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ARTE É VIDA

ARTE É VIDA
"Que haja ternura no lirismo da poesia da vida. Que haja coragem em nossos passos para seguirmos em meio à aridez dos sonhos desfeitos. Que haja força para reconstruirmos os alicerces dos sonhos eternizados na verdade de nosso coração. Que nesta senda nos seja permitido estar em aliança com nossos Irmãos de Luz e que sejamos a personificação do Amor."

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Aqui em 'Arte é Vida', você é o principal personagem deste roteiro de músicas, de paz e amor. Obrigada pela sua presença, é valiosa para mim, se quiser, deixe sua mensagem em meu livro de visitas, abraços, Sandra

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Sandra Waihrich Tatit

Sandra Waihrich Tatit
"Que haja ternura no lirismo da poesia da vida. Que haja coragem em nossos passos para seguirmos em meio à aridez dos sonhos desfeitos. Que haja força para reconstruirmos os alicerces dos sonhos eternizados na verdade de nosso coração. Que nesta senda nos seja permitido estar em aliança com nossos Irmãos de Luz e que sejamos a personificação do Amor."

BIOGRAFIA I

Sandra Waihrich Tatit
Aniversário: 11 de Fevereiro
Signo astrológico: Aquário
Atividades: Direito , Literatura , Música e Educação
Profissão: Advogada
Local: Júlio de Castilhos : Rio Grande do Sul : Brasil
Clip de áudio
Quem sou eu
NASCI EM JÚLIO DE CASTILHOS, RIO GRANDE DO SUL, BRASIL.
MÃE DE TRÊS FILHOS, RUBENS, RUSSAIKA E ANGELA. FILHA DE RUBENS CULAU TATIT E CLÉLIA WAIHRICH TATIT.
SOU ADVOGADA, CURSEI DIREITO NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA, RIO GRANDE DO SUL, BRASIL.
CULTIVO A ARTE COMO UMA LIBERTAÇÃO, PIANO, VIOLÃO, CANTO E LITERATURA.
INTEGREI O CORAL DA UNIVERSIDADE.
LIVRO DE ARTE PUBLICADO, "UMA NOVA DIMENSÃO DA ARTE NA EDUCAÇÃO".
CURSEI PÓS GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO LATU SENSU.
VEJO A ARTE COMO UMA LIBERTAÇÃO DO SER HUMANO, UMA TERAPIA QUE AMENIZA OS SOFRIMENTOS DO COTIDIANO.
A MÚSICA É A HARMONIA DO HOMEM, A LINGUAGEM DO UNIVERSO.
INTERPRETO PIANO E VIOLÃO, APRECIO CANTAR.
POSSUO COMPOSIÇÕES MUSICAIS, PARA PIANO E VIOLÃO.
NA EUROPA, CONHECI UM POUCO DA HISTÓRIA DA ARTE, ESPECIALMENTE NA ITÁLIA.
DIZ GANDHI, "PRECISAMOS SER AS MUDANÇAS QUE QUEREMOS VER NO MUNDO".
SOU DO SIGNO DE AQUÁRIO, ACREDITO NA ASTROLOGIA E SUA INFLUÊNCIA EM NOSSA VIDA E PERSONALIDADE.
PRETENDO ESCREVER AQUI NO BLOG, SOBRE DIVERSOS TEMAS E POESIAS, TAMBÉM PUBLICAR TEXTOS RELEVANTES DE OUTROS AUTORES.
ESCREVO POEMAS, É UMA FORMA DE DAR MAIS LEVEZA À VIDA. PREGO A ARTE COMO UMA UMA VIDA DENTRO DA PRÓPRIA VIDA QUE SE ETERNIZA PELO ESPÍRITO, UMA LINGUAGEM UNIVERSAL.
UM TRIBUTO A CAMÕES NESTA FRASE ,"CESSA TUDO QUANTO A MUSA CANTA QUANDO UM PODER MAIS ALTO SE AGIGANTA."
Interesses:
ARTE E MÚSICA
DIREITO E EDUCAÇÃO .
Filme favorito
"FREUD ALÉM DA ALMA".
Música favorita
A CLÁSSICA " SONATA AO LUAR " DE BEETHOVEN.
Livros favoritos
" O PROFETA " DE GIBRAN KHALIL GIBRAN . GOSTO MUITO DE LITERATURA ORIENTAL. "OS HETERÔNIMOS" DE FERNANDO PESSOA (Poeta Português). OS POEMAS DE NOSSO POETA OLAVO BILAC
ME FASCINAM
COMO "A VIA LÁCTEA E BENEDITICE". CECÍLIA MEIRELES E LYA LUFT
MINHAS GRANDES MUSAS DA POESIA . "O ATENEU" DE RAUL POMPÉIA . A "DIVINA COMÉDIA" DE DANTE ALIGHIERI
"DON QUIXOTE DE LA MANCHA"
DE MIGUEL DE CERVANTES. QUERO RENDER UM TRIBUTO À MAGISTRAL LITERATURA DE CAMÕES EM " OS LUSÍADAS . "

SEJAM BEM VINDOS AMIGOS!


Arte é Vida e Educação

"Que haja ternura no lirismo da poesia da vida. Que haja coragem em nossos passos para seguirmos em

"Que haja ternura no lirismo da poesia da vida. Que haja coragem em nossos passos para seguirmos em

BIOGRAFIA II

Sobre Mim
Advogada
Universidade Federal de
Santa Maria

Brazil

Artes
Música-Piano-Violão
Literatura

ARTE É VIDA
A Arte é Linguagem Universal

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Advogada
Produtora Rural
Agropecuária - Agronegócios
Arte-Música - Piano Violão e Literatura
Aprecio as pessoas transparentes e verdadeiras. As relações humanas me cativam, direito, justiça e paz
são minhas trajetórias de vida, ajudar o ser humano o máximo que me seja permitido, sentindo a beleza de minha vocação e o apelo do mundo atual à disponibilidade de minhas energias. Meu primeiro livro publicado 'Uma Nova Dimensão da Arte na Educação'. Na Europa conheci a História da Arte. Na Itália, França. Espanha, Alemanha, Holanda, Bélgica, Áustria e Suiça. Cursos e estudos na área artística e 'História da Arte'.
Sou membro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Estado do Rio Grande do Sul.
Cursei a Escola Superior do Ministério Público e Pós Graduação em Educação Latu Sensu, minha tese foi sobre a Arte e a sua Dimensão no Ensino. Possuo composições musicais de minha autoria, música e letra.
Também alguns vídeos, os quais se encontram no youtube. Mensagens que circulam na internet, formatadas e sonorizadas. Músicas gravadas em seleção e editadas, para sites ou audiência .
Sou funcionária pública do Estado do Rio Grande do Sul.
Brasil.
Creio na Educação como a forma de melhorar o mundo e o ser humano, a Arte na Educação, como uma libertação e incentivo à aprendizagem mais eficiente. Na Arte Terapia, como forma de cura e amenização de conflitos existenciais. Na música, como a Linguagem Universal. Arte Pura como uma vida dentro da própria vida, se eternizando pelo Espírito.
Os artistas são as antenas da raça humana, eles auscultam e pressentem o porvir. Arte é Vida.
Sou mãe de três filhos, Rubens, Russaika e Angela.

'Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita.Tem o peso de uma lembrança.Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros'.
Clarice Lispector

UMA INTENSA LUZ ATRAVESSA O SILÊNCIO DA VOZ QUE CALA...

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ARTE É INSPIRAÇÃO E EMOÇÃO

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DIVINA MÚSICA

Divina Música!
Filha da Alma e do Amor.
Cálice da amargura
E do Amor.
Sonho do coração humano,
Fruto da tristeza.
Flor da alegria, fragrância
E desabrochar dos sentimentos.
Linguagem dos amantes,
Confidenciadora de segredos.
Mãe das lágrimas do amor oculto.
Inspiradora de poetas, de compositores
E dos grandes realizadores.
Unidade de pensamento dentro dos fragmentos
Das palavras.
Criadora do amor que se origina da beleza.
Vinho do coração
Que exulta num mundo de sonhos.
Encorajadora dos guerreiros,
Fortalecedora das almas.
Oceano de perdão e mar de ternura.
Ó música.
Em tuas profundezas
Depositamos nossos corações e almas.
Tu nos ensinaste a ver com os ouvidos
E a ouvir com os corações.

Gibran

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UMA INTENSA LUZ ATRAVESSA O SILÊNCIO DA VOZ QUE CALA

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Grandes verdades são traduzidas pelo silêncio

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A OBRA DE ARTE É O EFÊMERO QUE SE TORNA IMORTAL

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A música é a linguagem dos espíritos. Khalil Gibran

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Na dimensão daquilo que pensamos ou sentimos não há lugar ou tempo definidos ...

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Monday, July 23, 2007

CORRUPÇÃO E IMPUNIDADE , QUEM SÃO OS CULPADOS ? ...









