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ARTE É VIDA

ARTE É VIDA
"Que haja ternura no lirismo da poesia da vida. Que haja coragem em nossos passos para seguirmos em meio à aridez dos sonhos desfeitos. Que haja força para reconstruirmos os alicerces dos sonhos eternizados na verdade de nosso coração. Que nesta senda nos seja permitido estar em aliança com nossos Irmãos de Luz e que sejamos a personificação do Amor."

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Aqui em 'Arte é Vida', você é o principal personagem deste roteiro de músicas, de paz e amor. Obrigada pela sua presença, é valiosa para mim, se quiser, deixe sua mensagem em meu livro de visitas, abraços, Sandra

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Sandra Waihrich Tatit

Sandra Waihrich Tatit
"Que haja ternura no lirismo da poesia da vida. Que haja coragem em nossos passos para seguirmos em meio à aridez dos sonhos desfeitos. Que haja força para reconstruirmos os alicerces dos sonhos eternizados na verdade de nosso coração. Que nesta senda nos seja permitido estar em aliança com nossos Irmãos de Luz e que sejamos a personificação do Amor."

BIOGRAFIA I

Sandra Waihrich Tatit
Aniversário: 11 de Fevereiro
Signo astrológico: Aquário
Atividades: Direito , Literatura , Música e Educação
Profissão: Advogada
Local: Júlio de Castilhos : Rio Grande do Sul : Brasil
Clip de áudio
Quem sou eu
NASCI EM JÚLIO DE CASTILHOS, RIO GRANDE DO SUL, BRASIL.
MÃE DE TRÊS FILHOS, RUBENS, RUSSAIKA E ANGELA. FILHA DE RUBENS CULAU TATIT E CLÉLIA WAIHRICH TATIT.
SOU ADVOGADA, CURSEI DIREITO NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA, RIO GRANDE DO SUL, BRASIL.
CULTIVO A ARTE COMO UMA LIBERTAÇÃO, PIANO, VIOLÃO, CANTO E LITERATURA.
INTEGREI O CORAL DA UNIVERSIDADE.
LIVRO DE ARTE PUBLICADO, "UMA NOVA DIMENSÃO DA ARTE NA EDUCAÇÃO".
CURSEI PÓS GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO LATU SENSU.
VEJO A ARTE COMO UMA LIBERTAÇÃO DO SER HUMANO, UMA TERAPIA QUE AMENIZA OS SOFRIMENTOS DO COTIDIANO.
A MÚSICA É A HARMONIA DO HOMEM, A LINGUAGEM DO UNIVERSO.
INTERPRETO PIANO E VIOLÃO, APRECIO CANTAR.
POSSUO COMPOSIÇÕES MUSICAIS, PARA PIANO E VIOLÃO.
NA EUROPA, CONHECI UM POUCO DA HISTÓRIA DA ARTE, ESPECIALMENTE NA ITÁLIA.
DIZ GANDHI, "PRECISAMOS SER AS MUDANÇAS QUE QUEREMOS VER NO MUNDO".
SOU DO SIGNO DE AQUÁRIO, ACREDITO NA ASTROLOGIA E SUA INFLUÊNCIA EM NOSSA VIDA E PERSONALIDADE.
PRETENDO ESCREVER AQUI NO BLOG, SOBRE DIVERSOS TEMAS E POESIAS, TAMBÉM PUBLICAR TEXTOS RELEVANTES DE OUTROS AUTORES.
ESCREVO POEMAS, É UMA FORMA DE DAR MAIS LEVEZA À VIDA. PREGO A ARTE COMO UMA UMA VIDA DENTRO DA PRÓPRIA VIDA QUE SE ETERNIZA PELO ESPÍRITO, UMA LINGUAGEM UNIVERSAL.
UM TRIBUTO A CAMÕES NESTA FRASE ,"CESSA TUDO QUANTO A MUSA CANTA QUANDO UM PODER MAIS ALTO SE AGIGANTA."
Interesses:
ARTE E MÚSICA
DIREITO E EDUCAÇÃO .
Filme favorito
"FREUD ALÉM DA ALMA".
Música favorita
A CLÁSSICA " SONATA AO LUAR " DE BEETHOVEN.
Livros favoritos
" O PROFETA " DE GIBRAN KHALIL GIBRAN . GOSTO MUITO DE LITERATURA ORIENTAL. "OS HETERÔNIMOS" DE FERNANDO PESSOA (Poeta Português). OS POEMAS DE NOSSO POETA OLAVO BILAC
ME FASCINAM
COMO "A VIA LÁCTEA E BENEDITICE". CECÍLIA MEIRELES E LYA LUFT
MINHAS GRANDES MUSAS DA POESIA . "O ATENEU" DE RAUL POMPÉIA . A "DIVINA COMÉDIA" DE DANTE ALIGHIERI
"DON QUIXOTE DE LA MANCHA"
DE MIGUEL DE CERVANTES. QUERO RENDER UM TRIBUTO À MAGISTRAL LITERATURA DE CAMÕES EM " OS LUSÍADAS . "

