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ARTE É VIDA

ARTE É VIDA
"Que haja ternura no lirismo da poesia da vida. Que haja coragem em nossos passos para seguirmos em meio à aridez dos sonhos desfeitos. Que haja força para reconstruirmos os alicerces dos sonhos eternizados na verdade de nosso coração. Que nesta senda nos seja permitido estar em aliança com nossos Irmãos de Luz e que sejamos a personificação do Amor."

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Aqui em 'Arte é Vida', você é o principal personagem deste roteiro de músicas, de paz e amor. Obrigada pela sua presença, é valiosa para mim, se quiser, deixe sua mensagem em meu livro de visitas, abraços, Sandra

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Sandra Waihrich Tatit

Sandra Waihrich Tatit
"Que haja ternura no lirismo da poesia da vida. Que haja coragem em nossos passos para seguirmos em meio à aridez dos sonhos desfeitos. Que haja força para reconstruirmos os alicerces dos sonhos eternizados na verdade de nosso coração. Que nesta senda nos seja permitido estar em aliança com nossos Irmãos de Luz e que sejamos a personificação do Amor."

BIOGRAFIA I

Sandra Waihrich Tatit
Aniversário: 11 de Fevereiro
Signo astrológico: Aquário
Atividades: Direito , Literatura , Música e Educação
Profissão: Advogada
Local: Júlio de Castilhos : Rio Grande do Sul : Brasil
Clip de áudio
Quem sou eu
NASCI EM JÚLIO DE CASTILHOS, RIO GRANDE DO SUL, BRASIL.
MÃE DE TRÊS FILHOS, RUBENS, RUSSAIKA E ANGELA. FILHA DE RUBENS CULAU TATIT E CLÉLIA WAIHRICH TATIT.
SOU ADVOGADA, CURSEI DIREITO NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA, RIO GRANDE DO SUL, BRASIL.
CULTIVO A ARTE COMO UMA LIBERTAÇÃO, PIANO, VIOLÃO, CANTO E LITERATURA.
INTEGREI O CORAL DA UNIVERSIDADE.
LIVRO DE ARTE PUBLICADO, "UMA NOVA DIMENSÃO DA ARTE NA EDUCAÇÃO".
CURSEI PÓS GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO LATU SENSU.
VEJO A ARTE COMO UMA LIBERTAÇÃO DO SER HUMANO, UMA TERAPIA QUE AMENIZA OS SOFRIMENTOS DO COTIDIANO.
A MÚSICA É A HARMONIA DO HOMEM, A LINGUAGEM DO UNIVERSO.
INTERPRETO PIANO E VIOLÃO, APRECIO CANTAR.
POSSUO COMPOSIÇÕES MUSICAIS, PARA PIANO E VIOLÃO.
NA EUROPA, CONHECI UM POUCO DA HISTÓRIA DA ARTE, ESPECIALMENTE NA ITÁLIA.
DIZ GANDHI, "PRECISAMOS SER AS MUDANÇAS QUE QUEREMOS VER NO MUNDO".
SOU DO SIGNO DE AQUÁRIO, ACREDITO NA ASTROLOGIA E SUA INFLUÊNCIA EM NOSSA VIDA E PERSONALIDADE.
PRETENDO ESCREVER AQUI NO BLOG, SOBRE DIVERSOS TEMAS E POESIAS, TAMBÉM PUBLICAR TEXTOS RELEVANTES DE OUTROS AUTORES.
ESCREVO POEMAS, É UMA FORMA DE DAR MAIS LEVEZA À VIDA. PREGO A ARTE COMO UMA UMA VIDA DENTRO DA PRÓPRIA VIDA QUE SE ETERNIZA PELO ESPÍRITO, UMA LINGUAGEM UNIVERSAL.
UM TRIBUTO A CAMÕES NESTA FRASE ,"CESSA TUDO QUANTO A MUSA CANTA QUANDO UM PODER MAIS ALTO SE AGIGANTA."
Interesses:
ARTE E MÚSICA
DIREITO E EDUCAÇÃO .
Filme favorito
"FREUD ALÉM DA ALMA".
Música favorita
A CLÁSSICA " SONATA AO LUAR " DE BEETHOVEN.
Livros favoritos
" O PROFETA " DE GIBRAN KHALIL GIBRAN . GOSTO MUITO DE LITERATURA ORIENTAL. "OS HETERÔNIMOS" DE FERNANDO PESSOA (Poeta Português). OS POEMAS DE NOSSO POETA OLAVO BILAC
ME FASCINAM
COMO "A VIA LÁCTEA E BENEDITICE". CECÍLIA MEIRELES E LYA LUFT
MINHAS GRANDES MUSAS DA POESIA . "O ATENEU" DE RAUL POMPÉIA . A "DIVINA COMÉDIA" DE DANTE ALIGHIERI
"DON QUIXOTE DE LA MANCHA"
DE MIGUEL DE CERVANTES. QUERO RENDER UM TRIBUTO À MAGISTRAL LITERATURA DE CAMÕES EM " OS LUSÍADAS . "

SEJAM BEM VINDOS AMIGOS!


Arte é Vida e Educação

"Que haja ternura no lirismo da poesia da vida. Que haja coragem em nossos passos para seguirmos em

"Que haja ternura no lirismo da poesia da vida. Que haja coragem em nossos passos para seguirmos em

BIOGRAFIA II

Sobre Mim
Advogada
Universidade Federal de
Santa Maria

Brazil

Artes
Música-Piano-Violão
Literatura

ARTE É VIDA
A Arte é Linguagem Universal

•*¨*•♫♪•♫♪•♥♫•*¨*•♫♪•♫♪•♥
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Advogada
Produtora Rural
Agropecuária - Agronegócios
Arte-Música - Piano Violão e Literatura
Aprecio as pessoas transparentes e verdadeiras. As relações humanas me cativam, direito, justiça e paz
são minhas trajetórias de vida, ajudar o ser humano o máximo que me seja permitido, sentindo a beleza de minha vocação e o apelo do mundo atual à disponibilidade de minhas energias. Meu primeiro livro publicado 'Uma Nova Dimensão da Arte na Educação'. Na Europa conheci a História da Arte. Na Itália, França. Espanha, Alemanha, Holanda, Bélgica, Áustria e Suiça. Cursos e estudos na área artística e 'História da Arte'.
Sou membro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Estado do Rio Grande do Sul.
Cursei a Escola Superior do Ministério Público e Pós Graduação em Educação Latu Sensu, minha tese foi sobre a Arte e a sua Dimensão no Ensino. Possuo composições musicais de minha autoria, música e letra.
Também alguns vídeos, os quais se encontram no youtube. Mensagens que circulam na internet, formatadas e sonorizadas. Músicas gravadas em seleção e editadas, para sites ou audiência .
Sou funcionária pública do Estado do Rio Grande do Sul.
Brasil.
Creio na Educação como a forma de melhorar o mundo e o ser humano, a Arte na Educação, como uma libertação e incentivo à aprendizagem mais eficiente. Na Arte Terapia, como forma de cura e amenização de conflitos existenciais. Na música, como a Linguagem Universal. Arte Pura como uma vida dentro da própria vida, se eternizando pelo Espírito.
Os artistas são as antenas da raça humana, eles auscultam e pressentem o porvir. Arte é Vida.
Sou mãe de três filhos, Rubens, Russaika e Angela.

'Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita.Tem o peso de uma lembrança.Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros'.
Clarice Lispector

UMA INTENSA LUZ ATRAVESSA O SILÊNCIO DA VOZ QUE CALA...

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  • Santa Maria, Brazil

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ARTE É INSPIRAÇÃO E EMOÇÃO

ARTE É INSPIRAÇÃO E EMOÇÃO

DIVINA MÚSICA

Divina Música!
Filha da Alma e do Amor.
Cálice da amargura
E do Amor.
Sonho do coração humano,
Fruto da tristeza.
Flor da alegria, fragrância
E desabrochar dos sentimentos.
Linguagem dos amantes,
Confidenciadora de segredos.
Mãe das lágrimas do amor oculto.
Inspiradora de poetas, de compositores
E dos grandes realizadores.
Unidade de pensamento dentro dos fragmentos
Das palavras.
Criadora do amor que se origina da beleza.
Vinho do coração
Que exulta num mundo de sonhos.
Encorajadora dos guerreiros,
Fortalecedora das almas.
Oceano de perdão e mar de ternura.
Ó música.
Em tuas profundezas
Depositamos nossos corações e almas.
Tu nos ensinaste a ver com os ouvidos
E a ouvir com os corações.

Gibran

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UMA INTENSA LUZ ATRAVESSA O SILÊNCIO DA VOZ QUE CALA

UMA INTENSA LUZ ATRAVESSA O SILÊNCIO DA VOZ QUE CALA
Grandes verdades são traduzidas pelo silêncio

ARTE É LIBERDADE

A OBRA DE ARTE É O EFÊMERO QUE SE TORNA IMORTAL

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"Os Artistas são as antenas da raça humana, eles auscultam e pressentem o porvir" ... Ezra Pound

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ARTE É AMOR E LUZ

A música é a linguagem dos espíritos. Khalil Gibran

A música é a linguagem dos espíritos. Khalil Gibran
Na dimensão daquilo que pensamos ou sentimos não há lugar ou tempo definidos ...

ARTE É VIDA

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PLANTE AQUILO QUE DESEJA COLHER

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Wednesday, August 13, 2008

NOSSA ÚNICA SAÍDA É A FÉ

Nossa única saída é a fé
Escrito por Eunice Ferrari
A preocupação da maioria de nós muitas vezes gira em torno do nosso papel ou missão neste mundo. É bem verdade que essa preocupação é da maior importância para o nosso crescimento e processo de evolução. Nenhuma pessoa pode oferecer algo à vida sem ao menos saber ou entender um pouco sobre si mesma.Gostaria de, mais uma vez, pedir sua reflexão. Às vezes me pego pensando em nosso verdadeiro papel como habitantes deste planeta, um lugar onde todos, ou quase todos, possuem os mesmos anseios e angústias. Todos sofremos as mesmas dores, possuímos as mesmas esperanças e nem por isso nos damos as mãos. Há que se ter um motivo para isso. Quanto mais eu conheço pessoas, quanto mais trabalho e trato de cada uma delas, mais eu compreendo que é por meio do outro que crescemos; que sem a existência do outro, não somos nada. Por isso acredito que somos todos responsáveis uns pelos outros. Acredito também que, se nosso olhar se voltar para as necessidades alheias, nossas necessidades naturalmente serão acolhidas pelo Universo e Seu Criador. A vida possui uma magia inexplicável, ou seja, estamos todos inseridos nessa trama mágica que é nosso destino. Ela possui uma coerência e sincronicidade que só a existência de uma Força Maior pode explicá-la. Por mais que tentemos entendê-la, algo misterioso escapa de nossa compreensão. E é essa sua maior magia. Por toda a precisão e por toda maestria que é dirigida, a vida deve ser sempre exaltada. Devemos, por meio de nossa compreensão e consciência, aprender que a fé e a entrega a ela é nosso melhor caminho. A vida por si só, vale a pena. Independente de qualquer conquista ou situação, estamos todos navegando em um mesmo barco que certamente nos levará a um lugar de paz, harmonia e tranqüilidade. Enquanto permanecermos apegados a valores e necessidades mundanas, enquanto não resolvermos, apesar de toda dor e de toda luta acreditar na vida, permaneceremos imersos em mundo interior povoado de fantasmas e medos criados pela nossa ignorância. Há que se ter uma fé inabalável no curso natural da vida e na presença constante de uma Força Maior que rege este Universo e nos protege. Por isso, medite, contemple, entregue-se!
Eunice Ferrari reside em São Paulo, é psicoterapeuta, astróloga, ocultista, consultora, coordenadora de cursos e professora de yoga e meditação. ...euniceferrari.net/

