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ARTE É VIDA

ARTE É VIDA
"Que haja ternura no lirismo da poesia da vida. Que haja coragem em nossos passos para seguirmos em meio à aridez dos sonhos desfeitos. Que haja força para reconstruirmos os alicerces dos sonhos eternizados na verdade de nosso coração. Que nesta senda nos seja permitido estar em aliança com nossos Irmãos de Luz e que sejamos a personificação do Amor."

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Sandra Waihrich Tatit

Sandra Waihrich Tatit
"Que haja ternura no lirismo da poesia da vida. Que haja coragem em nossos passos para seguirmos em meio à aridez dos sonhos desfeitos. Que haja força para reconstruirmos os alicerces dos sonhos eternizados na verdade de nosso coração. Que nesta senda nos seja permitido estar em aliança com nossos Irmãos de Luz e que sejamos a personificação do Amor."

BIOGRAFIA I

Sandra Waihrich Tatit
Aniversário: 11 de Fevereiro
Signo astrológico: Aquário
Atividades: Direito , Literatura , Música e Educação
Profissão: Advogada
Local: Júlio de Castilhos : Rio Grande do Sul : Brasil
Clip de áudio
Quem sou eu
NASCI EM JÚLIO DE CASTILHOS, RIO GRANDE DO SUL, BRASIL.
MÃE DE TRÊS FILHOS, RUBENS, RUSSAIKA E ANGELA. FILHA DE RUBENS CULAU TATIT E CLÉLIA WAIHRICH TATIT.
SOU ADVOGADA, CURSEI DIREITO NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA, RIO GRANDE DO SUL, BRASIL.
CULTIVO A ARTE COMO UMA LIBERTAÇÃO, PIANO, VIOLÃO, CANTO E LITERATURA.
INTEGREI O CORAL DA UNIVERSIDADE.
LIVRO DE ARTE PUBLICADO, "UMA NOVA DIMENSÃO DA ARTE NA EDUCAÇÃO".
CURSEI PÓS GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO LATU SENSU.
VEJO A ARTE COMO UMA LIBERTAÇÃO DO SER HUMANO, UMA TERAPIA QUE AMENIZA OS SOFRIMENTOS DO COTIDIANO.
A MÚSICA É A HARMONIA DO HOMEM, A LINGUAGEM DO UNIVERSO.
INTERPRETO PIANO E VIOLÃO, APRECIO CANTAR.
POSSUO COMPOSIÇÕES MUSICAIS, PARA PIANO E VIOLÃO.
NA EUROPA, CONHECI UM POUCO DA HISTÓRIA DA ARTE, ESPECIALMENTE NA ITÁLIA.
DIZ GANDHI, "PRECISAMOS SER AS MUDANÇAS QUE QUEREMOS VER NO MUNDO".
SOU DO SIGNO DE AQUÁRIO, ACREDITO NA ASTROLOGIA E SUA INFLUÊNCIA EM NOSSA VIDA E PERSONALIDADE.
PRETENDO ESCREVER AQUI NO BLOG, SOBRE DIVERSOS TEMAS E POESIAS, TAMBÉM PUBLICAR TEXTOS RELEVANTES DE OUTROS AUTORES.
ESCREVO POEMAS, É UMA FORMA DE DAR MAIS LEVEZA À VIDA. PREGO A ARTE COMO UMA UMA VIDA DENTRO DA PRÓPRIA VIDA QUE SE ETERNIZA PELO ESPÍRITO, UMA LINGUAGEM UNIVERSAL.
UM TRIBUTO A CAMÕES NESTA FRASE ,"CESSA TUDO QUANTO A MUSA CANTA QUANDO UM PODER MAIS ALTO SE AGIGANTA."
Interesses:
ARTE E MÚSICA
DIREITO E EDUCAÇÃO .
Filme favorito
"FREUD ALÉM DA ALMA".
Música favorita
A CLÁSSICA " SONATA AO LUAR " DE BEETHOVEN.
Livros favoritos
" O PROFETA " DE GIBRAN KHALIL GIBRAN . GOSTO MUITO DE LITERATURA ORIENTAL. "OS HETERÔNIMOS" DE FERNANDO PESSOA (Poeta Português). OS POEMAS DE NOSSO POETA OLAVO BILAC
ME FASCINAM
COMO "A VIA LÁCTEA E BENEDITICE". CECÍLIA MEIRELES E LYA LUFT
MINHAS GRANDES MUSAS DA POESIA . "O ATENEU" DE RAUL POMPÉIA . A "DIVINA COMÉDIA" DE DANTE ALIGHIERI
"DON QUIXOTE DE LA MANCHA"
DE MIGUEL DE CERVANTES. QUERO RENDER UM TRIBUTO À MAGISTRAL LITERATURA DE CAMÕES EM " OS LUSÍADAS . "