* CORRUPÇÃO E IMPUNIDADE *









Corrupção e impunidade! Quem são os culpados?
Autor: Rodrigo Mendes Pereira12/06/2007
Fiquei assustado ao ler a primeira fala da peça “O Noviço”, escrita em 1845 por Martins Pena, o introdutor da chamada comédia de costumes no teatro brasileiro. Parecia que eu estava lendo a confissão de um dos inúmeros corruptos de nosso país, certo de que seria beneficiado pela crônica impunidade. Pensei indignado: “o tempo passa e nada muda em nosso país”.
De 1845 a 2007 o Brasil já foi conduzido por políticos completamente diferentes e, mesmo assim, a fraude, a corrupção e a impunidade continuam iguais. E por que nada mudou? Talvez porque o problema não seja causado apenas por quem governa e sim por todos nós, os cidadãos governados, que temos a tendência de querer “levar vantagem em tudo”. Não esqueci. Aí vai a fala da peça: “... Qual o homem que, resolvido a empregar todos os meios, não consegue enriquecer-se? Em mim se vê o exemplo.
Há oito anos, era eu pobre e miserável, e hoje sou rico, e mais ainda serei. O como não importa; no bom resultado está o mérito ... Mas um dia pode tudo mudar. Oh, que temo eu? Se em algum tempo tiver de responder pelos meus atos, o ouro justificar-me-á e serei limpo de culpa. As leis criminais fizeram-se para os pobres...”
O sentimento de desconforto vai aumentando, na medida em que constato que vários corruptos sordidamente beneficiados pela impunidade defendem a transparência em seus discursos. A palavra transparência vem sendo utilizada como o antídoto do veneno da corrupção e impunidade, como diretriz para a instalação da ética na política e como pressuposto para que sejam observados pela administração pública os princípios constitucionais da legalidade – fazer apenas o que a lei determina; impessoalidade – deixar de lado qualquer interesse particular; moralidade – zelar pela boa administração, sendo ético e honesto; publicidade – divulgar todos os seus atos; eficiência – atender de forma satisfatória as necessidades da comunidade.
Neste contexto, a prática da transparência é destacada pela mídia, o Governo Federal institui o Conselho de Transparência Pública e são criadas organizações não-governamentais – ONGS – comprometidas com o combate à corrupção, tais como a “Transparência Brasil”. Observando o panorama atual de nosso país – muito se fala e nada muda - , tenho a convicção de que não bastam instrumentos e discursos, até mesmo porque a transparência não é um atributo das instituições, e sim uma virtude da pessoa.
O governo será transparente na medida em que os políticos que exercem os cargos públicos sejam honestos e justos. Ser transparente é estar “disposto a expor seus planos, procedimentos, erros etc, sem nada esconder”. E só age com essa nitidez a pessoa que coloca o cumprimento da lei, a ética e a solidariedade como elementos essenciais para sua própria felicidade. Embora poucos reconheçam – e aí surge a hipocrisia -, cumprir a lei, ser ético e ajudar o próximo deixaram de ser atitudes normais e rotineiras dos cidadãos.
E isto também se reflete na política, pois os eleitos são a cara dos eleitores. Desta forma, o povo, que deveria gritar contra a corrupção e a impunidade, apenas sussurra. Se o barulho for muito alto, talvez também descubram a sonegação, o caixa dois, as mercadorias “pirateadas” compradas sem nota, o salário “por fora”, as “colas” na escola, as mentiras do “agora não tenho dinheiro” e do “fala que não estou” ... Aos que ainda não vestiram a carapuça, pergunto: Você conhece alguém “honestíssimo” que, para evitar o excesso de pontuação, já transferiu suas multas de trânsito à parentes ou amigos? Lembre-se que os “transparentes” devem ser sinceros e verdadeiros...
Rodrigo Mendes Pereira é Coordenador do Curso de Terceiro Setor da Escola Superior de Advocacia – ESA - da OAB/SP, consultor, professor, palestrante e articulista.
________________
Artigo publicado no site agenciasocial.com.br


Sandra Waihrich Tatit


Advogada


OAB/RS

Santa Maria . Rio Grande do Sul . Brasil .


Saturday, July 21, 2007

* A IMPRENSA E O JUDICIÁRIO *

Jus supra legis

Non omnie quod licet honestum est

Terrae dominium finitur ub finitur armorum vis ...
Alia jacta est ...
Verba sicut ventus volant , scripta monumenta manent .



1. Nas relações Poder Judiciário e Imprensa sobreleva, de início, a importância do Judiciário e da Imprensa no contexto político-social.
O primeiro, pela missão que desempenha como Poder e como instituição na efetivação dos direitos, na preservação da democracia, no respeito à ordem jurídica, na garantia das liberdades e no cumprimento da vontade popular assentada na lei maior que é a Constituição.
A Imprensa, por sua vez, tornou-se indispensável à convivência social, com atividades múltiplas, que abrangem noticiário, entretenimento, lazer, informação, cultura, ciência, arte, educação e tecnologia, influindo no comportamento da sociedade, no consumo, no vestuário, na alimentação, na linguagem, no vernáculo, na ética, na política etc. Representa, em síntese, o mais poderoso instrumento de influência na sociedade dos nossos dias. A propósito, recentemente o Prof. Calmon de Passos assinalou(“Revista de Processo”, 73/98, e segs):
“O Século XX, particularmente, experimentaria, no particular, verdadeira revolução. Nele se consolidou o que vinha paulatinamente se revelando - a progressiva transformação de um público pensador de cultura e formador de opinião em um público consumidor de cultura, deslocando-se a formação da opinião pública para os detentores dos meios de comunicação de massa.
Nenhum outro tipo de empresa conseguiu somar tanto poder político ao seu poder econômico quanto as empresas da área de comunicação. Por isso mesmo elas se fizeram mais políticas que econômicas, ou melhor dizendo, as que mais eficientemente utilizaram o poder político em favor de seu poder econômico. A imprensa, máxime com sua expansão além da imprensa escrita, se fez um poder e um poder que, por não estar formalmente institucionalizado, escapa de controles sociais, inexistindo controles políticos eficazes. Pode-se subjugar a imprensa, submetê-la ao poder político, estatizando-a ou censurando-a prévia e drasticamente, mas não se sabe como controlá-la eficientemente, quando liberada.
Umberto Eco, com a sua costumeira acuidade, adverte que, não muito tempo atrás, se alguém desejasse empolgar o poder político num país, suficiente seria controlar o exército e a polícia. Hoje, só em países subdesenvolvidos generais facistas podem dar golpes de Estado, usando seus tanques. Basta, porém, que um país tenha adquirido um certo nível de industrialização para que o panorama mude completamente. E exemplifica. No dia seguinte à queda de Kruschev, os diretores do Pravda e do Izvestia e das cadeias radiotelevisivas foram substituídos; prescindiu-se de qualquer movimentação de tropas. E conclui: “Hoje, um país pertence a quem controla os meios de comunicação”. E acrescenta: “Como sugeriu o Prof. Mc. Luhan, a informação não é mais um instrumento para produzir bens econômicos; ela própria tornou-se o principal dos bens. A informação transformou-se em indústria pesada. Quando o poder econômico passa de quem tem em mãos os meios de produção para os que detêm os meios de informação, que podem determinar o controle dos meios de produção, também o problema da alienação muda de significado. Diante da sombra de uma rede de comunicação que se estende para abraçar o universo, cada cidadão do mundo torna-se membro de um novo proletariado”. E incisivo: “os meios de massa não veiculam uma ideologia: são, eles próprios, uma ideologia”.
2. Há, por outro lado, visível identificação entre o Judiciário e a Imprensa.
Representam ambos valores democráticos, refletidos especialmente na liberdade de manifestação e nas garantias da cidadania. E sofre, cada um a seu modo, as restrições dos regimes totalitários.
Ademais, convivem ambos, presentemente, com o perfil de massa da sociedade dos nossos dias, ao qual procuram adaptar-se. A Imprensa, diversificando-se. O Judiciário, buscando novos mecanismos e novas técnicas de solução de conflitos, ciente de que o seu modelo liberal-individualista não mais responde aos reclamos dos tempos atuais.
Outrossim, nítida é a busca do aprimoramento que ambos perseguem: a Imprensa, debatendo sua ética e o seu poder de influência, adotando inclusive a figura do ombudsman; o Judiciário, com a criação de escolas judiciais, cursos de formação e aperfeiçoamento do seu pessoal e, ainda, com o debate em torno da adoção de um órgão de controle administrativo-disciplinar e outro de reflexão e planejamento permanentes.
3. Notórias, de outro lado, são as suas deficiências principais.
Assim, em relação ao Judiciário, a impunidade, o formalismo exacerbado, o nepotismo, a morosidade, o corporativismo, muito embora contra esses vícios lute o próprio Judiciário em sua parcela mais expressiva e também se saiba que a correção das falhas exige investimento com recursos materiais e humanos e uma legislação adequada, criativa e moderna.
Em relação à Imprensa, as falhas são sobretudo decorrentes de abuso e irresponsabilidade. Para exemplificar, tomo de empréstimo estudo realizado em Pernambuco, sob a coordenação da Universidade Católica e do Des. Nildo Nery dos Santos. Pesquisa feita com critério científico, tomando por base as programações da televisão em duzentas e sessenta e quatro(264) horas, no período de três(3) semanas, no ano de 1979(hoje, certamente os dados seriam ainda mais alarmantes), registrou(publicação do Tribunal de Justiça de Pernambuco):
“Cenas de agressão: 3.484, sendo que 1.203 de modo verbal, 753 com luta corporal, 620 por meio de arma de fogo e 636 com utilização de outros tipos de arma. Decorreram dessas agressões, 608 lesões, 573 mortes, 363 aprisionamentos, 258 torturas, 234 ocorrência de direção perigosa e 316 chantagens.
Foram anotados no dito período, a prática de 501 crimes de diversa natureza, dos quais 149 assaltos, detectando-se como motivação delituosa, 272 por dinheiro, 103 por desvio sexual, 93 por abuso alcoólico e 33 pelo uso indevido de tóxicos. Provocaram ainda os ditos fatores, 70 cenas de prostituição, 19 de homossexualismo, 19 suicídios e mais 110 casos de direção perigosa.
O desajuste familiar em novelas e filmes de TV surgiu nas três semanas 543 vezes, com 60 casos de infidelidade masculina e coincidentemente com igual número de infidelidade feminina. Foram registradas 233 brigas de casal, 157 brigas entre pais e filhos, 35 brigas entre irmãs. Em conseqüência destes desajustes, ocorreram 73 separações de casal, 35 roubos, 42 mulheres ingressaram na prostituição, 07 tornaram-se viciadas em drogas, 54 passaram a abusar do álcool, 12 tentaram ou consumaram o suicídio, e foram registradas por essa motivação, 20 lesões.
As cenas de erotismo anotadas foram de 874, das quais 89 foram apresentando atos de conjunção carnal, 320 de exibição do corpo feminino, 374 modos sensuais, 38 gestos imorais e foram proferidas 53 pornografias. O crime de estupro registrou-se em 6 ocasiões.
Os sujeitos ativos da violência foram 1878 homens e 588 mulheres; e como sujeito passivo - 1716 homens e 506 mulheres, e 116 crianças apareceram como personagens da violência.
Assinale-se que em 95 programas de gênero para crianças, somente 3 não continham episódios violentos”.
4. Freqüente e generalizado, não se pode negar, é o descontentamento do Judiciário com o noticiário da Imprensa.
Em primeiro lugar, pelo desconhecimento de noções elementares por quem dá a notícia, a começar por confundir o Judiciário com a Polícia, com o Ministério Público, com a Defensoria, com os Ministérios da Justiça e do Trabalho, englobando na expressão “Justiça” todos esses segmentos e passando à sociedade uma imagem distorcida, publicando manchetes apelatórias do tipo “Supremo dá de goleada no governo”, “Polícia prende e Judiciário solta”, “Os juízes não querem o controle do Judiciário” etc. Publicando meias verdades e deixando ao relento temas que efetivametne interessariam a todos, até mesmo certas mazelas, como a balbúrdia das remunerações e a anomalia dos classistas da Justiça do Trabalho.
Em segundo lugar, pela carência de boas entrevistas com pessoas qualificadas do Judiciário e pelo descaso com o que nele ocorre, contribuindo para passar à sociedade uma imagem falsa do Poder, sem noticiar decisões que em muito interessariam à comunidade, como, para exemplificar, as relacionadas ao Direito de Família, especialmente em uma fase de tantas mutações nesse campo.
É de convir-se, todavia, que o Judiciário também contribui marcadamente para esse quadro, não se equipando devidamente com assessorias eficientes, não se utilizando de marketing e da mídia, como recentemente enfatizaram o publicitário Luiz Salles e o jornalista-jurista Wálter Ceneviva(“O Judiciário e a Constituição”, Saraiva, 1993).
Não menos certo também é que, além da estrutura pesada, conservadora e hermética do Judiciário, nós magistrados, não raras vezes, contribuímos para o distanciamento em relação à Imprensa, quer por timidez excessiva, quer por prepotência ou despreparo, quer até mesmo pela retórica gongórica da linguagem judiciária, de que são exemplos expressões como: “inacolhe-se a exordial ab ovo”; “desatende-se o reclamo irresignatório”; “a irresignação lhe resultou inexitosa”; “um quadro adstrito ao gizamento medular destinado a esse colendo areópago” etc.
5. Ao finalizar, e a título de contribuição, ficam as seguintes reflexões:
a - o conhecimento da atividade do Judiciário é direito do cidadão. Sendo os magistrados prestadores de serviço público, imprescindível se faz que essa atividade seja a mais transparente possível;
b - impõe-se, para o aprimoramento da democracia no País, que haja uma maior aproximação entre Judiciário e Imprensa, sendo esta veículo da atuação e da postura dos diversos segmentos sociais, mostrando como atua o Judiciário, qual a sua competência, sua estrutura, seu alcance como Poder, suas deficiências, seus abusos reais;

