Wednesday, April 14, 2010
A NUDEZ DO SILÊNCIO
O silêncio fala e me embala,
embarga a minha fala,
aquece a minha prece,
quando anoitece ...
O silêncio é meu alento,
meu arrependimento e meu lamento,
o silêncio é tormento ...
silêncio é retórica suprema,
definitiva e plena.
Corroi a minha pele,
de tão quente que a encontra,
meu silêncio em meu ventre ...
novo ser se faz presente !
sou silêncio , sou jornada , sou canção da minha estrada ,
sou agora tua prece,
me entontece ...
e amanhece !
Sandra Waihrich Tatit
Meus Poemas de Improviso
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Tuesday, April 13, 2010
CÂNTICOS DO AMANHECER
Os pássaros , com seu canto uníssono , nos passam alegria e vontade de viver . O orvalho chora nossas tristezas e nos reestrutura .
O sol murmura os sons do amanhecer , sol de cada coração triste , de cada alma abandonada , de cada nostalgia .
Precisamos exercitar esta importante terefa de celebrar as delícias do amanhecer , com cada sol , em cada manhã , nos reabastecermos de luz e calor , nossas dores serão menores se nos voltarmos a Deus e nos entregarmos a este infalível poder superior ,
o qual rege nossa existência ,
o grande regente da sinfonia universal .
Confiarmos nele , nos entregarmos inteiros e deixarmos a vida rolar , deixarmos as energias fluirem , tão novas como o sol que renasce .
Paz , paz , muita serenidade , nossa respiração estará na cadência da vida plena , e a nossa plenitude se sustenta e se reproduz , bendito seja o sol que nos faz reviver a cada amanhecer , mesmo estando sob núvens , ele nos ilumina e reconstrói .
Sejamos luz , amor e esperanças do amanhecer , cânticos sagrados do amanhecer ...
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8:23 AM
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Monday, April 12, 2010
SOBRE ESTAR SOZINHO
Não é apenas avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de Amor.O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual existe a individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, e, que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo está fadada a desaparecer neste início de século. O Amor romântico parte da premissa de que somosuma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher; ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino.A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.A palavra ordem deste século é parceria.Estamos trocando o Amor de necessidade, pelo Amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.Como o avanço tecnológico, exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras.O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa alguma. É apenas um companheiro de viagem.O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem que ir se relacionando para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo.O egoísmo não tem energia própria, ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.A nossa forma de Amor, ou mais Amor, tem nova feição e significado. Visa a aproximação de dois inteiros e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o individuo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa.As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.Muitas vezes pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal.Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro.Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.O Amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.Nem sempre é significante ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo...
Dr.Flávio Gikovate, médico, psicoterapeuta e escritor.
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Sunday, April 11, 2010
NOSSO DESTINO ESTÁ NAS ESTRELAS ?
NOSSO DESTINO ESTÁ NAS ESTRELAS ? ...
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Saturday, April 10, 2010
MINHA LÁGRIMA CONTIDA

Sandra Waihrich Tatit
Minha lágrima contida...
Assim é meu viver.
Amor eterno, amor de sempre,
Sempre me acompanhando ,
Em minhas horas tristes ou vazias,
Minha dor de agora me confunde,
Me faz nostálgica,
Minha alma chora nesta hora,
Esperando acontecer...
Meus Poemas de Improviso
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Friday, April 09, 2010
QUERIA SER UMA ESTRELA


Por Sandra Waihrich Tatit
Queria ser uma estrela ,
no firmamento de um sonho
de contentamento fugaz ...
queria sim , sentir em minhas entranhas
o sabor dos espaços ,
dos planetas girando em eterna busca ,
ainda que tão livres sejam e desconheçam
esta liberdade plena ,
planetas de minha imaginação ,
transbordantes de liberdade ,
enquanto temos a nossa tão limitada ...
pelas leis mal feitas e mal aplicadas ,
pela dor dos sofredores ,
pelas opressões e pelos opressores ,
pelos dissabores
de assistirmos o grito silencioso dos oprimidos ,
diante do cruel silêncio dos opressores .
Gira mundo , gira e vai em busca na paz ,
a paz de Deus , a paz do homem ,
a paz escondida e reprimida ,
nas feridas mal curadas ,
em cada mão que nega o carinho ,
a solidariedade e o amor ...
queria eu ser uma estrela
e iluminar o mundo ,
ser o divino alento de esperança ,
esta , que dá ao homem a capacidade de superar
e suportar o sofrimento ,
seguindo sempre além ...
Queria eu , ainda que por um momento apenas ,
ser a dor e o prazer ,
cuidado prazer , cautela ...
não vá a dor acordar !
queria eu ser uma estrela
e vir silenciosamente a terra iluminar .