SEJAM BEM VINDOS AMIGOS!


Arte é Vida e Educação

"Que haja ternura no lirismo da poesia da vida. Que haja coragem em nossos passos para seguirmos em

"Que haja ternura no lirismo da poesia da vida. Que haja coragem em nossos passos para seguirmos em

BIOGRAFIA II

Sobre Mim
Advogada
Universidade Federal de
Santa Maria

Brazil

Artes
Música-Piano-Violão
Literatura

ARTE É VIDA
A Arte é Linguagem Universal

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Advogada
Produtora Rural
Agropecuária - Agronegócios
Arte-Música - Piano Violão e Literatura
Aprecio as pessoas transparentes e verdadeiras. As relações humanas me cativam, direito, justiça e paz
são minhas trajetórias de vida, ajudar o ser humano o máximo que me seja permitido, sentindo a beleza de minha vocação e o apelo do mundo atual à disponibilidade de minhas energias. Meu primeiro livro publicado 'Uma Nova Dimensão da Arte na Educação'. Na Europa conheci a História da Arte. Na Itália, França. Espanha, Alemanha, Holanda, Bélgica, Áustria e Suiça. Cursos e estudos na área artística e 'História da Arte'.
Sou membro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Estado do Rio Grande do Sul.
Cursei a Escola Superior do Ministério Público e Pós Graduação em Educação Latu Sensu, minha tese foi sobre a Arte e a sua Dimensão no Ensino. Possuo composições musicais de minha autoria, música e letra.
Também alguns vídeos, os quais se encontram no youtube. Mensagens que circulam na internet, formatadas e sonorizadas. Músicas gravadas em seleção e editadas, para sites ou audiência .
Sou funcionária pública do Estado do Rio Grande do Sul.
Brasil.
Creio na Educação como a forma de melhorar o mundo e o ser humano, a Arte na Educação, como uma libertação e incentivo à aprendizagem mais eficiente. Na Arte Terapia, como forma de cura e amenização de conflitos existenciais. Na música, como a Linguagem Universal. Arte Pura como uma vida dentro da própria vida, se eternizando pelo Espírito.
Os artistas são as antenas da raça humana, eles auscultam e pressentem o porvir. Arte é Vida.
Sou mãe de três filhos, Rubens, Russaika e Angela.

'Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita.Tem o peso de uma lembrança.Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros'.
Clarice Lispector

UMA INTENSA LUZ ATRAVESSA O SILÊNCIO DA VOZ QUE CALA...

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ARTE É INSPIRAÇÃO E EMOÇÃO

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Divina Música!
Filha da Alma e do Amor.
Cálice da amargura
E do Amor.
Sonho do coração humano,
Fruto da tristeza.
Flor da alegria, fragrância
E desabrochar dos sentimentos.
Linguagem dos amantes,
Confidenciadora de segredos.
Mãe das lágrimas do amor oculto.
Inspiradora de poetas, de compositores
E dos grandes realizadores.
Unidade de pensamento dentro dos fragmentos
Das palavras.
Criadora do amor que se origina da beleza.
Vinho do coração
Que exulta num mundo de sonhos.
Encorajadora dos guerreiros,
Fortalecedora das almas.
Oceano de perdão e mar de ternura.
Ó música.
Em tuas profundezas
Depositamos nossos corações e almas.
Tu nos ensinaste a ver com os ouvidos
E a ouvir com os corações.

