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ARTE É VIDA

ARTE É VIDA
"Que haja ternura no lirismo da poesia da vida. Que haja coragem em nossos passos para seguirmos em meio à aridez dos sonhos desfeitos. Que haja força para reconstruirmos os alicerces dos sonhos eternizados na verdade de nosso coração. Que nesta senda nos seja permitido estar em aliança com nossos Irmãos de Luz e que sejamos a personificação do Amor."

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Aqui em 'Arte é Vida', você é o principal personagem deste roteiro de músicas, de paz e amor. Obrigada pela sua presença, é valiosa para mim, se quiser, deixe sua mensagem em meu livro de visitas, abraços, Sandra

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Sandra Waihrich Tatit

Sandra Waihrich Tatit
"Que haja ternura no lirismo da poesia da vida. Que haja coragem em nossos passos para seguirmos em meio à aridez dos sonhos desfeitos. Que haja força para reconstruirmos os alicerces dos sonhos eternizados na verdade de nosso coração. Que nesta senda nos seja permitido estar em aliança com nossos Irmãos de Luz e que sejamos a personificação do Amor."

BIOGRAFIA I

Sandra Waihrich Tatit
Aniversário: 11 de Fevereiro
Signo astrológico: Aquário
Atividades: Direito , Literatura , Música e Educação
Profissão: Advogada
Local: Júlio de Castilhos : Rio Grande do Sul : Brasil
Clip de áudio
Quem sou eu
NASCI EM JÚLIO DE CASTILHOS, RIO GRANDE DO SUL, BRASIL.
MÃE DE TRÊS FILHOS, RUBENS, RUSSAIKA E ANGELA. FILHA DE RUBENS CULAU TATIT E CLÉLIA WAIHRICH TATIT.
SOU ADVOGADA, CURSEI DIREITO NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA, RIO GRANDE DO SUL, BRASIL.
CULTIVO A ARTE COMO UMA LIBERTAÇÃO, PIANO, VIOLÃO, CANTO E LITERATURA.
INTEGREI O CORAL DA UNIVERSIDADE.
LIVRO DE ARTE PUBLICADO, "UMA NOVA DIMENSÃO DA ARTE NA EDUCAÇÃO".
CURSEI PÓS GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO LATU SENSU.
VEJO A ARTE COMO UMA LIBERTAÇÃO DO SER HUMANO, UMA TERAPIA QUE AMENIZA OS SOFRIMENTOS DO COTIDIANO.
A MÚSICA É A HARMONIA DO HOMEM, A LINGUAGEM DO UNIVERSO.
INTERPRETO PIANO E VIOLÃO, APRECIO CANTAR.
POSSUO COMPOSIÇÕES MUSICAIS, PARA PIANO E VIOLÃO.
NA EUROPA, CONHECI UM POUCO DA HISTÓRIA DA ARTE, ESPECIALMENTE NA ITÁLIA.
DIZ GANDHI, "PRECISAMOS SER AS MUDANÇAS QUE QUEREMOS VER NO MUNDO".
SOU DO SIGNO DE AQUÁRIO, ACREDITO NA ASTROLOGIA E SUA INFLUÊNCIA EM NOSSA VIDA E PERSONALIDADE.
PRETENDO ESCREVER AQUI NO BLOG, SOBRE DIVERSOS TEMAS E POESIAS, TAMBÉM PUBLICAR TEXTOS RELEVANTES DE OUTROS AUTORES.
ESCREVO POEMAS, É UMA FORMA DE DAR MAIS LEVEZA À VIDA. PREGO A ARTE COMO UMA UMA VIDA DENTRO DA PRÓPRIA VIDA QUE SE ETERNIZA PELO ESPÍRITO, UMA LINGUAGEM UNIVERSAL.
UM TRIBUTO A CAMÕES NESTA FRASE ,"CESSA TUDO QUANTO A MUSA CANTA QUANDO UM PODER MAIS ALTO SE AGIGANTA."
Interesses:
ARTE E MÚSICA
DIREITO E EDUCAÇÃO .
Filme favorito
"FREUD ALÉM DA ALMA".
Música favorita
A CLÁSSICA " SONATA AO LUAR " DE BEETHOVEN.
Livros favoritos
" O PROFETA " DE GIBRAN KHALIL GIBRAN . GOSTO MUITO DE LITERATURA ORIENTAL. "OS HETERÔNIMOS" DE FERNANDO PESSOA (Poeta Português). OS POEMAS DE NOSSO POETA OLAVO BILAC
ME FASCINAM
COMO "A VIA LÁCTEA E BENEDITICE". CECÍLIA MEIRELES E LYA LUFT
MINHAS GRANDES MUSAS DA POESIA . "O ATENEU" DE RAUL POMPÉIA . A "DIVINA COMÉDIA" DE DANTE ALIGHIERI
"DON QUIXOTE DE LA MANCHA"
DE MIGUEL DE CERVANTES. QUERO RENDER UM TRIBUTO À MAGISTRAL LITERATURA DE CAMÕES EM " OS LUSÍADAS . "

SEJAM BEM VINDOS AMIGOS!


Arte é Vida e Educação

"Que haja ternura no lirismo da poesia da vida. Que haja coragem em nossos passos para seguirmos em

"Que haja ternura no lirismo da poesia da vida. Que haja coragem em nossos passos para seguirmos em

BIOGRAFIA II

Sobre Mim
Advogada
Universidade Federal de
Santa Maria

Brazil

Artes
Música-Piano-Violão
Literatura

ARTE É VIDA
A Arte é Linguagem Universal

•*¨*•♫♪•♫♪•♥♫•*¨*•♫♪•♫♪•♥
•*¨*•♫♪•♫♪•♥♫•*¨*•

Advogada
Produtora Rural
Agropecuária - Agronegócios
Arte-Música - Piano Violão e Literatura
Aprecio as pessoas transparentes e verdadeiras. As relações humanas me cativam, direito, justiça e paz
são minhas trajetórias de vida, ajudar o ser humano o máximo que me seja permitido, sentindo a beleza de minha vocação e o apelo do mundo atual à disponibilidade de minhas energias. Meu primeiro livro publicado 'Uma Nova Dimensão da Arte na Educação'. Na Europa conheci a História da Arte. Na Itália, França. Espanha, Alemanha, Holanda, Bélgica, Áustria e Suiça. Cursos e estudos na área artística e 'História da Arte'.
Sou membro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Estado do Rio Grande do Sul.
Cursei a Escola Superior do Ministério Público e Pós Graduação em Educação Latu Sensu, minha tese foi sobre a Arte e a sua Dimensão no Ensino. Possuo composições musicais de minha autoria, música e letra.
Também alguns vídeos, os quais se encontram no youtube. Mensagens que circulam na internet, formatadas e sonorizadas. Músicas gravadas em seleção e editadas, para sites ou audiência .
Sou funcionária pública do Estado do Rio Grande do Sul.
Brasil.
Creio na Educação como a forma de melhorar o mundo e o ser humano, a Arte na Educação, como uma libertação e incentivo à aprendizagem mais eficiente. Na Arte Terapia, como forma de cura e amenização de conflitos existenciais. Na música, como a Linguagem Universal. Arte Pura como uma vida dentro da própria vida, se eternizando pelo Espírito.
Os artistas são as antenas da raça humana, eles auscultam e pressentem o porvir. Arte é Vida.
Sou mãe de três filhos, Rubens, Russaika e Angela.

'Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita.Tem o peso de uma lembrança.Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros'.
Clarice Lispector

UMA INTENSA LUZ ATRAVESSA O SILÊNCIO DA VOZ QUE CALA...

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Informações de contato: swrichtat@terra.com.br

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  • Santa Maria, Brazil

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ARTE É INSPIRAÇÃO E EMOÇÃO

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DIVINA MÚSICA

Divina Música!
Filha da Alma e do Amor.
Cálice da amargura
E do Amor.
Sonho do coração humano,
Fruto da tristeza.
Flor da alegria, fragrância
E desabrochar dos sentimentos.
Linguagem dos amantes,
Confidenciadora de segredos.
Mãe das lágrimas do amor oculto.
Inspiradora de poetas, de compositores
E dos grandes realizadores.
Unidade de pensamento dentro dos fragmentos
Das palavras.
Criadora do amor que se origina da beleza.
Vinho do coração
Que exulta num mundo de sonhos.
Encorajadora dos guerreiros,
Fortalecedora das almas.
Oceano de perdão e mar de ternura.
Ó música.
Em tuas profundezas
Depositamos nossos corações e almas.
Tu nos ensinaste a ver com os ouvidos
E a ouvir com os corações.

Gibran

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UMA INTENSA LUZ ATRAVESSA O SILÊNCIO DA VOZ QUE CALA

UMA INTENSA LUZ ATRAVESSA O SILÊNCIO DA VOZ QUE CALA
Grandes verdades são traduzidas pelo silêncio

ARTE É LIBERDADE

A OBRA DE ARTE É O EFÊMERO QUE SE TORNA IMORTAL

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"Os Artistas são as antenas da raça humana, eles auscultam e pressentem o porvir" ... Ezra Pound

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ARTE É AMOR E LUZ

A música é a linguagem dos espíritos. Khalil Gibran

A música é a linguagem dos espíritos. Khalil Gibran
Na dimensão daquilo que pensamos ou sentimos não há lugar ou tempo definidos ...

ARTE É VIDA

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ARTE É VIDA E AMOR

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Paulo Coelho

AMIZADE NOSSO BEM MAIOR

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"Tudo quanto vive, vive porque muda; muda porque passa; e, porque passa, morre. Tudo quanto vive perpetuamente se torna outra coisa, constantemente se nega, se furta à vida."
Fernando Pessoa.

'Não queremos perder, nem deveríamos perder: saúde, pessoas, posição, dignidade ou confiança. Mas perder e ganhar faz parte do nosso processo de humanização'

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ARTE É VIDA E LUZ

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PLANTE AQUILO QUE DESEJA COLHER

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SANDRA WAIHRICH TATIT - NOVAS POSTAGENS - NEW POSTS

Wednesday, April 16, 2008

KAHLIL GIBRAN , O POETA DO AMOR __ " pouco dais quando dais de vossas posses , dais realmente quando dais de vós próprios " ...