Tuesday, August 12, 2008

TODA A MUDANÇA DEVE COMEÇAR POR VOCÊ

Toda mudança deve começar por você
Escrito por Eunice Ferrari
Às vezes a vida se torna meio chata e difícil, mesmo assim não podemos deixar de pensar e tentar compreender os seus motivos. Encontrar esses motivos faz com que nossas vidas e problemas, junto com os obstáculos que enfrentamos, se tornem mais leves. Existem momentos que são realmente difíceis e irritantes e é nessa hora que devemos exercitar e colocar em prática tudo o que aprendemos teoricamente em nosso caminho espiritual. Existem pessoas que, ainda imersas nos ensinamentos caracterizados pelos dogmas, acreditam que, se viverem a vida de forma equilibrada, comendo saudavelmente, tratando bem às pessoas que se relacionam e trabalhando com organização e afinco, escaparão das dificuldades da vida. É claro e lógico que podemos diminuir muito dessas dificuldades seguindo um código de ética definido, mas não se esqueça que o que passamos no dia de hoje é resultado direto de nossas ações e reações no passado. E é exatamente por isso que devemos parar para refletir sobre nosso momento presente.Se em uma situação limite perdemos a razão e reagimos com dureza e irritação, certamente continuaremos a repetir o mesmo padrão que construímos no passado e dessa forma não mudamos nada. Possuímos um corpo mental exatamente para controlar e compreender nosso corpo emocional. Se deixarmos que as emoções corram livremente como cavalos selvagens, nos tornamos vítimas de nosso ego e conseqüentemente da vida. No entanto, se usarmos nossa capacidade reflexiva e não deixarmos que as emoções tomem a dianteira das situações, passamos a funcionar de maneira diferente da que sempre funcionamos e, assim, desenvolvendo cada vez mais nosso corpo mental, nos tornamos donos e senhores de nossas vidas. A cada tentativa e acerto nos tornamos mais fortes e nossos egos inferiores são impedidos de se manifestar. Dessa forma, damos passagem à manifestação de nossas almas, de nossos egos superiores, nossa vida se torna cada vez mais fácil de ser levada. Os problemas passam a ser enfrentados de outra forma, com mais tranqüilidade, otimismo e fé. Costumo sempre dizer que "tudo o que é passageiro, passa". E isso é óbvio. No entanto, muitas vezes conseguimos perder toda e qualquer compreensão exatamente por deixarmos de lado nossa capacidade analítica.Se você está passando por algum problema neste momento, e é quase certo que esteja, pare para pensar em qual é o tamanho e o valor dessa questão que o incomoda. Alguns pequenos problemas emocionais e de saúde, problemas no trabalho e financeiro, enfim, problemas passageiros. Pense honestamente o tempo que precisa para resolvê-lo: uma semana, um mês, um ano, dois anos? Isso é passageiro. É fato que nessa situação terá que colocar em andamento muitas das qualidades que possuí e que de vez em quando precisam ser acionadas. Esse é o exato momento em que precisa colocar em prática as teorias espirituais que conhece. É sabido que, se fizermos um pequeno movimento de mudança, na maioria das vezes, muita coisa pode mudar. Se não mudarmos nossa forma de reagir, estaremos, como animais irracionais, repetindo compulsivamente ações e reações do passado. Isso não ajuda em absolutamente nada. Portanto, se deseja mudar algo em sua vida, comece por você. Se está enfrentando alguma situação de dor, avalie os motivos que levaram você a enfrentar esse momento. E mude. Tenha coragem de mudar. Não deixe para depois o treinamento eficaz do controle sobre suas emoções. Caso exista falta de consciência de seus reais motivos, é interessante procurar ajuda de um bom profissional para trazer à tona o que você ainda desconhece. Volto a dizer que "tudo o que é passageiro, passa". E se você parar para pensar vai perceber que não se lembra de muita coisa que aconteceu a você no ano passado. Se a dor é de amor ou de falta de dinheiro, também vai passar. Basta escolher qual o caminho que deve seguir para recomeçar e construir uma nova vida.Curso: "Meditação e Poder Mental" - intensivo de seis horas aos sábados.Informações:
eunice.ferrari@terra.com.br

MEDITAÇÃO __ ESTADO PROFUNDO DE CONSCIÊNCIA

Meditação
Entre em um estado profundo de consciência com a meditação
Eunice Ferrari
Somos todos conectados uns aos outros pela força de uma só consciência: a consciência cósmica, que se manifesta de várias maneiras. Seu fluxo nos penetra e somos invadidos por essa consciência superior, o que nos torna unidos ao cósmico. Portanto, estamos permanentemente ligados a essa inteligência que vive no âmago de nosso próprio ser. Essa consciência é suprema e contém todo conhecimento do passado, presente e futuro, não só da humanidade, como de nossas vidas pessoais. Por isso, somos possuidores de chaves importantes que nos abrem as portas da intuição e dos mistérios do Universo e de nossa própria vida. A intuição é produto direto do exercício de conexão com essa imensa energia, por isso, é perfeitamente possível desenvolvê-la. Para isso, é necessário aprender o silêncio. Quando silenciamos, nossas mentes dão espaço à entrada de uma espécie de diálogo com nosso "eu" mais profundo. A prática da meditação ainda é o meio mais eficaz para entrar nesse estado de consciência. Para meditar, precisamos nos preparar para tornar nosso espírito receptivo. Para tanto, é necessário saber relaxar, entrar em um estado de paz, harmonia e tranqüilidade e também direcionar e educar nossa mente a um nível de concentração que seja eficiente à prática. Através da prática da meditação, podemos experimentar a eternidade do espaço, onde nossa consciência perde seus limites e somos levados à sua infinidade. A meditação nos desperta para a intuição, além de nos harmonizar com a consciência cósmica. É evidente que, para isso, precisamos ultrapassar o nível objetivo ou estado de vigília que nos encontramos na maior parte do tempo. Ou seja, é impossível meditar se nossas faculdades sensoriais estiverem em plena atividade. O primeiro passo, portanto, consiste em perdermos a consciência do espaço físico que nos encontramos e nos remetermos a um estado subjetivo de consciência. Esse estado deve ser o mais calmo possível, quase em contato com nossa subconsciência, para que a transferência entre a consciência objetiva e a consciência cósmica seja feita. Quando isso acontece, podemos vivenciar estados de ser nunca antes experimentados. Para isso, devemos nos comprometer e colaborar com nosso processo evolutivo e praticar diariamente a meditação. Quando nos aliamos ao Universo, estamos nos comprometendo profundamente com o processo de evolução de toda humanidade. Visite meu blog:www.euniceferrari.net

Monday, August 11, 2008

O SILÊNCIO , A DISTÂNCIA , SOMENTE O TEMPO SABE A RESPOSTA DO VERBO DERIVADO DA ESPERA ... SILÊNCIO , A LINGUAGEM SUPREMA E DEFINITIVA ...

FRASES E PENSAMENTOS DE RUI BARBOSA , ADVOGADO , JORNALISTA , ESCRITOR , POLÍTICO E JURISCONSULTO

Frases e pensamentos de Rui Barbosa
001 A morte não extingue, transforma; não aniquila, renova; não divorcia, aproxima. 002 A pátria é a família amplificada. 003 Muito há que alguém disse: 'O sábio sabe que não sabe'. 004 A justiça pode irritar-se porque é precária. A verdade não se impacienta, porque é eterna. 005 Não se evita a guerra preparando a guerra. Não se obtém a paz senão aparelhando a paz. 006 As leis são um freio para os crimes públicos - a religião para os crimes secretos. 007 Não é possível estar dentro da civilização e fora da arte. 008 Não há nada mais relevante para a vida social que a formação do sentimento da justiça. 009 A inteireza do espírito começa por se caracterizar no escrúpulo da linguagem. 010 A pressa é inimiga da perfeição. 011 A vida parlamentar, a administração e o jornalismo têm sido, em toda parte, os mais poderosos corruptores da língua e do bom gosto. 012 O pão é o ventre, o centro da vida orgânica. O ideal é o espírito, órgão de vida eterna. 013 O delírio dos erros incuráveis acerba-se com os embaraços opostos pela razão. 014 Uma raça, cujo espírito não defende o seu solo e o seu idioma, entrega a alma ao estrangeiro, antes de ser por ele absorvida. 015 As leis que não protegem nossos adversários não podem proteger-nos. 016 A imprensa é a vista da nação. Por ela é que a nação acompanha o que lhe passa ao perto e ao longe, enxerga o que lhe malfazem, devassa o que lhe ocultam e tramam, colhe o que lhe sonegam, ou roubam, percebe onde lhe alvejam, ou nodoam, mede o que lhe cerceiam, ou destroem, vela pelo que lhe interessa, e se acautela do que ameaça. 017 A força não constrói, não une, não pacifica. Os grandes exércitos e os armamentos são o infortúnio e o desassossego dos países militarizados. 018 Se alguma coisa divina existe entre os homens, é a justiça. Nisto se compendiam todas as minhas crenças políticas. De todas elas essa é o centro. Mas para que a justiça venha a ser essa força, esse elemento de pureza, esse princípio de estabilidade, é preciso que não se misture com as paixões da rua, ou as paixões dos governos, e seja a justiça isenta, a justiça impassível, a soberana justiça, a congênita em nós, entre os sentimentos sublimes à religião e à verdade. 019 Não somos uma nação em estado de indigência. Carecemos de boa administração, firme e íntegra, circunspeta e audaz. 020 O que o pobre precisa é deixar de ser pobre. Com os grandes e fortes está o lucro, com os fracos e humildes, o perigo. 021 A escravidão do negro é a mutilação da liberdade do branco.