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A música é a linguagem dos espíritos. Khalil Gibran

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Monday, March 24, 2008

A DANÇA E A CULTURA CIGANA

Dança Cigana

A alma cigana perfuma o lugar por onde passa.
A força, a espontaneidade e a alegria, aquela capacidade única dos nômadas de transformar as adversidades da vida numa energia profunda, numa experiência autêntica e libertadora reequilibrando as forças numa consciência interior mais forte e cúmplice é tão só expressada numa dança … a Dança Cigana!
Esta é a história de um povo nómada que, partindo da Índia se espalhou por todo o mundo. Ao longo dos séculos, apesar de constantemente expostos a múltiplas influências e pressões, conseguiram preservar uma identidade própria e demonstrar notável capacidade de adaptação e sobrevivência.
Esta é a história de um povo que sempre foi visto através da visão da cultura dominante ocidental. Falar de ciganos sem falar de racismo, xenofobia, discriminação é uma tarefa árdua pois estas são as conotações normalmente associadas à etnia cigana. Raramente se fala da sua cultura, da sua tradição, da sua música, da sua dança.
História
A origem do povo cigano remonta a tempos antigos, sobre os quais existe pouca ou nenhuma fonte escrita. Muitas histórias foram criadas na tentativa de contextualizar o seu surgimento e só há pouco tempo foi definitivamente assente a sua origem.
Recentes estudos linguísticos demonstram que os ciganos terão surgido na Índia e que por volta do ano mil, começaram a espalhar-se pelo mundo em várias ondas migratórias abandonando as suas terras nativas na Índia.
Primeiro pela Pérsia, depois pelo Império Bizantino, os ciganos espalharam-se por toda a Europa. Quase sempre segregados, excluídos e expulsos das sociedades por onde passavam, os ciganos criaram uma cultura própria que os ajudou a sobreviver.
Quando chegaram à Europa Ocidental no século XV, os ciganos diziam-se oriundos do “Pequeno Egipto”, ou seja, Épiro, na Grécia. Os europeus julgando-os do Egipto, começaram a chamá-los “egipcianos” ou “egitanos”; outros grupos de nómadas apresentaram-se como gregos ou “atsinganos”, o que explica a evolução do nome “cigano” nas várias línguas.
Mas assim que chegaram à Europa, os ciganos vão ser olhados como intrusos capazes de destabilizar uma sociedade de horizontes limitados e fechados. Às políticas primeiras políticas de exclusão do século XV e XVI, seguem-se as políticas de reclusão (século XVII, XVIII e XIX) e por fim chegam as políticas de inclusão (a partir da segunda metade do século XX). Esta política de inclusão embora pareça a certa, esconde muitos perigos. Ao pretender incluir a comunidade cigana nas comunidades de cada país, os governos pretendiam que houvesse uma assimilação do cigano na vida quotidiana do país. Por outras palavras, defendia-se uma aculturação da comunidade cigana que seria reintegrada na sociedade vigente sem reconhecimento das suas particularidades e especificidades.
Actualmente, os ciganos lutam pela afirmação dos seus direitos e pela preservação da sua cultura, enquanto continuam a viver à margem da sociedade.
Ciganos
As inúmeras vagas migratórias, bem como a convivência mantida com as populações já instaladas nos países onde chegaram, resultou numa acentuada diversidade cultural. Além disso, as suas migrações, tal como as fixações, deram origem a uma multiplicidade de subgrupos diferenciados entre si, formando quase um mosaico de estrutura mutável. Os critérios para se agruparem podem radicar numa origem social comum, na afinidade geográfica, num critério profissional ou, ainda, num traço comum importante.
Socialmente os ciganos são divididos em três grandes grupos: - os Rom, (Leste Europeu) - os Sinti (Alemanha, França, Áustria e Suiça) - e os Kalon (Portugal e Espanha) além de muitas sub divisões. Cada um destes grupos diferencia-se dos demais pelo dialecto (derivado do Romani), hábitos, tradições específicas, vestuário, etc.
Aos não-ciganos chamam de gadje, e muitos ciganos preferem que lhes chamem Roma, termo que em língua romani significa “homem”.
Pelo que transparece, a realidade cigana é muito variada. A diversidade da vivência histórica dos diversos grupos, os seus cruzamentos e entrecruzamentos, a sua sedentarização e itinerância, a diversidade dos seus contactos com meios diferentes consoante os lugares originaram, e ainda originam, uma grande diversidade de elementos culturais e sociais daqueles grupos. O seu grau de adaptação, a identidade do grupo, as estratégias constantemente reformuladas, nasce uma cultura muito própria, diferente e muito rica. No seu dinamismo nómada, adapta-se às circunstâncias, à variedade dos encontros e às condições de vida que lhe são proporcionadas.
Há sempre o risco de generalização involuntária quando se destacam aspectos particulares da vida dos ciganos e se procura retirar referências generalizadas das comunidades ciganas espalhadas pelo mundo.