SEJAM BEM VINDOS AMIGOS!


Arte é Vida e Educação

"Que haja ternura no lirismo da poesia da vida. Que haja coragem em nossos passos para seguirmos em

"Que haja ternura no lirismo da poesia da vida. Que haja coragem em nossos passos para seguirmos em

BIOGRAFIA II

Sobre Mim
Advogada
Universidade Federal de
Santa Maria

Brazil

Artes
Música-Piano-Violão
Literatura

ARTE É VIDA
A Arte é Linguagem Universal

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•*¨*•♫♪•♫♪•♥♫•*¨*•

Advogada
Produtora Rural
Agropecuária - Agronegócios
Arte-Música - Piano Violão e Literatura
Aprecio as pessoas transparentes e verdadeiras. As relações humanas me cativam, direito, justiça e paz
são minhas trajetórias de vida, ajudar o ser humano o máximo que me seja permitido, sentindo a beleza de minha vocação e o apelo do mundo atual à disponibilidade de minhas energias. Meu primeiro livro publicado 'Uma Nova Dimensão da Arte na Educação'. Na Europa conheci a História da Arte. Na Itália, França. Espanha, Alemanha, Holanda, Bélgica, Áustria e Suiça. Cursos e estudos na área artística e 'História da Arte'.
Sou membro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Estado do Rio Grande do Sul.
Cursei a Escola Superior do Ministério Público e Pós Graduação em Educação Latu Sensu, minha tese foi sobre a Arte e a sua Dimensão no Ensino. Possuo composições musicais de minha autoria, música e letra.
Também alguns vídeos, os quais se encontram no youtube. Mensagens que circulam na internet, formatadas e sonorizadas. Músicas gravadas em seleção e editadas, para sites ou audiência .
Sou funcionária pública do Estado do Rio Grande do Sul.
Brasil.
Creio na Educação como a forma de melhorar o mundo e o ser humano, a Arte na Educação, como uma libertação e incentivo à aprendizagem mais eficiente. Na Arte Terapia, como forma de cura e amenização de conflitos existenciais. Na música, como a Linguagem Universal. Arte Pura como uma vida dentro da própria vida, se eternizando pelo Espírito.
Os artistas são as antenas da raça humana, eles auscultam e pressentem o porvir. Arte é Vida.
Sou mãe de três filhos, Rubens, Russaika e Angela.

'Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita.Tem o peso de uma lembrança.Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros'.
Clarice Lispector

UMA INTENSA LUZ ATRAVESSA O SILÊNCIO DA VOZ QUE CALA...

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  • Santa Maria, Brazil

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ARTE É INSPIRAÇÃO E EMOÇÃO

ARTE É INSPIRAÇÃO E EMOÇÃO

DIVINA MÚSICA

Divina Música!
Filha da Alma e do Amor.
Cálice da amargura
E do Amor.
Sonho do coração humano,
Fruto da tristeza.
Flor da alegria, fragrância
E desabrochar dos sentimentos.
Linguagem dos amantes,
Confidenciadora de segredos.
Mãe das lágrimas do amor oculto.
Inspiradora de poetas, de compositores
E dos grandes realizadores.
Unidade de pensamento dentro dos fragmentos
Das palavras.
Criadora do amor que se origina da beleza.
Vinho do coração
Que exulta num mundo de sonhos.
Encorajadora dos guerreiros,
Fortalecedora das almas.
Oceano de perdão e mar de ternura.
Ó música.
Em tuas profundezas
Depositamos nossos corações e almas.
Tu nos ensinaste a ver com os ouvidos
E a ouvir com os corações.