c - fundamental, destarte, que sejam superadas as dificuldades apontadas, e outras que existirem, tornando-se o Judiciário mais acessível à divulgação e, via de conseqüência, ao público; esmerando-se a Imprensa, por seu turno, em aperfeiçoar o seu sistema de divulgação, com inteira liberdade mas sem as distorções, os abusos e as omissões que o estágio atual está a demonstrar;

d - o Estado democrático de Direito não se contenta mais com uma ação passiva. O Judiciário não mais é visto como mero Poder eqüidistante, mas como efetivo participante dos destinos da Nação e responsável pelo bem comum. Os direitos fundamentais sociais, ao contrário dos direitos fundamentais clássicos, exigem a atuação do Estado, proibindo-lhe a omissão. Essa nova postura repudia as normas constitucionais como meros preceitos programáticos, vendo-as sempre dotadas de eficácia em temas como dignidade humana, redução das desigualdades sociais, erradicação da miséria e da marginalização, valorização do trabalho e da livre iniciativa, defesa do meio ambiente e construção de uma nova sociedade mais livre, justa e solidária;

e - cada vez mais, e o próximo século se encaminha para essa demonstração, o Judiciário terá participação maior e mais efetiva na sociedade, especialmente para conter os excessos do Poder dominante e melhor resguardar os direitos da cidadania. Nesse quadro, igualmente relevante será o papel a ser desenvolvido pela Imprensa. Daí a necessidade de ambos se aparelharem convenientemente, corrigindo suas atuais e múltiplas deficiências, aprimorando seus mecanismos e buscando diretrizes que melhor atendam aos anseios de uma sociedade livre, justa, solidária e responsável.
* Ministro do Superior Tribunal de Justiça e Diretor da Escola Nacional da Magistratura

* Sálvio de Figueiredo Teixeira

Pesquisa Internet_21.07.2007 .
Sandra Waihrich Tatit_advogada_OAB/RS .
Santa Maria . Rio Grande do Sul . Brasil .

Friday, July 20, 2007

* LEIAM ESTE TEXTO FANTÁSTICO *




O que mais me impressiona é que a maioria daqueles do mesmo meio do subcritor e daqueles que vaiaram o Presidente, foram os mesmos que o elegeram. A maioria concedeu o diploma. Deu livre transito para que as bandalheiras e a corrupção continuem e para que, até façam mais. Estão de volta aqui em Brasília, infelizmente, os ilustres senhores, João Paulo Cunha, José Genuíno e tantos outros (não dá para citar todos – levaria o dia todo escrevendo), decidindo pelo Brasil, comprometendo a imagem e a honra desta cidade e deste povo maravilhoso que nada tem a ver com tudo isso, mas que para a maioria dos cidadãos de todo o país, permanece com a “pecha” de que aqui todos são iguais. É interessante como é difícil entender os fatos e as pessoas!
Vejamos o caso do “senhor Chico Buarque de Holanda”, que em entrevista que li, embora sabedor de toda lambança e corrupção, se dizendo decepcionado (não acredito), disse que iria votar novamente no Lula, e só não o fez, é claro, como induziu outros eleitores, com sua postura, para que o mesmo alcançasse os históricos 53 milhões de votos. Será que este cidadão (o tal Chico), cujo ídio não lhe falta; que é reconhecido internacionalmente pela sua história (hoje para mim – estória), pela suas belas letras e músicas e que sempre lutou sob a alcunhada bandeira (capa - cordeiro/lobo) da liberdade, da honestidade da legalidade e infindas outras “ades”, ao divulgar o seu pensamento, que diga-se, é uma pérola negra, não sabia o que estava fazendo? Acho que sim! Creio que o mesmo perdeu ou nunca teve noção de honestidade! Que não tem a menor noção da asneira que disse (quem sabe, poderia estar bêbado.) ou não tem vergonha na cara ao contrapor-se desta forma! Pode ser que está sendo beneficiado, ou ainda não quer aceitar o erro e persiste nele na esperança de que os protagonistas mudem sua conduta, o que é muito difícil em alguns casos, porque são pessoas desprovidas de qualquer formação ética.
Consigo até entender a luta dos “militantes” pela manutenção do “status quo” atual. Pois estes se beneficiam dos cargos públicos que já existiam e eram ocupados, na sua maioria, por servidores públicos técnicos (embora nem todos merecedores) e dos inúmeros outros cargos que foram criados para acomodá-los (quem sabe, mais uma ação social para baixar a taxa de desemprego), independentemente de sua capacidade laborativa, de sua eficiência, de sua formação profissional, cultural e acadêmica (Isto é desnecessário! Já está mais que provado pela maioria dos eleitores.), de experiência administrativa, de conhecimento da coisa pública e outras ausências (Sem generalizar, mas existe hoje em número assustador). O que está acontecendo? Será necessário repetir o erro quantas vezes para enxergar coisas óbvias? Me ajudem a entender!
Borghetti

: Recebi este texto , por e-mail , da amiga Vera Cinara Rodrigues , de Porto Alegre , Rio Grande do Sul , Brasil .



São Paulo, terça-feira, 17 de julho de 2007

* CÂNTICO AO AMIGO * * * ( Fernando Reis Costa , poeta português , Coimbra , Portugal )


Fernando Reis Costa


Sem um amigo…
Não há sol nem dia nem lua nem encanto
Nem alegria nem dor nem pranto
Tudo é sombrio !

Sem um amigo…
Não há choro nem lágrimas nem canto
Nem o enquanto nem entretanto
Tudo é vazio !

Com um amigo…
A fortuna da vida é bem diferente
Despida da solidão consequente
Tudo é sadio e presente

Com um amigo...
O indigente é rico tem tudo
Tem abrigo!


Caro amigo Fernando , parabéns pelo dia do amigo e obrigada pelas lindas mensagens enviadas . Um abraço, Sandra




Thursday, July 19, 2007

BOM DIA !