Cultura Cigana

A cultura dos ciganos, representada por um conjunto de tradições e crenças, está em constante mudança e nalguns casos está-se a desagregar de forma irreversível perante a hegemonia da cultura da sociedade sedentária. Existem no entanto, alguns índices que permitem prever um caminho no sentido da tomada de consciência, da importância de preservar a cultura cigana.
A viagem é-lhes essencial, podendo afirmar-se que faz parte da sua realidade cultural, social e económica. O viajar é, acima de tudo, um estado de espírito, donde, mesmo no caso de uma família ter de ficar vários meses, ou até anos, fixa em determinado lugar, ela sente-se mais confortável sabendo que poderá mudar no momento em que lhe apetecer: a terra é a minha pátria, o céu o meu tecto e a liberdade a minha religião, eis como definem a sua condição.
O Acordo Schengen (da livre circulação dentro da União Europeia) rebateu um pouco as dificuldades de se movimentarem dos ciganos, mas não lhe pôs termo.
Os ciganos sedentários são agora a maioria, tanto no leste como no oeste europeu, mas a sua mobilidade continua a ser importante.
Várias formas associativas e movimentos de âmbito internacional surgem um pouco por todo o lado, defendendo a causa da minoria cigana e tutelando a sua cultura.
Dança cigana
A sua capacidade intrínseca de liberdade e comunicação, a capacidade de transformar as dificuldades e o sofrimento numa alegria que se espelha nas suas danças e músicas, fez com que a sua cultura, nomeadamente a sua dança se transforme numa manifestação livre e espontânea de toda a sua vida.
É notório o gosto cigano pelo colorido, pela música e pelo movimento e se há arte desde sempre associada ao povo cigano, ela é, sem dúvida, a da dança e da música. Estas, estão fortemente impregnadas da cultura cigana, de tal modo que não pode conceber-se qualquer manifestação cigana, alheia à música, ao canto e à dança. Elas animam sempre as suas festas. As orquestras ciganas ficaram célebres em muitos países da Europa e ficaram na histórias muitos nomes consagrados de músicos, cantores e bailarinos ciganos. Isto constitui até um dos traços mais característicos da cultura cigana.
Os ciganos aprendem a dançar desde novos com os familiares e amigos e nunca frequentam aulas de dança, pois consideram que essa prática iria retirar-lhes o encanto da espontaneidade e do sentimento vindo directamente da alma.
As influências da dança cigana remontam às origens do povo cigano, apresentando influências hindus, árabes, húngaras, romenas e espanholas. A dança preservou assim elementos das regiões por onde os ciganos passaram e incorporou-os.
Na dança cigana os primeiros passos começam pela postura, caminhar, ombros, braços e giros. Os ciganos dançam com alguns objectos que têm os seus significados próprios:
• Dança do Leque
• Dança da Echarpe
• Dança do Pandeiro