Gibran

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UMA INTENSA LUZ ATRAVESSA O SILÊNCIO DA VOZ QUE CALA

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A OBRA DE ARTE É O EFÊMERO QUE SE TORNA IMORTAL

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"Os Artistas são as antenas da raça humana, eles auscultam e pressentem o porvir" ... Ezra Pound

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ARTE É AMOR E LUZ

A música é a linguagem dos espíritos. Khalil Gibran

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Na dimensão daquilo que pensamos ou sentimos não há lugar ou tempo definidos ...

ARTE É VIDA

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AMIZADE NOSSO BEM MAIOR

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Fernando Pessoa.

'Não queremos perder, nem deveríamos perder: saúde, pessoas, posição, dignidade ou confiança. Mas perder e ganhar faz parte do nosso processo de humanização'

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Sunday, February 14, 2010

GRANDEZA E SOFRIMENTO

Jorge Cortás Sader Filho

Grandeza e sofrimento

Não entendemos muitos fatos, principalmente da Natureza, e insistimos em achar explicações.

O problema existencial é o mais discutido e controvertido. Estamos vivos, pensamos, indagamos. Nada mais normal. Todos buscamos, certos ou errados, a razão da nossa existência. A começar pela origem do Universo, que tem tantas explicações.

A mais discutida, no momento, é a famosa da grande explosão, o big bang. Matéria condensada no cosmo, possuindo energia, uniu-se através dos milênios infindáveis e terminou por explodir, dando origem ao universo.

Complicado, isso. Ninguém prova coisíssima alguma, mas astrônomos e físicos tecem teorias sucessivas. Cada um apresentando suas provas, que na verdade, não convencem ninguém.

As buscas são válidas. Mas a especulação, por mais científica que pareça, é sempre duvidosa. Nenhum cientista, seja qual o seu valor, conseguiu explicar nossa origem.

Quando a ciência é impotente, entram com muita força a filosofia e a religião.

O universo foi criado por Deus, segundo o Antigo Testamento. Acreditar nisso é tão difícil como no big bang. E ainda pode-se arrematar com duas perguntas terríveis. O que estaria fazendo Deus quando o universo não existia? Quem criou Deus?

A famosa resposta Deus sempre existiu só convence aos mais crédulos, cuja aceitação no espiritual religioso é muito grande. O homem sofre, diante tal realidade. Trata-se de um problema de Fé. Aqui o assunto parece ser bem mais simples. Se embarco num avião com destino a Lisboa, acredito que seja lá que vou desembarcar. Seria, neste caso, uma fé.

Cruel o problema. Na verdade, não sabemos quem somos.

A melhor atitude, diante tantas indagações e sofrimentos, é viver dentro da maior dignidade possível.

Os justos não são apenas filhos de Deus. São Ele mesmo, e é preciso que isto seja reconhecido.

Aqui, o sofrimento encontra-se com a grandeza.

Jorge Cortás Sader Filho , advogado e escritor .

Esta é uma singela homenagem, ao querido amigo e colega 'Jorge Cortás Sader Filho', tem sido meu mestre na difícil arte de levar a vida com leveza e carinho. Obrigada Jorge, meu afetuoso abraço, Sandra