Khalil Gibran
Gibran Khalil Gibran
(6 de dezembro de 1883, Bicharre, Líbano -
10 de abril de 1931, Nova Iorque)
Ensaísta, filósofo, prosador, poeta, conferencista e pintor de origem libanesa. Khalil Gibran produziu uma obra literária marcada pelo misticismo oriental, que alcançou popularidade em todo o mundo. A obra literária de Gibran, acentuadamente romântica e influenciada pela Bíblia, Nietzsche e William Blake, trata de temas como o amor, a amizade, a morte e a natureza, entre outros. Escrita em inglês e árabe, expressa as inclinações religiosas e místicas do autor. Sua obra mais conhecida foi Asas Partidas, que fala da primeira história de amor dele.
"A tristeza é um muro entre dois jardins".
"Quem não sabe aceitar as pequenas falhas das mulheres não aproveitará suas grandes virtudes." "Vivemos só para descobrir beleza. Todo o resto é uma forma de espera."
"As flores desabrocham para continuar a viver, pois reter é perecer."
"Para entender o coração e a mente de uma pessoa, não olhe para o que ela já conseguiu, mas para o que ela aspira."
"Alguns ouvem com as orelhas, outros com o estômago, outros ainda com o bolso e há aqueles que não ouvem absolutamente nada."
"Uma vida sem amor é como árvores sem flores e sem frutos. E um amor sem beleza é como flores sem perfume. Vida, amor, beleza: eis a minha trindade".
"O exagero é a verdade que perdeu a calma."
"A neve e as tempestades matam as flores, mas nada podem contra as sementes".
"Aprendi o silêncio com os faladores, a tolerância com os intolerantes, a bondade com os maldosos; e, por estranho que pareça, sou grato a esses professores".
"Aquele que nunca viu a tristeza, nunca reconhecerá a alegria."
"Somos todos prisioneiros, mas alguns de nós estão em celas com janelas, e outros sem."
"Se eu conhecesse a causa da minha ignorância, seria um sábio."
Amai-vos... Amai-vos um ao outro, mas não façais do amor um grilhão.
Que haja, antes, um mar ondulante entre as praias de vossa alma.
Enchei a taça um do outro, mas não bebais da mesma taça.
Dai do vosso pão um ao outro, mas não comais do mesmo pedaço.
Cantai e dançai juntos, e sede alegres,
mas deixai cada um de vós estar sozinho.
Assim como as cordas da lira são separadas e,no entanto,vibram na mesma harmonia.
Dai vosso coração, mas não o confieis à guarda um do outro.
Pois somente a mão da Vida pode conter vosso coração.
E vivei juntos, mas não vos aconchegueis demasiadamente.
Pois as colunas do templo erguem-se separadamente.
E o carvalho e o cipreste não crescem à sombra um do outro.
Gibran Kahlil Gibran
Ainda ontem pensava que não era
Ainda ontem pensava que não era mais do que um fragmento trêmulo sem ritmo na esfera da vida. Hoje sei que sou eu a esfera, e a vida inteira em fragmentos rítmicos move-se em mim.
Eles dizem-me no seu despertar: " Tu e o mundo em que vives não passais de um grão de areia sobre a margem infinita de um mar infinito."
E no meu sonho eu respondo-lhes: "Eu sou o mar infinito, e todos os mundos não passam de grãos de areia sobre a minha margem."
Só uma vez fiquei mudo. Foi quando um homem me perguntou: "Quem és tu?"
Kahlil Gibran

Tuesday, April 15, 2008

ALMA BRANCA


alma branca como tantas

alma perdida

na imensidão desta vida

alma alada

desperdiçada

nas alamedas confusas

dos dias sombrios e obtusos

de minha saudade desenfreada

consolada pelo sol de cada manhã

por cada nuvem que passa

por cada folha que brota

e pela flor que não é ...

sandra waihrich tatit

Quem sou eu ? ... na mediunidade , encontramos a resposta transcendente para a pergunta que cala fundo em nós : QUEM SOMOS ?

Quem Eu Sou?
Penso em Deus, penso na vida, penso em tudo que me cerca e me interrogo a respeito da função de tudo quanto vibra, de tudo quanto existe sob os céus e guardo grande ansiedade de saber sobre mim mesmo. Quem sou eu no contexto do universo? Serei, tão-somente, um corpo que desfila inteligentes quão misteriosas habilidades? Serei um caminhante solitário, em meio à gigantesca massa humana, destinado a encarar complicados problemas, a enfrentar desafios? Serei um átomo excitado diante dos esplendores das incontáveis galáxias? Serei, porventura, produto da casualidade sem projeto, sem programa, sem razão de ser? Como explicar-me a mim próprio como um itinerante aprendiz das pautas do infindo cosmo? Serei alguém fadado ao sofrimento, a chorar de pesar em todos os momentos? Serei um ser destinado à intensa dor, duradoura, sem esperança de tempos melhores, de felicidade? Serei um indivíduo levado pelas mãos do desencanto à estalagem das ansiedades e das frustrações? Somente há dor e fel por onde eu possa trilhar, como se toda a existência não passasse de um fumo entediante, asfixiante, a sugar-nos a vontade de avançar, de sorrir, de louvar? Retorno à fonte do meu senso interno e vejo que há lucidez em cada coisa que existe, em cada ser que erra. Sinto que não nascemos pra ser tristes e viver entre dor, gemido e pranto, mas, aqui estamos para alcançar o bem mais santo, e avançar para o progresso e conquistar o encanto de agir com Deus nas lutas do mundo, de vibrar na alegria, no júbilo fecundo, até o tempo longínquo da áurea plenitude. Sinto que sou caminhante do infinito, e, não obstante o horror, a amargura, o choro, o grito, embora estando na terra entre teimosias, aflito, o meu destino é sem dúvida estelar. Agora sei que nasci para servir, pra ser feliz, crescer e amar. Cheguei ao mundo nos planos do Criador, que espera que me faça um lavrador a semear nos corações, em redor dos meus passos, as sementes de esperança, de alegria e de paz, que onde eu vá me transforme num servidor da verdade, do trabalho e da harmonia. Sei que sou cidadão universal, irmão da humanidade, indubitavelmente, filho do Deus altíssimo, bom, justo e clemente, dotado do melhor recurso para fazer brilhar a divina luz em mim. E, ante os desafios terrenos, dizer não ou dizer sim, com responsabilidade, com razão e com ternura. Sou caminhante da eternidade. Sou dedicado aprendiz buscando disciplina, revestido de um manto de matéria fina, quintessência, formosura que impulsiona para Deus. E agora que me vejo repleto de certezas que me asseguram a estabilidade na consciência do que sou, sei que imerso no hálito paterno do Criador da vida me completo, a cada dia vivendo virtudes, transformando em ternuras gestos rudes, suavizando o que sou para o futuro, obra-prima de Deus, luz coagulada, a galgar a evolução em toda estrada, o que é do senhor sagrado fim, verme, astro a brilhar, nas rotas do infinito.
Equipe de Redação do Momento Espírita

Sunday, April 13, 2008

JOHN LENNON __ IMAGINE

THE BEATLES


The Beatles foi uma banda de rock formada em Liverpool, Inglaterra, no final da década de 1950, por John Lennon (guitarra e vocal), Paul McCartney (baixo e vocal), George Harrison (guitarra e vocal) e Ringo Starr (bateria e vocal).
O grupo obteve uma fama, popularidade e notoriedade até hoje inéditas para uma banda musical, e tornou-se a banda de maior sucesso e de maior influência do século XX.
Atingiram o primeiro lugar nas paradas de sucesso no mundo inteiro com composições próprias como "She Loves You", "Something", "I Want to Hold Your Hand", "Can't Buy Me Love", "Help!", "Yesterday", "Eleanor Rigby", "Hey Jude", "All You Need Is Love", "Let It Be", "Strawberry Fields Forever", "Twist and Shout", entre outras.
Os "garotos de Liverpool", como eram chamados, não tiveram apenas impacto sobre a canção, mas também influenciaram as vestimentas, os cortes de cabelo e a forma de ser dos jovens daquela geração. Foi esse estrondoso sucesso que inspirou a criação do termo beatlemania.

FOTO LINDA DOS "BEATLES" __ Autor : Avelino Jackson

Saturday, April 12, 2008

Friday, April 11, 2008

"OS ARTISTAS SÃO AS ANTENAS DA RAÇA HUMANA , ELES AUSCULTAM E PRESSENTEM O PORVIR" . Ezra Pound


Ezra Weston Loomis Pound (Hailey, Idaho, 30 de outubro de 1885Veneza, 1 de novembro de 1972) foi um poeta, músico e crítico que, junto com T. S. Eliot, foi uma das maiores figuras do movimento modernista da poesia do início do século XX. Ele foi o motor de diversos movimentos modernistas, notadamente do Imagismo e do Vorticismo.
Cresceu em Wyncote, perto de Filadélfia e formou-se na universidade da Pennsylvania em 1906. Durante um breve período deu aulas em Crawfordsville, Indiana, e entre 1906-1907 viajou por Espanha, Itália e França. O seu primeiro livro de poemas, A Lume Spento, foi publicado em Veneza em 1908. Nesse ano fixou-se em Londres, onde viveu até 1920 e onde travou conhecimento com alguns dos mais importantes escritores da época: Ford Madox Ford, James Joyce, Wyndham Lewis, W. B. Yeats e T. S. Eliot, entre outros.
Em 1909 publicou Personae e Exultations, a que se seguiu um volume de ensaios críticos intitulado The Spirit of Romance de 1910. Entre 1914-1915 foi co-editor da revista do movimento Vorticista, Blast. Em Londres teve ainda a seu cargo a edição da revista de Chicago Little Review (1917-1919) e a partir de 1920 tornou-se correspondente da publicação The Dial na capital francesa, para onde se mudou em 1921.
Datam de 1920 as publicações de um segundo volume de textos críticos, Instigations, e de Hugh Selwyn Mauberley, uma das suas obras-primas. O poema Homage to Sextus Propertius foi publicado no ano anterior. Conhecedor das literaturas europeia e oriental, Pound associou-se desde muito cedo à escola dos imagistas, que liderou de forma particularmente enérgica. Os adeptos desta corrente poética, fundada em 1912 sob inspiração das ideias de T. E. Hulme, pretendiam explorar de forma disciplinada as potencialidades da imagem e da metáfora, consideradas a essência da poesia. O movimento, que Pound abandonou em 1914, teve a sua expressão na revista inglesa The Egoist (iniciada em 1912) e na revista americana Poetry (a partir de 1914). As raízes do movimento encontravam-se fundamentalmente na poesia chinesa e japonesa, mas os imagistas inspiraram-se também na poesia latina, em poemas da tradição medieval inglesa, nas composições poéticas dos trovadores provençais e em alguns poetas italianos. Nos seus Cantos, publicados numa longa série entre 1917-1949 e inacabados, Pound procurou elaborar uma versão moderna da Divina Comédia.