Friday, August 08, 2008

RECOMEÇAR

Recomeçar
Não importa onde você parou... em que momento da vida você se cansou... o que importa é que sempre é possível e necessário recomeçar. Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo... É renovar as esperanças na vida e, o mais importante: acreditar em você novamente. Sofreu muito nesse período? Foi aprendizado... Chorou muito? Foi limpeza da alma... Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las um dia... Sentiu-se só por diversas vezes? É porque fechou a porta até para os anjos... Está se sentindo sozinho? Talvez você tenha afastado as pessoas no seu "período de isolamento".. Acreditou que tudo estava perdido? Era o início da sua melhora... Pois bem, agora é hora de reiniciar, de pensar na luz... de encontrar prazer nas coisas simples de novo. Tem tanta gente esperando apenas um sorriso seu para se aproximar. Que tal dar um jeito no visual, fazer um novo curso ou realizar aquele velho desejo de aprender a pintar, desenhar, dominar o computador, ou qualquer outra coisa? Observe quantos desafios a vida está a lhe oferecer! Quanta coisa nova está esperando para ser descoberta! Quando nos trancamos na tristeza, nem nós mesmos nos suportamos, ficamos horríveis. O mau humor vai minando nosso fígado, até a boca ficar amarga. Se você está se sentindo assim, com a sensação de derrota, é hora de recomeçar... E hoje é um bom dia para enfrentar novos desafios. Defina aonde você quer chegar e dê o primeiro passo. Comece por fazer uma faxina mental, jogando fora todos esses pensamentos e sentimentos pessimistas que se acumularam ao longo do tempo. Atire para longe os ressentimentos, as mágoas, os melindres que impedem a felicidade de entrar. Desfaça-se desse sentimento de inferioridade, de incapacidade, e valorize-se. Você é o que fizer de você. Em seguida, faça uma faxina no seu quarto. Jogue fora todo aquele lixo que você acumula há tempos, só como recordação do passado. Papéis velhos dos quais você nunca precisou. Disco e fitas que você não irá mais ouvir, ingressos de cinema, bilhetes de viagens, e tudo aquilo que só traz recordações tristes. Abra seu guarda-roupa e retire tudo o que não usa mais. Doe para alguém que precisa. Doe os calçados que apertam seus pés ou que não servem porque seu número não é mais o mesmo. Para recomeçar é preciso abrir espaços mentais e físicos... Depois que tomar essas providências, leia um bom livro, assista um bom filme, para alimentar sua mente com idéias positivas e otimistas. Aproxime-se dos amigos, dos familiares, das pessoas alegres que ajudarão você a sustentar o bom ânimo e a coragem. Evite, enquanto se restabelece, a presença de pessoas pessimistas e desanimadas. Só as busque quando estiver forte o bastante puder ajudá-las. Busque um lugar calmo e eleve a Deus uma prece. Mas comece agradecendo pela vida, pelas oportunidades renovadas, pelos obstáculos e desafios que surgem no caminho. Eles nos fazem mais forte quando os superamos. Lembre-se: o dia de hoje é uma página em branco que o Criador lhe oferece para que você escreva um novo capítulo da sua história. Recomeçar é só uma questão de querer. Se você quer, Deus quer. É por isso que Ele acena sempre com essa nova chance chamada presente. Pense nisso e não perca nem mais um minuto!
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em texto de Paulo Roberto Gaefke , do livro Decidi ser Feliz.
Som de Fundo:"Dreaming"

Thursday, August 07, 2008

A CARÍCIA ESSENCIAL __ UMA PSICOLOGIA DO AFETO

A Carícia Essencial
Autor : Roberto Shinyashiki Publicado em: fevereiro 01, 2008
Como receber o carinho que todos nós queremos? Precisamos começar a trocar carícias e a proporcionar prazer, a fazer com o outro tudo aquilo que temos vontade de fazer, mas temos vergonha porque no nosso mundo globalizado não fica bem expressar bons sentimentos. Quantas vezes temos necessidade de um carinho, um afago, alguém que nos pegue no colo. As pessoas precisam se sentir importantes e receber atenção. E podem até adoecer para obter esse carinho. Todos nós temos diversas fomes - fome de contato, de reconhecimento, fome sexual - e as carícias são a melhor maneira de saciar todas elas. Uma palavra boa, um abraço, um beijo, um olhar, um sorriso, gestos, convites, calor humano. A doce sensação de gente vivendo com gente. As carícias podem ser também negativas ou falsas. São enviadas por pessoas que reconhecem a presença do outro machucando-o com críticas ou bajulações. Mas uma carícia positiva pode ser ruim assim como uma carícia negativa pode ser boa. Uma crítica pode nos fazer mudar e crescer. A carícia ideal é a que fornece meios de crescimento para o outro. É importante lembrar que qualquer forma de carícia reforça o comportamento, por isso, dê carícias quando as coisas estiverem indo bem e não somente quando seu filho estiver criando problemas. Os momentos mais ricos em carícias incondicionais são os de intimidade quando cada um mostra como realmente é. É importante estar atento ao outro e a si mesmo, pois diferentes pessoas necessitam de diferentes carícias. Estar junto ao outro e treinar é o caminho. Assim como algumas pessoas são dependentes de álcool, cigarro, maconha, outras são viciadas em algum tipo de carícias como elogios, brigas, lástimas e sexo. O viciado precisa perceber que, por trás do vício, existe, quase sempre, uma necessidade não satisfeita. E a partir daí iniciar um processo de mudança que inclui transformar o tipo de carícia que dá e recebe. Descobrindo que existem outras pessoas para nos dar os estímulos de que estamos precisando. Não percebemos, mas a maioria de nossos problemas continua vida afora. Sabemos como resolvê-los e, no entanto, eles persistem. Portanto, não alimente seus problemas criando ESCUDOS. O escudo é algo ou alguém que a pessoa coloca entre si e o problema a ser evitado ou resolvido. Os problemas são sustentados por permissões e proibições exageradas. Por exemplo, alguém pode viver uma relação muito tóxica porque não tem permissão para separar-se e tem proibição para procurar sua total realização em outro relacionamento. Conscientize-se de que você tem o direito de conseguir a felicidade plena.
Bibliografia:A Carícia Essencial por Roberto Shinyashiki 2008

Wednesday, August 06, 2008

VOCÊ PODE CURAR SUA VIDA

Você pode curar sua vida
Autor : Hay L Louise Publicado em: novembro 27, 2006
Somos aquilo que pensamos, portanto precisamos decidir seriamente o que pensar.O pensamento, quando carregado de raiva, frustrações, angustias ou mágoas, provoca em nos manifestações no corpo físico, assim como enxaqueca, congestão de ordens digestivas, disfunções hormonais, entre outros males.Quando não aceitamos a vida como ela se mostra para nos criamos padrões de negação, que influem diretamente no sutil e perfeito movimento peristáltico que faz o funcionamento normal das funções digestivas por exemplo.Mantendo a ordem psicológica e mentalem equilibrio poderemos ter também uma vida mais saudável, hoje, a própria medicina alopática concebe que algumas doenças são realmente de ordem piscicólogica, como o stress, a hipertesão, e outras.A autora nos sugere então uma mudança de padrão de pensamento,trasformando aquilo que for negativo em algo positivo através de programações mentais novas, que poderão substituir os pensamentos que causam disturbios, como em uma das sua frases prefiridas: - Me aceito e me aprovo como sou, estou feliz em meu mundo!O cérebro humano tem uma capacidade infinita, e podemos usá-lo a nosso favor, e não contra nós mesmo.Autora de vários títulos de sucesso Louise consegue com sua simplicidade de escrita nos conduzir a luz e compreenção de nosso próprios problemas,e o melhor de tudo, voçê mesmo pode curar a sua vida, consultando a tabela que faz a relação entre as diásteses ( disturbio da saúde ),e os padrões de pensamentos que podem ser mudados, comece já, "deletando" aquilo que fica "martelando" na sua mente, substitua por um arquivo novo, agradável e saudável.

SONHAR

Sonhar
Ele era um jovem que morava no Centro Oeste dos Estados Unidos. Por ser filho de um domador de cavalos, tinha uma vida quase nômade, mas desejava estudar. Perseguia o ideal da cultura. Dormia nas estrebarias, trabalhava os animais fogosos e, nos intervalos, à noite, ele procurava a escola para iluminar a sua inteligência. Em uma dessas escolas, certa vez, o professor pediu à classe que cada aluno relatasse o seu sonho. O que desejariam para suas vidas. O jovem, tomado de entusiasmo, escreveu sete páginas. Desejava, no futuro, possuir uma área de 80 hectares e morar numa enorme casa de 400 metros quadrados. Desejava ter uma família muito bem constituída. Tão entusiasmado estava, que não somente descreveu, mas desenhou como ele sonhava a casa, as cocheiras, os currais, o pomar. Tudo nos mínimos detalhes. Quando entregou o seu trabalho, ficou esperando, ansioso, as palavras de elogio do seu mestre. Contudo, três dias depois, o trabalho lhe foi devolvido com uma nota sofrível. Depois da aula, o professor o procurou e falou: o seu é um sonho absurdo. Imagine, você é filho de um domador de cavalos. Você será um simples domador de cavalos. Escreva uma outra realidade e eu lhe darei uma nota melhor. O jovem foi para casa muito triste e contou ao pai o que havia acontecido. Depois de ouvi-lo, com calma, o pai lhe afirmou: O sonho é seu. Você faça o que quiser. Essa decisão é sua. Persistir neste sonho ou procurar outro. O jovem meditou e, no dia seguinte, entregou a mesma página ao professor. Disse-lhe que ficaria com a nota ruim mas não abandonaria o seu sonho. Esta história foi contada pelo dono de um rancho de 80 hectares, próximo de um colégio famoso dos Estados Unidos. A área é emprestada para crianças pobres passarem os fins de semana. Depois de terminar a história, o dono do rancho se apresentou como o jovem que teve a nota ruim, mas não desistiu do seu sonho. E o mais incrível é que aquele professor, trinta anos depois, tem visitado, com os seus alunos, aquela área especial. Naturalmente ele identificou no proprietário o antigo aluno e confessou: fico feliz que o seu sonho tenha escapado da minha inveja. Naquela época eu era um atormentado. Tinha inveja das pessoas sonhadoras. Destruí muitas vidas. Roubei o sonho de muitos jovens idealistas. Graças a Deus, não consegui destruir o seu sonho, que faz bem a tantas vidas. Sonhar é da natureza humana. Tudo que existe no mundo, um dia foi elaborado, pensado e meditado por alguém, antes de ser concretizado em cimento, mármore, madeira ou papel. Martin Luther King Jr. teve um sonho de paz entre negros e brancos. Pelo seu sonho, deu a vida. O Mahatma Gandhi teve um sonho de não violência. Deu a vida por seu sonho. Se você tem capacidade de sonhar o bem, persista na idéia e a concretize. Podem ser necessários anos para que se concretize um sonho, mas, o que são alguns anos diante da eternidade que aguarda o Espírito imortal?
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro Para Sempre em Nosso Coração, cap. 55.
Som de Fundo:"Epílogo"