Saturday, February 13, 2010

A ARTE DE AMAR


A Arte De Amar

Para o psicanalista Erich Fromm (1900-1980) os seres humanos têm a tendência natural a pressupor que amar é uma coisa fácil, pelo que buscamos ser amados antes que amar. Segundo Fromm, a capacidade de amar só se adquire plenamente na madurez pessoal: O amor infantil diz: Te amo porque te necessito (o qual é um afecto egoísta); mas o amor maduro expressa: Te necessito porque te amo. Segundo o reconhecido psicanalista existem vários tipos de amor que convém classificar na seguinte sequência: -Amor filial: É o vínculo que unifica o núcleo familiar mediante as relações frutíferas entre pais e filhos. -Amor materno: É a aceitação incondicional onde a mãe ama o seu filho sem depender de nenhum mérito nem qualidade que influa na sua determinação em acolher e cuidar de seus filhos. -Amor paterno: Baseia-se na condição dentro da qual o filho cumpra ou obedeça às normas de comportamento estabelecidas pela autoridade do pai, que o protege e motiva o filho a pôr em prática a sua capacidade de lealdade, respeito e responsabilidade necessários na vida adulta. -Amor a si mesmo: consiste numa adequada valoração da nossa auto-estima sem a qual é impossível estabelecer qualquer tipo de apreço pelas pessoas que nos rodeiam. -O Amor romântico: É a atracção física e mental que produz uma compatibilidade de sentimentos entre duas pessoas do sexo oposto, o que gera uma relação de reciprocidade entre o casal que os liga num compromisso que mais tarde deriva num lar compartilhado. -O amor neurótico: Existe, não obstante algumas falsas concepções do amor que deveríamos identificar para evitar manter relações humanas que afectem a nossa saúde integral, pelo que Fromm recomenda de evitar obsessionar-se com uma pessoa em particular -amor idolátrico- que reduz o nosso suposto amor a uma simples dependência psicológica que gera uma profunda pena, frustração e desilusão. Por último Erich Fromm recorda que amar é a acção de dar a vida sem reservas enquanto que o egoísmo mata a vontade da pessoa que deseja receber o que não é capaz de gerar em qualquer pessoa (Aqui aplica-se perfeitamente a lei da reciprocidade onde mais bem-aventurada coisa é dar que receber). Se uma coisa aprendi da leitura deste livro é que a arte de amar é o empreendimento mais importante a que podemos aspirar nesta vida. Sim, como uma planta, o semeamos através da confiança e empatia, o regamos com carinho e perseverança e o cultivamos com o conhecimento mais íntimo das pessoas que amamos.
Erich Fromm

PENSAR É TRANSGREDIR

Lya luft: livro 'Pensar é Transgredir'
PENSAR É TRANSGREDIR

Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos — para não morrermos soterrados na poeira da banalidade embora pareça que ainda estamos vivos.
Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido.
Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo.
Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência: isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante: "Parar pra pensar, nem pensar!"
O problema é que quando menos se espera ele chega, o sorrateiro pensamento que nos faz parar. Pode ser no meio do shopping, no trânsito, na frente da tevê ou do computador. Simplesmente escovando os dentes. Ou na hora da droga, do sexo sem afeto, do desafeto, do rancor, da lamúria, da hesitação e da resignação.
Sem ter programado, a gente pára pra pensar.
Pode ser um susto: como espiar de um berçário confortável para um corredor com mil possibilidades. Cada porta, uma escolha. Muitas vão se abrir para um nada ou para algum absurdo. Outras, para um jardim de promessas. Alguma, para a noite além da cerca. Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar: reavaliar-se.
Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona tanto.
Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas. Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso de pelúcia e prosseguir, no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida.
Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho: é sair para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e quem sabe finalmente respirar.
Compreender: somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual. É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os desastres e toda a beleza têm significado como fases de um processo.
Se nos escondermos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos.
Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem.
Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada.
Parece fácil: "escrever a respeito das coisas é fácil", já me disseram. Eu sei. Mas não é preciso realizar nada de espetacular, nem desejar nada excepcional. Não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante, admirado.
Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança.
Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade.
Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for.
E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer.

Lya Luft

Thursday, February 11, 2010

"A MÚSICA É PRECE" ... quando em nossa alma acalma a dor que o mundo desconhece , os males que na vida se padece ...