Música Cigana

Por onde passavam, os ciganos deixavam uma marca na música. Puristas afirmam que não existem músicas e danças essencialmente ciganas, mas apenas influências, o que gera controvérsias nas classificações. O certo é que o cigano não apenas assimilava a música dos países nos quais vivia, mas a mantinha viva e era capaz de enriquecê-la à sua maneira, transportando-a além fronteiras.
Foi na Europa central e oriental que a música cigana (vocal e instrumental) teve o seu público mais fiel e apaixonado. Os elementos turco árabes, recolhidos pelos músicos ciganos, floresceram na Hungria com a incorporação dos instrumentos, da técnica, da orquestração e da harmonização europeus. Assim, nos finais do século XV, à corte da Hungria eram chamados da Alemanha, França e Itália músicos ciganos, tocadores de alaúde.
Os ritmos ciganos são, geralmente, acompanhados por palmas e ritmos dos pés, conferindo uma alegria inigualável aos sons originários deste povo.
A música cigana é produzida essencialmente por instrumentos de corda:
a guitarra
a viola
os violinos
contrabaixo
balalaica
alaúde
acordeões
címbalos
castanholas
pandeiros
bandolim
A orquestra cigana passou a ser constituída por quatro instrumentos: dois violinos, um contrabaixo e um címbalo.
Glossário
Balcãs – zona europeia que inclui a Turquia, a Bulgária, a Grécia, a Albânia, a Ex-Jugoslávia, a Roménia e a Hungria.
Bandeira cigana – a parte superior é azul representando o céu, os valores espirituais e a parte inferior verde, representando a natureza, a terra, o crescimento. A roda no meio é a roda de sansara, roda indiana que representa o chakra.
Calé ou kalé – cigano espanhol.
Canto jondo – a palavra jondo deriva de “hondo”, profundo em espanhol. Termo proposto pelo poeta Garcia Lorca para substituir a palavra flamenco, julgando-a restritiva.
Castanholas – são instrumentos de percussão utilizados para acentuar o ritmo. Compõem-se de duas peças arredondadas e côncavas, feitas de madeira, marfim ou fibra, ligadas por um cordão que serve para segurá-las uma à outra e as duas ao polegar, fazendo-as bater uma na outra, com o movimento dos demais dedos.
Cengi – bailarina turca que cantava e dançava nos haréns, festas privadas e públicas.
Crótalos – quatro discos metálicos usados um par em cada mão, segurados nos dedos polegar e médio das duas mãos e que são utilizados tanto pelos músicos como pelas bailarinas para acompanhar o ritmo ou acentuá-lo.
Duende – do sânscrito “divindade” ele é a alma ou sentimento no flamenco.
Flamenco – combinação de canto, dança e toque da guitarra espanhola com o seu elemento fundamental, o duende.
Ghawazee – o termo refere-se à tribo de ciganos provenientes do noroeste da Índia (Rajastão), que migraram para toda a bacia mediterrânica e se fixaram no Egipto. São por isso conhecidos como ciganos egípcios.
Ghazyia – singular de ghawazee.
Mamouches – cigano francês.
Manton – grande xaile de seda com franja, indispensável a uma sessão de baile flamenco. O leque, as flores no cabelo, o vestido de cauda e as castanholas completam o traje.
Sevilhanas – dança originária da região de Sevilha, é dançada em pares e música e dança são divididas em quatro partes.
Shimi – vibração de uma parte do corpo provocado por um movimento alternado, pequeno e rápido que consequentemente reproduz no corpo num pequeno estremecimento.
Sinti – cigano alemão.
BIBLIOGRAFIA
Livros:
• ACTION, Thomas, Romani Culture and Gypsy Identity, Hertfordshire, Hertfordshire, 1997
• AUZIAS, Cl., Les Tsiganes ou le Destin Sauvage des Roms de l´Est, Michalon, Paris, 1995
• ASSÉO, Henriette, Les Tsiganes – Une destinée européenne, Gallimard, Paris, 1994