Sunday, July 15, 2007

*SABER ENVELHECER*





Conta um jovem universitário que no seu primeiro dia de aula o professor se apresentou e pediu que todos procurassem conhecer alguém que ainda não conheciam. Ele ficou de pé e olhou ao redor, quando uma mão lhe tocou suavemente o ombro. Deu meia volta e viu uma velhinha enrugada, cujo sorriso lhe iluminava todo seu ser. Ela lhe falou sorrindo: Oi, gato. Meu nome é Rose. Tenho oitenta e sete anos. Posso lhe dar um abraço? O moço riu e respondeu com entusiasmo: claro que pode! Ela lhe deu um abraço muito forte. Por que a senhora está na Universidade numa idade tão jovem, tão inocente? Perguntou-lhe o rapaz. Rindo, ela respondeu: estou aqui para encontrar um marido rico, casar-me, ter uns dois filhos e, logo me aposentar e viajar. Eu falo sério, disse seu jovem colega. Quero saber o que a motiva a enfrentar esse desafio na sua idade. Rose respondeu gentil: sempre sonhei em ter uma educação universitária e agora vou ter. Depois da aula ambos caminharam juntos por longo tempo e se tornaram bons amigos. Todos os dias durante os três meses seguintes saíam juntos da classe e conversavam sem parar. O jovem universitário estava fascinado em escutar aquela "máquina do tempo". Ela compartilhava com ele sua sabedoria e experiência. Durante o curso, Rose se fez muito popular na universidade. Fazia amizades onde quer que fosse. Gostava de se vestir bem e se alegrava com a atenção que recebia dos outros estudantes. Ao término do último semestre, Rose foi convidada para falar na festa de confraternização. Naquele dia ela deu a todos uma lição inesquecível. Logo que a apresentaram ela subiu ao palco e começou a pronunciar o discurso que havia preparado de antemão. Leu as primeiras frases e derrubou os cartões onde estavam seus apontamentos. Frustrada e um pouco envergonhada se inclinou sobre o microfone e disse simplesmente: desculpem que esteja tão nervosa. Não vou poder voltar a colocar meu discurso em ordem. Assim, permitam-me, simplesmente, dizer-lhes o que sei. Enquanto todos riam, ela limpou a garganta e começou: Não deixamos de brincar porque estamos velhos; ficamos velhos porque deixamos de brincar. Há alguns segredos para manter-se jovem, ser feliz e triunfar. Temos que rir e encontrar o bom humor todos os dias. Temos que ter um ideal. Quando perdemos de vista nosso ideal, começamos a morrer. Há tantas pessoas caminhando por aí que estão mortas e nem sequer sabem! Há uma grande diferença entre estar velho e amadurecer. Se vocês têm dezenove anos e ficam um ano inteiro sem fazer nada produtivo se converterão em pessoas de vinte anos. Se eu tenho oitenta e sete anos e fico por um ano sem fazer nada de útil, completarei oitenta e oito anos. Todos podemos envelhecer. Não requer talento nem habilidade para isso. O importante é amadurecer encontrando sempre a oportunidade na mudança. Não me arrependo de nada. Nós, de mais idade, geralmente não nos arrependemos do que fizemos mas do que não fizemos. E, por fim, os únicos que temem a morte são os que têm remorso. Terminou seu discurso cantando "A rosa". Pediu a todos que estudassem a letra da canção e a colocassem em prática em suas vidas. Rose terminou seus estudos e, uma semana depois da formatura, morreu tranqüilamente enquanto dormia. Mais de dois mil estudantes universitários assistiram as honras fúnebres para render tributo à maravilhosa mulher que lhes ensinou, com seu exemplo, que nunca é demasiado tarde para chegar a ser tudo o que se pode e deve ser. ............... O importante não é acumular muitos anos de vida, mas adquirir sabedoria em todos os momentos que os anos nos oferecem. Afinal, envelhecer é obrigatório, amadurecer é opcional.
Autor:Equipe do site www.momento.com.br.
Som de Fundo:"La Vie en Rose"

* RESISTA UM POUCO MAIS *



Há dias em que temos a sensação de que chegamos ao fim da linha. Não conseguimos vislumbrar uma saída viável para os problemas que surgem em grande quantidade. Com você não é diferente. Você também faz parte deste mundo cheio de provas e expiações. Desta escola chamada terra. E já deve ter passado por um desses dias, e pensado em desistir... No entanto vale a pena resistir... Resista um pouco mais, mesmo que as feridas latejem e que a sua coragem esteja cochilando. Resista mais um minuto e será fácil resistir aos demais. Resista mais um instante, mesmo que a derrota seja um ímã... Mesmo que a desilusão caminhe em sua direção. Resista mais um pouco mesmo que os pessimistas digam para você parar... mesmo que sua esperança esteja no fim. Resista mais um momento mesmo que você não possa avistar, ainda, a linha de chegada... mesmo que a insegurança brinque de roda a sua volta. Resista um pouco mais, ainda que a sua vida esteja sendo pesada na balança dos insensatos, e você se sinta indefeso como um pássaro de asas quebradas. As dores, por mais amargas, passam... Tudo passa... A ilusão fascina, mas se desvanece... A posse agrada, porém se transfere de mãos... O poder apaixona, entretanto, transita de pessoa. O prazer alegra, todavia é efêmero. A glória terrestre exalta e desaparece. O triunfador de hoje, passa, mais tarde, vencido... Tudo, nesta vida, tem um propósito... A dor aflige, mas também passa. A carência aturde, porém, um dia se preenche. A debilidade física deprime, todavia, liberta das paixões. O silêncio que entristece, leva à meditação que felicita. A submissão aflige, entretanto fortalece o caráter. O fracasso espezinha, ao mesmo tempo ensina o homem a conquistar-se. A situação muda, como mudam as estações... O verão brinca de esconde-esconde com a brisa morna, mas cede lugar ao outono, que espalha suas tintas sobre a folhagem. O inverno chega e, sem pedir licença, congela a brisa e derruba as folhas. Tudo parece sem vida, sem cor, sem perfume. Será o fim? Não! Eis que surge a primavera e estende seus tapetes multicoloridos, espalhando perfume no ar e reverdecendo novamente a paisagem... Assim, quando as provas lhe baterem à porta, não se deixe levar pelo desejo de desistir... resista um pouco mais Resista, porque o último instante da madrugada é sempre aquele que puxa a manhã pelo braço... E essa manhã bonita, ensolarada, sem algemas, nascerá para você em breve, desde que você resista. Resista, porque alguém que o ama está sentado na arquibancada do tempo, torcendo muito para que você vença e ganhe o troféu que tanto deseja: a felicidade... Não se deixe abater pela tristeza. Todas as dores terminam. Aguarde que o tempo, com suas mãos cheias de bálsamo, traga o alívio. A ação do tempo é infalível, e nos guia suavemente pelo caminho certo, aliviando nossas dores, assim como a brisa leve abranda o calor do verão. Mais depressa do que supõe, você terá a resposta, na consolação de que necessita. Por tudo isso, resista... e confie nesse abençoado aliado chamado tempo.



http://www.momento.com.br/


* Uma semana feliz ! *




* OS DOIS POTES DE BARRO * uma lição de vida e de amor , " vale a pena nos aceitarmos como somos ...




Os Dois Potes de Barro ( uma fábula oriental )

Havia na Índia um carregador de água que transportava - em ambas as pontas de uma vara que levava atravessada no pescoço - dois potes grandes de barro.Um dos potes tinha uma racha e o outro era perfeito.O pote perfeito chegava sempre cheio ao final do longo caminho que ia do poço até à casa do patrão.Mas o pote rachado chegava apenas com metade da água.E assim, durante dois anos, o carregador entregou diariamente um pote e meio de água em casa do seu senhor.O pote perfeito, é claro, estava orgulhoso do seu trabalho. O pote rachado, porém, estava envergonhado da sua imperfeição. Sentia-se miserável por apenas ser capaz de realizar metade da tarefa a que estava destinado.Depois de perceber que, ao longo de dois anos, não tinha passado de uma amarga desilusão, o pote disse um dia ao homem, à beira do poço:- Estou envergonhado e quero pedir-te desculpa. Durante estes dois anos só entreguei metade da minha carga, porque a minha racha faz com que a água se vá derramando ao longo do caminho. Por causa do meu defeito, tu fazes o teu trabalho e não ganhas todo o salário que os teus esforços mereciam.O homem ficou triste com a tristeza do velho pote, e disse-lhe com compaixão:- Quando voltarmos para casa do meu senhor, quero que repares nas flores que se encontram à beira do caminho.De fato, à medida que iam subindo a montanha, o pote rachado reparou em que havia muitas flores selvagens à beira do caminho e ficou mais animado.Mas no final do percurso, tendo vazado mais uma vez
metade da água, o pote sentiu-se mal de novo e voltou a pedir desculpa ao homem pela sua falha.Então, o homem disse ao pote:- Reparaste em que, ao longo do caminho, só havia flores de teu lado? Reparaste, também, em que, quando vínhamos do poço, todos os dias, tu ias regando essas flores? Ao longo de dois anos, eu pude colher flores para ornamentar a mesa do meu senhor. Se tu não fosses assim como és, ele não poderia ter essa beleza para dar graça à sua casa.
* Recebi há pouco este texto , por e-mail , desconheço a autoria .