Sandra Waihrich Tatit
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Thursday, April 08, 2010
SEMELHANTE ATRAI SEMELHANTE

Somente uma pessoa amorosa, aquela que
realmente é amorosa; pode encontrar o
parceiro certo. Essa é minha observação: se
você está infeliz você irá encontrar alguém
também infeliz. Pessoas infelizes são atraídas
pelas pessoas infelizes. E isso é bom, é natural.
É bom que as pessoas infelizes não sejam
atraídas pelas pessoas felizes; senão elas
destruiriam a felicidade delas.
Está perfeitamente bem.
Somente pessoas felizes são atraídas pelas
pessoas felizes. O semelhante atrai o semelhante.
Pessoas inteligentes são atraídas pelas pessoas
inteligentes; pessoas estúpidas são atraídas
pelas pessoas estúpidas. Você encontra as pessoas
do mesmo plano. Então a primeira coisa a lembrar
é: um relacionamento está fadado a ser amargo
se este surgiu da infelicidade.
Primeiro seja feliz, seja alegre, seja festivo e
então você encontrará alguma outra alma festiva
e haverá um encontro de duas almas dançantes e
uma grande dança irá surgir disso. Não peça por
um relacionamento a partir da solitude, não.
Assim você estará indo na direção errada. Então
o outro será usado como um meio e o outro lhe
usará como um meio. E ninguém quer ser usado
como um meio! Cada indivíduo único é um fim
em si mesmo. É imoral usar alguém como um meio.
Primeiro aprenda como ser só. A meditação é um
caminho para ficar sozinho. Se você puder ser feliz
quando você está só, você aprendeu o segredo de
ser feliz. Agora você pode ser feliz acompanhado.
Se você é feliz, então você tem alguma coisa para
compartilhar, para dar. E quando você dá, você
obtém; não é de outra maneira. Assim surge uma
necessidade de amar alguém.
Geralmente a necessidade é de ser amado por
alguém. É a necessidade errada. É uma necessidade
infantil; você não está amadurecido. É uma atitude
infantil. Uma criança nasce. Naturalmente, a
criança não pode amar a mãe; ela não sabe o que
é amar e ela não sabe quem é a mãe e quem é o pai.
Ela está totalmente desamparada. Seu ser ainda
está para ser integrado; ela ainda não está reunida.
Ela é somente uma possibilidade. A mãe precisa
amar, o pai precisa amar, a família precisa banhar
a criança de amor. Agora ela aprende uma coisa:
que todos têm que amá-la. Ela nunca aprende
que ela precisa amar. Agora a criança irá crescer
e se ela permanecer presa nessa atitude que todo
mundo tem que amá-la, ela irá sofrer por toda
sua vida. Seu corpo cresceu, mas sua mente
permaneceu imatura.
Uma pessoa amadurecida é aquela que chega a
conhecer a necessidade do outro: que agora tenho
que amar alguém. A necessidade de ser amado é
infantil, imatura. A necessidade de amar é
maturidade. E quando você está preparado para
amar alguém, um belo relacionamento irá surgir;
de outra maneira não.
"É possível que duas pessoas num relacionamento
sejam más uma para com a outra"? Sim, isso é o
que está acontecendo por todo o mundo. Ser bom
é muito difícil. Você não é bom nem para si mesmo.
Como você pode ser bom para outra pessoa? Você
nem mesmo ama a si próprio! Como você pode
amar outra pessoa? Ame a si mesmo, seja bom
para si mesmo.
Os seus assim chamados santos têm lhe ensinado
a nunca amar a si mesmo, para nunca ser bom
para si mesmo. Seja duro consigo mesmo! Eles têm
lhe ensinado a ser delicado para com os outros e
duro para consigo mesmo. Isso é um absurdo. Eu
lhe ensino que a primeira e mais importante coisa
é ser amoroso para consigo mesmo. Não seja duro;
seja delicado.
Cuide de si mesmo. Aprenda como se perdoar, cada
vez mais e novamente; sete vezes, setenta e sete vezes,
setecentos e setenta e sete vezes. Aprenda como
perdoar a si próprio. Não seja duro; não seja
antagônico consigo mesmo. Assim você irá florescer.
Nesse florescimento você atrairá alguma outra flor.
Isso é natural. Pedras atraem pedras; flores atraem
flores. Assim há um relacionamento que possui graça,
que possui beleza, que possui uma bênção nele. Se você
puder achar um relacionamento assim, seu relacionamento
crescerá para uma oração; seu amor se tornará um
êxtase e através do amor você conhecerá o que é o divino.
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Wednesday, April 07, 2010
Monday, April 05, 2010
AMAR-TE POR AMAR
sandra waihrich tatit
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Sunday, April 04, 2010
A DOR DA SEPARAÇÃO
Sofrida e eternizada.
esfacelada no eterno som da perda .
Consumada .
Coisa julgada .
Sentença transitada ...
compostos na partitura inacabada !
Partitura de vida não executada .
O fugaz e eterno sonho
em cada amanhecer de luz.
cansado, amado e dasamado ,
na busca do que se perdeu.
