1881-1939 — Albert Gleizes1881-1955 — Fernand Léger1883-1956 — Jean Metzinger (Cubista)1888-1964 — Roger Bissière1891-1976 — Max Ernst1896-19?? — Honoré Marius Bérard1896-1987 — André Masson1897-1981 — Roger Chastel1911-1993 — Alfred Manessier

WASSILY KANDINSKY (1866-1944)
Kandinsky tirou da arte a sua obrigatoriedade de representação da realidade, inaugurando o ciclo abstracionista com sua primeira aquarela abstrata (1910). Alguns artistas já haviam feito experimentos com a dissolução de imagens, mas Kandinsky foi o mais consistente e lógico na busca de um modo de expressão não figurativa...
Nasceu em 1866, em Moscou, na Rússia. Sua primeira vontade foi ser músico. Entretanto, formou-se em direito e economia política na Universidade de Moscou. Aos 30 anos, encantado com um quadro de Monet, abandonou a carreira jurídica. Em 1900, em Munique, formou-se pela Academia Real.
Seus primeiros trabalhos exprimiam a musicalidade e o folclore russo, aliás na obra do pintor há muitas referências ao folclore russo. Em Paris, onde viveu por um ano, Kandinsky entusiasmou-se pelas artes aplicadas e gráficas, bem como pelo estilo de pintura dos fauvistas.
O quadro, "O Cavaleiro Azul (1903)", o cavaleiro é um personagem dos contos de fada com o qual Kandinsky teve contato em sua infância, representa o virtuoso combate do bem e do mal, simbolizando luta e renovação. Esta é uma imagem reincidente da fase figurativa do artista.
Em 1908, voltou a Munique. Publicou o ensaio "Do Espiritual na Arte", em 1911, onde tratou a manifestação artística como expressão de uma necessidade interior.
Em 1912, publicou o almanaque "Der Blaue Reiter" (O Cavaleiro Azul), nome de um quadro e do primeiro grupo expressionista, cuja vertente é mais lírica do que dramática, em relação ao grupo expressionista Die Brücke.
Voltou à Russia durante a Primeira Guerra, onde permaneceu até 1921. Acompanhou a Revolução Socialista e como membro do Comissariado para a Cultura Popular fundou vários museus.
Reorganizou a Academia de Belas Artes de Moscou. Foi também professor da Bauhaus a partir de 1922. Escreveu Ponto e Linha sobre o Plano onde reflete sobre os elementos da linguagem plástica e suas correlações, colocando os problemas da abstração.
Tornou-se cidadão alemão em 1928. Em 1933, a Bauhaus foi fechada pelos nazistas e, em 1937, seus quadros foram confiscados. Em 1939, fugiu para a França, onde naturalizou-se. Morreu em Neuilly-sur-Seine, na França em 1944.
A partir da II Guerra Mundial, Kandinsky passou a dividir seus quadros em três grupos:
"Impressão" - com referência a um modelo naturalista,
"Improvisação" - que pretendiam refletir emoções espontâneas, quando as cores e as formas se comunicam entre si e
"Composição" - o grau mais complexo e elevado, alcançado após longos trabalhos preparatórios.
"Beleza Russa em meio a uma Paisagem" - Wassily Kandinsky, Stadtische Galerie
Pesquisa_internet_07.07.2007

* TÉRCIO PONTES * ... linda mensagem , obrigada e um Bom Dia !


Wednesday, July 04, 2007

*CISNES*


Eu hei de amar-te ... sempre , sempre além da vida ...
Eu hei de amar-te ... muito além do nosso adeus !

Júlio Salusse


A vida ... manso lago azul



algumas vezes ,



algumas vezes mar fremente ...



tem sido para nós



constantemente ...



um mar sem ondas e sem espumas ...



e sobre ele , quando desfazendo as brumas matinais ,



romper um sol vermelho e quente ...



nós dois vagamos , indolentemente ,



como dois cisnes de alvacentas plumas .



Um dia , um cisne morrerá por certo ,



e quando chegar este momento incerto



que talvez a água se tisne ...



que o cisne vivo ...



cheio de saudade ,



nunca mais cante ...



nem nada nunca ao lado



de outro cisne !



Tuesday, July 03, 2007

BIOGRAFIA de * Ludwig van Beethoven * História da Música

AUTOR DA " NONA SINFONIA " , UMA DAS MAIORES E MAIS PROFUNDAMENTE HUMANAS DE TODA A HISTÓRIA DA MÚSICA .