CANTO DE MEDITAÇÃO

Saturday, July 14, 2007

A IMPUNIDADE NA INTERNET



O avanço da tecnologia na área da informática provocou uma grande revolução nas relações sociais. As facilidades alcançadas pelo uso do computador e, principalmente, a Internet, transformaram a vida moderna. É a era da Informática.
Junto com o e-commerce, o e-mail, o trabalho on line, surgiram os crimes de informática, conceituados como sendo os crimes praticados contra o sistema de informática ou através deste, abrangendo o computador, seus acessórios e a Internet.
Ocorre que, nosso legislador não é tão rápido e eficiente como os cientistas que se dedicam no avanço da tecnologia. Enquanto os funcionários da Microsoft, IBM e outras empresas se empenham em descobrir novos equipamentos que facilitem a vida do usuário, nosso Congresso não consegue discutir e aprovar as leis com a necessária celeridade.
O que fazer? Inicialmente devemos distinguir duas modalidades de crimes de informática. A primeira consiste em uma nova forma de praticar velhos crimes, na qual o computador e a Internet são usados com instrumentos da empreitada criminosa. Já na segunda modalidade as condutas perpetradas pelo agente são inéditas, fatos que nasceram na era digital. Na primeira hipótese aplica-se a lei vigente, pois a Internet é usada como uma forma para cometer antigos crimes. Vejamos um exemplo: o agente pode ameaçar alguém pessoalmente, por via postal, ou pela Internet, em todos os casos estará incurso nas penas do artigo 147 do Código Penal.
Em se tratando dos tipos novos surge um problema. Considerando que nosso Código Penal data de 1940, por razões obvias não prevê tipos penais relacionados à informática. O ideal seria aplicar as normas existentes, adequando-as aos fatos que forem acontecendo. Mas não é tão simples assim. O princípio da reserva legal, elevado pelo legislador constituinte à garantia fundamental, exige que lei tipifique um fato como criminoso. Sem lei, não há crime. Este é o maior obstáculo para a apuração e repressão dos atos praticados através da Internet. Por outro lado constitui uma garantia do cidadão, não ser punido senão após uma lei que defina a conduta como criminosa e ao mesmo tempo imponha uma sanção penal.
Devido à especialidade destas figuras, as quais atingem bens jurídicos novos, como: dados, informações, sites, home pages, e-mails etc; bem como a ausência de lei, muitos fatos não podem ser repreendidos pelo Estado. Não há que se cogitar em interpretação extensiva ou analogia, ambas vedadas no Direito Penal se tem por fim prejudicar o réu.
A atipicidade impede, deste modo, a punição do agente, não obstante tenha ele praticado atos lesivos ou até mesmo imorais. É claro que eventuais danos poderão ser discutidos no cível, mas no campo penal nada poderá ser feito.
Vejamos alguns exemplos: a criação e desenvolvimento de vírus surgiu com a informática, aquele que se dedica a estudar novas formas de atacar o computador alheio, sem no entanto enviar os vírus, não pode ser punido.
Ainda sobre o vírus, a conduta de quem os envia, só poderá ser punida se causar dano patrimonial ao destinatário, pois quem envia um vírus e destrói arquivos e programas causando prejuízo financeiro, estará incurso nas sanções do artigo 163 do Código Penal. Todavia, quem destrói arquivo sem valor econômico, não se adequa na figura prevista pelo legislador, sendo fato atípico.
O mesmo ocorre com a sabotagem e o vandalismo virtual, quem acessa um site e nele insere palavras ou textos "pichando" as páginas ou quem retira uma página da rede por algum tempo também não responderá por esta ação.
Mas não é só! A pedofilia, um dos crimes que provoca maior repúdio e revolta na sociedade, nem sempre é punível. O tipo penal que se amolda é o previsto no artigo 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente, o qual define a conduta de fotografar e publicar cenas de sexo explícito ou pornográficas envolvendo crianças ou adolescentes. Publicar é tornar público, acessível a qualquer pessoa, divulgar. Ora, o agente nem sempre torna público uma foto, embora possa expor a criança ou adolescente. Assim, a conduta de quem envia um e-mail a pessoa determinada contendo em anexo uma foto de criança em cena pornográfica não comete o crime do artigo 241 do ECA e nem outra infração. O mesmo ocorre com a troca de fotos em salas de conversa, chats, ICQ, entre outros. Ao contrário, aquele que coloca a mesma foto em um site, a torna pública, praticando a conduta descrita no tipo. Podemos concluir que a pedofilia, em nosso Direito, nem sempre será punida, não obstante agrida valores éticos e morais de toda a sociedade.
Vejamos outras hipóteses: o uso desautorizado do computador, conhecido como furto de uso ou de tempo, não é crime, assim, quem utiliza o equipamento alheio sem pedir autorização do proprietário, quem usa provedor de terceiro para acessar a Internet, não pode sequer ser processado criminalmente.
Da mesma forma, o acesso não autorizado em redes, a alteração e/ou destruição de senhas para ingresso em sistemas, intranet e Internet também não são puníveis.
Embora a impunidade atinja um número razoável de condutas, não podemos afirmar que tudo na rede é permitido. O estelionato, a lavagem de dinheiro, os crimes contra a honra, racismo e discriminação, são apenas alguns exemplos de infrações que são investigadas por nossa polícia, podendo seus autores serem processados e condenados.
Não estamos sugerindo a confecção de um novo Código Penal, nem tão pouco uma lei que discipline todos os crimes de informática. As leis atuais podem e devem ser aproveitadas. Todavia, lacunas existem, carecendo nosso Direito de uma lei que regule o tema e venha a proteger os bens jurídicos ligados a informática, criando novos tipos penais.
Muitos países já possuem leis sobre esta matéria. Em Portugal lei de 1991 dispõe sobre a criminalidade na informática, já na Itália houve uma alteração do Código Penal acrescentando quinze preceitos sobre este tema. Estados Unidos, Inglaterra e Alemanha também possuem leis específicas. No Brasil temos apenas a Lei 9.609/98 que protege o direito autoral de programa de computador. Muitos projetos de lei foram apresentados, alguns estão em tramitação, outros foram engavetados.
A carência existe e aguardamos com ansiedade ver disciplinados novos tipos penais, bem como as outras áreas do Direito que sofreram impacto com a evolução digital . profe Processual Penal
O avanço da tecnologia na área da informática provocou uma grande revolução nas relações sociais. As facilidades alcançadas pelo uso do computador e, principalmente, a Internet, transformaram a vida moderna. É a era da Informática.
Junto com o e-commerce, o e-mail, o trabalho on line, surgiram os crimes de informática, conceituados como sendo os crimes praticados contra o sistema de informática ou através deste, abrangendo o computador, seus acessórios e a Internet.
Ocorre que, nosso legislador não é tão rápido e eficiente como os cientistas que se dedicam no avanço da tecnologia. Enquanto os funcionários da Microsoft, IBM e outras empresas se empenham em descobrir novos equipamentos que facilitem a vida do usuário, nosso Congresso não consegue discutir e aprovar as leis com a necessária celeridade.
O que fazer? Inicialmente devemos distinguir duas modalidades de crimes de informática. A primeira consiste em uma nova forma de praticar velhos crimes, na qual o computador e a Internet são usados com instrumentos da empreitada criminosa. Já na segunda picidade impede, deste modo, a punição do agente, não obstante tenha ele praticado atos lesivos ou até mesmo imorais. É claro que eventuais danos poderão ser discutidos no cível, mas no campo penal nada poderá ser feito.
Vejamos alguns exemplos: a criação e desenvolvimento de vírus surgiu com a informática, aquele que se dedica a estudar novas formas de atacar o computador alheio, sem no entanto enviar os vírus, não pode ser punido.
Ainda sobre o vírus, a conduta de quem os envia, só poderá ser punida se causar dano patrimonial ao destinatário, pois quem envia um vírus e destrói arquivos e programas causando prejuízo financeiro, estará incurso nas sanções do artigo 163 do Código Penal. Todavia, quem destrói arquivo sem valor econômico, não se adequa na figura prevista pelo legislador, sendo fato atípico.
O mesmo ocorre com a sabotagem e o vandalismo virtual, quem acessa um site e nele insere palavras ou textos "pichando" as páginas ou quem retira uma página da rede por algum tempo também não responderá por esta ação.
Mas não é só! A pedofilia, um dos crimes que provoca maior repúdio e revolta na sociedade, nem sempre é punível. O tipo penal que se amolda é o previsto no artigo 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente, o qual define a conduta de fotografar e publicar cenas de sexo explícito ou pornográficas envolvendo crianças ou adolescentes. Publicar é tornar público, acessível a qualquer pessoa, divulgar. Ora, o agente nem sempre torna público uma foto, embora possa expor a criança ou adolescente. Assim, a conduta de quem envia um e-mail a pessoa determinada contendo em anexo uma foto de criança em cena pornográfica não comete o crime do artigo 241 do ECA e nem outra infração. O mesmo ocorre com a troca de fotos em salas de conversa, chats, ICQ, entre outros. Ao contrário, aquele que coloca a mesma foto em um site, a torna pública, praticando a conduta descrita no tipo. Podemos concluir que a pedofilia, em nosso Direito, nem sempre será punida, não obstante agrida valores éticos e morais de toda a sociedade.
Vejamos outras hipóteses: o uso desautorizado do computador, conhecido como furto de uso ou de tempo, não é crime, assim, quem utiliza o equipamento alheio sem pedir autorização do proprietário, quem usa provedor de terceiro para acessar a Internet, não pode sequer ser processado criminalmente.
Da mesma forma, o acesso não autorizado em redes, a alteração e/ou destruição de senhas para ingresso em sistemas, intranet e Internet também não são puníveis.
Embora a impunidade atinja um número razoável de condutas, não podemos afirmar que tudo na rede é permitido. O estelionato, a lavagem de dinheiro, os crimes contra a honra, racismo e discriminação, são apenas alguns exemplos de infrações que são investigadas por nossa polícia, podendo seus autores serem processados e condenados.
Não estamos sugerindo a confecção de um novo Código Penal, nem tão pouco uma lei que discipline todos os crimes de informática. As leis atuais podem e devem ser aproveitadas. Todavia, lacunas existem, carecendo nosso Direito de uma lei que regule o tema e venha a proteger os bens jurídicos ligados a informática, criando novos tipos penais.
Muitos países já possuem leis sobre esta matéria. Em Portugal lei de 1991 dispõe sobre a criminalidade na informática, já na Itália houve uma alteração do Código Penal acrescentando quinze preceitos sobre este tema. Estados Unidos, Inglaterra e Alemanha também possuem leis específicas. No Brasil temos apenas a Lei 9.609/98 que protege o direito autoral de programa de computador. Muitos projetos de lei foram apresentados, alguns estão em tramitação, outros foram engavetados.
A carência existe e aguardamos com ansiedade ver disciplinados novos tipos penais, bem como as outras áreas do Direito que sofreram impacto com a evolução digital.


* Muito interessante e providencial este artigo , concordo plenamente com o conteúdo descrito , parabéns à autora , Carla Rodrigues Araújo de Castro , Promotora de Justiça , Rio de Janeiro . Brasil

Sandra Waihrich Tatit , Advogada , OAB/RS , Santa Maria , Rio Grande do Sul , Brasil .