Meus Poemas de Improviso
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Saturday, April 03, 2010
Friday, April 02, 2010
SENHOR, DAI-ME SERENIDADE PARA ACEITAR AS COISAS QUE NÃO PODEM SER MUDADAS , CORAGEM PARA MUDAR AS QUE POSSO E SABEDORIA PARA SABER A DIFERENÇA ...

Signore…dammi la serenità di accettare le cose che non posso cambiare,
la forza di cambiare quelle che posso, la capacità di distinguere le une dalle altre.
(Sant'Agostino )
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Wednesday, March 31, 2010
CANÇÃO DO MEU CORAÇÃO
Fui nas profundezas de mim ,
mas eu te esperava ansioso ,
Deus estava alí ao meu lado ...
Meus Poemas de Improviso
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Monday, March 29, 2010
DO OUTRO LADO DO DESERTO
Do outro lado do deserto
Por Pedro J. Bondaczuk
A luta – por uma pessoa, uma profissão, um status, uma idéia, um sonho, um objetivo, qualquer que seja – é, não raro, mais fascinante (e importante) do que aquilo pelo que se lutou. Mobiliza nossas reservas de energia, concentra nossa atenção, requer cuidadoso planejamento e exige de nós que desenvolvamos (e utilizemos) a capacidade de improvisação, quando o que se planejou, por algum motivo alheio ao nosso controle, não dá certo, o que é muito comum e até corriqueiro.
Considero-me um lutador nato (em certa medida, todos são, embora uns mais e outros menos). Não me refiro à luta no sentido físico, claro, o da briga, do desforço pessoal, da agressão mesmo que justa e motivada contra eventuais adversários (quando não inimigos), pois considero isso desperdício de tempo e de capacidade.
Todavia, os obstáculos que encontro em meu caminho não me desanimam. Pelo contrário, desafiam-me, estimulam-me e me excitam. Tudo o que consegui na vida foi dessa maneira e não me lamento por isso. Pelo contrário, considero-me privilegiado pela oportunidade de, pelo menos, poder lutar por meus objetivos, mesmo que alguns ainda pareçam estar muito distantes do meu alcance ou até mesmo se insinuem inalcançáveis.
Sempre que penso no assunto, vem-me à mente a saga do povo hebreu rumo à terra prometida. Por muito tempo seus membros permaneceram cativos no Egito, sem terra, sem pátria, mas com inflexível crença num único Deus, imaterial, invisível, sem imagem (ao contrário de outras etnias), porém infinito e eterno, onisciente e onipresente, criador do universo, fonte de toda a sabedoria, justiça e amor. Tratava-se de um conceito insólito, elevado demais para as mentes primitivas dos homens daquele tempo, reféns de lendas e de superstições.
Durante o prolongado e aflitivo cativeiro, somente uma vaga promessa divina – de uma terra maravilhosa que “manava leite e mel” – manteve aquelas pessoas simples, sem pátria, sem posses e, sobretudo, sem liberdade, unidas e mobilizadas. Muitas, certamente, desanimaram (o que é normal e previsível nessas circunstâncias) e perderam a grande oportunidade das suas vidas. Outras, porém... perseveraram e creram, contra a lógica e todas as evidências.
Meses, anos, décadas foram passando, as gerações se sucedendo, e nada de libertação. O povo carecia de um líder, determinado e forte, com vontade inflexível e fé inabalável, para concretizar aquele “milagre”. Tudo apontava no sentido da impossibilidade da concretização desse sonho... Era elevado demais. Era sumamente ousado. Raiava o impossível. Até que surgiu em cena Moisés. E todos sabem o que (e como) aconteceu.
Todavia, a saída do Egito, e a miraculosa travessia do Mar Vermelho, não significaram o fim da luta do povo hebreu. Na verdade, foi somente o começo. Havia longo e inóspito deserto a ser vencido antes de alcançar a tão sonhada terra prometida. Foram longos, penosos e duríssimos quarenta anos de sacrifícios, sobressaltos, desânimos, exortações e fortalecimento espiritual, necessários para consolidar a coesão nacional e estabelecer as bases legais (e, sobretudo, morais) para o estabelecimento do novo Estado.
Toda uma geração, porém, não sentiu o saboroso gostinho da vitória. Inclusive o grande líder e construtor da nacionalidade, Moisés, não entrou jamais em Canaã. Apenas viu, de relance, numa visão panorâmica, do alto de um monte, quando, abatido pelos anos e cansado de tanto lutar, estava prestes a morrer, a prometida terra de onde “manava leite e mel”. Para o povo hebreu (para boa parte dele, pelo menos) e, sobretudo, para seu ousado e determinado condutor, valeu muito mais a luta do que propriamente a conquista.