Biografia Ludwig van Beethoven nasceu em 16 de dezembro de 1770, em Bonn, Alemanha. Mas sua ascendência era holandesa: o nome de sua família é derivado do nome de uma aldeia na Holanda, Bettenhoven (canteiro de rabanetes), e tem a partícula van, muito comum em nomes holandeses - não confundir com o nobiliárquico alemão von. O avô do compositor, também Ludwig van Beethoven, contudo, era originário da Bélgica, e a família estava há poucas décadas na Alemanha.Vovô van Beethoven era músico. Trabalhava como Kappelmeister (diretor de música da corte) do eleitor de Colônia e era um artista respeitado. Seu filho, Johann, que viria a ser o pai de Ludwig, menos talentoso, o seguiu na carreira, mas sem igual êxito. Depois da morte do pai, entregou-se ao alcoolismo, o que traria muitos problemas emocionais ao filho famoso.Johann percebeu que o pequeno Ludwig (que fora batizado assim em homenagem ao avô) tinha talento incomum para música e tratou de encaminhá-lo à carreira de músico do eleitor. Mas o fez de forma desastrosa. Obrigava o filho a estudar música horas e horas por dia, e não raro o batia. A educação musical de Beethoven tinha aspectos de verdadeira tortura.Desde os treze anos Ludwig ajudou no sustento da casa, já que o pai afundava-se cada vez mais na bebida. Trabalhava como organista, cravista ensaiador do teatro, músico de orquestra e professor, e assim precocemente assumiu a chefia da família. Era um adolescente introspectivo, tímido e melancólico, freqüentemente imerso em devaneios e "distrações", como seus amigos testemunharam.Em 1784, Beethoven conheceu um jovem conde, de nome Waldstein, e tornou-se amigo dele. O conde notou o talento do compositor e o enviou para Viena, para que se tornasse aluno de Mozart. Mas tudo leva a crer que Mozart não lhe deu muita atenção, embora reconhecendo seu gênio, e a tentativa de Waldstein não logrou êxito - Beethoven voltou em duas semanas para Bonn.Em Bonn, começou a fazer cursos de literatura - até para compensar sua falta de estudo geral, já que saíra da escola com apenas 11 anos - e lá teve seus primeiros contatos com as fervilhantes idéias da Revolução Francesa, que ocorria, com o Aufklärung (Iluminismo) e com o Sturm und Drang (Tempestade e Ímpeto), correntes não menos fervilhantes da literatura alemã, de Goethe e Schiller. Esses ideiais tornariam fundamentais na arte de Beethoven.Apenas em 1792 que Beethoven haveria de partir definitivamente para Viena. Novamente por intermédio do conde Waldstein, dessa vez Ludwig havia sido aceito como aluno de Haydn - ou melhor, "papai Haydn", como o novo pupilo o chamava. A aprendizagem com o velho mestre não foi tão frutífera quanto se esperava. Haydn era afetuoso, mas um tanto descuidado, e Beethoven logo tratou de arranjar aulas com outros professores, para complementar seu estudo.Seus primeiros anos vienenses foram tranqüilos, com a publicação de seu opus 1, uma coleção de três trios, e a convivência com a sociedade vienense, que lhe fora facilitada pela recomendação de Waldstein. Era um pianista virtuose de sucesso nos meios aristocráticos, e soube cultivar admiradores. Apesar disso, ainda acreditava nos ideiais revolucionários franceses.Então surgiram os primeiros sintomas da grande tragédia beethoveniana - a surdez. Em 1796, na volta de uma turnê, começou a queixar-se, e foi diagnosticada uma congestão dos centros auditivos internos. Tratou-se com médicos e melhorou sua higiene, a fim de recuperar a boa audição que sempre teve, e escondeu o problema de todos o máximo que pôde. Só dez anos depois, em 1806, que revelou o problema, em uma frase anotada nos esboços do Quarteto no. 9: "Não guardes mais o segredo de tua surdez, nem mesmo em tua arte!".Antes disso, em 1802, Beethoven escrevou o que seria o seu documento mais famoso: o Testamento de Heilingenstadt. Trata-se de uma carta, originalmente destinada aos dois irmãos, mas que nunca foi enviada, onde reflete, desesperado, sobre a tragédia da surdez e sua arte. Ele estava, por recomendação médica, descansando no aldeia de Heilingenstadt, perto de Viena, e teve sua crise mais profunda, quando cogitou seriamente o suicídio. Era um pensamento forte e recorrente. O que o fez mudar de idéia? "Foi a arte, e apenas ela, que me reteve. Ah, parecia-me impossível deixar o mundo antes de ter dado tudo o que ainda germinava em mim!", escreveu na carta.O resultado é o nascimento do nosso Beethoven, o músico que doou toda sua obra à humanidade. "Divindade, tu vês do alto o fundo de mim mesmo, sabes que o amor pela humanidade e o desejo de fazer o bem habitam-me", continua o Testamento. Para Beethoven, sua música era uma verdadeira missão. A Sinfonia no. 3, Eroica, sua primeira obra monumental, surge em seguida à crise fundamental de Heilingenstadt.No terreno sentimental, outra carta surge como importante documento histórico: a Carta à Bem-Amada Imortal. Beethoven nunca se casou, e sua vida amorosa foi uma coleção de insucessos e de sentimentos não-correspondidos. Apenas um amor correspondido foi realizado intensamente, e sabemos disso exatamente através dessa carta, escrita em 1812. Nela, o compositor se derrama em apaixonadíssimos sentimentos a uma certa "Bem-Amada Imortal":"Meu anjo, meu tudo, meu próprio ser! Podes mudar o fato de que és inteiramente minha e eu inteiramente teu? Fica calma, que só contemplando nossa existência com olhos atentos e tranqüilos podemos atingir nosso objetivo de viver juntos. Continua a me amar, não duvida nunca do