O ANALFABETISMO DIGITAL E O MUNDO JURÍDICO



O ANALFABETISMO DIGITAL E O MUNDO JURÍDICO
Foi noticiado que está pronto o projeto do governo federal para popularizar o uso de microcomputadores e internet. Será levado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 27 e prevê a concessão de subsídios diretos para permitir a compra de PCs e um pacote de 20 horas de acesso à internet por mês, por famílias com renda entre quatro e dez salários mínimos.Como se vê, muito se fala na necessidade de Inclusão Digital em nosso Pais, especialmente no que tange à atual evolução tecnológica galopante e a dependência crescente de todos cidadãos de a acompanharem, visando aumentar suas chances profissionais e/ou até mesmo praticar com eficiência tarefas rotineiras do cotidiano.
Infelizmente, no Brasil nos deparamos com um problema endêmico de analfabetismo literal, anos a fio sendo, em tese, preocupação primordial dos Governos. Vislumbramos secundariamente outra necessidade, que no momento se restringe às castas mais afortunadas de conhecimento, mas que, em futuro breve, atingirá proporções generalizadas na sociedade civilizada. Foi assim com o telefone fixo, celular, televisão, e agora com computador e uso da internet.
Neste sentido, mesmo no grupo dos alfabetizados, e também naqueles com percurso de vida repleto de conhecimentos acadêmicos, vislumbramos uma situação preocupante, podendo ser denominada por analogia de "analfabetismo digital".
Qualquer evolução demanda tempo e investimentos, o que felizmente vem sendo feito pelos órgãos públicos e privados. Todavia, é notório estarmos sendo compelidos a acompanhar esta evolução, por mais dura seja a quebra de vários paradigmas.
Dessa feita, especificadamente no mundo Jurídico, está corrente evolucionária caminha com força e intensidades peculiares, não só por envolver o delicado cenário dos direitos dos cidadãos, mas pela velocidade da informação e publicidade com que hoje se propagam os atos jurídicos.
Destarte, a tecnologia da informação vem modificando as conservadoras relações jurídicas, pressionando os profissionais da área, em sua maioria sequer movidos pela espontaneidade, a um imediato "alfabetismo digital".
É importante ressaltar, estamos a cada dia sendo surpreendidos com boas notícias relacionadas à nova postura dos tribunais e da OAB no sentido de informatização do judiciário e do processo judicial. Trata-se de ponto essencial na busca da tão sonhada "reforma do judiciário", principalmente no que tange à transparência e publicidade dos atos jurídicos, bem como aminimização da morosidade hoje existente.
Em outra esfera, deparamo-nos atualmente com uma situação inusitada, onde clientes e pessoas interessadas no deslinde judicial de eventual caso, conseguem obter informações judiciais de seu interesse via INTERNET poucos momentos após praticadas, inclusive anterior a qualquer comunicação formal ao advogado. Ou seja, é a publicidade dos atos e a velocidade da informação agilizando e transformando a relação existente entre os participantes do contencioso jurídico.
Com isso não é difícil, dispensando qualquer mecanismo de futurologia, concluir que o advogado que não participar desta evolução digital será vítima de seus próprios clientes e adversários, posto que são colocados muitas vezes em situações desconfortáveis ao serem informados de uma decisão pelo próprio cliente, e ainda pressionados a se manifestar imediatamente sobre aquele assunto, sendo certo que normalmente as consultas ou informações jurídicas, por mais simples sejam, necessitam de estudos e analises.
O pior, muitas vezes são obrigados a desvendar interpretações equivocadasdos leigos quanto aos jargões jurídicos ou linguagens técnicas disponíveis, tais como : conclusão de um processo, escutando "Dr. o processo concluiu/acabou ?" ou ainda quando do diferimento de uma liminar, as vezes compartilhando comemoração antecipada de seu cliente, ao se analisar a diferença entre o deferimento e diferimento de uma decisão; e ainda se deparar com naturais erros de lançamento de informações, lembrando sempre que não são consideradas validas até a devida publicação formal do ato.
Posto isto, é importante ressaltar, que todo este relato não seja sinônimo ou sequer presunção de qualquer capacidade profissional dos operadores do direito, principalmente advogados, visto existirem ritos próprios e procedimentos éticos e profissionais "não modificados" pela evolução tecnológica da informação. Assim, é certo que o advogado deve ser devidamente e formalmente informado dos andamentos processuais, decisões, etc.... Contudo, é impossível impedir a natural evolução da tecnologia e principalmente restringir o Direito Constitucional de Informação e o principio da publicidade. A conseqüência é a necessidade de Inclusão Digital dos operadores do Direito !!!
A grande preocupação se dá na distancia existente hoje entre os profissionais no que tange ao acesso e atualização tecnológica, lembrandoque contamos com mais de 500.000 mil advogados e milhares de funcionários da justiça e magistrados espalhados por toda extensão continental de nosso Pais.
A OAB e os Tribunais estão fazendo seu papel ao iniciarem projetos de informatização e inclusão de digital, sendo exemplo disso os esforços das seccionais em firmar convênios com Tribunais, disponibilizarem emails e acompanhamentos processuais eletrônicos gratuitos aos advogados e fornecerem mecanismos para uma ALFABETIZAÇÃO DIGITAL. Contudo, é imprescindível que os profissionais procurem o caminho da informatização, sob pena de ficarem parados no tempo e sujeitos aos seus reveses.

Rodrigo Badaró de Castro. Advogado.
Coordenador da Azevedo Sette Advogados em Brasilia
Presidente da Comissão de Direito e Informática da OAB

Friday, July 13, 2007

Show de Abertura une Elementos do Carnaval e da Cultura em Espetáculo Emocionante


BELEZA PURA !


RIO DE JANEIRO 2007


BELÍSSIMO SHOW DE SAMBA




ESPETÁCULO ARTÍSTICO MAGNÍFICO !


A Cerimônia da Abertura do Pan 2007 lembrou o desfile das Escolas de Samba


Neste instante 5.500 atletas começam a sonhar ... O ESPORTE , como a ARTE , UMA LINGUAGEM UNIVERSAL

ESPORTE É VIDA , TRANSFORMAÇÃO E EDUCAÇÃO !
ESPORTE É AMOR , SAÚDE E ENERGIA !

ESPORTE É LUZ E PAZ !



ESPORTE É ESPERANÇA !


* E N E R G I A *

BRASIL ... BRASIL ... BRASIL !


RIO DE JANEIRO , 13.07.2007 ...... 17hs30min

* SÚPLICA DE POETA *



Por aí rimando vão os poetas ,
tu és o dono e o condutor das suas inspirações ,
uma orquestra fica à espera do maestro ,
o poeta vai rimando no amor e na dor .


Poeta! que encanto tens tu ,
tua presença é explosão de alegria ,
que mágica tu dominas que deixas uma alma feliz ,
inspiras ao amor e fazes sorrir um coração .


presença constante nas emoções da nossa vida ,
uma palavra, um consolo , a sensação de um carinho .
Poeta! Adormecerei no fundo de mim mesma ,
teus olhos estarão abertos à eternidade .

neidehanf



Thursday, July 12, 2007

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL ... OAB/RS ... ATO PÚBLICO ESQUINA DEMOCRÁTICA , PORTO ALEGRE , DIA 13 DE JULHO , 12 HORAS . * CONVOCAÇÃO *




Em todo o País, a indignação chegou ao seu limite máximo. Nunca se viu tanta corrupção, tantos escândalos envolvendo aqueles que deveriam servir de exemplo. Os brasileiros sentem-se envergonhados cada vez que abrem o jornal ou assistem o noticiário. E pior: mesmo quando a corrupção é descoberta, logo em seguida vem a impunidade para aqueles que deveriam pagar o preço pelo mal que causam ao Brasil. Chega! É hora da sociedade reagir de verdade!A OAB/RS, juntamente com todas as suas 104 subseções, diante deste triste quadro, reúne-se com as entidades mais representativas do Rio Grande do Sul para convocar a população gaúcha a participar do Lançamento do Movimento contra a Impunidade e a Corrupção. Uma ampla mobilização contra esses expedientes já enraizados em diferentes esferas administrativas nesse país. Vamos mostrar que temos a capacidade de interferir nos fatos que fazem a história do Brasil!A classe dos advogados tem na sua história exemplos de manifestações em defesa da liberdade, dos direitos humanos e da ética. Mais uma vez, precisamos romper o silêncio que está encobrindo e estimulando essas vergonhas nacionais. Venha, prestigie, traga seus amigos e colegas para este encontro. Unidos, podemos mostrar à sociedade nosso papel na vida das pessoas. E mais do que isso, mostrar que este país não vai sucumbir à corrupção. Chega de impunidade! Colega, contamos com a sua participação!Adesões fortalecem movimento da OAB/RS contra a corrupçãoAumenta a cada dia o número de adesões de entidades ao Movimento Contra a Impunidade e a Corrupção, que a OAB/RS, promoverá ao meio-dia desta sexta-feira (13), na Esquina Democrática, em Porto Alegre. Até a tarde de ontem (terça-feira, 10), várias organizações já haviam formalizado sua participação no evento, que contará ainda com a presença de cavaleiros do Piquete da Ordem gaúcha. Além disso, está confirmada a presença de representantes das 104 OABs do Interior (subseções) e de dirigentes de outras seccionais do país.Conforme o presidente da OAB/RS, Claudio Lamachia, iniciativa é plural, aberta a todos que quiserem participar e, assim, manifestar sua insatisfação diante dos sucessivos escândalos verificados no cenário político nacional. “É a hora de demonstrarmos nossa indignação para com essa verdadeira epidemia de assaltos aos cofres públicos a que assistimos todos os dias”, destacou Lamachia. Para o dirigente, “é preciso que a sociedade se mobilize para resgatar a dignidade e os princípios éticos que sustentam a cidadania e o Estado Democrático de Direito”.Já confirmaram participação no Movimento Contra a Impunidade e a Corrupção, dentre outras entidades e organizações, a Ajuris, a Associação do Ministério Público, Associação dos Procuradores Municipais, dos Defensores Públicos, Associação Nacional dos Procuradores Federais, Sindijus, Sociedade de Engenharia, Conselho Regional de Administração, Conselho Regional de Farmácia, ARI, CUT, Associação dos Delegados de Polícia, Simers, Farsul, Federasul, Fecomércio, Fiergs, Fórum Estadual de Defesa do Consumidor, Clube de Mães, Associação Brasileira dos Municipários da Habitação, aeroviários e universidades.

Monday, July 09, 2007

Sunday, July 08, 2007

CRISTO REDENTOR ESCOLHIDO COMO A TERCEIRA MARAVILHA DO MUNDO ATUAL







RIO DE JANEIRO ***** BRASIL



* ATO DE ESCREVER * Texto e biografia especial de Clarice Lispector


O ato de escrever ... Clarice Lispector fala dela mesma ... sua vida , suas origens , sua infância , seus livros , sua literatura ...



" para me adaptar ao que era inadaptável , para vencer os meus sonhos , tive que espantar os meus grilhões " ...