A VISÃO DO CRISTIANISMO ATÉ O ADVENTO DE FREUD


O cristianismo e o sexo
O pecado original, a fonte do mal do homem (tela de Rafael)
"Não, a felicidade não é um corpo e por isso não se vê com os olhos." - Santo Agostinho "Confissões", 397-400 d.C.Um pouco antes de completar o penúltimo livro da suas "Confissões", terminado ao redor do ano 400, S.Agostinho implorou a Deus que se fosse ele o encarregado de escrever o Gênesis como anteriormente o fora Moisés, desejaria "receber de Vós uma tal arte de expressão que...até aqueles que não podem compreender como é que Deus cria... acreditassem nas minhas palavras." Foi atendido. Deus foi pródigo com ele, mas sovina com os demais escritores cristãos, tornando-o o maior e quase o único grande prosador do cristianismo até o surgimento de Pascal e do Padre Vieira, treze séculos depois.Não satisfeito com o dom das letras e com uma espantosa facilidade de comunicação, que o colocou entre os imortais da literatura mundial, deu início, logo depois, provavelmente em 401, à redação de uma leitura própria, muito sua, do real significado do Gênesis - De Genesi ad Litteram - na qual ainda demorou-se uns quinze anos. O que já havia esboçado nas "Confissões" então tomou corpo. Fazia tempo que os primeiros evangelistas vinham hostilizando o sexo. Mas foi com S.Agostinho que a questão tornou-se dominante, reveladora da sua idéia do homem e da humanidade da qual o cristianismo, até os nossos dias, teima em não abandonar.
O horror ao sexoImpressionados pela liberalidade sexual e vocação orgiástica da elite romana, ainda majoritariamente não-cristã, os apologistas daqueles primeiros tempos fizeram questão de manter uma marcada distância em relação aos deuses e ritos pagãos e, inspirados pelos solitários "homens do deserto", eremitas e anacoretas, inauguraram uma política de completo repúdio ao sexo. Esse radicalismo - enfatizado pelas epistolas de Paulinas - acentuou-se pela prática da abstinência carnal, transformando-se num atrativo tão forte para novos seguidores como o martírio dos crentes nas arenas romanas. Enquanto estes davam suas entranhas para as feras devorarem, outros abandonavam as práticas sexuais para sempre: o martírio e a castidade eram faces diferentes da mesma moeda.
A nudez é associada ao pecado
Havia muito simbolismo atrás disso tudo. Não só a busca da perfeição atrás do "coração simples", mas uma nova visão do ser humano, na qual ele somente poderia manter-se na frescura com que saiu das mãos do criador permanecendo puro ou intocado. Sendo igualmente - por meio da propaganda do ascetismo - uma forma peculiar de manifestar abertamente seu protesto e desprezo pela época em que viviam, por sua excessiva conscupsciência, sua impiedade, libertinagem e crueldade pagã.
O sexo para o cristãoO problema que enfrentavam os pregadores da nova fé era em relação ao casamento: como conseguir manter um dos princípios básicos do cristianismo aceitos na forma do "crescei e multiplicai-vos" sem considerar a atração ou o prazer sexual?Tentado resolver esse conflito S. Agostinho, bispo de Hipona, no norte da África, terminou por gerar sua doutrina sobre o casamento, o sexo e a privação carnal. Donde viria, indagava ele, essa miséria que nos cerca, essa corrupção, essas heresias e a crassa maldade? Existia na sociedade, concluiu ele, uma mancha inapagável motivada pelo pecado original advindo do impulso sexual, que atormentava o homem até a morte. Essa era a maldição que acompanhava Adão e Eva e seus descendentes desde a queda do Paraíso.
O fruto proibidoPara S.Agostinho, na situação paradisíaca não havia tensão entre o impulso e o ato sexual. Foi a partir da danação dos nossos pais primevos que essa desgraça começou. Parecia-lhe que o casamento, a relação sexual e o Paraíso eram tão incompatíveis como o Paraíso e a Morte. Desse modo, a sexualidade permanecia como o indicador da queda do homem, do seu triste declínio da anterior situação angelical, fazendo com que deslizasse para baixo, para a natureza física, e desta para a sepultura. Esta certo que os casais deveriam preocupar-se em gestar filhos, mas que o fizessem conscientes de estavam cometendo um ato de rebaixamento. Era algo necessário mas humilhante, que deveria ser praticado sob os acordes de uma intensa melancolia.
O sexo como culpaDessa forma, Agostinho introduziu entre os cristãos uma definitiva nódoa de consciência culpada quando faziam sexo ou tinham sentimentos e impulsos prazerosos. Trouxe para dentro dos lares e para os leitos conjugais uma sombra de coisa maligna, de impureza, perversão e vício, que arruinou a vida de incontáveis casais, para quem o sexo passou a ser associado a um "presente do demônio", ou um discordium malum, um princípio de discórdia alojado no interior de cada um desde a Queda. Opôs definitivamente a Carne a Deus!Talvez uma das maneiras de entender-se essa obsessão dele, de Santo Agostinho, em denunciar a sexualidade deve-se a ele ter sido um renegado do erotismo. Como todo abjurado das suas paixões sensuais pregressas, votou intenso ódio ao que, no passado, o atraiu, lamentando ter desperdiçado nele tanta energia. Ele mesmo não negou ter sido dominado na sua juventude por uma intensa voluptuosidade, pela lasciva, ao ponto de que, em determinado momento, quando pediu a Deus que o fizesse casto, acrescentou... "mas não ainda!"E foi mais longe ainda. A presença do impulso sexual nos seres humanos era a marca da corrupção da nossa natureza. Tratava-se de uma perversidade intrínseca que, tal uma erva daninha espalhada numa pradaria, jamais poderia ser removida de todo. Santo Agostinho explicava a maldade como resultante desse tumor sensual e dissoluto existente em todos nós, provocador de uma desordem crônica nas nossas relações, que o tempo inteiro nos perturba com suas poluções, com seus sonhos inconvenientes, incestuosos, inconfessáveis. Não havia dieta ou jejum que nos salvasse ou nos libertasse dele, acompanhando-nos até na velhice e no encarquilhamento, como uma cicatriz não sarada do nosso passado libidinoso e pecador.
Juliano contesta AgostinhoFoi contra isso que mobilizou-se seu rival, Juliano, bispo de Eclanum que, depois de 418, embrenhou-se numa ruidosa polêmica com ele. Juliano mostrou-se indignado com as acusações de S.Agostinho ao sexo e ao casamento. Não podia conceber, explicou ele, que o ato necessário a nossa reprodução fosse algo demoníaco ou ter que ser praticado sobre o véu da vergonha e do enxovalhamento.Afinal, eram "impulsos do nosso corpos feitos por Deus". O prazer era necessário à reprodução, era a força que fundia as sementes masculinas e femininas num amplo calor genitalis, útil a que ocorresse uma conjunção saudável e feliz. Nada poderia haver de sinistro numa relação sexual bem realizada e completa. Bem ao contrário, viu-a natural, saudável, como "o instrumento de eleição de qualquer casamento.... merecedor de censura apenas em seus excessos."
Freud, mil e seiscentos anos depois de Agostinho, livrou o homem ocidental da idéia do pecado.S. Agostinho em várias cartas da sua imensa correspondência tentou amenizar as objeções de Juliano, procurando mostrar-se menos radical do que nos seus escritos anteriores. Porém, sabe-se que, para a posteridade, foi essa sua visão trágica da existência - de sermos os infelizes portadores perpétuos do pecado capital - (de origem paulina-agostiniana), que irá marcar de uma maneira definitiva o cristianismo. E o sexo ficou, dali para sempre, visto como uma transgressão, como uma obscenidade... quiçá um ardil satânico para atormentar infinitamente a existência humana, até pelo menos o surgimento da psicanálise de Sigmund Freud, no século XX, que aboliu, pelos menos entre as elites ocidentais, com a idéia do pecado.
A fonte da polêmica Essa polêmica encontra-se detalhada num dos capítulos, o 19º, do notável livro "Corpo e Sociedade" (The Body and Society", Jorge Zahar Editores, RJ.1990) de Peter Brown, um dos maiores historiadores da era clássica e professor da Universidade de Princetown, sendo o exposto acima apenas uma reduzida amostra da magistral reconstrução feita por ele da polêmica sobre a sexualidade nos tempos do cristianismo primitivo, visto pelos seus apóstolos e seguidores, como Tertuliano, Orígenes, Cipriano, Mani e João Clímaco, Ambrósio, Jerônimo e tantos outros.

Thursday, April 10, 2008

FREUD E A ARTE __ A OBRA NO LUGAR DO ANALISTA __ PSICANÁLISE E A ARTE MODERNA __ PSICANÁLISE COMO PERSPECTIVA CRÍTICA __ ARTE E TERAPIA __ LIBERTAÇÃO

Como espectador, Freud confessa seus limites e suas afinidades estéticas, mas não deixa de oferecer à arte um modo de pensar
"Não sou um conhecedor de arte, mas simplesmente um leigo (...). Sou incapaz de apreciar corretamente muitos dos métodos uti­lizados e dos efeitos obtidos em arte (...). Não obstante, as obras de arte exercem sobre mim um poderoso efeito, especialmente a literatu­ra e a escultura e, com menos freqüência, a pintura. Isto já me levou a passar longo tempo contemplando-as, tentando apreendê-las à mi­nha maneira, isto é, explicar a mim mesmo a que se deve seu efeito. Onde não consigo fazer isso, como, por exemplo, com a música, sou quase incapaz de obter qualquer prazer." É com tais palavras que Freud (1914) se dirige aos seus leitores, tentando assegurar indul­gência para o resultado de suas incursões no campo das artes. Na posição de espectador, confessa seus limites e suas afinidades estéti­cas, sugerindo uma diferença de estatuto entre as artes que constituem os pólos de referência da Psicanálise - literatura e artes plásticas .