fidelíssimo coração de teu amado L., eternamente teu, eternamente minha, eternamente nossos".A identidade da "Bem-Amada Imortal" nunca ficou muito clara e suscitou grande enigma entre os biógrafos de Beethoven. Maynard Solomon, em 1977, após inúmeros estudos, concluiu que ela seria Antonie von Birckenstock, casada com um banqueiro de Frankfurt - seria, portanto, um amor realizado, mas ao mesmo tempo impossível, bem beethoveniano. Ludwig permaneceria solteiro.Em 1815, seu irmão Karl morreria, deixando um filho de oito anos para ele e a mãe cuidarem. Porém Beethoven nunca aprovou a conduta da mãe dessa criança - também Karl - e lutou na justiça para ser seu único tutor. Foram meses de um desgastante processo judicial que acabou com o ganho de causa dado ao compositor. Agora Beethoven teria que cuidar de uma criança, ele que sempre fora desajeitado com a vida doméstica.Nos anos seguintes, Beethoven entraria em grande depressão, da qual só sairia em 1819, e de forma exultante. A década seguinte seria um período de supremas obras-primas: as últimas sonatas para piano, as Variações Diabelli, a Missa Solene, a Nona Sinfonia e, principalmente, os últimos quartetos de cordas.Foi nessa atividade, cheio de planos para o futuro (uma décima sinfonia, um réquiem, outra ópera), que ficou gravemente doente - pneumonia, além de cirrose e infecção intestinal. No dia 26 de março de 1827, morreria Ludwig van Beethoven - segundo a lenda, levantando o punho em um último combate contra o destino.Obra Beethoven é reconhecido como o grande elemento de transição entre o Classicismo e o Romantismo. De fato, ele foi um dos primeiros compositores a dar papel fundamental ao elemento subjetivo na música. "Saída do coração, que chegue ao coração", disse a respeito de uma de suas obras. Toda obra beethoveniana é fruto de sua personalidade sonhadora e melancólica, um tanto épica, verdadeiramente romântica.Mas ele não abandonou as formas clássicas herdadas de Mozart e de "papai" Haydn. Beethoven soube fazer arte inovadora nos moldes tradicionais, sem os destruir, mas alargando suas fronteiras. Esse processo transfigurador aconteceu gradualmente, e culminou em obras como os últimos quartetos de cordas, radicalmente distantes dos similares de Mozart, por exemplo.O estilo de Beethoven tem características marcantes: grandes contrastes de dinâmica (pianissimo x fortissimo) e de registro (grave x agudo), acordes densos, alterações de compasso, temas curtos e incisivos, vitalidade rítmica e, em obras na forma-sonata, desenvolvimentos longos em detrimento de exposições mais concentradas.Estudiosos costumam dividir a obra beethoveniana em três fases, seguindo a linha definida pelo musicólogo Wilhelm von Lenz. A primeira daria conta das obras escritas entre 1792 e 1800, ou seja, suas primeiras peças publicadas, já em Viena. Isso incluiria os trios do Opus 1, a Sonata Patética, os dois primeiros concertos para piano e a Primeira Sinfonia, obras ainda tradicionais, mas que já apresentam alguns aspectos pessoais. A segunda fase corresponderia ao período de 1800 a 1814, marcado pelo Testamento de Heilingenstadt e pela Carta à Bem-Amada Imortal - em outras palavras, pela surdez e pelas decepções amorosas. São características dessa fase obras como a Sinfonia Eroica, a Sonata Ao Luar, os dois últimos concertos para piano. A última fase, de 1814 à 1827, ano de sua morte, seria o período das obras monumentais e das grandes inovações: a Nona Sinfonia, a Missa Solene, os últimos quartetos de cordas.Beethoven se dedicou a todos os gêneros de sua época. Compôs uma ópera, Fidelio, com seu tema tipicamente beethoveniano - fidelidade conjugal e o amor pela liberdade -, música para teatro (destaque para a abertura Egmont), balé (As Criaturas de Prometeu), oratório (Cristo no Monte das Oliveiras), lieder (o ciclo À Bem-Amada Distante é bem representativo), duas missas (entre elas a monumental Missa Solene), variações (as Variações sobre uma Valsa de Diabelli são as mais conhecidas) e obras de forma livre (a Fantasia para Piano, Coro e Orquestra é uma delas).Porém Beethoven ficaria mais conhecido pelos quatro grandes ciclos dedicados às formas clássicas: as sonatas, os concertos, os quartetos de cordas e, claro, as sinfonias.as sonatas As sonatas para piano - 32 ao todo - foram para Beethoven uma espécie de laboratório, onde fazia experiências que seriam aproveitadas em outras formas. Elas se distribuem ao longo das três fases, mas as da segunda seriam as mais numerosas (dezesseis).Beethoven fez grandes inovações no estrutura da sonata. Incorporou novas formas (fuga e variação), mudou o número de movimentos e sua ordem (colocou muitas vezes o movimento lento em primeiro lugar), aumentou seu escopo emocional.Essas sonatas também acompanharam o desenvolvimento técnico do piano no início do século XIX. A princípio, eram destinadas, sem distinção, para o cravo ou para o pianoforte. Somente a partir da opus 53, Waldstein, que Beethoven deixaria claro a instrumentação: pianoforte. Exigente, o compositor costumeiramente ficava irritado com a limitação dos pianos de sua época, tanto que suas últimas cinco sonatas foram compostas especificamente para o mais avançado piano de martelo vienense, o Hammerklavier. A opus 106 ficou justamente conhecida por este nome.Entre as onze sonatas do primeiro período, a mais conhecida é a opus 13, Patética, com sua introdução dramática e seu clima sombrio (a maior parte de seus temas estão em tom menor).As sonatas