Assim somos nós. Muitas vezes somos cativos de um cotidiano maçante e banal, de uma rotina medíocre e desgastante e parece que nossos sonhos jamais terão a menor chance de se concretizar. Se permanecermos passivos, à espera que outros façam o que nos compete fazer, não se concretizarão mesmo e jamais. Só teremos alguma possibilidade, mesmo que remotíssima, de êxito, se nos dispusermos a agir. Ademais, precisaremos ter os pés no chão, cientes da necessidade de atravessar inóspito e perigoso deserto, se quisermos alcançar esse nosso objetivo.
É possível, em alguns casos, que completada, com ingentes sacrifícios, a travessia, nos decepcionemos com o que virmos à nossa frente. Pode acontecer da “terra prometida” não ser fértil, como imaginávamos, e muito menos “manar leite e mel”. Como saber, porém? Atravessando o deserto!
Se o objetivo não for condizente com os sonhos, a luta, certamente, terá valido a pena. Teremos feito a maior conquista que um homem pode fazer: a de nós mesmos. Pois, como afirmou, metaforicamente, o psicólogo inglês Havelock Ellis: “Uma terra prometida sempre fica do outro lado do deserto”. Sempre e sempre...
Jornalista, radicado em Campinas, mas nascido em Horizontina, Rio Grande do Sul. Tem carreira iniciada no rádio, em Santo André, no ABC paulista. Escritor, com dois livros publicados e detentor da cadeira de número 14 da Academia Campinense de Letras. Foi agraciado, pela sua obra jornalística, com o título de Cidadão Campineiro, em 1993. É um dos jornalistas mais veteranos ainda em atividade em Campinas. Atualmente faz trabalhos como freelancer, é cronista do PlanetaNews.com e mantém o blog pedrobondaczuk.blogspot.com. Pontepretano de coração e autêntico "rato de biblioteca". Recebeu, em julho de 2006, a Medalha Carlos Gomes, da Câmara Municipal de Campinas, por sua contribuição às artes e à cultura da cidade.
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Saturday, March 27, 2010
"Uma democracia baseada na igualdade de todos é a mais absoluta tirania". La democrazia fondata sull'eguaglianza assoluta è la più assoluta tirannide.
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Wednesday, March 24, 2010
ALÉM DO HORIZONTE AZUL
By Sandra Waihrich Tatit
Longe , muito longe deste horizonte , repousa a imensa serenidade que buscamos , distante de nossos olhos sedentos de amor , lá está o outro amor , o amor maior que nutre nossa alma , este amor nos espera e , a ele retornaremos e lá buscaremos a paz eterna . Somos carentes desta paz e somos conscientes que ela existe bem no fundo de nossa alma , bem escondida em nosso coração . Vamos procurá-la e a encontraremos certamente , a nos esperar e nos oferecer seu eterno amor , aquele que o criador dos mundos nos oferece , aquele que nasce de nossa prece , de nossa confiança , de nossa fé , esta fé que tudo nos dá , a qual nos entregamos cada hora do dia , ela nos conforta e reabilita , para que possamos enfrentar muitos momentos duros e difíceis , e eles existem e nos machucam , somente esta fé nos dá condições de irmos em busca do ser supremo e , se nos dermos conta , encontraremos ainda , um amor maior , o amor das montanhas e dos mares , o amor das marés em sua eterna instabilidade , na inconstância dos mares , encontramos a nós mesmos , a nossa essência interior plena , nas diferenças , muitas vezes tão difíceis de contornarmos . Na saúde e na doença , o poder maior de nosso supremo criador nos restabelece e , pela prece nos habilita a viver , a anfrentar e suportar , a sofrer todas as dores , vermos todas as verdades , e respirarmos amor , dentro da dor , seu sabor é mais evidente e verdadeiro . Nada vem a nós sem que possamos segurar e superar , pelo esforço constante e pelo crédito dado à supremacia da força sobre o desestímulo , desta imensa superação , diante da dificuldade eminente , desta razão inteira de viver , de morrer e de renascer . Assim seguimos nas alamedas do tempo e acabamos por chegar ao fim de nossa estrada , maltratados mas refeitos , aceitos pela providência divina e eterna , esta que restaura vidas e devolve a saúde . Tudo é perfeito na magnitude e essência de nosso criador supremo . Cultivar nossa fé , é tudo que precisamos para alavancar nosso cotidiano e , aceitar a vontade de Deus , é a maior provação de nossa verdadeira fé.
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Monday, March 15, 2010
NOSSA SENTENÇA DE VIDA

Nossa Sentença de Vida
Sandra Waihrich Tatit
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Sunday, March 14, 2010
GALOPANDO NO TEMPO
dissabores e amores ,
Domando as agruras que surgem
No horizonte bravio ...
Seguindo a caminhada como um pássaro
que busca alimento ,
No galope de meus pensamentos ,
Domando as adversidades com rédeas curtas ,
Montando na saudade e
Galopando no tempo ,
Sem corcovear nas intempéries .
Assim , passam os dias e noites ,
Mais um dia é menos um dia ...