Tuesday, August 05, 2008

PORQUE ACREDITO NA IMORTALIDADE

Porque Acredito Na Imortalidade
Há muitos séculos, Cícero escreveu: "há no espírito dos homens, não sei porque, um certo presságio de uma existência futura, o qual cria raízes profundas nos maiores gênios e nas almas mais sublimes." Helen Keller, escritora, conferencista e conselheira da Fundação Americana dos Cegos, declarou: "O fato de ser eu cega e surda para o mundo material ajudou-me a desenvolver a consciência do mundo invisível, espiritual. Conheço os meus amigos não pela sua aparência física, mas pelo seu espírito. Graças a isso, a morte não me separa daqueles que amo. Em qualquer momento posso trazê-los para perto de mim, a fim de alegrarem a minha solidão. Portanto, para mim não há morte no sentido de cessação da vida. Os que enxergam costumam confiar exclusivamente no que vêem. Quando um ente querido morre e deixa de ser visto, perdem o contato com ele. Têm embotado o sentido do invisível, ao passo que o sentido interior me proporciona a visão do invisível. Quando vagueio pela escuridão, deparando com dificuldades, tenho consciência de vozes animadoras que murmuram no mundo do espírito. Emparedada no silêncio e nas trevas, possuo a luz que me dará uma visão mil vezes mais clara quando a morte me libertar." O teólogo e filósofo inglês, Hames Matineau disse, quando comemorava seus 80 anos: "como foi reduzida a parte do trabalho de minha vida que consegui executar!" "Nada é tão claro como isto: a vida na Terra, ainda a mais plenamente vivida, é apenas um fragmento. Assim, a vida intelectual e espiritual do homem na Terra não é um círculo perfeito e completo, mas uma parábola que cada vez mais se estende para o infinito." "Esta Terra não nos dá a beber até o fim da taça da vida. Permite-nos apenas um gole de amor, beleza, caráter e verdade." "Se a morte é o fim de tudo, a taça é, por assim dizer, ironicamente afastada de nós. Um Deus digno de confiança não procederia assim." Hornell Hart, professor jubilado de Sociologia da Universidade de Duke, assim se expressou nos anos 60: "A minha crença pessoal na imortalidade tem sido imensuravelmente fortalecida pela pesquisa física. Essa pesquisa, há mais de 75 anos, esclareceu uma questão que me afligiu por largo espaço de tempo: "o eu, o Espírito, a alma sobrevive à morte?" "Mais de 3 milhões de experiências, como as feitas na Universidade Duke, pelo Dr. Joseph Banks Rhine, e em outros lugares, demonstraram que o Espírito humano pode funcionar independentemente de espaço e tempo, como nós os entendemos." "O fato de poder a nossa consciência observar e operar separadamente do cérebro e do organismo material reforça a minha crença em que a alma transcende o corpo." Esses depoimentos demonstram que a imortalidade e individualidade da alma, bem como sua conseqüente evolução infinita, é uma necessidade lógica para todos aqueles que acreditam num Deus sábio e justo. Você sabia? Que o Dr. Charles Richet, prêmio Nobel de Fisiologia em 1913 e criador da Metapsíquica, pesquisou, por longo tempo, os fenômenos de aparições tangíveis de pessoas já falecidas? Ele pôde observar e conversar com esses espíritos, materializados, obtendo deles informações valiosas acerca da vida após a morte. Suas principais obras nessa matéria foram: "Tratado de Metapsíquica", "O Sexto Sentido", "O Futuro da Premonição" e "A Grande Esperança".
Momento de Reflexão

Sunday, August 03, 2008

RECANTO DE LUZ

Recanto de Luz
Quantas pessoas caminham desoladas e sós... Andam, e sentem que seus passos as conduzem a lugar nenhum... Perderam, há muito, o endereço da esperança... Várias se debatem nas trevas da desilusão, do abandono, da desdita... Sucedem-se os dias, as horas dobram-se umas sobre as outras, e os minutos passam como se trouxessem consigo uma soma cada vez maior de dissabores... A vida lhes parece um eterno anoitecer, uma escuridão perpétua. Milhares de criaturas estão à beira de um colapso nervoso. Muitos corações estão quase sufocados de angústia, de saudade, de desespero, debruçados no passado, em busca de memórias perdidas. Diante desse quadro, nós podemos ser um recanto de luz, convidando as criaturas a suave reconforto. Podemos cultivar na intimidade um jardim de flores e luzes, a espalhar bênçãos de esperança. Podemos ser a madrugada ridente, que traz consigo a melodia dos pássaros, anunciando o alvorecer. Podemos ser o amanhecer daqueles que se debatem na escuridão, trazendo os primeiros raios de sol que vencem as trevas, irradiando claridade e conforto. Podemos emitir uma frase de otimismo ou apenas uma palavra de fé viva que lhes restaure a confiança no futuro... Incentivar-lhes a coragem de modo a que o desalento não se transforme em moléstia destruidora. Ou então, estender a ponte do diálogo amigo, capaz de induzir ao reequilíbrio e à serenidade. Sejamos um recanto tranqüilo. Mas para isso é preciso que o cultivemos portas adentro do coração. É preciso que semeemos flores de compreensão, de afabilidade e doçura. É tão triste caminhar na solidão! Mais triste ainda é ter como companhia a desesperança. Pensemos em romper, de vez por todas, as amarras de egoísmo que nos detêm os gestos de amizade, de dedicação e afeto. Vençamos, em definitivo, a indiferença, derrubando as muralhas do orgulho que nos impedem de vislumbrar as necessidades dos que caminham ao nosso lado. Sejamos um recanto de luz, de paz, de esperança! Agindo assim, sentiremos suave felicidade a invadir-nos a alma, penetrando-nos o coração e aliviando nossas carências e dores. Na medida em que nos fazemos úteis a alguém, recebemos as bênçãos de que tanto precisamos. Esquecemos os pés feridos nos espinhos do caminho e sentimos nossas forças ampliadas. Auxiliando-nos uns aos outros conseguiremos alcançar o topo da montanha escarpada de onde poderemos vislumbrar a ampla planície coberta de relva e flores, como prêmio pelos esforços realizados.
Não há noite que perdure para sempre. O ponto mais alto da escuridão é também o início da madrugada que traz consigo a claridade, vencendo as trevas. As nuvens, por mais densas que pareçam, são efêmeras e passageiras, mas o sol é perene.
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro Momentos de Ouro, cap. "Paz e segurança", ed. Geem.

Saturday, August 02, 2008

O BEM MAIS PRECIOSO

O Bem Mais Precioso
Conta o folclore europeu que há muitos anos atrás um rapaz e uma moça apaixonados resolveram se casar. Dinheiro eles quase não tinham, mas nenhum deles ligava para isso. A confiança mútua era a esperança de um belo futuro, desde que tivessem um ao outro. Assim, marcaram a data para se unir em corpo e alma. Antes do casamento, porém, a moça fez um pedido ao noivo: - Não posso nem imaginar que um dia possamos nos separar. Mas pode ser que com o tempo um se canse do outro, ou que você se aborreça e me mande de volta para meus pais. - Quero que você me prometa que, se algum dia isso acontecer, me deixará levar comigo o bem mais precioso que eu tiver então. O noivo riu, achando bobagem o que ela dizia, mas a moça não ficou satisfeita enquanto ele não fez a promessa por escrito e assinou. Casaram-se. Decididos a melhorar de vida ambos trabalharam muito e foram recompensados. Cada novo sucesso os fazia mais determinados a sair da pobreza, e trabalhavam ainda mais. E tempo passou e o casal prosperou. Conquistaram uma situação estável e cada vez mais confortável, e finalmente ficaram ricos. Mudaram-se para uma ampla casa, fizeram novos amigos e se cercaram dos prazeres da riqueza. Mas, dedicados em tempo integral aos negócios e aos compromissos sociais, pensavam mais nas coisas do que um no outro. Discutiam sobre o que comprar, quanto gastar, como aumentar o patrimônio, mas estavam cada vez mais distanciados entre si. Certo dia, enquanto preparavam uma festa para amigos importantes, discutiram sobre uma bobagem qualquer e começaram a levantar a voz, a gritar, e chegaram às inevitáveis acusações. - Você não liga para mim! - gritou o marido - só pensa em você, em roupas e jóias. - Pegue o que achar mais precioso, como prometi, e volte para a casa dos seus pais. Não há motivo para continuarmos juntos. A mulher empalideceu e encarou-o com um olhar magoado, como se acabasse de descobrir uma coisa nunca suspeitada. - Muito bem, disse ela baixinho. Quero mesmo ir embora. Mas vamos ficar juntos esta noite para receber os amigos que já foram convidados. Ele concordou. A noite chegou. Começou a festa, com todo o luxo e a fartura que a riqueza permitia. Alta madrugada o marido adormeceu, exausto. Ela então fez com que o levassem com cuidado para a casa dos pais dela e o pusessem na cama. Quando ele acordou, na manhã seguinte, não entendeu o que tinha acontecido. Não sabia onde estava e, quando sentou-se na cama para olhar em volta, a mulher aproximou-se e disse-lhe com carinho: - Querido marido, você prometeu que se algum dia me mandasse embora eu poderia levar comigo o bem mais precioso que tivesse no momento. - Pois bem, você é e sempre será o meu bem mais precioso. Quero você mais que tudo na vida, e nem a morte poderá nos separar. Envolveram-se num abraço de ternura e voltaram para casa mais apaixonados do que nunca. O egoísmo, muitas vezes, nos turva a visão e nos faz ver as coisas de forma distorcida. Faz-nos esquecer os verdadeiros valores da vida e buscar coisas que têm valor relativo e passageiro. Importante que, no dia-a-dia, façamos uma análise e coloquemos na balança os nossos bens mais preciosos e passemos a dar-lhes o devido valor.
Equipe de Redação do Momento Espírita com base na história "O bem mais precioso", do Livro das Virtudes II, pág. 460.
Som de Fundo:"Eidelweiss"