mais conhecidas estão no segundo período - são a opus 27, Ao Luar, a Waldstein e a opus 57, Appassionata. A primeira delas, de modo inovador, inicia-se com um famosíssimo Adagio sostenuto, uma elegia de suave e sombrio romantismo, até hoje um dos trechos mais conhecidos de Beethoven. Já a Waldstein tem apenas dois movimentos rápidos (com uma diminuta ponte em andamento lento entre eles).Embora mais originais, as sonatas do último período são as menos populares. A opus 106, Hammerklavier, de caráter monumental, é quase uma sinfonia para piano solo. Outras grandes obras-primas são as duas últimas, opus 109 e 110, de caráter quase romântico.os concertos Beethoven escreveu cinco concertos para piano, um para violino e um tríplice, para violino, violoncelo e piano. Excetuando-se os dois primeiros para piano, todos foram compostos na fase intermediária, onde, de fato, encontra-se a maioria da produção beethoveniana.Os dois primeiros concertos para piano são bastante característicos da juventude de Beethoven, e devem grande parte de sua linguagem à Mozart. Já o terceiro, composto em 1800, é uma obra de transição. Tem caráter mais sinfônico e é declaradamente sério e pesado, tendo muitas semelhanças com o Concerto no. 24 de Mozart (também escrito na tonalidade de dó menor).O Concerto no. 4, composto seis anos depois, daria um salto ainda maior. Os movimentos externos são leves e tranqüilos, de profunda beleza e humanidade. Já o movimento central, Andante con moto, alterna o lirismo romântico do piano com intervenções vigorosas da orquestra (aqui reduzida às cordas graves), obtendo um resultado surpreendente até para Beethoven.O último concerto para piano, conhecido como Imperador, tornaria-se mais célebre. É uma obra majestosa, de concepções grandiosas e de caráter tão sinfônico quanto o terceiro concerto, mas menos trágico.Para violino, Beethoven escreveu o seu concerto mais popular. Obra belíssima, é dos concertos mais perfeitos já escritos para esse instrumento. Anteriormente, já havia o incluído no Concerto Tríplice, para piano, violino e violoncelo, herdeiro da sinfonia concertante à maneira de Haydn e Mozart e claro precursor do Concerto Duplo de Brahms.os quartetos Beethoven compôs música de câmara durante toda sua vida, mas a parte fundamental de sua obra neste gênero seria o conjunto dos seis últimos quartetos de cordas.Eles foram escritos nos últimos anos de vida do compositor e representam o ponto culminante de sua terceira fase de criação. São obras concentradas e profundas, cheias de recursos como a variação e a fuga.O opus 131 é o mais ambicioso deles. Tem nada menos que sete movimentos, todos encadeados entre si. O primeiro é uma fuga muito lenta e expressiva, o quarto é uma sucessão de sete variações, e o último é um enérgico Allegro, que retoma o tema principal do primeiro. Portanto, apesar de sua grande extensão, é uma obra coesa.Além deste, são importantes os quartetos opus 133, Grande Fuga, e opus 135.as sinfonias As sinfonias de Beethoven formam a parte mais conhecida de sua obra. São nove ao todo. A maior parte está na fase intermediária de sua criação, exceto a primeira e a última sinfonia. Entretanto, o musicólogo Paul Bekker classifica as sinfonias em dois grupos - as oito primeiras e a Nona. De fato, a Sinfonia Coral é um caso à parte, com sua enorme formação instrumental e o final com coro, até então inédito.A Primeira Sinfonia, composta nos primeiros anos vienenses do compositor, está fortemente ligada à tradição de Haydn e Mozart. A segunda é uma obra de transição e já apresenta algumas das suas características pessoais.Beethoven só encontraria sua linguagem sinfônica definitiva na Sinfonia no. 3, Eroica. Planejada para ser uma grande homenagem a Napoleão Bonaparte, que admirava, esta Terceira é uma obra grandiosa, de concepção monumental e temática épica. Porém a dedicatória napoleônica foi retirada quando este coroou-se imperador da França - Beethoven, decepcionado, alterou o programa da obra, incluindo uma marcha fúnebre "à morte de um herói".A Quarta é uma sinfonia mais relaxada, conhecida por sua longa introdução, quase independente do restante da obra. Já a Quinta é a mais trágica das nove. Dita "do Destino", esta é uma sinfonia que faz a trajetória das trevas (os dois primeiros movimentos) para a luz (os dois últimos), de maneira original, que abriu precedentes na história da música (a Primeira de Brahms, a Segunda de Sibelius).A Sexta Sinfonia, Pastoral, é outra ousadia. Organizada em cinco movimentos, cada um retratando um aspecto da vida no campo, abriu espaço para as experiências de Liszt e Berlioz no gênero da música programática.A Sétima ficou famosa pelo seu movimento lento, um Allegretto pouco definido entre o elegíaco e o sombrio, que encantou compositores como Schumann e Wagner. A Oitava é seu par, e tem no terceiro movimento um minueto, o que é novidade - é a única que não tem um scherzo, o substituto beethoveniano do minueto de Haydn e Mozart.Enfim, a Nona, talvez a obra mais popular de Beethoven. Sua grande atração é o final coral, com texto de Schiller, a Ode à Alegria. É uma obra que marcou época. Sem ela, seria difícil conceber as sinfonias posteriores de Bruckner, Mahler, e até a ópera de Wagner."Escutar atrás de si o ressoar dos passos de um gigante". A definição famosa de Brahms da Nona Sinfonia pode ser aplicada igualmente à toda obra beethoveniana, uma das maiores e mais profundamente humanas de toda história da música.