Nesta lenta agonia da vida ,
disfarçada de ilusão e esperança .
Desde criança acreditei na vida ,
Sem pensar na arrancada , na marcha e na despedida
Na partida inevitável ...
As rédeas curtas são meu prumo e
a minha garantia ...
Numa tropeçada sei qual o jeito
de conduzir meu cavalgar ligeiro ,
quando poderia tombar , encurto as rédeas
e sigo em frente mesmo em desatino .
A estrada se desalinha , eu quase
rodando me equilibro ainda .
É a vida e seus desafios .
A sensatez que aprendi com o tempo
Me ajuda a domar o meu destino .
Ardiloso como este cavalo bravo
que me domina e desconcerta ,
eu o desarmo no galope intenso ...
Nas rédeas curtas de meu pensamento !
Curtas , para evitar o tombo ,
Temor para quem cavalga sozinho ,
Na cancha reta de sua vida !
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Saturday, March 13, 2010
SENDAS DO SUBLIME
Sandra Waihrich Tatit
nas sendas do sublime ...
pensamos que é somente minha esta emoção ,
esta paixão sublime nasce ,
enquanto outras pessoas a sentem tão distante ,
na verdade não é solidão nem carência ,
é evidência ...
poderá ser excesso de amor ,
saudade ou dor ,
no som quente de uma melodia ,
na tristeza imensa que me envolve ,
e o sorriso me devolve .
Amores que renascem ,
sublimes como se foram ,
retornam sua trajetória ,
ainda que perdidos de sua origem
esquecidos de sua glória .
Partem sem deixar nenhuma história .
Hoje estou assim ,
é uma sensação de estar sozinha
e tão acompanhada estou ,
na excitante jornada dos meus pensamentos ,
transbordantes de paixão ,
de emoção ...
uma paixão que nasce ,
colorindo minha face ...
elas sempre nascem assim para mim ,
arrebatadoras ...
meu fazer apaixonado já é uma constante em meu viver .
Em tudo que faço me dou inteira ,
sempre assim fui
sobrevivendo , sofri e renasci sempre ,
mesmo após o desencanto ,
como um gozar em pranto
penetrando em meu canto .
Construí meus castelos de carinhos
sobre as cinzas das desilusões ...
certeira e sorrateira a buscar meus caminhos ,
mesmo em meio aos espinhos ,
tornando a sublimidade uma constante ,
um prazer reinante e transbordante ...
como um delicioso licor em minha boca ,
degustado gota à gota ...
mesmo nas horas tristes e aparentemente vazias .
Seriam na verdade uma agonia ,
Se não buscasse minhas eternas fantasias
fugidias , em minha cavalgada ...
transformando-as em sendas do sublime ,
numa apaixonante noite fria .
Sandra Waihrich Tatit
Meu Poemas de Improviso
Publicado em agosto de 2009
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Friday, March 12, 2010
AMOR E INTELIGÊNCIA
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Unknown
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Thursday, March 11, 2010
CONTEMPLAÇÃO
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Wednesday, March 10, 2010
GRATUIDADE DA NATUREZA
Poema de Sandra Waihrich Tatit
que o grande artista Deus
presenteou o homem ...
para a realização de sua Obra Monumental .
Deus, Grande Regente da Sinfonia Universal !
Na Gratuidade Da Natureza ,
encontramos o renascer de nossa plenitude cósmica
e humana .
Nossas partituras da vida
a cada ano se renovam ,
e novas notas se fundem ,
novos acréscimos se somam ,
microcosmo e macrocosmo unidos ,
aliados na Melodia Universal ,
na Harmonia já não vivida ,
homens e animais habitam a terra ,
homens em guerra ...
esfacelam suas almas calmas ,
desfragmentam a sua Luz !
que conduz e refaz ,
e lutam pela física integridade .
Fogem dos assédios da luta
labutam pela Paz .
Paz para o mundo ,
que em um segundo é destruído
pela ingrata bomba dos tempos ,
a bomba da morte precoce ,
pela insensata incoerência das horas ,
perdidas e disperdiçadas ,
nas disputas , nos preconceitos , nos confrontos ...
levando homens ao castigo da guerra ,
serem aqui ainda ,
nesta terra , vítimas silenciosas ,
vítimas da cumplicidade e das apropriações
ilícitas , mas coniventes com tempos presentes ,
numa política infectada e desprezível ,
atuando em homens inocentes ,
carentes e incultos .
Anuncia-se então , nesta hora triste ,
da queda dos tempos ,
da guerra de almas brancas e inocentes ,
imaculadas e persistentes ,
na cauda perdida da destruição ,
do homem pelo homem ,
dos homens pelas máquinas ,
dos seres perdidos sem rumo ,
a buscarem sua identidade na terra ,
violência , corrupção , engodos e trapaças ,
ardis e artimanhas vis ,
a vida que da à vida ...
o universo conspira em nós !