TRAGÉDIA E PINTURA
Nascida entre a medicina e a literatura, a Psicanálise tem lugar garantido no campo da construção ficcional, encontrando na tragédia uma chave para o trabalho de in­terpretação, uma vez que ela já oferece uma representação privilegiada do que é posto em jogo em uma Psicanálise: a relação do desejo com a castração (Lyotard). É diferente a situação da pintura. No pensamento de Freud, a questão principal é a seguinte: a tela, assim como uma cena oní­rica, representa um objeto ou uma situação ausentes que, censurados, só se dão a ver por meio de seus representan­tes simbólicos.Como o sonho, o objeto plástico é pensado segundo a função de representação alucinató­ria e de ludíbrio. Aproximar-se desse objeto com palavras que permitem a apreensão de seu sentido significa dissipá-lo, assim como a conversão da imagem onírica em discurso conduz a significação para o espaço da racio­nalidade, rasgando o véu das representações sob o qual essa significação se ocultava. 0 objeto plástico, enquanto construção muda e visível, situa-se no espaço de realização imaginária do desejo. E é nisto que reside a função da arte, conforme aparece no ensaio Escritores criativos e devaneio (1908), quando Freud distingue dois componentes do prazer estético: um prazer propriamente libidinal que provém do conteúdo da obra à medida que esta nos permite realizar nosso desejo (o que fazemos por identificação com o perso­nagem ou com algum elemento do assunto tratado na obra) e um prazer proporcionado pela forma ou posição da obra que se oferece à percepção não como um objeto real, mas como uma espécie de brinquedo, de objeto intermediário, a propósito do qual são permi­tidos pensamentos e condutas com os quais o espectador pode se deleitar sem auto-acusa­ções nem vergonha.Essa função de desvio com relação à realidade e à censura é uma característica das obras de arte. E, considerando que o interesse de Freud pela arte relaciona-se à leitura dos significados reprimidos e incons­cientes, o trabalho artístico é entendido como uma atividade de expressão sublimada de desejos proibidos. E o artista, nessa medida, é concebido como um ser talentoso o bastan­te para transformar os impulsos primitivos, sexuais e agressivos, em formas simbólicas, isto é, culturais. Como os sonhos e os jogos de linguagem, o trabalho artístico facilita a expressão, o reconhecimento e a elaboração de sentimentos reprimidos, tanto para os artistas quanto para os espectadores que, por sua vez, compartilham com os primei­ros a mesma insatisfação com as renúncias exigidas pela realidade e, por intermédio da obra, a experiência estética. Assim, o vínculo entre psiquismo e arte pode chegar a ser concebido de um modo tão direto ou imediato que a singularidade da obra é perdida de vista, ao mesmo tempo em que o psiquismo passa a ser simplesmente ilustrado pela obra.
A partir dessa concepção de arte, duas são as perspec­tivas analíticas possíveis: privilegia-se o conteúdo, isto é, o motivo na pintura, e compreende-se o enquadramento plástico, conforme a função representativa, como um suporte atrás do qual se desenvolve uma cena inacessível; ou, então, busca-se, escondido sob o objeto representado, uma forma supostamente determinante do imaginário do pintor. Entretanto, através dessas análises, corre-se o risco de identificar efeito estético e efeito narcótico. Se a forma estética e uma espécie de véu destinado a subornar as defesas do destinatário, somos obrigados a admitir, parado­xalmente, que o efeito estético é anestésico (Thévoz). E, nesse sentido, no tocante à ordem social, tal visão da arte é conservadora.
PSICANÁLISE E ARTE MODERNA

Não é um exagero pensar que tudo o que importa em matéria de pintura, pelo menos após Cezanne (1839­1906) - ao contrário da facilitação do adormecimento da consciência e da realização do desejo inconsciente do espectador -, é produzir no suporte uma espécie de análogo do próprio inconsciente, suscitando inquietude, revolta, perplexidade, interrogação. Desde o começo do século 20, a situação das obras parece não mais satisfa­zer as condições propostas por uma estética derivada de Freud. E isto porque o sinistro e o vazio descaradamente assaltam as formas. Se, ao ser comparada à arte clássica,a arte moderna mostra-se diferente é porque a angústia a perfura, subvertendo a sua função: a obra desublima as formas culturais, abrindo-as às forças disruptivas. E talvez seja esta uma razão pela qual Freud suspeitava da arte de seu tempo, contrária às suas convicções. Porém, se a análise freudiana parece inadequada à pintura é que não só a pintura diferenciou-se, mas no próprio tempo dos escritos freudianos (1895-1938), a arte já mudara de maneira e de temática.Principalmente com as vanguardas, o espaço pictóri­co construído no Quattrocento decai e com ele a função da representação que ocupava o centro da concepção freudiana da arte. Assim, compreender a arte moderna com a noção de representação e sua correlata - a subli­mação - é ignorar a modernidade das artes. Ora, desde a primeira década do século 20, a Psicanálise coexiste com o modernismo. As obras de Klimt, Schiele, Moser e Kokoschka convulsionaram a Viena moderna de Freud, embora este nunca tenha se referido a tais artistas e nem mesmo a algum outro seu contemporâneo.
E, no entanto, é possível visualizar algumas aproxi­mações entre arte moderna e Psicanálise: o fascínio pela origem e o valor atribuído aos sonhos, às fantasias e à sexualidade; a sensibilidade à mulher, à criança e ao louco; a reflexão sobre o estranho, a alteridade e a intersubjetivi­dade. Além disso, os surrealistas inspiraram-se na Psica­nálise para elaborar suas idéias no campo visual e muitos outros incorporaram termos psicanalíticos em seus próprios discursos críticos como, por exemplo, repressão, sublima­ção, fetichismo... E, mesmo que a compreensão da arte tenha se diferenciado com os chamados pós-freudianos, a tese da leitura simbólica permanece, como se a obra de arte fosse sempre análoga ao sonho a ser decifrado, como se ela fosse a codificação de um enigma ou a representação de complexos estados mentais a serem decodificados. Trata-se de um modo de interpretar a arte que curiosamente pode se aproximar da crítica moderna da arte.

PSICANÁLISE COMO PERSPECTIVA CRÍTICA
Diferentemente da crítica moderna, entretanto, na ver­tente inaugurada por Baudelaire que põe o crítico como in­térprete entre público e artistas, a crítica da arte contem­porânea não se aproxima das obras sabendo o que elas são, pois tais obras resistem à crítica armada de valores esté­ticos pré-estabelecidos para interpretá-las e legitimá-las como arte. Nesse sentido, um aspecto importante da crítica contemporânea é a abertura a outras perspec­tivas com origens diversas - na Filosofia, nas ciências humanas e até nas ciências naturais. E muitos dos estudiosos que contribuem para esse campo não se consideram especialistas em estética, mas, antes, filósofos, antropólo­gos, teóricos da linguagem e, evidentemente, psicanalistas. No caso da Psicanálise a ques­tão é particularmente interessante porque, no século 20, constatamos a emergência de um sentir definido no âmbito da afetividade e da emoção que não se deixa reconduzir com facilidade às referências clássicas da estéti­ca, desenvolvidas na passagem do século 18 para o 19. Nessa medida, Freud é conside­rado um autor importante pela crítica de arte contemporânea.Com efeito, considerando que o dis­curso psicanalítico não é normativo e que a Psicanálise compatível com a arte não pode ser "aplicada", mas implicada - isto é, derivada da arte ou engastada nela, pois não é uma forma pré-moldada a se aplicar à matéria exterior, não é um modelo que ajusta abstratamente o objeto artístico às suas exigências teórico-conceituais -, a Psicaná­lise reivindicada pelas artes não é método de investigação da cultura, mas um modo de pensar que busca escapar da repetição ao infinito daquilo que teoricamente já se sabe. É a esse modo de pensar inventado por Freud que os analistas são obrigados a se referir, se pretendem estar fazendo Psicanálise e se pretendem expressar os sentidos de uma obra - clássica, moderna ou contemporânea.

A OBRA NO LUGAR DO ANALISTA
São basicamente dois os estudos de Freud que abordam as artes plásticas - Leonardoda Vinci e uma lembrança de sua infância (1910) e Moisés de Michelangelo (1913). Se, no primeiro, Freud já tentava operar a partir do cruzamento entre dois pontos de vista, o endopoiético e o exopoiético - isto é, o que considera os constituintes internos à obra e o que considera os fatores provenientes do con­texto que a sustenta -, na leitura do Moisés, a primeira perspectiva fica mais clara, aprofundando o campo compreendido pelas estruturas subjetivas do artista que não se confundem com os dados biográ­ficos do criador. As estruturas subjetivas não são da ordem dos acontecimentos, mas resultam da transformação das relações entre exterior e interior. Nesse sentido, o critico que toma o partido das estruturas subjetivas não pode excluir de sua pesquisa sua pró­pria estrutura subjetiva (André Green). E, devido à implicação do sujeito no objeto, a interpre­tação será sempre arriscada, pois o intérprete está livre de um lado exatamente porque está ligado ao outro, podendo acontecer que as descobertas afetem sua relação com seu próprio inconsciente. E talvez seja este o tributo a ser pago por esta transgressão epis­temológica mediada por um outro - o universo oculto do artista implicado na obra.
Quando se trabalha com obras de arte, é preciso reconhecer este risco e aceitá-lo. No entanto, não é fácil manter-se aberto à alteri­dade que nos interroga, uma vez que as obras estão sempre a exigir de nós criação para delas termos experiência. É uma experiência propriamente estética que Freud elabora na relação com a peça de Michelangelo. Livre de todo jogo de projeções teórico-conceituais, Freud se deixa guiar pela obra ao analisar os seus detalhes plásticos e a sua fortuna crítica, dispondo-se a uma percepção nova: a obra como momento de uma história invisível a re­construir. E, a partir da hermenêutica formada no campo entre seu olhar e a obra, rompe com a ideologia artística da verdade universal, fixada anacronicamente. Diferente foi seu trabalho com Leonardo da Vinci. Embora a estética da criação esteja pressuposta, o artis­ta não é tratado como "divino", mas como um homem comum. Nesse caso, não é a estética a questão principal, mas a temática da vida.0 que Freud faz é apontar para a troca contínua entre passado e futuro, mostrando que cada vida sonha enigmas cujo sentido final não está fixado em parte alguma, e exige liberdade criativa para a fiel retomada de si mesma. É, portanto, um equívoco eleger o Leonardo como modelo da aproximação psicanalítica das artes plásticas. Ao contrário, é a análise do Moisés que legitima essa relação, levando o analista a repensar noções constituídas no campo da inter­pretação: o contato com a obra suscita no espectador ques­tões a analisar. Mas, apesar de diferentes, os dois ensaios contestam o falado conservadorismo de Freud. Ao tratar um gênio clássico como homem comum, nosso autor reafirma a vocação da Psicanálise para a subversão do instituído.E, com o ensaio sobre a escultura, quase meio século antes de a crítica ser sacudida com a tese de Duchamp - "são os espectadores que realizam as obras" -, Freud dá seus próprios passos na linha da estética da recepção. Com isso, a Psicanálise, talvez à revelia de seu inventor, entra dignamente no campo da crítica contemporânea, oferecendo às obras um modo de pensar que, como a arte, busca transcender a familiaridade das formas culturais.Referências bibliográficas
FREUD, S. Escritores criativos e devaneio (1908). Obras Completas. Rio de Janeiro, Imago, 1970, vol.IX, ps 135-143.FREUD,S. O Moisés de Michelângelo(1914). Op.cit. vol. XII, ps. 249-280. FREUD,S. Leonardo da Vinci e uma lembrança de sua infância (1910). Op. Cit. Vol. XI, ps. 55-124.GREEN, A. Revelações do inacabado. Rio de Janeiro, Imago Ed. Ltda, 1994.LYOTARD, J. F. Freud selon Cézane. Des dispositifs pulsionels. Paris, Christian Bourgois, 1980, ps.67-88.THÉVOZ, M. Art, folie, graffiti, LSD, etc. Suisse, Editions de l’Aire, s/d.
João A. Frayze-Pereira
Professor livre Docente do Instituto de Psicologia da Usp.
Membro da Association Internationale des Critiques d'Art ( AICA)
Síntese Pesquisa Internet