"... quero ver o que pode suceder quando se pactua com a comodidade da alma ... "

" ... ela explora a solidão e a incomunicabilidade da alma através de uma prosa inquieta , próxima da poesia ... "

" ... cortei em mim , a forma que podia fazer mal a mim e aos outros e , com isto , cortei também a minha força ... "

" ... a minha tendência seria a de pensar apenas , e não trabalhar nada , mas isto não é possível ... "



::Retalhos de Clarice Lispector ::




"Tenho várias caras. Uma é quase bonita, outra é quase feia. Sou um o quê? Um quase tudo".
Um Objeto Não Identificado Das Letras Brasileiras
"... eu só escrevo quando eu quero, eu sou uma amadora e faço questão de continuar a ser amadora. Profissional é aquele que tem uma obrigação consigo mesmo de escrever, ou então em relação ao outro. Agora, eu faço questão de não ser profissional, para manter minha liberdade."


É um nome latino, né, eu perguntei para o meu pai desde quando havia Lispector na Ucrânia. Ele disse que há gerações e gerações anteriores. Eu suponho que o nome foi rolando, rolando, perdendo algumas sílabas e se transformando nessa coisa que parece "LIS NO PEITO", em latim: flor de lis. (Lis Pectoris) .
"E como nasci? Por um quase. Podia ser outra. Podia ser um homem. Felizmente nasci mulher. E vaidosa. Prefiro que saia um bom retrato meu no jornal do que os elogios."
Clarice nasce em Tchelchenik, na Ucrânia, em 1920. Chega ao Brasil com os pais e as duas irmãs aos dois meses de idade, instalando-se em Recife. A infância é envolta em sérias dificuldades financeiras. A mãe morre quando ela conta 9 anos de idade. A família então se transfere para o Rio de Janeiro, onde Clarice começa a trabalhar como professora particular de português. A relação professor/aluno seria um dos temas preferidos e recorrentes em toda a sua obra - desde o primeiro romance: Perto do Coração Selvagem. Ela estuda Direito, por contingência. Em seguida, começa a trabalhar na Agência Nacional, como redatora. No jornalismo, conhece e se aproxima de escritores e jornalistas como Antônio Callado, Hélio Pelegrino, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Alberto Dines e Rubem Braga. Os passos seguintes são o jornal A Noite e o início do livro Perto do Coração Selvagem - segundo ela, um processo cercado pela angústia. O romance a persegue. As idéias surgem a qualquer hora, em qualquer lugar. Nasce aí uma das características do seu método de escrita - anotar as idéias a qualquer hora, em qualquer pedaço de papel.
"Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível,é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada."
Marcada pela solidão. Marcada pelo grande amor de sua vida. Marcada pela luta constante contra a quase miséria material. Marcada pelas mãos maceradas pelo fogo, em defesa da vida de um filho, e pela sombra da insanidade rondando a vida do outro." Tristão de Athayde.
Em 43, conhece e casa-se com Maury Gurgel Valente, futuro diplomata. O casamento dura 15 anos. Dele nascem Pedro e Paulo. No ano seguinte, ela publica Perto do Coração Selvagem. Em plena Segunda Guerra Mundial, o casal vai para a Europa. Perto do Coração Selvagem desnorteia a crítica literaria. Há os que pretendem não compreender o romance, os que procuram influências - de Virgínia Wolf e James Joyce, quando ela nem os tinha lido - e ainda os que invocam o temperamento feminino. Influências?
Perto do Coração Selvagem recebe o prêmio da Fundação Graça Aranha. Nas palavras de Lauro Escorel, as características do romance revelam uma "personalidade de romancista verdadeiramente excepcional, pelos seus recursos técnicos e pela força da sua natureza inteligente e sensível". Já no primeiro livro, identifica-se o estilo muito pessoal da escritora. Nas páginas, Clarice explora pela primeira vez a solidão e a incomunicabilidade humana, através de uma prosa inquieta, próxima da poesia em determinados momentos.
Rumo à Europa, os Gurgel Valente passam por Natal. De lá para Nápoles. Já na saída do Brasil, Clarice mostra-se dividida entre a obrigação de acompanhar o marido e ter de deixar a família e os amigos. Quando chega à Itália, depois de um mês de viagem, escreve: "Na verdade não sei escrever cartas sobre viagens, na verdade nem mesmo sei viajar". Clarice permanece em Nápoles até 1946. Durante a II Guerra, presta ajuda num hospital de soldados brasileiros. Uma dúvida: um serviço prestado como cidadã brasileira ou como mulher de um diplomata brasileiro? Como escritora, ela sente a presença do sucesso. Por telegrama, sabe do prêmio recebido pelo romance deixado no Brasil. Mantém uma correspondência constante com os amigos que deixara para trás. Em Nápoles, em 44, conclui O Lustre, livro iniciado no Brasil e que seria publicado em 1946. Virgínia, a personagem principal de O Lustre, tem a história narrada desde a infância e também aparece sob o signo do mal, tal como Joana, personagem do primeiro romance. Em O Lustre, Virgínia mantém um relacionamento incestuoso com o irmão, Daniel, com quem faz reuniões secretas em que experimentam verdades, na condição de iniciados especiais. Nessa época, Clarice Lispector se corresponde com Lúcio Cardoso, que não gosta do título do livro: acha-o "mansfieldiano" e um pouco pobre para pessoa tão rica como Clarice.
"Antes dos sete anos eu já fabulava e já inventava histórias. Por exemplo, inventei uma história que não acabava nunca, é muito complicado explicar esta história. Quando eu comecei a ler e a escrever, eu comecei a escrever também pequenas histórias."
"Eu misturei tudo, eu lia livro, romance para mocinha, livro cor de rosa, misturado com Dostoievski, eu escolhia os livros pelos títulos e não por autores, porque eu não tinha conhecimento...fui ler aos 13 anos Herman Hesse, tomei um choque: O Lobo da Estepe. Aí comecei a escrever um conto que não acabava nunca mais. Terminei rasgando e jogando fora."
"Em uma outra vida que tive, aos 15 anos, entrei numa livraria, que me pareceu o mundo que gostaria de morar. De repente, um dos livros que abri continha frases tão diferentes que fiquei lendo, presa, ali mesmo. Emocionada, eu pensava: mas esse livro sou eu! Só depois vim a saber que a autora era considerada um dos melhores escritores de sua época: Katherine Mansfield."
"Eu conhecia melhor um árabe com véu no rosto quando estava no Rio. Todo esse mês de viagem nada tenho feito, nem lido, nem nada. Sou inteiramente Clarice Gurgel Valente. "
Resposta a Lúcio Cardoso:Me entristeceu um pouco você não gostar do título "O Lustre". Exatamente pelo que você não gostou, pela pobreza dele, é que eu gosto. Nunca consegui mesmo convencer você de que eu sou pobre... Infelizmente, quanto mais pobre, com mais enfeites me enfeito. No dia em que eu conseguir uma forma tão pobre como eu o sou por dentro, em vez de carta, você receberá uma caixinha cheia de pó de Clarice.
"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca".
Eu escrevo simples. Eu não enfeito.
Manuel Bandeira, que publicara Poesias Completas e Poemas Traduzidos e enviara os exemplares para Clarice na Europa, pede, em 1945, alguns de seus poemas para serem publicados.
"Quer me mandar algumas coisas? Você é poeta, Clarice querida. Até hoje tenho remorso do que disse a respeito dos versos que você me mostrou. Você interpretou mal minhas palavras. Você tem peixinhos nos olhos, você é bissexta. Faça versos, Clarice, e se lembre de mim. Você nunca é falante, barulhenta. O que você escreve nunca dói nem fere os ouvidos. Você sabe escrever baixo. E sua assinatura, Clarice, é você inteirinha: Clara...Clarinha...Clarice."Manuel Bandeira.
"Eu estava em Roma quando um amigo meu disse que o De Chirico na certa gostaria de me pintar. Perguntou a ele. Aí ele disse que só me vendo. Me viu e disse: eu vou pintar o seu ... o seu retrato. Em 3 sessões ele fez. E disse assim: eu podia continuar pintando interminavelmente esse retrato, mas eu tenho medo de estragar tudo. Eu estava posando para De Chirico quando o jornaleiro gritou: 'È finita la guerra'. Eu também dei um grito, o pintor parou, comentou-se a falta estranha de alegria da gente e continuou-se. Aposto que, no Brasil, a alegria foi maior."
No fim da guerra, Clarice é retratada por De Chirico. Em maio de 45, ela manda uma carta às irmãs Elisa e Tânia, contando o encontro com o artista e falando sobre o final da guerra na Europa.

Quando O Lustre é lançado, Clarice está no Brasil, onde passa um mês. De volta à Europa, transfere-se para a Suiça, "um cemitério de sensações", segundo a escritora. Durante três anos, passa por dificuldades em relação à escrita e à vida pessoal. Em 46, tenta iniciar A Cidade Sitiada, livro que sairia em 49. Vendo-se impossibilitada de escrever, coleciona frases de Kafka, referentes a preguiça, impaciência e inspiração. Para Clarice, a vida em Berna é de miséria existencial. A Cidade Sitiada acaba sendo escrito na Suíça. Na crônica "Lembrança de uma fonte, de uma cidade", Clarice afirma que, em Berna, sua vida foi salva por causa do nascimento do filho Pedro e por ter escrito um dos livros "menos gostados". Terminado o último capítulo, dá à luz. Nasce então um complemento ao método de trabalho. Ela escreve com a máquina no colo, para cuidar do filho.
O período na Suíça caracteriza-se pela saudade do Brasil, dos amigos e das irmãs. A correspondência que recebe não lhe parece suficiente. Até 52, escreveria contos, gênero em que Clarice Lispector talvez não tenha sido alcançada na literatura brasileira. Alguns Contos foi publicado em 52, quando ela já tinha deixado Berna, passado seis meses na Inglaterra e partido para os Estados Unidos, acompanhando o marido.
"O trabalho está desorganizado, muito ruim, muito confuso. Material eu tenho e em abundâcia. O que me falta é o tino da composição, o verdadeiro trabalho. Minha tendência seria a de pensar apenas e não trabalhar nada. Mas isso não é possível. O trabalho de compor é o pior. Eu mesma vivo me levantando e caindo de novo e me levantando. Não sei qual é o bem disso, sei que é essa forma confusa de vida que vivo. Uma pessoa que quisesse tomar minha direção seria bem vinda...Eu nunca sei se quero descansar porque estou realmente cansada, ou se quero descansar para desistir."