• BELLONI, Kali, Les Populations Tsiganes en France, Centre de Recherches tsiganes, Paris, 1981
• BINNS, Dennis, Children´s Literature and the Role of the Gypsies, Manchester Traveller’s School, Manchester, 1984
• BLOCH, J., Los Gitanos, Editorial Universitária, Buenos Aires, 1962
• BONILLA, Luís, La Danza en el Mito y en la Historia, Madrid, 1964
• CENTRE DE RECHERCHES TSIGANES, Que sorte, Ciganos na nossa Escola, Secretariado Entreculturas, Lisboa, 2001
• CLEBERT, J. O., Los Gitanos, Barcelona, 1965
• BUONAVENTURA, Wendy, Serpent of the Nile, Interlink Books, Nova Iorque, 1994
• CLÉBERT, Jean-Paul, Les tziganes, Arthaud, Paris, 1962
• CROWE, David M., A History of the Gypsies of Eastern Europe and Russia, St. Martin’s Griffin, Nova Iorque, 1996
• COELHO, Adolfo, Os Ciganos de Portugal, Dom Quixote, Lisboa, 1995
• DRUTS, Yefim and Gessler, Alexei, Russian Gypsy Tales, Interlink Books, 1992
• Esquivel, Juan, Discursos Sobre el Arte del Dançado, Sevilha, 1642
• FICOWSKI, Jerzy, The Gypsies in Polland: History and Customs, Interpress, 1989
• FONSECA, Isabel, Bury Me Standing: The Gypsies and their Journey, Knopf, 1995
• FRASER, Angus, História do Povo Cigano, Editorial Teorema, Lisboa, 1997
• FRASER, Augus, The Gypsies: Peoples of Europe, Blackwell Publishers, 1995
• HERÉDIA, Juan de Dios Ramirez, Los Gitanos em la Sociedad Española, Caritas, Madrid, 1980
• KENDRICK, Donald and Puxon, The Destiny of Europe’s Gypsies, Basic Books, Londres, 1972
• KENDRICK, Donald, Historical Dictionary of Gypsies, The Scarecrow Press, Londres, 1998
• LAFUENTE, Rafael, Los Gitanos, el Flamenco y los Flamencos, Barcelona, 1955
• LANE, E. W., Manners and Customs of the Modern Egyptians, E. P. Dutton & Co., Nova Iorque, 1923
• LEBLON, Bernard, Les Gitans d´Espagne, Presses Universitaires de France, Paris, 1985
• LEMON, Alina, Between Two Fires: Gypsy Performance and Romany Memory from Pushkin to Post-Socialism, Duke University Press, 2000
• LEWY, Guenter, The Nazi Persecution of the Gypsies, Oxford University Press, Londres, 2000
• LIÉGEOIS, Jean-Pierre, Les Populations Tsiganes en France, Centre de Recherches Tsiganes, Paris, 1981
• LIÉGEOIS, Jean-Pierre, Tsiganes, Editions Maspero, Paris, 1983
• LIÉGEOIS, Jean-Pierre, Minoria e escolarização: o rumo cigano, Centre Recherches Tsiganes, Lisboa, 2001
• MAAS, Peter, King of the Gypsies, Bantam Books, 1974
• MOREAU, Roger, The ROM: Walking in the Paths of the Gypsies, Key Porter Books, 1995
• NUNES, Olímpio, O Povo Cigano, Livraria Apostolado da Imprensa, Porto, 1981
• OKELY, Judith, The Traveller-Gypsies, Cambridge University Press, Cambridge, 1983
• PEÑA, Teresa Martinez de la, Teoria y Práctica del Baile Flamnenco, Aguilar, Madrid, 1969
• PINTO, Maria de Fátima, A Cigarra e a Formiga: Contributos para a Reflexão Sobre o Entrosamento Da Minoria Étnica Cigana na Sociedade Portuguesa, Cadernos REAPN, 2000
• PUXON, G., Roma: Europe’s Gypsies, Minority Rights Group, 1987
• RIVAS, Juan José Santos, Historia del Pueblo Gitano, Almeria, Espanha, 1950
• STEWART; Michael, The Time of the Gypsies, Westview Press, Oxford, 1997
• WILLEMS, Wim, In search of the True Gypsy: From Enlightenment to Final Solution, Frank Cass Publishers, 1997
• VAUX de FOLETIER, François de, Le Monde des Tsiganes, Berger-Levrault, Paris, 1983
• VEGA, J. Blas, Los Cafés Cantantes de Sevilla, Madrid, 1984
Revistas:
• National Geographic, Ciganos, uma sina à parte, texto de Peter Godwin, Abril 2001
• Vários números Études Tsiganes, Centre Études Tsiganes
• Vários números da Roma Rights, European Roma Rights Center
• Journal of the Gypsy Lore Society

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