FREUD ALÉM DA ALMA __ Sinopse do Filme


FREUD - ALÉM DA ALMA
(Freud aka Freud: The Secret Passion)

GÊNERO:
DRAMA
Diretor:
John Huston
Ano/Local:
1962 / EUA
Elenco:
Montgomery Clift, Susannah York e Larry Parks.
Duração:
140 min
Sinopse:

Junto com Copérnico e Charles Darwin, Freud revolucionou a maneira do ser humano ver a si mesmo dentro do infinito Universo. Ao afirmar que as ações e os desejos humanos não são frutos da vontade e da vaidade humana, mas sim do nosso Inconsciente, Sigmund Freud abalou o mundo científico e criou uma nova maneira de entender a psiquê humana. Em Freud - Além da Alma, John Huston pretende mostrar como as teorias freudianas esboçam a própria vida de um dos maiores gênios da Humanidade.
Ansioso em obter respostas plausíveis para aplacar o sofrimento de seus pacientes, Freud enveredou-se à doutrina de Charcot e utilizou-se da hipnose em seus estudos sobre histeria. Embora seus estudos encontrassem a resistência da ala conservadora da Medicina, que viam nas teorias de Freud uma ameaça à primazia do ser humano, Freud prosseguiu em sua linha de pensamento e descobriu que o ser humano é dividido entre o Consciente e o Inconsciente, lançando as bases da Psicanálise.
Huston, baseado no roteiro escrito pelo filósofo Jean-Paul Sartre (que não consta nos créditos do filme), evitou o risco de fazer uma caricatura de Freud e não abordou a sua vida pessoal, restringindo-se aos seus estudos psicanalíticos. Opção acertada do diretor, pois sua produção não cai na mesmice de filmes meramente biográficos, que baseiam-se em informações fragmentadas sobre a intimidade de um personagem histórico e acabam criando indiscriminadamente um mito. É interessante observar como Huston conseguiu articular as descobertas de Freud com as próprias experiências pessoais do psicanalista, como a teoria que desenvolveu sobre o Complexo de Édipo, fundamentando-se na relação com seu pai morto. Com uma linguagem metafórica e onírica, Huston mostra o conflito interior que viveu Freud enquanto tentava penetrar no obscuro Inconsciente de seus pacientes, pois temia encontrar o inefável, o impensável. Na verdade, Freud temia encontrar a sua própria essência.
Freud - Além da Alma é um filme acadêmico, inteligente e instigante, que nos permite uma melhor compreensão das teorias freudianas sobre o funcionamento do Inconsciente humano e como o pensamento psicanalítico irrompeu na sociedade vienense e depois no mundo. Um filme tão genial quanto o legado de Sigmund Freud.

O TRABALHO É O AMOR FEITO VISÍVEL

O Trabalho é o Amor Feito Visível
A necessidade do trabalho é lei da natureza, por isso constitui uma necessidade. A civilização obriga o homem a trabalhar mais, porque lhe aumenta as necessidades e os gozos. Mas por trabalho não se devem entender somente as ocupações materiais. Toda ocupação útil é trabalho. Sem o trabalho o homem não se aperfeiçoaria e permaneceria sempre na infância, quanto à inteligência. Por isso é que seu alimento, sua segurança e seu bem-estar dependem do seu trabalho e da sua atividade. Como a história da humanidade registra que por muito tempo o trabalho foi tido como castigo, existem pessoas que se aborrecem por terem que trabalhar. Importante, assim, lembrar que é o trabalho que nos dá oportunidade de crescimento. Todos os progressos que a humanidade alcançou até hoje, são frutos do trabalho. E é sobre o trabalho que Khalil Gibran escreveu o seguinte: Quando trabalhais, sois uma flauta através da qual o murmúrio das horas se transforma em melodia. Quem de vós aceitaria ser um caniço mudo e surdo quando tudo o mais canta em uníssono? Sempre vos disseram que o trabalho é uma maldição, e o labor, uma desgraça. Mas eu vos digo que, quando trabalhais, realizais parte do sonho mais longínquo da terra, desempenhando assim uma missão que vos foi designada quando esse sonho nasceu. E, apegando-vos ao trabalho, estareis na verdade amando a vida. Disseram-vos que a vida é escuridão; e no vosso cansaço, repetis o que os cansados vos disseram. E eu vos digo que a vida é realmente escuridão, exceto quando há um impulso. E todo impulso é cego, exceto quando há saber. E todo saber é vão, exceto quando há trabalho. E todo trabalho é vazio, exceto quando há amor. E quando trabalhais com amor, vós vos unis a vós próprios e uns aos outros, e a Deus. E que é trabalhar com amor? É tecer o tecido com fios desfiados de vosso próprio coração, como se vosso bem-amado fosse usar esse tecido. É construir uma casa com afeição, como se vosso bem-amado fosse habitar essa casa. É semear as sementes com ternura e recolher a colheita com alegria, como se vosso bem-amado fosse comer-lhe os frutos. É pôr em todas as coisas que fazeis um sopro de vossa alma. O trabalho é o amor feito visível. E se não podeis trabalhar com amor, mas somente com desgosto, melhor seria que abandonásseis o vosso trabalho e vos sentásseis à porta do templo a solicitar esmolas daqueles que trabalham com alegria. Pois se cozerdes o pão com indiferença, cozereis um pão amargo, que satisfaz somente a metade da fome do homem. E se espremerdes a uva de má vontade, vossa má vontade destilará no vinho o seu veneno. E ainda que canteis como os anjos, se não tiverdes amor ao canto, tapais os ouvidos do homem às vozes do dia e às vozes da noite. Sem dúvida o poeta tem razão. O trabalho feito com amor provê não só as necessidades do corpo, mas também as da nossa alma.
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, itens 674 a 676, e no cap. O trabalho, do livro O Profeta, de Gibran Khalil Gibran.

Tuesday, April 08, 2008

FALA-NOS DA MÚSICA, Gibran: música é a linguagem dos espíritos , sua melodia é como uma brisa saltitante que faz nossas cordas estremecerem de amor

Sentei-me ao pé daquela que meu coração ama, e ouvi suas palavras. Minha alma começou a vaguear pelos espaços infinitos onde o universo aparecia como um sonho, e o corpo como uma prisão acanhada.
A voz encantadora de minha Amada penetrou em meu coração.
Isto é música, amigos, pois eu a ouvi através dos suspiros daquela que amo, e pelas palavras balbuciadas por seus lábios.
Com os olhos de meus ouvidos, vi o coração de minha Amada.
Meus amigos: a Música é a linguagem dos espíritos. Sua melodia é como uma brisa saltitante que faz nossas cordas estremecerem de amor. Quando os dedos suaves da música tocam à porta de nossos sentimentos, acordam lembranças que há muito jaziam escondidas nas profundezas do Passado. Os acordes tristes da Música trazem-nos dolorosas recordações; e seus acordes suaves nos trazem alegres lembranças. A sonoridade de suas cordas faz-nos chorar à partida de um ente querido ou nos faz sorrir diante da paz que Deus nos concedeu.


A alma da Música nasce do espírito e sua mensagem brota do Coração.



Quando Deus criou o Homem, deu-lhe a Música como uma linguagem diferente de todas as outras. Mesmo em seu primarismo, o homem primitivo curvou-se à glória da música; ela envolveu os corações dos reis e os elevou além de seus tronos.
Nossas almas são como flores tenras à mercê dos ventos do Destino. Elas tremulam à brisa da manhã e curvam as cabeças sob o orvalho cadente do céu.
A canção dos pássaros desperta o Homem de sua insensibilidade, e o convida a participar dos salmos de glória à Sabedoria Eterna, que criou a melodia de suas notas.
Tal música nos faz perguntar a nós mesmos o significado dos mistérios contidos nos velhos livros. Quando os pássaros cantam, estarão chamando as flores nos campos, ou estão falando às árvores, ou apenas fazem eco ao murmúrio dos riachos? Pois o Homem, mesmo com seus conhecimentos, não consegue saber o que canta o pássaro, nem o que murmura o riacho, nem o que sussurram as ondas quando tocam as praias vagarosa e suavemente.
Mesmo com sua percepção, o homem não pode entender o que diz a chuva quando cai sobre as folhas das árvores, ou quando bate lentamente nos vidros das janelas. Ele não pode saber o que a brisa segreda às flores nos campos.
Mas o coração do homem pode pressentir e entender o significado dessas melodias que tocam seus sentidos. A Sabedoria Eterna sempre lhe fala numa linguagem misteriosa; a Alma e a Natureza conversam entre si, enquanto o Homem permanece mudo e confuso.
Mas o Homem já não chorou com esses sons ? E suas lágrimas não são, porventura, uma eloqüente demonstração?
Divina Música! Filha da Alma e do Amor. Cálice da amargura E do Amor. Sonho do coração humano, Fruto da tristeza. Flor da alegria, fragrância e desabrochar dos sentimentos. Linguagem dos amantes, Confidenciadora de segredos. Mãe das lágrimas do amor oculto. Inspiradora de poetas, de compositores e dos grandes realizadores. Unidade de pensamento dentro dos fragmentos das palavras. Criadora do amor que se origina da beleza. Vinho do coração que exulta num mundo de sonhos. Encorajadora dos guerreiros, Fortalecedora das almas. Oceano de perdão e mar de ternura. Ó música. Em tuas profundezas Depositamos nossos corações e almas. Tu nos ensinaste a ver com os ouvidos e a ouvir com os corações.

ORAÇÃO DE CHICO XAVIER

Oração de Chico Xavier

Que eu continue a acreditar no outro,
mesmo sabendo de alguns valores tão esquisitos que permeiam o mundo;
Que eu continue otimista, mesmo sabendo que o futuro que nos espera nem sempre é tão alegre; Que eu continue com a vontade de viver,
mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos,
uma lição difícil de ser aprendida;
Que eu permaneça com a vontade de ter grandes amigos,
mesmo sabendo que com as voltas do mundo, eles vão indo embora de nossas vidas;
Que eu realimente sempre a vontade de ajudar as pessoas,
mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, sentir,
entender ou utilizar esta ajuda;
Que eu mantenha meu equilíbrio,
mesmo sabendo que os desafios são inúmeros ao longo do caminho;
Que eu exteriorize a vontade de amar,
entendendo que amar não é sentimento de posse,
é sentimento de doação;
Que eu sustente a luz e o brilho no olhar,
mesmo sabendo que muitas coisas que vejo no mundo,
escurecem meus olhos;
Que eu retroalimente minha garra,
mesmo sabendo que a derrota e a perda são ingredientes tão fortes
quanto o sucesso e a alegria;
Que eu atenda sempre mais a minha intuição,
que sinaliza o que de mais autêntico possuo;
Que eu pratique sempre mais o sentimento de justiça,
mesmo em meio à turbulência dos interesses;
Que eu não perca o meu forte abraço, e o distribua sempre;
Que eu perpetue a beleza e o brilho de ver,
mesmo sabendo que as lágrimas também brotam dos meus olhos;
Que eu manifeste o amor por minha família,
mesmo sabendo que ela muitas vezes me exige muito para manter sua harmonia;
Que eu acalente a vontade de ser grande,
mesmo sabendo que minha parcela de contribuição no mundo é pequena;
E, acima de tudo...
Que eu lembre sempre que todos nós fazemos parte desta maravilhosa teia chamada vida,
criada por alguém bem superior a todos nós!
E que as grandes mudanças não ocorrem por grandes feitos de alguns e, sim, nas pequenas parcelas cotidianas de todos nós!