Wednesday, July 30, 2008

QUEM TEM MEDO DA SOLIDÃO ? Autor:Flávio Gikovate

Quem tem medo da solidão?
- Muitos casais só evitam a separação porque temem o isolamento de uma vida solitária. Nossa sociedade centrada no núcleo familiar, estimula a dependência entre as pessoas.
O que é preferível: ficar só ou mal acompanhado? A esta pergunta a grande maioria das pessoas responde de duas maneiras diferentes. Quando se trata de uma situação hipotética ou da vida dos outros, elas dizem que não há sentido algum em continuar com que não se ama ou com quem a gente não tem afinidade. Assim respondem também os mais jovens e inexperientes. No entanto, quando enfrentamos uma situação de fato, em que um homem e um mulher se vêem envolvidos numa união cheia de brigas e dissabores, a coisa é muito mais complicada. A maior parte dos casais prefere ir tocando o relacionamento aos trancos e barrancos em vez de fazer as malas e ir para qualquer outro lugar - a casa de um parente, de um amigo, um hotel etc. Essa é uma das situações em que é muito fácil falar, mas muito difícil de fazer.
Afinal, o que nos prende tanto ao casamento? Serão so filhos? O patrimônio? Os costumes e apegos que temos às coisas que nos cercam, especialmente a própria casa? Ou será o pavor de nos vermos isolados? Embora todos os fatores citados tenham certa importância, acredito que a principal razão pela qual as pessoas conservam vínculos absolutamente insatisfatórios deriva do fato de que não podem sequer se imaginar sozinhas por alguns dias. É curioso, pois isso acontece também com aquelas criaturas que, no passado, viveram longo tempo sem companhia. É como se a gente desaprendesse totalmente que nossa condição é, sob certos aspectos, até bastante agradável. É como se a gente regredisse e conseguisse se considerar integrada apenas dentro de um grupo. Todos nós cescemos participando de um núcleo familiar - ou algum substituto dele - no qual nos sentíamos mais protegidos, mais confortáveis. E a sensação persistia mesmo se o ambiente fosse tenso, cheio de brigas e atritos. Afinal de contas éramos dependentes e não tínhamos a opção de ficar sozinhos. Esta hipótese estava relacionada com o total desamparo e com a falta de recursos para a sobrevivência. Parece que, depois de adultos, continuamos a associar à vida em família toda a sensação de proteção e segurança: e, à vida solitária, todo o medo e todo o abandono. Isso sem contar os preconceitos, pois crescemos ouvindo frases do tipo: "Coitada de fulana! Não se casou e vive sozinha. Como deve ser triste a sua vida!", "pobre daquele menino órfão que não tem os pais para lhe dar carinho e atenção". Tais frases, repetidas durante os anos de formação, ficam impressas a ferro e fogo dentro de nós.
Podemos ficar sozinhos por anos a fio, especialmente durante a mocidade. Isso acontece quando vamos estudar ou trabalhar noutra cidade, por força das circunstâncias ou mesmo por livre opção. Depois de certo período mais difícil de adaptação, acabamos gostando muito fa esperiência. Mas vêm de novo os preconceitos que nos "ensinam" não ser "normal" gostar de ficar só. Logicamente, esse tipo de contradição nem sempre ocorre. No nosso país, a grande maioria dos jovens só sai de casa para se casar. Quando estuda fora, mora em repúblicas, que são habitações coletivas, onde mais uma vez se valoriza a vida em grupo.
Embora nem todos tenham consciência disso, a sociedade favorece a dependência entre as pessoas. Acontece que, em determinados momentos, deveríamos estar capacitados para atos de plena autonomia. E não estamos. É o caso da situação conjugal cheia de brigas e desacertos. Racionalmente, teríamos de pôr um fim nisso o mais depressa possível. Precisaríamos ter condições para passar um certo tempo sozinho, independentes, nos bastando, capazes de diálogos interiores, meditação e reflexão até para entender em profundidade porque as coisas se encaminharam dessa forma. Infelizmente, a simples idéia de nos encontrarmos isolados num quarto de hotel já nos provoca pânico. E ficamos presos ao emaranhado complexo em que se transforma a vida conjugal cheia de atritos. Na maioria dos casos, não temos forças sequer para uma separação temporária. Penso que esse tipo de medo é muito perigoso, pois não são raras as vezes em que uma "pausa conjugal" pode ser a última chance para a reconciliação. Quando estamos sozinhos e longe da situação de conflito, temos oportunidade para refletir melhor e fazer uma autocrítica mais correta. Aliás, deveríamos recorrer à solidão sempre que nos encontrássemos numa encruzilhada, seguindo o exemplo de Moisés, Jesus e tantos outros, que se isolaram para meditar, nas montanhas ou no deserto, ganhando novas forças antes de tomar decisões radicais e definitivas.
Livro relacionado ao assunto

Dr. Flávio Gikovate , médico psicoterapeuta e escritor

Tuesday, July 29, 2008

SERÁ QUE É PRECISO AMAR A SI MESMO ANTES DE AMAR AOS OUTROS ? Autor: Flávio Gikovate , psicoterapeuta

SERÁ QUE É PRECISO AMAR A SI MESMO ANTES DE AMAR AOS OUTROS?
Sempre me surpreendo ao ouvir as pessoas falarem, com convicção, frases conhecidas, tidas como verdades, sobre as quais pouco refletiram. Elas correspondem às crenças, pontos de vista que herdamos daqueles que nos antecederam. Temos o dever de repensar tudo, uma vez que novos conhecimentos podem criar maneiras mais sofisticadas de encarar os temas que tanto nos interessam.
Esta é uma destas frases: “se eu não conseguir me amar primeiro, não serei capaz de amar ninguém”. Isso é dito e pensado a propósito da possibilidade de estabelecermos um relacionamento íntimo, estável e de boa qualidade. Não se está falando em termos genéricos, de modo que ela não está diretamente ligada ao ditame bíblico de que devemos “amar ao próximo como a nós mesmos”.
O “próximo” do texto bíblico é qualquer pessoa com a qual estabelecemos algum tipo de relação e não aquele ser especial com quem queremos estabelecer um relacionamento íntimo, de preferência estável e definitivo. Além disso, penso que a idéia religiosa diz respeito ao tratamento e aos direitos, ou seja, de que devemos considerar os outros como portadores de direitos iguais àqueles que atribuímos a nós.
A forma como tenho pensado acerca do amor não nos permite falar em amor por si mesmo. Isso porque ele acontece sempre em condições interpessoais. O amor corresponde ao sentimento que temos por aquela pessoa cuja presença provoca em nós a adorável sensação de paz e aconchego. A primeira manifestação desse sentimento corresponde ao que acontece entre mãe e filho, talvez ainda durante a vida intra-uterina, mas, certamente, a partir do nascimento: a criança, desamparada e ameaçada por desconfortos de todo o tipo, se sente bem e aconchegada pela presença física da mãe e a ama; esta, por sua vez, sente enorme prazer em estar com seu bebê no colo e sente por ele enorme amor justamente porque ela também se sente aconchegada por ele.
O primeiro sentimento interpessoal é o de amor. É claro que a criança, frustrada pela ausência da mãe, também pode ficar revoltada e chorar muito por se sentir abandonada. Talvez o segundo sentimento seja mesmo de raiva, que também é interpessoal (depende de um agressor externo). À medida que os meses se passam e a criança vai se diferenciando, ela passa a pesquisar o mundo que a cerca, inclusive a si mesma. Ao tocar certas partes do seu corpo, experimenta uma sensação muito agradável de excitação. Trata-se de excitação sexual, esta sim pessoal e auto-erótica.
Quando se pensa no sexo e amor como parte do mesmo processo, o que não é o meu ponto de vista, pode-se pensar que exista algum tipo de afeição da criança (e depois do adulto) por si mesmo. Acontece que com a separação entre esses dois fenômenos (sendo fato que o amor acontece antes do sexo), podemos pensar no sexo como um fenômeno pessoal, mas não no amor como tal. Assim, existe auto-erotismo, mas não existe amor por si mesmo: o amor pede objeto e o primeiro objeto é nossa mãe.
Estas considerações são de natureza mais teórica. Vamos agora à prática, na qual constatamos que a grande maioria das pessoas não tem um bom juízo de si mesma. Isso significa que elas não têm boa auto-estima, o que costuma ser tratado como sinônimo de ausência de amor por si mesmas. Estima é uma palavra que pode estar associada a amor, mas também significa valor; penso mais neste segundo aspecto, de modo que baixa auto-estima significa que não estou satisfeito com o meu jeito de ser. Eu sou o juiz e também aquele que é avaliado, no caso, de forma negativa. Se isso, de fato, implicar em incapacidade para amar, podemos afirmar que o amor não existe!
O que acontece não é nada disso. Aquele que tem de si um juízo negativo costuma se interessar por alguém que seja o seu oposto. Isso sim é a regra do que acontece na realidade: nos encantamos pelos que são o oposto de nós, já que não gostamos nem um pouco do nosso jeito de ser. As pessoas que acompanham meu trabalho sabem que considero este tipo de aliança um tanto precária e, hoje em dia, com tendência a uma vida curta.
Podemos dizer que quem não tem boa auto-estima (expressão melhor do que “aquele que não se ama”) tende a amar seu oposto. A qualidade deste tipo de relacionamento é muito duvidosa, de modo que, nesse sentido, podemos dizer que aqueles que têm uma boa auto-estima (expressão que substitui, com vantagens, “aquele que se ama”) tendem a estabelecer relacionamentos amorosos muito melhores encaixados e bastante mais gratificantes.
Ao pensarmos por esta ótica e se considerarmos como amor apenas este segundo tipo de relacionamento, entre pessoas de temperamento e caráter afins, podemos dizer que ele depende vitalmente de uma boa auto-estima. Como ela é rara, também serão raros os relacionamentos amorosos. Acontece que não me parece razoável pensar assim, já que os relacionamentos entre opostos também implicam em aconchego e intimidade – apesar dos problemas, conflitos, ciúmes e brigas de todos os tipos. Assim, só poderíamos mesmo é afirmar que para sermos muito felizes no amor temos antes que nos entender conosco mesmos. Talvez seja essencial um avanço na capacidade de ficar bem consigo mesmo, de correção daqueles aspectos que não gostamos em nós e do atingimento de um estado de conciliação com nossa forma de ser para que possamos estar verdadeiramente prontos para um relacionamento amoroso no qual as delícias do aconchego possam nos satisfazer plenamente.
Livro relacionado ao assunto
Dr. Flávio Gikovate , médico psicoterapeuta e escritor

Monday, July 28, 2008

A VERDADE SOBRE OS TRAUMAS DE INFÂNCIA Flávio Gikovate

A verdade sobre os "traumas" de infância
- As carências da vida adulta se devem à razões bem mais complexas que a falta de amor dos pais.
Não é minha intenção subestimar a importância das vivências infantis dolorosas na formação de sintomas chamados de neuróticos na vida adulta. Não gostaria, porém, de continuar a superestimá-los, como têm feito algumas das mais importantes correntes da psicologia contemporânea. A importância da infância na formação de nossas estruturas psíquicas é óbvia. Além de ser dependente, de ter o cérebro pronto para operar e receber informações do meio que a cerca, a criança possui uma intuição sofisticada, fruto da evolução incompleta da sua razão lógica - a razão após estabelecer-se completamente, funciona como "camisa-de-força" para as operações psíquicas sensoriais.
O que me preocupa é a forma dedutiva como muitos raciocinam sobre o tema. Observam, por exemplo, um adulto incapaz de ficar só e que busca com urgência qualquer tipo de vínculo afetivo. Ficam sabendo que ele teve uma mãe que lhe deu pouco carinho, pois vinha de uma família em que não era usual a manifestação física do afeto. Correlacionam os dois fatos e deduzem que, "lógico", esse adulto carente de afeto é produto de uma criança que teve menos amor que precisava.
Pode ser que seja "lógico", mas nem tudo que é lógico é verdadeiro. O que define a veracidade de uma firmação é sua comprovação prática. Minha experiência clínica mostra que todos nós, adultos, somos carentes, inseguros e com grande dificuldade para estarmos só, mesmo quando tivemos uma mãe amorosa.
Alguns de nós crescemos carentes porque tivemos pouco amor na infância e ansiamos por preencher essa lacuna. Outros porque tivemos muito, acostumamo-nos a isso e não conseguimos viver com menos. As carências da vida adulta não dependem apenas de nossa mãe e das peculiaridades que marcaram a nossa infância. Atribuo essa sensação de incompletude a um acontecimento geral, próprio de toda a espécie humana: a dramática vivência do nascimento, quando nos desgrudamos da mãe e passamos a sentir toda a sorte de inseguranças, desconfortos e desamparo.
O nascer é um "trauma" infantil, que nos marca a todos. Com o passar dos anos, um outro ingrediente entra em cena: o modo como funciona nossa razão. Já pelos 2-3 anos de idade observamos grandes diferenças na reação de crianças expostas ao mesmo fato externo. Diante da morte de um animal de estimação, por exemplo, algumas sofrerão mais que outras. Algumas tolerarão melhor frustrações, contrariedades e dores de todo o tipo; outras reagirão com violência sempre que contrariadas. Algumas serão facilmente conduzidas pelos argumentos; outras serão guiadas mais pela vontade que pela razão. Não há como negar que algumas dessas diferenças dependem de variáveis inatas e não relacionadas com o ambiente ou às vivências que cada criatura tenha tido de enfrentar.
Não desprezo a possibilidade de certas experiências dolorosas terem forte influência sobre a formação da personalidade de algumas pessoas. Isso, em virtude de terem sido expostas a dores muito graves (estupro, pai que se matou, queimaduras sérias etc.) ou por terem um espírito muito delicado (filhos que se tornam tímidos ou gagos em razão da agressividade dos pais, rapazes que evoluem na direção homossexual por serem objeto de humilhação, pessoas que se tornam obsessivas porque não tiveram espaço para expressão de suas raivas).
O que não me parece correto é generalizarmos esse tipo de reflexão apenas porque nos parece "lógico". E, o que é mais grave, para explicar condições gerais dos setores humanos: inseguranças, carências afetivas e tantos outros conflitos que todos temos. Esse raciocínio equivocado sobre os "traumas" de infância tem acovardado muitos pais, tornando-os incapazes de agir com rigor e determinação na educação dos filhos.Dr . Flávio Gikovate , psicoterapeuta e escritor
Livro relacionado ao assunto
http://www.flaviogikovate.com.br/