Sandra Waihrich Tatit

Penso que a música é a melhor coisa desta vida ...
penso até que sou música !
meu nome é Música ...
estava no piano a tocar há pouco
e nesta hora esqueço tudo ...
é como num ato de fazer amor ,
a fantasia , o prazer , o orgarmo artístico ,
emocional ...
se as pessoas imaginassem este efeito maravilhoso
que a arte faz ,
todas acionariam este poder
que temos em potencial ,
a cultivariam mais ...
Todos os seres humanos têm a arte em latência ,
como em uma semente ,
basta que a deixemos
germinar ...
É uma libertação das preocupações do cotidiano
é luz , calor e energia ...
atração , fascinação , tesão , amor , tudo ...
paixão intensa , imensa ...
desafiando as minhas crenças ,
eu não poderia viver sem ela ...
O que seria a vida sem música ?...
É uma delícia deslizar nas teclas do piano
e sentir ... a sensibilidade jorrar e me falar ...
que minhas ansiedades são descabidas ,
de nada adianta lamentar por coisas
que de mim não dependam ,
melhor aceitar tudo como se apresenta ...
tocar o barco
e deixar a vida me levar ...
numa sinfonia de sensualidade e paz .


Sandra Waihrich Tatit
Meus Poemas de Improviso

Wednesday, February 10, 2010

VIDAS EM RENOVAÇÃO


Vidas em Renovação

Por Sandra Waihrich Tatit

Folhas de outono , tão frágeis e vazias , leves e escravas dos ventos bravios , cumpriram a sua missão e , agora tombam em decadência , véspera de outono , porque as folhas verdes que outrora faziam a sua imagem e paisagem , estão hoje ressecadas e endurecidas . Mas seu tempo é eterno e lhes pertence , na incógnita da natureza viva , é seu ainda este tempo e , com sua força incansável , poderá nutrí-las novamente e prepará-las para novas existências terrenas . Para isto é necessário que antes se joguem à terra , em fértil e conformado decanso e abandono , em aparente esquecimento . Sendo frutos , outra vez se reintegrarão à terra , à natureza majestosa , se reabastecerão e voltarão a germinar, na terra nativa , encontrarão seus novos nutrientes e , de sua natureza brotarão suas novas sementes , latentes . Numa doce morte viva e necessária . Novos rostos estarão nas janelas , novos tempos surgirão no processo da renovação , se identificarão ao longe no horizonte , que também se renova a cada amanhecer e refletirão : 'precisaremos morrer para que a renovação dos tempos se faça e sejamos , na natureza milagrosa novas geradoras de vidas' , e começaremos a brotar novamente , até que passado o inverno de nossas vidas , possamos retornar . Então , brotaremos outra vez , refeitas e fortalecidas , seremos brotos que se transformarão , folhas férteis e flores nascentes , na primavera que virá . Nossa morte viva , nada mais será que a tranformação perene da matéria em movimento , a negação à estagnação , a lograr novos renascimentos , nossa tranformação evolutiva gerará frutos benditos , frutos com novas missões na terra , conscientes retornamos à jornada traçada anteriormente . Nosso renascer será dor , sabedoria e calor , essência eterna do equilíbrio de nosso movimento , da rejeição à estagnação e de nosso renascimento glorioso , num mundo evolutivo , no qual nosso espírito é recriado pela divindade suprema . Então novas folhas renascerão e o mundo se renovará através de nós , somente por isto morremos e renascemos , nessa matéria transitória , invólucro que nos é emprestado para nosso crescimento , no palco magnífico da natureza , no amor e na eternidade dos tempos .




Sandra Waihrich Tatit
Direitos Autorais Protegidos

Tuesday, February 09, 2010

A ESCRITA COMO CATARSE

Você costuma ficar com pensamentos repetitivos na mente? As vezes discute com alguém e depois fica o resto do dia (e da noite) remoendo aquela discussão, agora mental? Você fica brigando com você mesmo porque não fez, não faz, não vai fazer qualquer coisa?

Tenho uma sugestão que pode lhe ajudar. É escrever sobre o que lhe aflige a mente. É aquela coisa do desabafo. Se você tem a quem desabafar seus problemas, então certamente nem passa por essas “neuras” mentais. Mas muitas vezes não temos com quem desabafar. Ou…

Particularmente, prefiro não ficar aporrinhando os outros com meus problemas. Lembre-se, pessoas negativas que só enxergam o lado ruim das situações não são lá muito agradáveis, por mais que as amemos ou consideremos. Por isso pessoas bem humoradas vivem rodeadas de gente, porque sabem encontrar graça mesmo em meio a desgraça.