Monday, April 07, 2008

FINANCIAMENTO DE CAMPANHAS ELEITORAIS

Financiamento de campanhas eleitorais é comumente chamado o método de captação de recursos para serem gastos com as campanhas dos candidatos que concorrem nas eleições. O financiamento serve para cobrir os gastos com publicidade, cabos eleitorais, shows, materiais e tudo o que estiver envolvido para influenciar o eleitor numa campanha.
O financiamento pode ser composto por diversas fontes, como o fundo partidário e contribuições de filiados e simpatizantes ou oriundas de empresas. Nesta última hipótese seus efeitos são notadamente nocivos à democracia, uma vez que o candidato quando eleito estará comprometido mais com as empresas que financiaram sua campanha do que com aqueles que o elegeram.
Por este motivo, para garantir a independência dos políticos, prevalece em diversos países o sistema de financiamento público de campanhas. Neste sistema, o dinheiro utilizado por cada candidato ou partido é exclusivamente recebido do governo, sendo vedada qualquer participação do setor privado.
No Brasil temos o que podemos chamar de um financiamento misto (público e privado). O Poder Público participa através do recursos do fundo partidário e da disponibilidade de horário gratuito no rádio e na televisão para a veiculação de propaganda eleitoral dos candidatos. O restante dos recursos para a campanha devem ser provenientes de fontes privadas e no final da campanha, o candidato ou partido deve prestar contas de tudo o que foi recebido para a Justiça Eleitoral.
O que ocorre é que muitas vezes este financiamento efetuado pelo setor privado não são conhecidos. Para não prejudicar os candidatos e as empresas que o financiaram perante a opinião pública, a Justiça Eleitoral recebe balanços financeiros falsos e, ao encerrar-se cada campanha, as prestações de contas obviamente são irreais. Muitas vezes também, este financiamento tem origens ilegais, como de traficantes, bicheiro e mesmo proveniente de recursos da máquina administrativa.
Outro aspecto é quando os candidatos ou partidos arrecadam para as campanhas quantias bem superiores às despesas realizadas e surgem as chamas sobras de campanha, que dão margem à uma infinidade de irregularidades que a Justiça Eleitoral quase sempre não tem como apurar e aplicar penalidades.
- PESQUISA SOBRE OS ELEITORES
Os eleitores brasileiros estão divididos entre céticos e otimistas, revela uma pesquisa encomendada pela Justiça Eleitoral ao Instituto Nexus e à Cultura Data. Os otimistas dizem que acreditam no poder transformador do voto, já os céticos vêem o voto como uma perda de tempo e tendem a ser contra sua obrigatoriedade. O consenso entre os eleitores que participaram da pesquisa é de que os "políticos são todos corruptos", que não fazem nada pelo povo.Entre os pesquisados há uma percepção geral de que a classe política não trabalha em benefício da população e visa seus próprios interesses. Para os entrevistados, os políticos são enganadores - prometem muito durante a campanha e não fazem nada daquilo que prometeram - traem e abandonam o eleitor. Sobre o sistema político brasileiro, a visão não é muito diferente. Os participantes do estudo acreditam que mesmo um político sendo honesto ele terá que se corromper para se adaptar ao sistema. Segundo a pesquisa, a mídia parece desempenhar papel preponderante na formação da noção de que "todos os políticos são corruptos". De acordo com o estudo, o voto tem significado positivo para a maioria dos entrevistados. Entre as principais qualidades levantadas estão o poder de mudar, a possibilidade de melhora, a responsabilidade, o direito de escolha e o exercício da cidadania. Mas alguns atribuem ao voto a escolha baseada na sorte e a sensação de perda de tempo. Outro sentimento associado ao momento do voto é a insegurança, se a escolha que fizeram é a mais acertada e se o candidato votado vai corresponder às suas expectativas. O voto obrigatório foi criticado em todos os grupos. O levantamento, realizado nos últimos dias 25 e 26 de janeiro, foi aplicado em 12 grupos de sete a 10 pessoas nas cinco regiões do país e abrangeu todas as classes sociais, faixas etárias e de escolaridade.
Veja este site :
http://www.politicosbrasileiros.com.br/

Sunday, April 06, 2008

Show Ana Carolina __ Ruas de Outono

ANA CAROLINA __ RUAS DE OUTONO

Fundo Musical e Letra

Nas ruas de outono
Os meus passos vão ficar
E todo abandono que eu sentia vai passar
As folhas pelo chão
Que um dia o vento vai levar
Meus olhos só verão que tudo poderá mudar
Eu voltei por entre as flores da estrada
Pra dizer que sem você não há mais nada
Quero ter você bem mais que perto
Com você eu sinto o céu aberto
Daria pra escrever um livro
Se eu fosse contar
Tudo que passei antes de te encontrar
Pego sua mão e peço pra me escutar
Seu olhar me diz que você quer me acompanhar

TEMOS O PODER __ Texto de Bertholt Brecht

Temos o Poder
Elogio da Dialética
A injustiça avança hoje a passo firme. Os tiranos fazem planos para dez mil anos. O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são. Nenhuma voz além da dos que mandam. E em todos os mercados proclama a exploração; isto é apenas o começo. Mas entre os oprimidos muitos há que agora dizem: Aquilo que nós queremos nunca mais o alcançaremos. Quem ainda está vivo não diga: nunca. O que é seguro não é seguro. As coisas não continuarão a ser como são. Depois de falarem os dominantes. Falarão os dominados. Quem pois ousa dizer: nunca. De quem depende que a opressão prossiga? De nós. De quem depende que ela acabe? Também de nós. O que é esmagado que se levante! O que está perdido, lute! O que sabe ao que se chegou, que há aí que o retenha. E nunca será: ainda hoje. Porque os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã.
Por que, diante de tanta injustiça, o proletariado não se rebela contra sua exploração? Para explicar isso deve-se analisar os meios de supressão que o Estado, representante maior dos interesses burgueses, utiliza contra o povo. Existe o Aparelho Ideológico de Dominação e o Aparelho Repressivo. Este último tem o papel de difundir as idéias, princípios e valores burgueses através da violência. Com a força bruta a classe dominante passa ao povo o modo como quer que a sociedade caminhe. Esse aparelho também reprime qualquer tentativa proletária de justiça social.
Porém, o uso de violência, em alguns casos, tem um papel adverso aos interesses da burguesia, unindo o povo ainda mais. Assim sendo há a utilização do Aparelho Ideológico. Este busca neutralizar o conflito entre classes (mantendo os privilégios burgueses) através da propagação da Ideologia da Classe Dominante, que é o conjunto de idéias, crenças e princípios dessa classe. Através de instituições como a Igreja, a Escola, a Mídia, a Universidade, o Estado e a Família a classe dominante procura introjetar os valores burgueses nos proletários. Os capitalistas almejam a propagação do "pensamento único", da uniformização dos seres humanos. Buscam neutralizar as justas revoltas dos trabalhadores bombardeando-os massivamente com a inverossímil idéia de que a sociedade atual é a ideal e assim deve continuar. Taxam os que almejam a igualdade social como retrógrados e aculturados, ou então de neobobos, cassandristas e fracassomaníacos.
Os patrões capitalistas induzem o proletário a ver seu salário como justo. E o fato do pobre morrer de fome deve-se apenas ao desaventurado, por não procurar emprego e não se dedicar. A culpa da passividade proletária, portanto, não é dos trabalhadores. A saída para mudar tal situação é educar e politizar o povo. Mas o Estado, representante da burguesia, não oferece educação crítica às pessoas porque um povo consciente e politizado passa a lutar pelos seus direitos, que vão de encontro com a exploração capitalista. Portanto temos de ler e estudar incessantemente. Invés de ficar assistindo a uma telenovela ou a um filme alienígena paupérrimos culturalmente, abramos um livro, vamos nos inteirar com a nossa comunidade, conhecer os anseios de nossa sociedade. Não podemos ter nossa vida regida pela Ideologia da Classe Dominante.
Devemos ter a consciência de que, para termos igualdade social, não basta dar uma esmola ao mendigo da esquina e dormir o sono dos justos. É necessária uma mudança profunda nas relações sociais e a correta divisão dos meios de produção.
Portanto, desconfie de tudo que lhe é apresentado explicadinho, prontinho. Esse método, não nos fazendo raciocinar, de se apresentar os fatos é o modo de as classes dominantes impedir-nos de questionar a sociedade atual. Apresenta-nos o desenrolar da história como se não houvesse outro modo de tê-la construído. Mas, na verdade, nós podemos nos levantar, agir e escolher novos caminhos. Muitos preferem se abster de tais discussões auto intitulando-se de "apolíticos". Mas esse tipo de pessoa, na realidade, é covarde, omissa e ficando parada está concordando com tudo que está acontecendo. A sociedade e a realidade atual são o trabalho de milhões de pessoas durante séculos de história. Nós as fizemos e nós podemos destruí-las e construir outra alicerçada na igualdade, na fraternidade, na justiça e na liberdade.
E a partir do momento que os meios legais não permitem tal modificação, pois o Estado dominador e opressor não permite que interfiramos nas regalias burguesas, é necessária uma revolução que dê ao povo o básico da dignidade: paz, igualdade, justiça, pão e terra.