Vamos à luta porque chegou a Nova Era !
a Era do Amor e da Paz .
Trabalhemos como homens e pelo homem livre ,
da escravisão deste tempo ,
deste indigno tormento ,
um lamento que explode ,
sejamos gentes deste Novo Mundo ...
planetas giram exuberantes e imponentes ,
homens ficam na terra ,
ainda em guerra ...
Sandra Waihrich Tatit
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Tuesday, March 09, 2010
*MORTE VIVA* Vidas em Renovação
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Monday, March 08, 2010
* MINHA HOMENAGEADA NO DIA INTERNACIONAL DA MULHER * Lya Luft , escritora do Rio Grande do Sul , Brasil
Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.
Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.
Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.
Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.
Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.
Que o outro sinta quanto me dóia idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida.
Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ''Olha que estou tendo muita paciência com você!''
Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.
Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.
Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.
Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher.


Em Lya Luft, o silêncio diz tudo
Consagrada por seus ensaios ao mesmo tempo informais e profundos sobre os relacionamentos humanos, a escritora gaúcha Lya Luft está lançando a coletânea de contos O Silêncio dos Amantes (Record; 160 páginas; 28 reais). Trata-se de um retorno da autora à ficção, gênero em que ela primeiro se aventurou nos anos 80, como romancista.
Uma das colunistas mais conhecidas e admiradas dos leitores de VEJA, Lya retoma em seu novo livro o tema que a transformou numa ensaísta de sucesso: a incomunicabilidade entre os que se amam. Os vinte contos de O Silêncio dos Amantes tratam do que as pessoas deixam de dizer umas às outras, às vezes com conseqüências terríveis.
Na apresentação da nova obra, Lya conta que inicialmente pensou em compor um ensaio na linha de Perdas & Ganhos, seu grande best-seller de 2003, que vendeu 600.000 cópias. Depois, à medida que surgiam personagens, imaginou que tinha um romance em mãos – até a história se fragmentar nessa coletânea contos.
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Nos contos de O Silêncio dos Amantes, Lya Luft investiga
as dificuldades trágicas da comunicação humana
Foi com o ensaio, gênero não muito comum nas listas de best-sellers, que a escritora gaúcha Lya Luft se tornou sucesso de vendas. Com sua visada ao mesmo tempo informal e profunda dos relacionamentos humanos, Perdas & Ganhos, lançado em 2003,vendeu 600 000 exemplares. Foi seguido por Pensar É Transgredir, com 215 000. A ensaísta também é conhecida e admirada pelos leitores de VEJA. Os artigos de Lya estão freqüentemente entre os mais comentados da revista – "Baleias não me emocionam", texto de 2004, recebeu mais de 200 cartas. Antes desses números espetaculares, Lya estreou como romancista nos anos 80, com dramas familiares densos como Reunião de Família – livros de vendagem bem mais discreta, mas com o mesmo repertório de temas que a autora persegue de forma obsessiva. Sua última obra ficcional foi O Ponto Cego, romance de 1999. A alguns meses de completar 70 anos, Lya Luft está retornando à ficção com O Silêncio dos Amantes (Record; 160 páginas; 28 reais), uma coletânea de contos que, como o título anuncia, tratam do que as pessoas deixam de dizer umas às outras, às vezes com conseqüências terríveis.
Na apresentação da nova obra, Lya conta que inicialmente pensou em compor um ensaio na linha de Perdas & Ganhos. Depois, à medida que surgiam personagens, imaginou que tinha um romance em mãos – até a história se fragmentar nessa coletânea de vinte contos. A incomunicabilidade é a linha mestra do livro. Em várias histórias, os personagens, premidos pelas exigências do dia-a-dia, evitam travar diálogos que teriam o potencial até mesmo de salvar a vida de uma pessoa amada. É o caso do pai de A Pedra da Bruxa, conto que abre o livro: atrasado para compromissos, ele adia uma conversa com o filho mais novo – com quem nunca mais terá a oportunidade de falar, pois o menino desaparece misteriosamente no mesmo dia. O mistério, aliás, é um componente importante desses contos. Alguns trazem elementos fantásticos – em O Anão, por exemplo, o protagonista passa por uma grotesca metamorfose.
Os contos de Lya são muitas vezes de uma tristeza trágica. Ousada, a autora incursiona pelos temas mais dolorosos, como o suicídio infantil. Mas esse não é um livro desesperançado. O conto-título, que fecha O Silêncio dos Amantes, retrata um casal que consegue reconstruir a vida e reencontrar uma precária felicidade depois de ser afligido pelas piores circunstâncias – ela, abandonada pelo marido cafajeste; ele, viúvo cuja primeira mulher, grávida, foi brutalmente assassinada por um assaltante. Há certo toque gótico na história, na forma de um fantasma que ronda os personagens. Mas o fantasma é, como tantos personagens da coletânea, silencioso.