Pesquisa_internet_03.07.2007

O POEMA EM PROSA * DESIDERATA *


*DESIDERATA*



ASPIRAÇÕES____Autoria : MAX EHRMANN ,



O poema em prosa Desiderata (que significa aspirações em latim) é de autoria do escritor americano Max Ehrmann, nascido em uma família de origem alemã em Terre Haute, Indiana, no dia 26 de setembro de 1872. Formado pela DePauw University e tendo estudado Direito e Filosofia em Harvard por dois anos, ele tornou-se promotor público e posteriormente passou a administrar os negócios da família. Aos quarenta anos decidiu dedicar-se exclusivamente à escrita. Max Ehrmann veio a falecer em Terre Haute no dia 9 de setembro de 1945. Escrito em 1927, Desiderata é certamente o trabalho mais conhecido de Ehrmann. Em 1956 o pároco da igreja de St. Paul em Baltimore imortalizou o poema ao reproduzi-lo em um panfleto mimeografado para os seus fiéis. Posteriormente, alguém que o retransmitiu não incluiu os créditos originais, erroneamente citando o poema como tendo sido "achado na Igreja de Saint Paul em Baltimore, datado de 1692". O ano de 1692 marca na verdade a fundação da igreja de Saint Paul, não guardando nenhuma relação com o poema.A www.estrelaguia.com.br preparou uma tradução para o português, que apresentamos juntamente com o original de Ehrmann em seguida.DesiderataMax Ehrmann(Tradução www.estrelaguia.com.br)No meio do tumulto e da agitação, caminhe tranqüilo, lembrando-se da Paz que pode existir no silêncio. Procure viver em harmonia com as pessoas que estão ao seu redor, sem abrir mão de suas próprias convicções. Fale a sua verdade, mansa e claramente, e ouça a verdade dos outros, mesmo a dos insensatos e ignorantes, pois eles também têm a sua própria história. Evite as pessoas escandalosas e agressivas; pois elas afligem o nosso espírito. Procure não se comparar aos outros, o que o tornaria presunçoso ou amargo, pois sempre haverá alguém acima e abaixo de você.Desfrute de suas conquistas, bem como de seus planos.Mantenha-se interessado em seu trabalho, por mais humilde que lhe pareça, pois ele é uma bênção diante das incertezas do tempo. Tenha cautela nas suas atividades, já que o mundo é cheio de armadilhas, mas não se torne cego ao bem que sempre existe: muita gente luta por grandes ideais, e em toda a parte a vida está cheia de heroísmos.Seja você mesmo. Sobretudo, não simule afeição, e não seja leviano com relação ao amor: diante de tanta aridez e desencanto, ele é perene como a relva.Ouça com carinho o conselho dos mais velhos e seja compreensivo com os arroubos da juventude.Alimente a força de espírito que o protegerá na sorte inesperada. Mas não se desespere com perigos imaginários: muitos temores nascem do cansaço e da solidão. Além de manter uma saudável disciplina, seja gentil consigo mesmo.Você é filho do Universo, irmão das estrelas e árvores, você merece estar aqui! E mesmo que você não possa perceber, a Terra e o Universo vão cumprindo o seu destino. Assim, esteja em paz com Deus, como quer que você O conceba. E quaisquer que sejam os seus trabalhos e aspirações, na cansativa luta da vida, mantenha-se em paz consigo mesmo.Apesar de todos os enganos, problemas e sonhos desfeitos, este ainda é um mundo maravilhoso.Entusiasme-se. E faça tudo para ser feliz!DesiderataGo placidly amid the noise and the haste, and remember what peace there may be in silence. As far as possible without surrender be on good terms with all persons. Speak your truth quietly and clearly; and listen to others, even to the dull and the ignorant; they too have their story. Avoid loud and aggressive persons, they are vexatious to the spirit. If you compare yourself with others, you may become vain or bitter; for always there will be greater and lesser persons than yourself. Enjoy your achievements as well as your plans. Keep interested in your own career, however humble; it is a real possession in the changing fortunes of time. Exercise caution in your business affairs; for the world is full of trickery. But let not this blind you to what virtue there is; many persons strive for high ideals; and everywhere life is full of heroism. Be yourself. Especially, do not feign affection. Neither be cynical about love; for in the face of all aridity and disenchantment it is as perennial as the grass. Take kindly the counsel of the years, gracefully surrendering the things of youth. Nurture strength of spirit to shield you in sudden misfortune. But do not distress yourself with dark imaginings. Many fears are born of fatigue and loneliness. Beyond a wholesome discipline, be gentle with yourself. You are a child of the universe, no less than the trees and the stars; you have a right to be here. And whether or not it is clear to you, no doubt the universe is unfolding as it should. Therefore be at peace with God, whatever you conceive Him to be. And whatever your labors and aspirations, in the noisy confusion of life keep peace in your soul. With all its sham, drudgery and broken dreams, it is still a beautiful world. Be cheerful. Strive to be happy.


* FILMAR * ... Luiz Fernando Veríssimo



UMA CRÔNICA INTERESSANTE E BEM HUMORADA

...
>..... Casamos novos. Ela com 19 e eu com 20 anos de idade. >Lua-de-mel,>viagens, mobílias na casa alugada,>prestações da casa própria e o primeiro bebê.>.....Anos oitenta e a moda era ter uma filmadora do Paraguai. Sempre >tinha um>vizinho ou amigo contrabandista>disposto a trazer aquela muambazinha por um preço módico.>.....Ela tinha vergonha, mas eu desejava eternizar aquele momento.>Invadi a sala de parto com a câmera no ombro e chorei enquanto >filmava o>parto do meu primeiro filho. Todo mundo que chegava>lá em casa era obrigado a assistir ao filme.>.....Perdi a conta das cópias que fiz do parto e distribuí entre >amigos,>parentes e parentes dos amigos. Meu filho e minha esposa eram o meu>orgulho.>.....Três anos depois, novo parto, nova filmagem, nova crise de >choro.>Como ela categoricamente disse que não queria que eu filmasse, >invadi a>sala de parto mais uma vez com a câmera ao ombro. As pessoas que me>conhecem sabem que havia apenas amor de pai e marido naquele ato. O >fato de>fazer diversas cópias da fita era apenas uma demonstração de meu >orgulho.>..... Nada que se comparasse ao fato de ela, essa semana, invadir a >sala do>meu urologista, câmera ao ombro, filmando o meu exame de próstata. >Eu lá,>com as pernas naquelas malditas perneiras, o cara com um dedo (ele >jura que>era só um!) quase na minha garganta e a mulher gritando:>- Ah! Doutor! Que maravilha! Vou fazer duas mil cópias dessa fita! >Semana>que vem estou enviando uma para o senhor!>.....Meus olhos saindo da órbita a fuzilaram, mas a dor era tanta >que não>conseguia falar. O miserável do médico girou o dedo e eu vi o teto >a dois>centímetros do meu nariz. A mulher continuou a gritar, como um >diretor de>cinema:>- Isso, doutor! Agora gire de novo, mais devagar. Vou dar um close >agora...>Alcancei um sapato no chão e joguei na maldita.>.....Agora, estou escrevendo este e-mail, pedindo aos amigos que >receberem>uma cópia do filme, que o enviem de volta para mim.>Eu pago o reembolso.>>Luiz Fernando Veríssimo>>

Monday, July 02, 2007

* CANÇÃO * ... Cecíla Meireles


No desequilíbrio dos mares ,

as proas giram sozinhas ...