INDIVIDUALISMO NÃO É EGOÍSMO

INDIVIDUALISMO NÃO É EGOÍSMO
Individualismo é uma palavra que provoca polêmicas e mal-entendidos. Penso que quando isso acontece é porque o termo está sendo usado com múltiplos significados, o que desencadeará emoções diferentes de acordo com o modo como cada um a entenda. Individualismo é palavra que determina juízo negativo quando é usada como sinônimo de egoísmo. O mesmo acontece quando ela é usada para descrever uma pessoa incompetente para relacionamentos afetivos e para uma adequada integração em grupos de convívio.
Vale a pena uma reflexão mais rigorosa a respeito do tema, especialmente porque temos vivido uma fase da nossa história na qual cresce a tendência na direção do individualismo. O individualismo tem crescido basicamente em função dos avanços tecnológicos que nos levam a passar cada vez mais tempo em atividades solitárias, tais como o uso do computador, de “walk-man”, de jogos eletrônicos etc.; isso desde os primeiros anos de vida. É fato também que a disponibilidade da maioria das mães diminuiu porque elas hoje também trabalham fora de casa. Além disso, é cada vez mais difícil para as crianças conviverem com outras da mesma idade de forma espontânea, já que as ruas não são mais o “play-ground” que eram.
Podemos definir o individualismo como a capacidade de exercer a própria individualidade. É curioso porque a palavra individualidade tem conotação positiva, como a conquista de um estado de autonomia. Nascemos totalmente sem identidade e em estado de fusão com nossas mães. Levamos mais de 20 anos para completar o processo de desenvolvimento interior que definirá nossa individualidade. Ela é, talvez, uma das nossas maiores conquistas: conseguimos finalmente nos reconhecer como um ser autônomo, com pensamento próprio e pontos de vista construídos a partir de nossas próprias vivências -- é claro que influenciado por tudo o que nos cerca.
A individualidade nos faz consciente de nossa condição de solitários, de que todos os contatos que estabelecemos com “os outros” é um tanto precário, que nem sempre somos tão bem entendidos como gostaríamos, isso porque o modo de pensar de cada cérebro é único e a comunicação nem sempre se estabelece. Por anos lutamos contra a sensação de solidão determinada pela constituição da nossa individualidade. Creio que nós, como espécie, ainda lutamos contra essa condição e só estamos nos aproximando dela em virtude dos avanços tecnológicos que estão nos “forçando” a dar continuidade ao processo de emancipação que sempre tendemos a interromper.
Os processos contrários à individualidade fazem parte do fenômeno amoroso, da tendência que temos de nos aconchegar inicialmente em nossas mães e depois em seus substitutos adultos -- relacionamentos amorosos, patriotismo etc. Ao nos colocarmos como defensores do amor e das tendências gregárias que dele resultam nos posicionamos, nem sempre de modo consciente, contra o desenvolvimento da nossa individualidade. Passamos a considerá-la como nociva ao bem comum, como algo que nos impediria de pensar também no próximo. Para preservar o termo “individualidade”, altera-se o foco das críticas para outra palavra com significado semelhante. Aqueles que são favoráveis às causas coletivas se colocam contra o individualismo -- que significa apenas o exercício da individualidade, algo que eles mesmos consideram positivo.
Compreendo a aflição das pessoas diante de um ponto de vista novo e aparentemente contraditório com o que se habituaram; ou seja, de que o individualismo implica em egoísmo e descaso pelo outro. Do meu ponto de vista, porém, não vejo nenhuma contradição entre o exercício pleno da nossa individualidade e o desenvolvimento do sentido moral e de solidariedade social. Ao contrário, tenho observado que o incompleto desenvolvimento emocional das pessoas -- o que, na prática, implica no não atingimento do estágio individualista --- acaba por provocar condutas moralmente duvidosas.
Assim sendo, não só não creio que o individualismo não é sinônimo e nem implica em egoísmo como é forte a convicção que tenho na direção oposta: o egoísmo deriva da imaturidade emocional que se caracteriza pelo incompleto desenvolvimento da individualidade. O egoísta não pode ser individualista porque ele tem que ser favorável à vida em grupo já que não tem competência para gerar tudo aquilo que necessita. É do grupo -- ou de algumas pessoas pertencentes ao grupo -- que irá extrair benefícios. O egoísta é aquele que precisa receber mais do que é capaz de dar. É um fraco e não um esperto. Ou melhor, é esperto porque é fraco e precisa usar a inteligência para ludibriar outras pessoas e delas obter o que necessita e não é capaz de gerar. O egoísta tem que ser simpático e extrovertido. Não é assim porque gosta das pessoas e de estar com elas. É assim porque precisa delas e tem que seduzi-las com o intuito de extrair delas aquilo que necessita.
Uma outra forma de imaturidade emocional, menos dramática que o egoísmo, é a generosidade. O generoso precisa se sentir amado e benquisto. Para atingir esse objetivo faz qualquer tipo de concessão. O egoísta percebe isso -- é esperto e atento a todas as oportunidades de se beneficiar -- e trata de obter os favores práticos que o generoso está disposto a prestar com o intuito de se sentir aconchegado. Compõe-se uma aliança sólida e nociva entre esses dois tipos de pessoas imaturas e dependentes: o egoísta depende para aspectos práticos da sobrevivência e o generoso depende para aspectos emocionais de aconchego e de não se sentir sozinho. Esse tipo de aliança define um tipo comum de elo amoroso que E. Fromm chamava de sado-masoquista: o sádico é o egoísta e o masoquista o generoso. Existe uma interdependência na qual o mais poderoso -- porque o menos imaturo -- é o generoso ou o masoquista. Sim, porque até mesmo no sado-masoquismo sexual quem dá as cartas é o masoquista!
Há 25 anos venho tentando desvendar e desfazer essa trama, a meu ver muito duvidosa, que se estabelece entre os “bons” -- generosos -- e os “maus” -- egoístas. Há mais de duas décadas luto contra essa dualidade que não tem nos levado a parte alguma e que se transmite, através do exemplo, de geração em geração. Há décadas tento ver o que existe para além do bem e do mal. Tenho buscado com tenacidade e persistência um modo de ser que seja verdadeiramente moral e não esse padrão que dá virtude à generosidade e que implica obrigatoriamente na existência de igual número de egoístas. A generosidade não é virtude porque ela se exerce perpetuando o modo de ser egoísta daquele que é seu beneficiário.
Considero importante distinguir generosidade de altruísmo: esse último corresponde a ajuda anônima a terceiros desconhecidos ou pouco conhecidos, de modo que não implica no reforço do egoísmo, já que não existe trocas íntimas. Egoísmo e generosidade interagem e se reforçam de modo negativo nas relações íntimas entre casais, entre pais e filhos, entre sócios e na sociedade como um todo. Há décadas venho afirmando que o egoísmo só irá desaparecer quando desaparecer a generosidade. Ou seja, o parasita só desaparecerá quando não houver mais hospedeiro a ser parasitado. Assim sendo, todo aquele que defender a generosidade como virtude estará indiretamente defendendo a existência de egoístas!
A superação da dualidade egoísmo-generosidade corresponde ao modo de ser que chamo de justo: aquele no qual não se recebe mais do que se dá mas também não se dá mais do que recebe. O justo terá que ser um indivíduo independente tanto do ponto de vista prático como emocional. Não poderá necessitar de ninguém para as questões práticas da sobrevivência, como é o caso do egoísta. Não poderá necessitar de ninguém do ponto de vista do aconchego emocional, como é o caso do generoso. Isso não significa que não deseje estabelecer elos nos quais hajam trocas de todos os tipos. Trocas justas. Não se deve desprezar também a diferença entre necessidade e desejo. No caso do desejo, o que está em jogo é o prazer e não a necessidade, de modo que tendemos a ser muito mais cuidadosos na “contabilidade” que envolve as trocas com os que nos cercam.
Pessoas maduras emocionalmente gostam de se relacionar social e afetivamente. Por não precisarem vitalmente das outras pessoas não são obrigadas a estar com elas o tempo todo, como costuma acontecer com os egoístas, mais imaturos e dependentes. Pessoas mais maduras gostam também de ficar consigo mesmas, com seus pensamentos, seus sonhos, suas músicas, seus livros, etc. Pessoas mais maduras são aquelas que desenvolveram mais firmemente sua individualidade e chegaram a um modo de ser que lhes agrada; assim, conviver consigo mesmas também é um bom programa!
Pessoas mais maduras são, pois, individualistas, aquelas que exercitam com prazer suas individualidades. Costumam preferir um convívio social mais restrito, de modo que são mais exigentes na escolha dos seus amigos e conhecidos. Outras não se sentem muito gratificados com as interações humanas e pode muito bem ser que prefiram uma vida mais solitária. Especialmente aquelas que já se conciliaram com essa peculiaridade da nossa condição. Sim, porque é provável que uma das razões pelas quais temos demorado tanto para atingir esse estágio que pode ser chamado de nascimento emocional deriva da nossa dificuldade de aceitar a condição de seres únicos e sozinhos. Nascemos fisicamente no momento do parto e só depois de vários meses conseguimos nos reconhecer como separados de nossas mães, o que corresponde ao nascimento psicológico. Parece que precisamos mais de 20 anos para que aconteça o nascimento emocional, isso para aqueles poucos que conseguem chegar até aí!
Reafirmo minha convicção que o individualismo corresponde ao atingimento da maturidade emocional, condição indispensável para o estabelecimento de relações afetivas de qualidade e também o surgimento de um efetivo avanço moral entre nós. Essa é a boa notícia que deriva das dramáticas e nem sempre adequadas mudanças que temos acompanhado nos últimos 40 anos. Espero que tenhamos tempo para vê-la florescer, o que só acontecerá se o mundo não acabar justamente em mais uma guerra entre o “bem” e o “mal”!
Artigo original
Flávio Gikovate

Sunday, July 27, 2008

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL Flávio Gikovate


*Desligue a música no 'mini player' antes de ver o vídeo

AMOR VERSUS INDIVIDUALIDADE

AMOR VERSUS INDIVIDUALIDADE.