Um fantasma que sofre Trecho do conto O Silêncio dos Amantes |
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Sunday, March 07, 2010
* O PODER FEMININO * com a liberdade , a mulher deve buscar o ser que realmente é , em toda sua plenitude ...
* O PODER FEMININO *
Deprês femininas "sem explicação" - mesmo em mulheres bem sucedidas -, pânico, tédio, crises de choro, comportamentos destrutivos... Muitas dessas recorrentes manifestações depressivas estão relacionadas a uma certa negligência da mulher em relação ao próprio ser feminino, por não procurar conhecer e acolher as suas diversas faces.Cura em latim (curare) significa "tornar-se verdadeiro", e é da autopercepção dessa verdade que muitas mulheres modernas sentem falta. A cura vem da liberdade que a mulher deve buscar de ser o que realmente é, em toda sua plenitude.“Toda mulher é linda, atraente, curandeira, xamã, sacerdotisa, anciã sábia”, conta Patricia Cuocolo no artigo que se segue. Psicoterapeuta graduada pela PUC-SP, ela ampliou seus conhecimentos através da Antroposofia, do Renascimento (Rebirthing), da Psicologia Oriental e Transpessoal, e de Estudos sobre o Feminino Sagrado. Criou a Terapia da Mulher, um trabalho que foca as necessidades físicas, emocionais e espirituais da mulher contemporânea e coordena grupos semanais de mulheres na Granja Viana/Cotia e em São Paulo. Poder Feminino: a cura de ser realmente tudo o que se é Se você ama com todas as forças de seu coração, então sabe - ou algum dia soube - o que é ser mulher! É sempre uma força arrebatadora, e altamente zelosa sua manifestação. Não tem hora nem lugar, simplesmente é...Ser mulher é encontrar o seu poder, sua fé, sua alegria de viver. É amar como se fosse o último dia de sua vida, é chorar as próprias perdas até o dilaceramento da alma, é curar-se em seu próprio recolhimento, na sua própria espiritualidade.A mulher é movida pelo amor e por suas paixões, e isso ninguém lhe tira, é de sua natureza. O fogo sagrado mora dentro dela, e quem quiser despertar sua atenção precisa ser corajoso o bastante e não ter medo de compartilhar esse fogo com ela.Ela sabe ser meiga e carinhosa, mas também sabe ser feroz e exigente quando se torna necessário lutar pelos seus ideais. Os ideais da mulher são grandiosos, e parte do seu aprendizado está em amadurecê-los, ou seja, torná-los reais, passíveis de experiência real. É a partir dessas experiências que ela vai tornando-se interessante, forte e profundamente sábia. Nesse confronto de ilusão com realidade, a mulher tem a chance de crescer e começar a acessar sua alma, sua verdadeira fonte criativa.A mulher que não conhece sua alma, sua verdadeira natureza, torna-se frágil, dependente, carente, medrosa, insegura. Passa a viver uma vida de mentiras, e o pior: passa a acreditar na própria mentira.A mulher que consegue ver a simplicidade e a beleza nas pequenas coisas, e sentir gratidão por ser portadora de uma missão tão bonita como a de regenerar a Terra e trazer generosidade para a humanidade, com certeza está no caminho... A coragem de não saber onde ele vai dar também faz parte da entrega a caminho da busca.Integrar todas as faces Através dos sete principais arquétipos femininos representados pelas Deusas Gregas, ou sete padrões de comportamento que caracterizam a personalidade da mulher, ela tem a possibilidade de fazer sua auto-análise e trazer para a consciência questões fundamentais para a compreensão e transformação dos vários aspectos que a compõe. É a relação harmoniosa entre esses vários aspectos que permitem à mulher ser inteira, íntegra, e a não ter medo de seu próprio poder, pois cada aspecto tem a sua necessidade própria de ser nutrido.São eles: Afrodite (criatividade, sexualidade, amor), Hera (fidelidade, casamento sagrado), Atena (planejamento, estratégias), Ártemis (independência, ideais de vida), Perséfone (autoconhecimento, sensibilidade), Deméter (maternidade, fertilidade, cuidado com o outro) e Héstia (espiritualidade, fogo sagrado).Geralmente, não temos consciência de todas essas faces e é essa falta de consciência e integração que traz os conflitos. Ela é gerada na cultura ocidental pela cisão entre a razão e a intuição. Linguagens como a dos símbolos, mitos e sonhos passaram a ser associadas a linguagens infantis, e não tiveram espaço na cultura ocidental racional.Pânico, tédio, crises de choro, comportamentos destrutivos, entre outros sintomas depressivos que hoje acometem muitas mulheres, estão, em muitos casos, relacionados com uma certa negligência da mulher em relação ao próprio ser feminino, por não procurar compreender e acolher suas diversas faces.A depressão feminina aparentemente "sem explicação", como nos casos de