Numa das naves que afundaram

é que certamente tu vinhas


sssss


Quando as ondas te carregaram

meus olhos , entre águas e areias ,

cegaram como o das estátuas ,

a tudo quanto existe alheias .


sssss


Minhas mãos pararam sobre o ar

endureceram junto ao vento ,

e perderam a cor que tinham

e a lembrança do movimento .


sssss


E o sorriso que eu te levava

desprendeu-se e caiu nas águas

sem fim

mas ele vive , sempre , aqui ,

dentro de mim ...


sssss




CECÍLIA MEIRELLES

( poetisa)

OS PÁSSAROS SÃO PRESENTES DO UNIVERSO


AQUELE PASSARINHO ...

QUE PELO ESPAÇO

MANSO E INCERTO ADEJA ,

NÃO QUER NADA E NADA DESEJA ...

NO ENTANTO ,

A TERRA VERDE É SUA ,

O MAR AZUL É SEU ...

INTERESSANTE ...

AQUELE PASSARINHO ,

TEM MUITO MAIS DO QUE EU !

Sandra , em 02.07.2007

O VÔO DO RATO__história interessante__



Um jovem piloto experimentava um monomotor muito frágil, uma daquelas
sucatas usadas no tempo da Segunda Guerra, mas que ainda tinha condições de
voar... Ao levantar vôo, ouviu um ruído vindo debaixo de seu assento. Era um
rato que roia uma das mangueiras que dava sustentação para o avião
permanecer nas alturas. Preocupado pensou em retornar ao aeroporto para se
livrar de seu incômodo e perigoso passageiro, mas lembrou-se de que devido à
altura o rato logo morreria sufocado. Então voou cada vez mais e mais alto e
notou que acabaram os ruídos que estavam colocando em risco sua viagem
conseguindo assim fazer uma arrojada aventura ao redor do mundo que era seu
grande sonho...

MORAL DA HISTÓRIA
Se alguém lhe ameaçar, VOE CADA VEZ MAIS ALTO... Se alguém lhe criticar, VOE
CADA VEZ MAIS ALTO... Se alguém tentar lhe destruir por inveja e fofocas,
VOE CADA VEZ MAIS ALTO... e por fim, se alguém lhe cometer alguma injustiça,
VOE CADA VEZ MAIS ALTO...
Sabe por quê? Os ameaçadores, críticos, invejosos e injustos são iguais aos
"ratos", não resistem às grandes alturas. Pense nisso...
Desejo a vocês um ÓTIMO VÔO ao longo da sua vida...



* Recebi este e-mail , achei o texto muito interessante .

* MENSAGEM DE TEU ANJO DA GUARDA *

ME CHAMAS QUANDO PRECISARES


Através do teu coração eu te falo agora:

Sou aquele que te acompanha em todas as horas do teu dia.
Eu não interfiro na tua vontade nem peço licença para amar-te.

Só quero que tu saibas que todas as vezes
que me chamares eu te atenderei.

Eu tornarei teu fardo menos pesado
.Guardarei teu sono e tua vigília.
Estarei atento a todo e qualquer mal que possa te ameaçar.
Afastarei de ti as energias pesadas.
E sempre , mesmo que não percebas
estarei soprando em teu ouvido:
" Vem por aqui ... Vai por ali ... "

Irás guardado sob minhas asas
e nenhum mal te sucederá.

Eu tirarei pedras do teu caminho
e não deixarei que nuvens negras
te afastem da luz do Sol.
Eu farei com que te esqueçam aqueles que te
odeiam e os deixarei sair da tua Vida.
Eu sempre me lembrarei que sou o vigilante
a ti destinado pela vontade de Deus.

Eu aceito minha missão de te guardar
e te agradeço por me permitires que o faça.

Mas torno a te lembrar:
"Eu não interfiro na tua vontade nem peço licença para amar-te".

Para teres tudo que te posso oferecer, só preciso que me peças: Sou o teu Anjo a guardar-te.
Preciso que tenhas Fé!




Tenha uma linda semana!!

Sunday, July 01, 2007


*MARTIN LUTHER KING E O SILÊNCIO DOS BONS *

NA ESSÊNCIA DE TUDO ENCONTRAMOS A VERDADE



"O QUE MAIS ME PREOCUPA NÃO É NEM O GRITO DOS VIOLENTOS, DOS CORRUPTOS, DOS DESONESTOS, DOS SEM CARÁTER, DOS SEM ÉTICA.....
O QUE MAIS ME PREOCUPA É O SILÊNCIO DOS BONS...!! "
(Martin Luther King )


SE PENSARMOS COM PROFUNDIDADE...VEREMOS QUE , O MAL NÃO EXISTE !!...EXISTE SIM... A AUSÊNCIA DO BEM ...
NA ESSÊNCIA DE TUDO ENCONTRAMOS A VERDADE.
ESTA VERDADE SERÁ ETERNA E SEMPRE VIVA PARA AQUELES QUE ACREDITAM NAS MUDANÇAS , NAS TRANSFORMAÇÕES OPERADAS PELO PRÓPRIO HOMEM EM SEU BENEFÍCIO.
BASTA QUE PROCUREMOS AS VERDADEIRAS RAZÕES, ELAS APARECERÃO.
MAS O QUE ACONTECE É QUE O POVO ESTÁ ANESTESIADO E SEM ESTÍMULO PARA A ANÁLISE DESTA SITUAÇÃO DE CALAMIDADE SOCIAL QUE ESTAMOS PRESENCIANDO.
É O MEDO ACIMA DE TUDO...ESTAMOS SEM PODER TOMAR AS INICIATIVAS NECESSÁRIAS.