Ao longo do segundo ano de vida a criança vivencia enorme avanço em suas competências: aprende a andar, a formular as primeiras frases, aprimora suas aptidões motoras etc. Se até então seu maior prazer era ficar no colo da mãe, usufruindo da paz e aconchego similar ao que foi perdido com o nascimento e sentindo por ela aquilo que chamamos de amor, agora ela gosta também de circular, especular o ambiente, tentar entender para que servem e como é que funcionam os objetos. Coloca quase tudo que encontra na boca, tenta sentir seu tato, observa o que acontece quando deixa que caiam no chão. Dá sinais de grande satisfação a cada nova descoberta. Está praticando os primeiros atos próprios de sua individualidade – e se deleitando com eles.
Tudo isso acontece na presença da mãe. Sim, porque se ela for para um outro local, a criança imediatamente abandona o que está fazendo e sai em disparada atrás dela. O mesmo acontece se levar um tombo: corre chorando de volta para o colo. Diante da dor física ou da iminência de distanciamento exagerado da mãe, a sensação de desamparo cresce muito rapidamente e aí torna-se absolutamente necessária a reaproximação. Há, pois, uma clara alternância de preferências: estando tudo em ordem, o que a criança quer é exercer os prazeres da sua individualidade em formação; ao menor desconforto, busca no aconchego materno (amor) o remédio para todas as dores.
Não há como não compararmos nossos comportamentos ditos adultos com o que acabei de descrever: queremos exercer nossa individualidade com a máxima liberdade, mas queremos voltar para casa e encontrar o parceiro à nossa espera. Ficamos bem longe da pessoa amada por algum tempo, mas depois o desejo maior é o de nos aconchegarmos; se isso não é possível, sentimos a dor forte correspondente à saudade (mistura de abandono com lembrança do calor que advém da companhia). Temos a nosso favor o benefício de um imaginário mais rico e a capacidade de nos comunicar à distância graças aos recursos tecnológicos: nos sentimos aconchegados, mesmo estando longe, graças às palavras e juras de amor.
No convívio íntimo, parece que queremos mesmo é encontrar uma fórmula capaz de conciliar amor e individualidade: quero, por exemplo, assistir ao programa de TV do meu interesse e quero que minha amada esteja ao meu lado, se possível bem agarradinha. Ela, também interessada no aconchego, poderá tentar achar graça, por exemplo, no jogo de futebol que tanto me encanta. Mas talvez não consiga e aí começam os problemas. Ela se afastará, indo em busca daqueles que são os seus reais interesses individuais. Eu me sentirei rejeitado, abandonado e mal amado; tentarei pressioná-la com o intuito de fazer com que volte. Ela, prejudicada em seus legítimos direitos, se revoltará e a briga (chamada de “briga normal dos casais”) será inevitável.
O homem é, ao mesmo tempo, a criança e a mãe. O mesmo vale para a mulher. Querem exercer sua individualidade, mas sem se afastar muito um do outro. Lutarão pelo poder, para definir quem irá impor o ritmo e a programação. Por maiores que sejam as afinidades, sempre irão existir atividades que são do interesse exclusivo de um dos membros do casal. A fórmula tradicional – homens mandam e mulheres obedecem – não funciona mais (felizmente).
O que fazer? Só há um jeito: o crescimento emocional de ambos para que a dependência típica do amor infantil se atenue. Que cada um consiga se sentir em condições de exercer suas atividades, de modo a liberar o parceiro para fazer o mesmo.
http://www.flaviogikovate.com.br/

Saturday, July 26, 2008

SOBRE ESTAR SOZINHO Flávio Gikovate psicoterapeuta

Sobre estar sozinho
Flávio Gikovate

Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.O que se busca, hoje, é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos. Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência – e pouco romântica, por sinal.A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado. Visa à aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade.Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva. A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto. Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal.Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro. Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado. Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém: algumas vezes, você tem de aprender a perdoar a si mesmo…* Flávio Gikovate é médico formado pela USP no ano de 1966. Desde 1967, trabalha como psicoterapeuta, tendo atendido mais de 8000 pacientes. Dedica-se, principalmente, às técnicas breves de psicoterapia.

" NÃO CONCORDO COM UMA SÓ PALAVRA DO QUE DIZEIS MAS DEFENDEREI ATÉ A MORTE VOSSO DIREITO DE DIZÊ-LO ..." Voltaire

"Não concordo com uma só palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte vosso direito de dizê-lo."Voltaire
Mesmo Assim Vivemos um momento na face da Terra que, por vezes, parece que todos os valores morais estão em baixa. E você, que está buscando construir suas mais nobres virtudes, em muitos momentos se sente enfraquecido pelo próprio mundo à sua volta. Quando age com honestidade, comentam que você é tolo, que está remando contra a maré, em vez de fazer o que todo mundo faz. Mas se você quer ser grande perante sua consciência, seja honesto mesmo assim. Se procura balizar seus atos na justiça, ouve que essa atitude é a de um alienado, vivendo num mundo em que vence sempre o mais forte. No entanto, seja justo mesmo assim. Se está construindo um lar apoiado nas colunas sólidas da fidelidade, é comum ouvir gargalhadas insanas ou comentários maldosos a respeito do seu comportamento. Seja fiel mesmo assim. Quando seu coração se compadece, diante dos infelizes de toda sorte, não falta a zombaria daqueles que pensam que cada um deve pensar em si próprio, ignorando os sofrimentos dos irmãos de caminhada. Tenha compaixão mesmo assim. Se você dedica algumas horas do seu dia, voluntariamente, em favor de alguém, rico ou pobre, que precisa da sua atenção e do seu carinho, percebe as investidas da maldade daqueles que pensam que nos seus atos há uma segunda intenção. Seja fraterno e solidário mesmo assim. Quando você age com sinceridade, com lealdade, é comum ser taxado de insensato, fugindo do comum em que muitos usam de subterfúgios mesquinhos para conseguir o que desejam. Seja sincero e leal mesmo assim. Se, diante das circunstâncias do dia-a-dia, você revela sua fé em Deus e em Suas soberanas Leis, e é chamado de piegas ou crédulo, mantenha sua fé mesmo assim. Se em face de tantos desatinos no campo da sensualidade e na falta de decoro que assola grande parte dos seres, você deseja manter-se íntegro e recatado e é chamado de louco mantenha-se íntegro e recatado mesmo assim. Quando aqueles que se julgam acima do bem e do mal tentam apagar a chama da esperança que você acalenta no íntimo, afirmando que a esperança é a ilusão da mediocridade, mantenha a esperança mesmo assim. E, por fim, mesmo que alguém tente roubar a sua coragem de continuar lutando e acreditando em dias melhores, mantenha sua coragem e continue acreditando mesmo assim. Ao findar sua jornada terrestre, e só então, você poderá contemplar a ficha de avaliação do seu desempenho. Somente você será responsabilizado por seus atos. E tenha a certeza de que todos aqueles que tentaram desviá-lo do caminho reto não estarão lá para lhe dar apoio.
Madre Teresa de Calcutá, dentre tantos conselhos preciosos que legou à humanidade, deixou um conselho especial para aqueles que desejam construir na intimidade as mais nobres virtudes, dizendo: "Muitas pessoas são irracionais, ilógicas e egocêntricas. Ame-as, mesmo assim." "Se você tem sucesso em suas boas realizações, ganhará falsos amigos e verdadeiros inimigos. Tenha sucesso, mesmo assim." "O bem que você faz será esquecido amanhã. Faça o bem, mesmo assim." "A honestidade e a franqueza o tornam vulnerável. Seja honesto, mesmo assim." "Aquilo que você levou anos para construir, pode ser destruído de um dia para o outro. Construa, mesmo assim." "Os pobres têm verdadeiramente necessidade de ajuda, mas alguns deles podem atacá-lo se você os ajudar. Ajude-os, mesmo assim." "Se você der ao mundo e aos outros o melhor de si mesmo, você corre o risco de se machucar. Dê o que você tem de melhor, mesmo assim."
Equipe de Redação do Momento Espírita

Friday, July 25, 2008

DANDO O MELHOR DE NOSSAS ALMAS

Dando o Melhor
Muitas coisas se falam a respeito de Beethoven. O fato de ter composto extraordinárias sinfonias, mesmo após a total surdez, é sempre recordado. Exatamente por causa de sua surdez, ele era pouco sociável. Enquanto pôde, escondeu o fato de a audição estar comprometida. Evitava as pessoas porque a conversa se lhe tornara uma prática difícil e humilhante. Era o atestado público da sua deficiência auditiva. Certo dia, um amigo de Beethoven foi surpreendido pela morte súbita de seu filho. Assim que soube, o músico correu para a casa dele, pleno de sofrimento. Beethoven não tinha palavras de conforto para oferecer. Não sabia o que dizer. Percebeu, contudo, que num canto da sala havia um piano. Durante 30 minutos, ele extravasou suas emoções da maneira mais eloqüente que podia. Tocou piano. Ao contato dos seus dedos, as teclas acionadas emitiram lamentos e melodiosa harmonia de consolo. Assim que terminou, ele foi embora. Mais tarde, o amigo comentou que nenhuma outra visita havia sido tão significativa quanto aquela. Por vezes, nós também, surpreendidos por notícias muito tristes ou chocantes, não encontramos palavras para expressar conforto ou consolação. Chegamos ao ponto de não comparecer ao enterro de um amigo, por sentir "não ter jeito" para dizer algo para a viúva, ou os filhos órfãos. Não vamos ao hospital, visitar um enfermo do nosso círculo de relações, porque nos sentimos inibidos. Como chegar? O que levar? O que dizer? Aprendamos com o gesto do imortal Beethoven. Na ausência de palavras, permitamos que falem os nossos sentimentos. Ofertemos o abraço silencioso e deixemos que a vertente das lágrimas de quem se veste de tristeza, escorra em nosso peito. Ofereçamos os ombros para auxiliar a carregar a dor que extravasa da alma, vergastando o corpo. Sentemo-nos ao lado de quem padece e lhe seguremos a mão, como a afirmar, com todas as letras e nenhum som: "estou aqui. Conte comigo." Sirvamos um copo d´água, um suco àquele que secou a fonte das lágrimas e prossegue com a alma em frangalhos. Isto poderá trazer renovado alento ao corpo exaurido pela convulsão das dores. Verifiquemos se não podemos providenciar um cantinho para um repouso, ainda que breve. Permaneçamos com o amigo, mesmo depois que todos se tenham retirado para seus lares ou se dirigido aos seus afazeres. As horas da solidão são mais longas, quando os ponteiros avançam a madrugada. Sê amigo conveniente, sabendo conduzir-te com discrição e nobreza junto àqueles que te elegem a amizade. A discrição é tesouro pouco preservado nas amizades terrenas. Todas as pessoas gostam de companhias nobres e discretas, que inspiram confiança, favorecendo a tranqüilidade. Ouve, vê, acompanha e conversa com nobreza, sendo fiel à confiança que em ti depositem.
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. "O Dom de Beethoven", de autoria de Philip Yancey, do livro Histórias para o Coração 2, de Alice Gray, ed. United Press e cap. CXXXVIII do livro Vida Feliz, de Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Franco.
Som de Fundo:"Sonata n.14, Moonlight, 1. mov"