Enfim, como quase 100% dos blogueiros e/ou mantenedores de sites, minha mente não pára. Não me dá descanso. Fica o tempo todo discutindo consigo mesma todas as questões que observei durante o dia. Bom, esqueci de dizer mas isso me encomoda especialmente a noite, quando nada mais de relevante pode ser feito e o consenso sugere que aproveitemos o tempo para dormir e… descansar a mente. Mas a minha tem uma inércia diferente. Demora a pegar no tranco (de manhã) mas depois que embala não quer mais parar. Na verdade bem sabemos que sou eu que a deixo conduzir o processo. Estar 100% consciente o tempo todo é para Buda. Mas…

Desde adolescente adquiri o hábito de “desabafar” escrevendo. Especialmente depois que descobri que a Madonna também tinha esse hábito catártico. Catarse, você deve saber, é um processo químico que acelera a transformação das substâncias. Em palavras simples, é isso. Daí vem o catalisador do carro que transforma os gases nocivos em gases menos nocivos ao ambiente, acelerando seu processo de transformação.

A escrita tem essa qualidade catártica para quem costuma escrever sobre os problemas que considera “insolúveis”. E tenho percebido isso acontecendo frequentemente comigo em relação a este site. Quando fico com um assunto na cabeça, vai ficando por dias e dias consumindo um tempo que eu poderia estar fazendo algo melhor, até que um dia, eu lerdo que sou, decido escrever sobre o tal tema, criando um texto mais ou menos ajeitado e posto aqui.

Pronto, parece realmente uma libertação.

Bom, está dada a dica.

Ronaud Pereira / Imagem

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Monday, February 08, 2010

MENSAGEM DE VIDA ... o essencial não é o tamanho do bem que se queira e sim o tamanho do amor que você coloque no bem que se decida a fazer ...

Mensagem de vida
"Quando você não possui o que deseja, você pode valorizar aquilo que tem.
Se não consegue obter a afeição daqueles a quem mais ama, não se esqueça de se dedicar aos que amam a você, especialmente quando necessitem de seu concurso.
Quando não se lhe faça possível criar a grande alegria que alguém lhe solicite, você pode doar a esse alguém o sorriso que menos lhe custa.
Se não dispõe de recursos para colaborar com o muito com que estimaria brindar a essa ou aquela realização de beneficência, oferte a migalha ao seu alcance.
O essencial não é o tamanho do bem que se queira e, sim, o tamanho do amor que você coloque no bem que se decida a fazer."

André Luiz

Sunday, February 07, 2010

ARTE DE VIVER ... aprendi que a fonte do prazer está na moderação. Que nosso maior patrimônio é a saúde, e de um ponto de vista holístico ...




Arte de viver

Por Pedro J. Bondaczuk


Os bons artistas são peritos na detecção da fonte da beleza, e de criar, por conseqüência, obras maravilhosas, que nos embevecem e admiram. Observam tudo e todos e dessa acurada observação nascem sinfonias sublimes, como se fossem antífonas dos anjos; poemas encantadores de amor e de esperança; quadros que reproduzem à perfeição a natureza e vai por aí afora. São, pois, admiráveis, e admirados, no que fazem.

Todavia, salvo raríssimas exceções, esses artistas são uns desastrados na mais importante das artes, na que lhes traria a perene (ou quase) felicidade: na de viver. De poucos deles se pode afirmar que tenham vivido sequer razoavelmente, quanto mais bem.

No século XIX, por exemplo, nossos melhores poetas, os que marcaram indelevelmente suas passagens na literatura brasileira, morreram jovens, mal saídos da adolescência, antes dos 30 anos, como foram os casos de Castro Alves, Álvares de Azevedo e tantos outros. Claro que isso não aconteceu só no Brasil e nem apenas no período citado. Mencionamos esses casos somente a mero título de exemplificação.

Analisem as biografias dos grandes artistas, dos que hoje são considerados modelos em suas respectivas artes. Dessa análise, certamente, concluirão o que está mais do que evidente: que a imensa maioria (se não a totalidade) apresenta uma característica comum: a infelicidade. Inúmeros deles recorreram ao álcool e às drogas para aplacar os demônios interiores. Vários cometeram suicídio, abreviando trajetórias que tinham tudo para serem até mais brilhantes do que foram. Muitos morreram em hospícios, como foi o caso de Vincent Van Gogh. Infelizes. Foram sumamente infelizes.