Saturday, April 05, 2008

TEMPESTADES DA VIDA

Tempestades da Vida
Há noites muito escuras em que o vento violento e ruidoso traz a tempestade inclemente. Os trovões e os relâmpagos invadem a madrugada como se fossem durar para sempre. Não há como ignorar os sentimentos que tomam de assalto nossos frágeis corações. O medo e a incerteza tiram nosso sono, e passamos minutos infindáveis, imaginando o pior, temerosos de que o céu possa, de um momento para o outro, cair sobre nossas cabeças. Sem, no entanto, qualquer aviso, o vento vai se acalmando, as gotas de chuva começam a cair com menos violência e o silêncio volta a imperar na noite. Adormecemos sem nos dar conta do final da intempérie, e quando acordamos, com o sol da manhã a nos beijar a fronte, nem sequer nos recordamos das angústias da noite. Os galhos caídos na calçada, a água ainda empoçada na rua, nada, nenhum sinal é suficientemente forte para que nos lembremos do temporal que há poucas horas nos assustava tanto. Assim ainda somos nós, criaturas humanas, presas ao momento presente. Descrentes, a ponto de quase sucumbir diante de qualquer dificuldade, seja uma tempestade ou revés da vida, por acreditar que ela poderia nos aniquilar ou ferir irremediavelmente. Homens de pouca fé, eis o que somos. Há muito tempo fomos conclamados a crer no amor do pai, soberanamente justo e bom, que não permite que nada que não seja necessário e útil nos aconteça. Mesmo assim continuamos ligados à matéria, acreditando que nossa felicidade depende apenas de tesouros que as traças roem e que o tempo deteriora. Permanecemos sofrendo por dificuldades passageiras, como a tempestade da noite, que por mais estragos que possa fazer nos telhados e nos jardins, sempre passa e tem sua indiscutível utilidade. Somos para Deus como crianças que ainda não se deram conta da grandiosidade do mundo e das verdades da vida. Almas aprendizes que se assustam com trovões e relâmpagos que, nas noites escuras da vida, fazem-nos lembrar de nossa pequenez e da nossa impotência diante do todo. Se ainda choramos de medo e não temos coragem bastante para enfrentar as realidades que não nos parecem favoráveis ou agradáveis, é porque em nossa intimidade a mensagem do cristo ainda não se fez certeza. Nossa fé é tão insignificante que ante a menor contrariedade bradamos que Deus nos abandonou, que não há justiça. Trata-se, porém, de uma miopia espiritual, decorrente do nosso desejo constante de ser agraciados com bênçãos que, por ora, ainda não são merecidas. Falta-nos coragem para acreditar que Deus não erra, que esta característica não é dele, mas apenas nossa, caminhantes imperfeitos nesta rota evolutiva. Falta-nos humildade para crer que, quando fazemos a parte que nos cabe na tarefa, tudo acontece na hora correta e de forma adequada. As dores que nos chegam e nos tocam são oportunidades de aprendizado e de mudança para novo estágio de evolução. Assim como a chuva, que embora nos pareça inconveniente e assustadora, em algumas ocasiões, também os problemas são indispensáveis para a purificação e renovação dos seres. Por isso, quando tempestades pesarem fortemente sobre nossas cabeças, saibamos perceber que tudo na vida passa, assim como as chuvas, as dores, os problemas. Tudo é fugaz e momentâneo. Mas tudo, também, tem seu motivo e sua utilidade em nosso desenvolvimento.
Autor:Equipe de Redação do Momento Espírita.

Friday, April 04, 2008

FERNANDO REIS COSTA , Emoções de um Poeta __ EMINENTE POETA PORTUGUÊS __ COIMBRA , PORTUGAL


EMOÇÕES DE UM POETA


Fernando Reis Costa
Escrevo versos sem rimas procuradas;
Palavras que são a voz do coração;
E quantas vezes com lágrimas choradas
Em momentos de extrema solidão!

Como poeta, tenho a sensação,
Que a vida é como um jogo: ou tudo ou nada:
Às vezes... É de alegria a emoção;
Outras... de nostalgia indesejada!...

Na poesia mora a dor e o encanto:
- Dois extremos da emoção vivenciada
Num misto d’alegria, amor e pranto...

E os meus versos, assim, de parca rima,
Dessa emoção, eles são a minha sina...
São como eu sou: – só isso e mais nada!...

Contemple a natureza , respire a música e relaxe ... um bom final de semana !

O JUDICIÁRIO E OS SUBPRODUTOS DA MÍDIA

O tema “Mídia e Judiciário” sempre será atual, instigante e de extrema importância para quem reflete sobre a nacionalidade brasileira, os rumos e a cidadania deste País. O tema traz em si dois valores relevantes: justiça e liberdade. Sem eles, a aventura humana sobre este planeta seria realmente desastrosa. Tais conceitos – justiça e liberdade – não podem existir sem a necessária interação. Liberdade sem justiça equivale a um retorno à época das selvas, onde o mais forte tudo pode e o mais fraco tem apenas o direito elementar de fugir ou ser devorado. Justiça sem liberdade também é um conceito absolutamente vago e sem sentido.
Com esses princípios em mente, quero analisar alguns aspectos do poder sociológico que tem a mídia de massas, tanto no Brasil quanto em qualquer área do mundo civilizado. Dotada de avançada tecnologia, a mídia hoje tem possibilidades de exercício do verdadeiro poder social sem precedentes na história da humanidade. Certamente, há 20 ou 30 anos, ninguém poderia antever a imensa capacidade que a mídia tem de nos fazer sentir, dentro da nossa casa, como se estivéssemos em qualquer lugar do mundo, fornecendo informações absolutamente atualizadas sobre o que se passa naquele momento, no mais distante local do planeta.
A imprensa brasileira, que até pouco tempo atrás sofria de contingências e dificuldades, inclusive frente a regimes de exceção, por sorte e por vocação de muitos é hoje uma imprensa não servil e liberta de qualquer tipo de governo. Por outro lado, vemos, sobretudo a grande imprensa, nas mãos de grupos econômicos poderosos. Até onde não se corre o risco – neste e em outros países, porque isso não é privilégio do Brasil – de estar tratando a informação com o fetiche da mercadoria? Até onde não podemos imaginar que a notícia, tal qual a mercadoria, tem um preço e rende lucros? Estas são questões sobre as quais devemos nos debruçar.
Os meios de comunicação de massa lidam com aspectos de extrema relevância e que despertam preocupação. Em primeiro lugar, eles repassam valores culturais, sociais e morais. Não são eles neutros em si, até porque, embora sejam instrumentos, são evidentemente preenchidos com conteúdos. Se, de um lado, esse grande instrumento, que é a comunicação de massa no mundo, contribuiu para uma elevação dos níveis de cidadania, por outro, não podemos deixar de ver que, paralelamente, houve a geração de alguns subprodutos culturais. Costumo citar como exemplo o fato de que, em dezembro, no Natal, fazemos chegar às nossas casas, para nossas crianças, um Papai Noel com touca de lã, botas, andando no gelo, num trenó puxado por cervos. Ou seja, um produto cultural – ainda que da maior valia, porque lida com o lado lúdico das crianças – absolutamente importado e que nada tem a ver com a nossa cultura, sobretudo com a cultura regional do nosso País, que é tão rica.
Esse subproduto é tão ou mais agudo na medida em que a mídia de massas, ao contrário das relações interpessoais, se utiliza de uma linguagem particularizada, distinta da linguagem normal. A linguagem da mídia é, antes de tudo, uma linguagem impressiva. Ela vai criando no subconsciente de quem a vê – pela repetição das notícias e pelos valores ali embutidos – uma forma de colagem, sobretudo quando utiliza aspectos lúdicos, como música, beleza, cor, movimento.
A linguagem da mídia, de modo geral, também é emocional. Ela não lida, na maioria das vezes, com a inverdade, mas com alguma meia-verdade. Não me esqueço de uma determinada eleição em que dois candidatos concorriam ao governo do Rio Grande do Sul: um saíra lá de trás, segundo as pesquisas, com 5% ou 6% das intenções de votos; o outro tinha 35% ou 40%. Sucessivas pesquisas mostraram que o candidato que estava atrás encostara no outro candidato: um estava com 25% e o outro com 24%. O candidato que saíra na frente continuava na ponta. Qual foi a notícia estampada no jornal, então? “O candidato A segue na frente.” Ora, qual era a notícia jornalística? O outro candidato estava subindo! Esse era o fato jornalístico. Houve mentira nisso? Não, não houve. O fato era rigorosamente verdadeiro, mas, do ponto de vista jornalístico, me parece que não era o mais correto.
Outra característica da linguagem da mídia é ser monológica, não dialógica. Ela se faz, antes de tudo, em uma única e só direção. Isto não é um mal em si, mas também traz conseqüências, na medida em que não existe o diálogo. O locutor fala e nós ouvimos, não interagimos, não retrucamos, não divergimos dialogicamente. A mídia, por outro lado, lida com o nosso subconsciente. Muitas vezes, então, captamos não o que está posto, mas o que é suposto na notícia ou num programa qualquer. O filósofo Bertrand Russel disse que, do ponto de vista sociológico – não institucional – existem três formas de poder: o poder de punir, o poder de premiar e o poder de condicionar. Punindo e premiando, posso fazer com que uma pessoa faça o que eu quero, mas não consigo fazer com que ela pense o que eu penso. Esse é o poder com que lida o Judiciário. O poder de condicionar é o verdadeiro poder sociológico, porque através dele posso fazer com que uma pessoa faça o que eu quero e – mais – posso fazer com que ela pense o que eu penso. E, mais ainda: continuará ela pensando que pensa por si mesma. Isso é poder, efetivamente, e a mídia lida com esse poder.
E quem controla tudo isso? A quem é dado exercer algum tipo de controle social sobre essa imensa e poderosa atividade, assim como sobre qualquer outra atividade humana nos limites deste País? O Poder Judiciário. É ele quem controla tudo isso – e aí vai uma autocrítica –, com uma linguagem absolutamente diferente da linguagem da mídia, uma linguagem empolada, muitas vezes cheia de latinismos, hermética, de quem se comunica mal, quando se comunica. Muitas vezes, essa linguagem chega à beira de uma certa esquizofrenia, de um apartamento da realidade, lidando só com formas abstratas e sem uma interação maior com o mundo que nos cerca.
Qual a maneira de controle, do ponto de vista formal? O Judiciário tem um ritmo necessariamente distinto do ritmo da imprensa. A notícia é um fato instantâneo. Se não for instantâneo, deixa de ser notícia, perde o valor jornalístico. O juiz, ao contrário, não lida com o fato instantâneo, e nem pode. O juiz trabalha com a história do fato. Ele reconstitui processualmente o fato e decide sobre ele. Portanto, o enfoque há de ser necessariamente distinto. A atuação do juiz tem que ser reflexiva, não pode e não deve ser imediata. Para nós, acostumados com o processo, o julgamento e a execução imediatos configuram um linchamento.
Com todas essas nuances, acaba existindo uma certa falta de sintonia entre Judiciário e Imprensa – ambas atividades imprescindíveis ao exercício da cidadania e que, antes de se contraporem, têm que certamente aprender a conviver com suas sagradas dessemelhanças.

* Cláudio Baldino Maciel é juiz do Rio Grande do Sul e vice-presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), onde coordena a Comissão de Estudos Constitucionais e Reforma do Judiciário.