Thursday, July 24, 2008

A ARTE É A LINGUAGEM DO UNIVERSO EXPLODINDO DE VIDA EM CADA NOVO AMANHECER

'ARTE É VIDA' COMPLETA DOIS ANOS EM AGOSTO , QUERO AGRADECER A TODOS , AS MENSAGENS NO 'LIVRO DE VISITAS' , OS COMENTÁRIOS , AS CONSTANTES PRESENÇAS E O GRANDE INCENTIVO QUE SEMPRE ME OFERECEM ! COM MEU CARINHO E AMIZADE , UM ABRAÇO , SANDRA

Wednesday, July 23, 2008

ARTE É LUZ

ÉTICA , UMA PALAVRA FORA DE MODA!

Ética, uma palavra fora de moda!
O Dicionário da Língua Portuguesa define a palavra Ética, como: s.f. parte da filosofia que estuda os deveres do homem para com Deus e a sociedade; deontologia; ciência da moral.¹ Significado este, que nos dias da atualidade, tornou-se artigo de luxo, muito raro de ser observado.É, perfeitamente natural, que o homem alimente o desejo de crescer, de progredir, de alcançar vitórias em sua vida. Quem não nutre esses sonhos no fundo do seu SER? O problema é a forma como esses desejos ou aspirações são alcançados, pois, não podemos jamais esquecer de que em tudo precisamos ser acima de qualquer coisa dignos, honestos e honrados; afinal, não somos cristãos seguidores da mensagem do Mestre de Nazaré através dos ensinamentos contidos na sublime mensagem deixada por ele nos evangelhos?O Espiritismo nos ensina que só nos pertence verdadeiramente, aquilo que conquistamos com esforço e trabalho honesto, sem prejuízo de outrem, da forma mais justa possível e, em conformidade com as Leis Divinas, pois, vivendo o homem em sociedade, terá ele direitos e obrigações a cumprir, como se pode ver nas instruções dos Imortais da Vida Maior em resposta à indagação do insigne Codificador nas questões que seguem constantes de O Livro dos Espíritos.877. Da necessidade que o homem tem de viver em sociedade, nascem-lhe obrigações especiais?“Certo e a primeira de todas é a de respeitar os direitos de seus semelhantes. Aquele que respeitar esses direitos procederá sempre com justiça. Em o vosso mundo, porque a maioria dos homens não pratica a lei de justiça, cada um usa de represálias. Essa a causa da perturbação e da confusão em que vivem as sociedades humanas. A vida social outorga direitos e impões deveres recíprocos.”878. Podendo o homem enganar-se quanto à extensão do seu direito, que é o que lhe fará conhecer o limite desse direito?“O limite do direito que, com relação a si mesmo, reconhecer ao seu semelhante, em idênticas circunstâncias e reciprocamente.” ²Se analisarmos com atenção as respostas acima, chegaremos facilmente à conclusão, de que o homem não pode em hipótese alguma deixar de respeitar os direitos de seu semelhante, pois, se assim não proceder, estará cometendo uma grande falta perante a paternidade Divina que nos criou em igualdade de situação, sem privilégio algum em relação ao nosso irmão que conosco caminha em direção à felicidade e à perfeição tão desejadas.Precisamos aprender a ser éticos em nossas atitudes para com tudo, isto é, respeitar a Deus e aos homens, saber impor limites às nossas ações para alcançar os nossos objetivos, saber manter sob controle nossas ambições, e empregar todos os esforços para não nos utilizarmos de quaisquer artifícios ilegais na luta para conseguir a realização desses objetivos. Entre tantas outras atitudes condenáveis podemos alertar para algumas como: não roubar, mentir ou pisar nos outros para atingir nossos secretos e ambiciosos desejos.Desde cedo temos a obrigação moral de dar aos nossos filhos exemplos de atitudes dignas pautados na ética e na decência, pois, hoje em dia a maioria dos pais se preocupa em demasia em tornar seus filhos ambiciosos para a conquista dos bens materiais, mas ao mesmo tempo, não se incomodam quando os filhos não são éticos no alcance de suas propostas, se for preciso colar na prova para passar de ano, isso pouco importa, desde que passe, é tudo o que eles objetivam como sendo a meta maior a ser conquistada.Reduzido é o número de pais que se preocupam em saber o comportamento do seu filho na escola, se ele não atrapalha o bom andamento das aulas, se é cumpridor dos afazeres a ele atribuídos etc., e ainda, muitos se aborrecem se forem chamados para uma reunião na escola, e se lhe for feita qualquer tipo de queixa sobre o comportamento do seu “santo” filho.O problema maior, é que normalmente os responsáveis por ensinar os princípios da moral e da ética aos seus rebentos, desconhecem esses princípios, pois, só alcançam seus objetivos ambiciosos a preço de pesados prejuízos que impõem aos outros, sem se incomodarem com quaisquer fundamentos de ética ou dignidade, que sabem cobrar quando se vêem prejudicados no mínimo detalhe.Até mesmo em nosso movimento espírita, encontramos grande quantidade de companheiros que desconhecem o valor da dignidade em suas atitudes para com os seus irmãos de ideal espírita, e, sem o menor constrangimento, praticam atos, que há muito já deveriam ter erradicado de suas ações, como espíritas que dizem ser com muitos anos de movimento espírita.Devemos nos alicerçar nos ensinos da doutrina espírita, que nos aclara o entendimento para que saibamos melhor discernir na hora de tomar qualquer atitude, principalmente se for causar qualquer dano ou prejuízo ao nosso semelhante, para que nossa aquisição possa ser considerada como legítima da forma que os Espíritos Superiores nos ensinaram nas questões que seguem:884. Qual o caráter da legítima propriedade?“Propriedade legítima só é a que foi adquirida sem prejuízo de outrem.” (808) Proibindo-nos que façamos aos outros o que não desejáramos que nos fizessem, a lei de amor e de justiça nos proíbe, ipso facto, a aquisição de bens por quaisquer meios que lhe sejam contrários.885. Será ilimitado o direito de propriedade?“É fora de dúvida que tudo o que legitimamente se adquire constitui uma propriedade. Mas, como havemos dito, a legislação dos homens, porque imperfeita, consagra muitos direitos convencionais, que a lei de justiça reprova. Essa a razão por que eles reformam suas leis, à medida que o progresso se efetua e que melhor compreendem a justiça. O que num século parece perfeito, afigura-se bárbaro no século seguinte.” (795) ³Que o Mestre de Nazaré possa nos inspirar a agir em tudo com ética, vivenciando em nossas ações diárias, os exemplos que ELE nos veio ensinar há mais de 2000 anos atrás.
Francisco Rebouças
Publicado no Recanto das Letras em 23/07/2008
Código do texto: T1093621

NOSSAS INTELIGÊNCIAS

Nossas Inteligências
Conta-se que um filósofo, ao atravessar um longo rio, numa canoa, perguntou ao canoeiro se ele entendia de Astronomia. "Não, senhor!" Respondeu o canoeiro. "Em toda minha vida nunca ouvi falar nesse nome." E o filósofo replicou: "Sinto muito que você haja desperdiçado a quarta parte de sua vida. Você sabe alguma coisa de Matemática?" O pobre homem sorriu, e lhe disse: "Não!" Então tornou a dizer o interlocutor: "Você perdeu outra quarta parte de sua vida." Depois, perguntou pela terceira vez: "Sabe algo sobre Geologia?" "Não, nunca fui à escola", replicou o canoeiro. "Bem, amigo, quase toda a sua vida foi mal empregada." No mesmo momento da conversa, a canoa bateu numa pedra, e, enquanto o canoeiro tirava a jaqueta para nadar até a margem do rio, perguntou ao filósofo: "O senhor sabe nadar?" "Não", respondeu prontamente. "Sinto muito, mas o senhor desperdiçou toda a sua vida, porque a canoa afundará em poucos minutos." Muitos de nós costumamos agir como o filósofo, diante das pessoas que julgamos menos inteligentes que nós. Temos que convir, entretanto, que as inteligências são variadas e relativas. Há engenheiros brilhantes que fazem cálculos complexos, e não conseguem precisar o tempo de cozimento de uma porção de arroz. E há pessoas analfabetas, ou de muito pouco conhecimento que fazem isso com naturalidade. Existem pilotos competentes que operam com precisão dezenas de botões, e põem a gigantesca nave no ar, mas ficam paralisados diante de um ferro elétrico e uma simples camisa para passar. Há professores brilhantes que ensinam matérias difíceis aos seus alunos, e não conseguem manejar o controle de um vídeo-game, como o fazem os jovens a quem ensinam. Dessa forma, percebemos que há inteligências e inteligências. E cada um de nós entende sobre determinado assunto, mais ou menos que as outras pessoas. Os espíritos superiores afirmam que a felicidade suprema consiste no conhecimento de todas as coisas. Assim, um dia todos teremos que saber tudo. E é graças ao intercâmbio dos conhecimentos que cada um de nós aprende um pouco a cada dia. E esse intercâmbio se dá na convivência em sociedade. Quer seja no lar, no trabalho, ou no lazer, estamos sempre aprendendo com alguém e transmitindo nossas experiências aos outros. Desse modo, vivamos de maneira que possamos transmitir aos outros os conhecimentos que possuímos, sem ostentação, e captar os ensinamentos dos outros, com humildade e alegria. Você sabia que o aprendizado é cumulativo? Isto quer dizer que nada do que aprendemos se perde no tempo, e cada aprendizado serve de base para novos conhecimentos. E você sabia que o espírito não retrograda em sua marcha evolutiva? Ele pode estacionar em uma ou outra reencarnação, mas retroagir não. Quando Jesus afirmou que poderíamos fazer o que ele fez, e muitas outras coisas, estava afirmando a nossa possibilidade de chegar à perfeição. Assim sendo, vale a pena aprender cada vez mais, para chegar mais rápido à perfeição relativa que nos cabe.
Equipe de Redação do Momento Espírita, citando João, 14:12