NOSSOS POLÍTICOS FAZEM E ACONTECEM E NÓS , DE ESPECTADORES , SÓ SOFREMOS AS CONSEQUÊNCIAS DAS ARDILOSAS AÇÕES ILÍCITAS .


A IMPUNIDADE ESTÁ NO LIMITE .
PENSO QUE NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES TEREMOS UMA GRANDE OPORTUNIDADE, POR UMA ESCOLHA CONSCIENTE E REFLETIDA.
SABEMOS QUE EXISTEM BONS E EMINENTES POLÍTICOS, PRECISAMOS TER A PERSPICÁCIA PARA IDENTIFICÁ-LOS, ELES ESTÃO AÍ , NOSSA HABILIDADE E DISCERNIMENTO ESTARÃO SENDO COLOCADOS À PROVA PARA A CONSTRUÇÃO DE UM MELHOR FUTURO PARA AS NOVAS GERAÇÕES.
OPORTUNIDADE ÍMPAR DE ESCOLHA.


PRECISAMOS ESTAR CONSCIENTES E ATENTOS.
DE NOSSA ATITUDES DEPENDERÁ UM FUTURO MELHOR.
A CORAGEM É IMPORTANTE, A DETERMINAÇÃO, A ATITUDE DIRIGIDA À VERDADEIRA FINALIDADE.


NÃO PODEMOS MAIS SILENCIAR FRENTE ÀS ILICITUDES .
PRECISAMOS ESTAR MUITO ATENTOS ÀS PROMESSAS...ESTAS QUE SÃO AS MAIORES CAUSAS DE ENGANOS, DESENGANOS E DESENCANTOS....
AS ATITUDES ELEITOREIRAS...ESTAS QUE SÃO FACILMENTE IDENTIFICÁVEIS...
A POLÍTICA QUE NÃO CUIDA DE GANHAR A AMIZADE DO POVO E NÃO PARA DE SOBRECARREGÁ-LO DE NOVOS IMPOSTOS E TAXAS, É INJUSTA E INEFICAZ.
E NÃO SERÁ MILAGRE SE, MAIS CEDO OU MAIS TARDE, ELA NÃO ACABAR PROVOCANDO DISTÚRBIOS, OS QUAIS JOGUEM O ESTADO NUM IMENSO PERIGO, POR TODOS OS LADOS,COMO O QUE ESTAMOS PRESENCIANDO.
NA VERDADE, A DESEJADA IGUALDADE, NÃO PODE EXISTIR NA SOCIEDADE...COMO TAMBÉM NÃO EXISTE NA NATUREZA.
É URGENTE UMA VERDADEIRA JUSTIÇA DISTRIBUTIVA.
APESAR QUE QUANDO SE PROCURA A VERDADE, NÃO SE PODE CONTAR OS SUFRÁGIOS...
DIZIA JÁ UM MESTRE, " AQUELE POLÍTICO QUE DIZ QUE O POVO NÃO DEVE RECEBER A LIBERDADE ATÉ QUE SAIBA EXERCÊ-LA "....ME LEMBRA AQUELE SUJEITO QUE DECIDIU NÃO ENTRAR NA ÁGUA ATÉ QUE SOUBESSE NADAR.....
REFLETIDAMENTE, AS REVOLUÇÕES NÃO ALIVIAM O IMENSO FARDO DE UMA TIRANIA, APENAS PASSAM O PESO PARA OUTROS OMBROS, DIFERENTES.
OS POLÍTICOS MUDAM MAS PRECISAMOS MUDAR COMO " POVO ", ATRAVÉS DE UMA BOA EDUCAÇÃO SEM SILENCIAR NAS ARTIMANHAS , SEM ACREDITAR NOS ENGODOS.
A TIRANIA E A INJUSTIÇA, EM VERDADE, COMEÇAM POR COISAS PRIMÁRIAS, MINÚSCULAS.
O MAIOR DEFEITO DA DEMOCRACIA É QUE SOMENTE O PARTIDO QUE, NÃO ESTÁ NO PODER SABE GOVERNAR.
A VERDADEIRA REVOLUÇÃO NÃO É A REVOLUÇÃO NAS RUAS MAS NA MANEIRA REVOLUCIONÁRIA DE PENSAR, DE AGIR, DE REFLETIR O MUNDO NO QUAL VIVEMOS E VIVENCIAMOS UMA MULTIPLICIDADE DE SITUAÇÕES QUE NOS DESAGRADAM E NOS ASSUSTAM.
VEJO A "EDUCAÇÃO " COMO O GRANDE ANTÍDOTO PARA OS MALES DE NOSSO PRESENTE TEMPESTUOSO E ASSUSTADOR .
OS HOMENS EDUCADOS E , EM REVOLUÇÃO DE IDÉIAS ,CERTAMENTE TEMERÃO MAIS O SEU ÊXITO DO QUE O SEU FRACASSO .
TODAS AS GRANDES CONQUISTAS DE TODOS OS SÉCULOS SÃO O PREÇO DA AUDÁCIA , É PRECISO SABER OUSAR E , PELA EDUCAÇÃO O HOMEM SABERÁ.
SÃO OS HOMENS QUE FAZEM A HISTÓRIA , E NÃO A HISTÓRIA QUE FAZ OS HOMENS.
QUANDO FALTAM LIDERANÇAS , A SOCIEDADE PERMANECE IMÓVEL .
O PROGRESSO ACONTECE REALMENTE É QUANDO, LÍDERES CORAJOSOS E COM SUFICIENTE HABILIDADE , SABEM PROMOVER AS OPORTUNIDADES LATENTES EM UM POVO .
OPORTUNIDADE DE COLOCAR AS COISAS JÁ EM ANDAMENTO, EM MELHOR DIREÇÃO.
SEM REPRESENTAÇÃO, NÃO HAVERÁ NAÇÃO LIVRE...E SEM A LIVRE ESCOLHA, NÃO PODERÁ HAVER A REPRESENTAÇÃO.
PRECISAMOS , CADA VEZ MAIS, REFLETIR SOBRE A GRANDE IMPORTÂNCIA DO VOTO, ELE SERÁ SEMPRE A NOSSA FORÇA, NOSSA VONTADE LIVRE, EMANANDO DE UMA CONSCIÊNCIA LIVRE.
NOSSO DIREITO, NOSSO DEVER, NOSSA GRANDE MANIFESTAÇÃO DE CONSCIÊNCIA , DE LIBERDADE E DE JUSTIÇA.