Thursday, April 03, 2008

BOM DIA !


ÉTICA E ESTRUTURA SOCIAL

A corrupção é sem dúvida um mal para as sociedades. O roubo de recursos públicos é especialmente grave quando esses recursos são escassos e as necessidades sociais desatendidas são muitas. Tal é o caso do Brasil, como de muitos outros países marcados pela desigualdade social e pela concentração da renda, que a corrupção agrava ainda mais.
Além disso, a corrupção tem um efeito deletério sobre toda a estrutura social. Quando praticada por dirigentes políticos, todo o corpo de agentes públicos se considera autorizado a fazer o mesmo, ­assim como o conjunto da sociedade em suas relações com o governo. Sinônimo de decomposição e putrefação, a corrupção aceita e praticada por toda a sociedade a condena à destruição.


da apresentação do livro Pela ética na gestão do sistema financeiro nacional. São Paulo: edições Loyola, 199

Ética e convivência humana

Falar de ética é falar de convivência humana. São os problemas da convivência humana que geram o problema da ética. Há necessidade de ética porque os seres humanos não vivem isolados; e os seres humanos convivem não por escolha, mas por sua constituição vital. Há necessidade de ética porque há o outro ser humano.

Mas o outro, para a ética, não é apenas o outro imediato, próximo, com quem convivo, ou com quem casualmente me deparo. O outro está presente também no futuro (temporalidade) e está presente em qualquer lugar, mesmo que distante (espacialidade).

O princípio fundamental que constitui a ética é este: o outro é um sujeito de direitos e sua vida deve ser digna tanto quanto a minha deve ser. O fundamento dos direitos e da dignidade do outro é a sua própria vida e a sua liberdade (possibilidade) de viver plenamente. As obrigações éticas da convivência humana devem pautar-se não apenas por aquilo que já temos, já realizamos, já somos, mas também por tudo aquilo que poderemos vir a ter, a realizar, a ser. As nossas possibilidades de ser são parte de nossos direitos e de nossos deveres. São parte da ética da convivência.

A atitude ética é uma atitude de amor pela humanidade.

Ética e justiça social

A moral tradicional do liberalismo econômico e político acostumou-nos a pensar que o campo da ética é o campo exclusivo das vontades e do livre arbítrio de cada indivíduo. Nessa tradição, também, a organização do sistema econômico-político-jurídico seria uma coisa "neutra", "natural", e não uma construção consciente e deliberada dos homens em sociedade. Por isso acostumamo-nos a julgar que não seja parte de minha responsabilidade ética a situação do desempregado, do faminto, do que migrou por causa da seca, do que não teve êxito na escola etc., só porque esses males não foram produzidos por mim diretamente.

Um sistema econômico-político-jurídico que produz estruturalmente desigualdades, injustiças, discriminações, exclusões de direitos etc., é um sistema eticamente mau, por mais que seja legalmente (moralmente) constituído. Em conseqüência, pelo outro lado: o fato de existirem injustiças sociais obriga-me eticamente a agir de modo a contribuir para a sua superação.

Ética e sistema econômico

O sistema econômico é o fator mais determinante de toda a ordem (e desordem) social. É o principal gerador dos problemas, assim como das soluções éticas. O fato de o sistema econômico parecer ter vida própria, independente da vontade dos homens, contribui para ofuscar a responsabilidade ética dos que estão em seu comando. O sistema econômico mundial, do ponto de vista dos que o comandam, é uma vasta e complexa rede de hábitos consentidos e de compromissos reciprocamente assumidos, o que faz parecer que sua responsabilidade ética individual não exista.

A globalização (falsa universalidade) do sistema econômico cria a ilusão de que ele seja legítimo. As multidões crescentes de desempregados, famintos e excluídos, entretanto, são a demonstração dessa ilusão. A moral dominante do sistema econômico diz que, pelo trabalho, qualquer indivíduo pode ter acesso à riqueza. A crítica econômica diz que a reprodução da miséria econômica é estrutural. A ética diz que, sendo assim, exigem-se transformações radicais e globais na estrutura do sistema econômico.

Ética e meio ambiente

A voracidade predatória do sistema econômico vigente o faz enxergar a natureza tão somente como fonte de matérias-primas para a produção de mercadorias. Com isso a natureza torna-se ela própria uma mercadoria.

O trabalho é a ação humana que transforma a natureza para o homem. Mas para que o trabalho cumpra essa finalidade de sustentar e humanizar o homem, deve realizar-se de modo auto-sustentável para a natureza e para o homem. A voracidade predatória de nosso sistema econômico está rompendo perigosamente o equilíbrio de auto-sustentabilidade entre a natureza e o homem. Este é um dos problemas éticos mais radicais da nossa geração, pois ameaça a sobrevivência futura do planeta e da humanidade. Para se falar em dignidade da vida é preciso, antes, que haja vida.

A moral dominante desse sistema econômico separa a natureza da cultura, e com isso desumaniza a natureza e desnaturaliza o homem. Preservar e cuidar da natureza é preservar e cuidar da humanidade, das gerações atuais e futuras. Preservar e cuidar do meio ambiente é uma responsabilidade ética diante da natureza humana.

Wednesday, April 02, 2008

"Se as coisas são inatingíveis não é motivo para não querê-las , triste seriam os caminhos não fora a mágica presenças das estrelas." Mário Quintana

"Amai para entendê-las , pois só quem ama pode ter ouvidos capaz de ouvir e entender estrelas." Olavo Bilac

Tuesday, April 01, 2008

A Perpetuação da Mentira __ mentira ameaça a estrutura humana , neste Dia da Mentira , amargamos a mentira na política , triste realidade !


A perpetuação da mentira
A mentira ameaça a estrutura humana.
A necessidade de preservar aquilo que se considera válido, mesmo que errado, resulta vital e precioso para muitos seres humanos. Mesmo que uma vida possa ter sido construída ou mantida numa mentira, fica doloroso demais admiti-la quando a possibilidade da evidência vem à tona, razão pela qual é mais fácil fugir e perpetuar a fantasia. Travestir uma idéia de negativa, prejudicial, subversiva, destrutiva é muito fácil se a mesma gera dor e incômodo ao cobrar uma posição e atitude. Basta canalizar toda essa energia do desconforto para destruir quem a provocou. Apenas o ódio e a violência, gerados pela ameaça da estabilidade de uma situação interior e pessoal, afloram, levando consigo toda a razão e a racionalidade como uma enxurrada. Não investigamos, não experimentamos, apenas usamos a nossa inteligência para construir defesas e erguer barreiras de proteção. Não nos aventuramos em busca do caminho da vida. Até que ponto formatamos e consolidamos mentiras para ajustá-las à nossa covardia e lutamos, ainda mais, para perpetuá-las? Somos homens das cavernas sofisticados. O sensacionalismo e o alarde substituem os fatos e a realidade. A manutenção do próprio interesse se sobrepõe a verdade. Tudo está sujeito à má interpretação e à manipulação. O conhecimento não está a serviço da vida, nem a verdade a serviço da razão. Por aqui, o ?caolho? é rei, e o ?cego? a sua corte. A espécie humana encena uma pantomima, sem perceber as implicações do roteiro. A praga da mentira na política, na religião e em todos os setores de atividades públicas leva as pessoas a duvidarem de tudo. As mentiras milenares precisam ser extintas, embora saibamos que uma mentira repetida mais de mil vezes se converte em verdade. A necessidade de preservar aquilo que se considera válido, mesmo que errado, resulta vital e precioso para muitos seres humanos. Mesmo que uma vida possa ter sido construída ou mantida numa mentira, fica doloroso demais admiti-la quando a possibilidade da evidência vem à tona, razão pela qual é mais fácil fugir e perpetuar a fantasia. Travestir uma idéia de negativa, prejudicial, subversiva, destrutiva é muito fácil se a mesma gera dor e incômodo ao cobrar uma posição e atitude. Basta canalizar toda essa energia do desconforto para destruir quem a provocou. Apenas o ódio e a violência, gerados pela ameaça da estabilidade de uma situação interior e pessoal, afloram, levando consigo toda a razão e a racionalidade como uma enxurrada. Não investigamos, não experimentamos, apenas usamos a nossa inteligência para construir defesas e erguer barreiras de proteção. Não nos aventuramos em busca do caminho da vida. Até que ponto formatamos e consolidamos mentiras para ajustá-las à nossa covardia e lutamos, ainda mais, para perpetuá-las? Somos homens das cavernas sofisticados. O sensacionalismo e o alarde substituem os fatos e a realidade. A manutenção do próprio interesse se sobrepõe à verdade. Tudo está sujeito à má interpretação e à manipulação. O conhecimento não está a serviço da vida, nem a verdade a serviço da razão. Por aqui, o ?caolho? é rei, e o ?cego? a sua corte. A espécie humana encena uma pantomima, sem perceber as implicações do roteiro. A praga da mentira na política, na religião e em todos os setores de atividades públicas leva as pessoas a duvidarem de tudo. As mentiras milenares precisam ser extintas, embora saibamos que uma mentira repetida mais de mil vezes se converte em verdade. A necessidade de preservar aquilo que se considera válido, mesmo que errado, resulta vital e precioso para muitos seres humanos. Mesmo que uma vida possa ter sido construída ou mantida numa mentira, fica doloroso demais admiti-la quando a possibilidade da evidência vem à tona, razão pela qual é mais fácil fugir e perpetuar a fantasia. Travestir uma idéia de negativa, prejudicial, subversiva, destrutiva é muito fácil se a mesma gera dor e incômodo ao cobrar uma posição e atitude. Basta canalizar toda essa energia do desconforto para destruir quem a provocou. Apenas o ódio e a violência, gerados pela ameaça da estabilidade de uma situação interior e pessoal, afloram, levando consigo toda a razão e a racionalidade como uma enxurrada. Não investigamos, não experimentamos, apenas usamos a nossa inteligência para construir defesas e erguer barreiras de proteção. Não nos aventuramos em busca do caminho da vida. Até que ponto formatamos e consolidamos mentiras para ajustá-las à nossa covardia e lutamos, ainda mais, para perpetuá-las? Somos homens das cavernas sofisticados. O sensacionalismo e o alarde substituem os fatos e a realidade. A manutenção do próprio interesse se sobrepõe a verdade. Tudo está sujeito à má interpretação e à manipulação. O conhecimento não está a serviço da vida, nem a verdade a serviço da razão. Por aqui, o ?caolho? é rei, e o ?cego? a sua corte. A espécie humana encena uma pantomima, sem perceber as implicações do roteiro. A praga da mentira na política, na religião e em todos os setores de atividades públicas leva as pessoas a duvidarem de tudo. As mentiras milenares precisam ser extintas, embora saibamos que uma mentira repetida mais de mil vezes se converte em verdade.
Por Rovane Selba da Silva