"Ela se deixava conduzir por uma espécie de compulsiva intuição. Era o seu tanto adivinha. Ninguém passa por ela impune. Ela liga e religa o mistério da vida e o religioso silêncio da morte. Clarice é uma aventura espiritual." Otto Lara Resende
"Tenho visto pessoas demais, falado demais, dito mentiras, tenho sido muito gentil. Quem está se divertindo é uma mulher que eu detesto, uma mulher que não é a irmã de vocês. É qualquer uma."
1947 Berna - Suiça "Não pense que a pessoa tem tanta força assim a ponto de levar qualquer espécie de vida e continuar a mesma. Até cortar os defeitos pode ser perigoso - nunca se sabe qual o defeito que sustenta nosso edifício inteiro...há certos momentos em que o primeiro dever a realizar é em relação a si mesmo. Quase quatro anos me transformaram muito. Do momento em que me resignei, perdi toda a vivacidade e todo interesse pelas coisas. Você já viu como um touro castrado se transforma em boi. Assim fiquei eu...Para me adaptar ao que era inadaptável, para vencer minhas repulsas e meus sonhos, tive que cortar meus grilhões - cortei em mim a forma que poderia fazer mal aos outros e a mim. E com isso cortei também a minha força. Ouça: respeite mesmo o que é ruim em você - respeite sobretudo o que imagina que é ruim em você - não copie uma pessoa ideal, copie você mesma - é esse seu único meio de viver. Juro por Deus que, se houvesse um céu, uma pessoa que se sacrificou por covardia ia ser punida e iria para um inferno qualquer. Se é que uma vida morna não é ser punida por essa mesma mornidão. Pegue para você o que lhe pertence, e o que lhe pertence é tudo o que sua vida exige. Parece uma vida amoral. Mas o que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesma. Gostaria mesmo que você me visse e assistisse minha vida sem eu saber. Ver o que pode suceder quando se pactua com a comodidade da alma". Clarice.
"Quando eu me comunico com criança é fácil porque sou muito maternal. Quando me comunico com adulto, na verdade estou me comunicando com o mais secreto de mim mesma, daí é difícil... O adulto é triste e solitário. A criança tem a fantasia muito solta."

Em 95, o escritor Caio Fernando Abreu, então colunista do jornal O Estado de São Paulo, publicou uma carta que teria sido escrita por Clarice Lispector a uma amiga brasileira. Ele comenta, no artigo, que não há nada que comprove sua autenticidade, a não ser o estilo-não estilo de escrita de Clarice Lispector. Ele dizia: "A beleza e o conteúdo de humanidade que a carta contém valem a pena a publicação..."

Em 1950, na Inglaterra, Clarice inicia o esboço do que viria a ser A Maçã no Escuro, livro publicado em 61. Antes de se fixar em Washington ela passa pelo Brasil. Trabalha novamente em jornais, entre maio e setembro de 52, assinando a página "Entre Mulheres", no jornal O Comício, no Rio, sob o pseudônimo de Tereza Quadros. Em setembro vai para os Estados Unidos, grávida. Durante os oito anos de permanência no país, vem ao Brasil várias vezes. Em fevereiro de 53, nasce Paulo. Ela continua a escrever A Maçã no Escuro, em meio a conflitos domésticos e interiores. Mãe, Clarice Lispector divide seu tempo entre os filhos, A Maçã no Escuro, os contos de Laços de Família e a literatura infantil. O primeiro livro para crianças seria O Mistério do Coelhinho Pensante , uma exigência do filho Paulo. A obra ganharia o prêmio Calunga, em 67, da Campanha Nacional da Criança. Ela ainda escreveria três livros infantis: A Mulher que Matou os Peixes, A Vida Íntima de Laura e Quase de Verdade. Nos Estados Unidos, Clarice Lispector conhece Érico e Mafalda Veríssimo, dos quais torna-se grande amiga. Veríssimo e família retornam ao Brasil em 56. Entre os escritores, inicia-se uma vasta correspondência. No primeiro semestre de 59, o casal Gurgel Valente decide-se pela separação. Clarice volta a morar no Rio de Janeiro, com os filhos. Sobre o "conciliar" casamento/literatura, afirmava que escrevia de qualquer maneira, mas o fato de cumprir o seu papel como mulher de diplomata sempre a enjoou muito. Cumpria a obrigação. Nada além. Na volta ao país, mais um período de dificuldades afetivas e financeiras. Ela prefere a solidão ao círculo que tinha relação com o ex-marido.O dinheiro que recebia como pensão não era suficiente, nem os recursos arrecadados com direitos autorais. Clarice retorna ao jornalismo. Escreve contos para revista Senhor, torna-se colunista do Correio da Manhã, em 59, e, no ano seguinte, começa a assinar a coluna Só para Mulheres, como "ghost writer" da atriz Ilka Soares no Diário da Noite. A atividade jornalística seria exercida até 1975. No final dos anos 60, Clarice faz entrevistas para a revista Manchete. Entre 67 e 73 mantém uma crônica semanal no Jornal do Brasil, e, entre 75 e 77, realiza entrevistas para a Fatos & Fotos.
Outro Texto da Biografia Especial de Clarice Lispector
O Ato de Escrever_Clarice Lispector



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* PERTO DO CORAÇÃO SELVAGEM * Clarice Lispector






CLARICE LISPECTOR


Deus meu eu vos espero, Deus, vinde a mim, Deus, brotai no meu peito. Eu não sou nada, e a desgraça cai sobre minha cabeça e eu só sei usar palavras e as palavras são mentirosas, e eu continuo a sofrer - afinal o fio sobre a parede escura -. Deus, vinde a mim e não tenho alegria e minha vida é escura como a noite sem estrelas e Deus, porque não existes dentro de mim? Porque me fizeste separada de ti? Deus, vinde a mim, eu não sou nada, eu sou menos que o pó e eu te espero todos os dias e todas as noites. Ajudai-me, eu só tenho uma vida e essa vida escorre pelos meus dedos e encaminha-se para a morte serenamente e eu nada posso fazer e apenas assisto ao meu esgotamento em cada minuto que passa. Sou só no mundo, quem me quer não me conhece, quem me conhece, me teme e eu sou pequena e pobre. Não saberei que existi daqui a poucos anos. O que me resta para viver é pouco, e o que me resta para viver, no entanto, continuará intocado e inútil. Porque não te apiedas de mim, que não sou nada? Dai-me o que preciso. Deus, dai-me o que preciso, e não sei o que seja, minha desolação é funda como um poço e eu não me engano diante de mim e das pessoas. Vinde a mim na desgraça e a desgraça é hoje, e a desgraça é sempre. Beijo teus pés e o pó dos teus pés. Quero me dissolver em lágrimas. Das profundezas chamo por vós, vinde em meu auxílio que eu não tenho pecados. Das profundezas chamo por vós. E nada responde e meu desespero é seco como as areias do deserto e minha perplexidade me sufoca, humilha-me, Deus, esse orgulho de viver me amordaça - eu não sou nada -. Das profundezas chamo por vós. Das profundezas chamo por vós. Das profundezas chamo por vós. Das profundezas chamo por vós.
Não, não, nenhum Deus, eu quero estar só. E um dia virá, sim, um dia virá em mim a capacidade tão vermelha e afirmativa quanto clara e suave, um dia o que eu fizer será cegamente, seguramente, inconscientemente, pisando em mim, na minha verdade, tão integralmente lançada no que fizer que serei incapaz de falar, sobretudo um dia virá em que todo meu movimento será criação, nascimento. Eu romperei todos os nãos que existem dentro de mim, provarei a mim mesma que nada há a temer, que tudo o que eu for será sempre onde haja uma mulher com meu princípio, erguerei dentro de mim o que sou um dia, a um gesto meu minhas vagas se levantarão poderosas, água pura submergindo a dúvida, a consciência, eu serei forte como a alma de um animal e quando eu falar serão palavras não pensadas e lentas, não levemente sentidas, não cheias de vontade de humanidade, não o passado corroendo o futuro! O que eu disser soará fatal e inteiro. Não haverá nenhum espaço dentro de mim para eu saber que existe o tempo, os homens, as dimensões, não haverá nenhum espaço dentro de mim para notar sequer que estarei criando instante por instante, não instante por instante; sempre fundido, porque então viverei, só então serei maior que na infância, serei brutal e mal feita como uma pedra, serei leve e vaga como o que se sente e não se entende, me ultrapassarei em ondas. Ah, Deus, e que tudo venha e caia sobre mim, até a compreensão de mim mesma em certos momentos brancos porque basta me cumprir e então nada impedirá o meu caminho até a morte sem medo de qualquer luta ou descanso me levantarei forte e bela como um cavalo novo.

Saturday, July 07, 2007

Cristo Redentor é eleito uma das sete novas maravilhas do mundo

PARABÉNS BRASIL !

NOSSO BRASIL ... nosso Cristo !



* CRISTO REDENTOR *
ORGULHO DOS BRASILEIROS
NOSSO PAÍS AINDA MAIOR ...
PARABÉNS A NÓS , BRASILEIROS !
Um abraço ,
Sandra Waihrich Tatit
Santa Maria . Rio Grande do Sul . Brasil .


Para os que ainda não sabem, o nosso Cristo Redentor
é uma das novas Sete Maravilhas do Mundo.
Estou muito feliz!
Eis o resultado por ordem de votação:

1. A Grande Muralha - China

2. Taj Mahal - Índia

3.Cristo Redentor - Brasil

4. Ruínas de Petra - Jordânia

5. Machu Picchu - Perú

6. Pirâmide de Chichen Itzá - México

7. Coliseu Romano - Itália

Nossa homenagem a esse belíssimo Monumento
que engradece ainda mais as belezas do nosso Brasil.

Com carinho,Carminha

Brasília, 07/07/2007