NÃO PODEMOS SILECIAR , PRECISAMOS SER AS MUDANÇAS QUE QUEREMOS VER !





( Sandra Waihrich Tatit )

O CAVALINHO E A BORBOLETA ... uma reflexão iluminada .


(Qualquer semelhança com seres humanos que você conheça, pode não ser coincidência)
Esta é a história de duas criaturas de Deus que viviam numa floresta distante há muitos anos atrás.Eram elas, um cavalinho e uma borboleta. Na verdade, não tinham praticamente nada em comum, mas em certo momento de suas vidas se aproximaram e criaram um elo.A borboleta era livre, voava por todos os cantos da floresta enfeitando a paisagem.Já o cavalinho, tinha grandes limitações, não era bicho solto que pudesse viver entregue a natureza. Nele, certa vez, foi colocado um cabresto por alguém que visitou a floresta e, a partir daí, sua liberdade foi cerceada.A borboleta, no entanto, embora tivesse a amizade de muitos outros animais e a liberdade de voar por toda a floresta, gostava de fazer companhia ao cavalinho, agradava-lhe ficar ao seu lado, e não por pena, era por companheirismo, afeição, dedicação e carinho.Assim, todos os dias, ia visita-lo e lá chegando levava sempre um coice, depois então um sorisso. Entre um e outro ela optava por esquecer o coice e guardar dentro do seu coração o sorisso.Sempre o cavalinho insistia com a borboleta que lhe ajudasse a carregar o seu cabresto por causa do seu enorme peso. Ela, muito carinhosamente, tentava de todas as formas ajuda-lo, mas isso nem sempre era possível por ser ela uma criaturinha tão frágil. Os anos se passaram e numa manha de verão a borboleta não apareceu para visitar o seu companheiro. Ele nem percebeu, preocupado que ainda estava em se livrar do cabresto.E vieram outras manhas e mais outras, ate que chegou o inverno e o cavalinho sentiu-se só e finalmente percebeu a ausência da borboleta. Resolveu então sair do seu canto e procurar por ela.Caminhou por toda a floresta a observar cada cantinho onde ela poderia ter se escondido e não a encontrou.Cansado, se deitou embaixo de uma árvore. Logo em seguida um elefante se aproximou e lhe perguntou quem era ele e o que fazia ali.- Eu sou o cavalinho do cabresto e estou a procura de uma borboleta que sumiu.- Ah, é você então o famoso cavalinho?- Famoso, eu?- É que tive uma grande amiga que me disse que também era sua amiga e falava muito bem de você.Mas afinal, qual borboleta que você esta procurando?- É uma borboleta colorida, alegre, que sobrevoa a floresta todos os dias visitando todos os animais amigos.- Nossa, mas era justamente dela que eu estava falando. Não ficou sabendo? Ela morreu e já faz muito tempo.- Morreu?? Como foi isso?- Dizem que ela conhecia, aqui na floresta, um cavalinho, assim como você, e todos os dias quando ela ia visita-lo, ele dava-lhe um coice. Ela sempre voltava com marcas horríveis e todos perguntavam a ela quem havia feito aquilo, mas ela jamais contou a ninguém. Insistíamos muito para saber quem era o autor daquela malvadeza e ela respondia que só ia falar das visitas boas que tinha feito naquela manha e era aí que ela falava com a maior alegria de você.
Nesse momento o cavalinho já estava derramando muitas lagrimas de tristeza e arrependimento.- Não chore meu amigo, sei o quanto você deve estar sofrendo. Ela sempre me disse que você era um grande amigo, mas entenda, foram tantos os coices que ela recebeu desse outro cavalinho, que ela acabou perdendo as asinhas, depois ficou muito doente, triste, sucumbiu e morreu.
- E ela não mandou me chamar nos seus últimos dias?
- Não, todos os animais da floresta quiseram lhe avisar, mas ela disse o seguinte
`Não perturbem meu amigo com coisas pequenas, ele tem um grande problema que eu nunca pude ajuda-lo a resolver.Carrega no seu dorso um cabresto, então será cansativo demais para ele vir ate aqui.
VOCE PODE ATE ACEITAR OS COICES QUE LHE DEREM QUANDO ELES VIEREM ACOMPANHADOS DE BEIJOS, MAS EM ALGUM MOMENTO DE SUA VIDA, AS FERIDAS QUE ELES VAO LHE CAUSAR, NÃO SERAO MAIS POSSIVEIS DE SEREM CICATRIZADAS.
QUANTO AO CABRESTO QUE VOCE TIVER QUE CARREGAR DURANTE A SUA EXISTENCIA, NÁO CULPE NINGUEM POR ISSO, AFINAL, MUITAS VEZES, FOI VOCE MESMO QUE O COLOCOU NO SEU DORSO.

** Recebi este texto há pouco por e-mail , muito interessante , não sei a autoria , mas achei valer a pena publicá-lo .