mulheres bem sucedidas profissionalmente, mas que se sentem fracassadas e tristes, é muito comum em mulheres que se viram "obrigadas" a relegar a um segundo plano arquétipos ligados à intuição, à sensibilidade, como, por exemplo, o de Perséfone.Outro exemplo é o da mulher que viveu muito tempo para a carreira. Essa mulher pode não saber como seduzir um homem, como dançar e se soltar - nesse caso viveu muito a Atena e não deu muita importância à Afrodite. Também a mulher de 50 anos que só viveu para o marido e para os filhos pode, nessa altura da vida, se sentir vazia, sem chão, quando os filhos crescem e vão embora - nesse caso viveu muito Deméter e não deu muita importância para si, para seus ideais (Ártemis).A grande dificuldade da maioria das mulheres é a integração de todas as suas faces. A cura vem da integração dos vários aspectos da psique feminina, da liberdade que a mulher tem de ser o que realmente é, em toda sua plenitude.Toda mulher é linda, atraente, curandeira, xamã, sacerdotisa, anciã sábia!Necessitamos acreditar em nós mesmas, no poder que temos de curar todos os nossos aspectos sombrios, aspectos que por milênios não nos permitiram viver! Aspectos que foram considerados perigosos, talvez por conter tanta simplicidade em sua forma, tanta beleza, tanta sabedoria e compaixão, que alguns se sentiram ameaçados por serem tão diferentes dessa natureza!!!A mulher é um ser sagrado, pleno de sabedoria, instintivo, intuitivo... Ela conhece os Mistérios Sagrados ligados aos ciclos, pois ela própria é cíclica, mutante, e conhece como ninguém os segredos da vida/morte/vida, ou seja, junto com o processo da vida está a morte e as transformações decorrentes desta, abrindo assim a possibilidade do renascimento. É assim que o seu corpo a avisa todo mês, através do ciclo menstrual, que a vida continua. Que o sangue verte, que os filhos nascem, que os frutos amadurecem e caem novamente no solo, e que a vida ressurge novamente!Homenagem ao Grande FemininoDesperta mulher!Não te deixes influenciar por aquelas vozes que só sabem afrouxar teus laços...Zela por tua vida como um felino cuida de sua cria...Predadores existem por toda parte, por isso estejas atenta...Ama sempre, será aí que buscarás tua força...Sejas sempre tu mesma, um lindo caminho te aguarda...Não desanimes nunca, pois mesmo que não te lembres, fizeste tua escolha...Confia!Fonte: http://www.absolutaonline.com.br/conteudo_yinsights_artigos_poderfeminino.htmlPatrícia Cuocolo - Psicoterapeuta, ampliou seus conhecimentos através de estudos sobre o Feminino Sagrado. Coordenadora do Espaço Integração.
por Sagrado Feminino Soraya Mariani - ciranddadalua@yahoo.com.br Lido 1448 vezes, 22 votos . Visite o Site do autor.
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Saturday, March 06, 2010
* MULHER * Carlos Drummond de Andrade
Mulher Carlos Drummond de Andrade
Para entender uma mulher
é preciso mais que deitar-se com ela…
Há de se ter mais sonhos e cartas na mesa
que se possa prever nossa vã pretensão…
Para possuir uma mulher
é preciso mais do que fazê-la sentir-se em êxtase
numa cama, em uma seda, com toda viril possibilidade… Há de se conseguir
fazê-la sorrir antes do próximo encontro
Para conhecer uma mulher, mais que em seu orgasmo, tem de ser mais que
amante perfeito…
Há de se ter o jeito certo ao sair, e
fazer da saudade e das lembranças, todo sorriso…
- O potente, o amante, o homem viril, são homens bons… bons homens de
abraços e passos firmes…
bons homens pra se contar histórias… Há, porém, o homem certo, de todo
instante: O de depois!
Para conquistar uma mulher,
mais que ser este amante, há de se querer o amanhã,
e depois do amor um silêncio de cumplicidade…
e mostrar que o que se quis é menor do que o que não se deve perder.
É esperar amanhecer, e nem lembrar do relógio ou café… Há que ser mulher,
por um triz e, então, ser feliz!
Para amar uma mulher, mais que entendê-la,
mais que conhecê-la, mais que possuí-la,
é preciso honrar a obra de Deus, e merecer um sorriso escondido, e também
ser possuído e, ainda assim, também ser viril…
Para amar uma mulher, mais que tentar conquistá-la,
há de ser conquistado… todo tomado e, com um pouco de sorte, também ser
amado!”
Carlos Drumond de Andrade
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Friday, March 05, 2010
OS SONHOS NÃO SE DEFINEM
já cansados,
Ou deliciosamente saciados ...
me conduzes a mundos invisíveis,
dás colorido às paisagens sem cor,
emolduras de dor o meu caminho ...
espinhos ou pétalas contidas,
ou sensações reprimidas,
Meus Poemas de Improviso
http://aquariussandra.blogspot.com
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4:28 AM
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