Querem exemplos de alguns artistas suicidas? Aí vai uma relação, bastante incompleta, de alguns deles: Alexander Fadeyev, Antero de Quental, Antonin Artaud, Camilo Castelo Branco, Cesare Pavese, Emilio Salgari, Ernest Hemmingway, Florbela Espanca, Guy de Maupassant, Horácio Quiroga, Ingeborg Bachmann, Jack London, John Kennedy Toole, Marcel Schwob, Mário de Sá Carneiro, Paul Celan, Pedro Nava, Sandor Marai, Serguei Iessenin, Stefan Zweig, Sylvia Plath, Torquato Neto, Virginia Woolf, Wladimir Mayakowski e Yukio Mishima.

Alguns abreviaram a vida para se livrar de terríveis, quase insuportáveis sofrimentos físicos, vítimas de doenças incuráveis. Outros o fizeram para fugir de tormentos emocionais e/ou psicológicos. Outros, ainda, perderam o encanto de viver. Todos conheciam o “céu”, criaram beleza dos reflexos do Paraíso que vislumbraram, mas não souberam entrar nele e gozar de suas delícias. Foram incompetentes para praticar a maior de todas as artes: a de viver.

Há quem jure que para gozar plenamente das delícias que a vida pode proporcionar, há que se ter dinheiro, muito dinheiro, em interminável profusão. Discordo. Recursos financeiros podem, de fato, ajudar a obter o que há de melhor e de mais prazeroso (e de fato ajudam), mas não são essenciais. Claro que o outro extremo, o da miséria absoluta, não possibilita a mínima felicidade a quem quer que seja.

O indispensável é saber “gastar” (não esbanjar) o que se tem, seja pouco ou seja muito. A maioria dos milionários que conheço não tem essa ciência. Tem asas, mas não sabe voar. E nessas circunstâncias, esse recurso, que deveria lhes ser benéfico, apenas os atrapalha de caminhar.

Muitos sujeitos desses, por maior que seja sua fortuna, apenas se preocupam em aumentá-la. Lá um belo dia, porém... zás, vem o enfarte e tudo o que amealharam (ou herdaram, sabe-se lá) fica para os outros. Eles, que foram detentores dessa riqueza, deixam a vida da mesmíssima forma que o mais indigente dos indigentes. Tiveram asas, mas não souberam voar.

Escrevo estas palavras não com a postura de perito na arte de viver, longe disso. É certo que não tenho muito do que me queixar. Tenho lá meus repentes de felicidade, sucedidos, aqui e ali, por chateações (muitas) e dores (algumas), mas nada muito sério que me leve a desejar abreviar esta aventura fascinante, que é a vida. Minhas conclusões, pois, não são propriamente as de “personagem”, mas as de mero “observador”.

Aprendi que a fonte do prazer está na moderação. Que nosso maior patrimônio é a saúde, e de um ponto de vista holístico, ou seja, de corpo e de mente. Que a felicidade está no usufruto de coisas aparentemente pequenas e triviais, mas que são as que importam, ou seja de uma boa comida, simples, mas saudável e saborosa; de boa bebida, que nos relaxe, mas não nos embriague; de bom sexo, feito com amor e entrega e tudo, tudo, tudo em pequenas porções. Ou seja, que não nos satisfaçam por completo (e muito menos nos enfarem) e nem nos faltem por completo. E, sobretudo, de paz de espírito.

Concordo, pois, com a “receita”, recomendada pelo poeta Luís Augusto Cassas, nestes versos do seu poema “O prazer”: “Queres ser mestre/na arte de viver?/igual Moisés no deserto/que ergueu a serpente ao alto/às regiões celestes/dirige o prazer/(não sucumbas à tentação/de entrevar o coração)”. E aduzo: tudo com moderação. Ou seja, “dirigindo o prazer”, sem “entrevar o coração”.





Pedro J. Bondaczuk é jornalista e escritor, autor do livro “Por Uma Nova Utopia”

Friday, February 05, 2010

O PALCO DO MUNDO ... o escritor, o diretor, o figurinista, o maquiador, o iluminador, os atores - todos têm seu momento próprio para agir ...

O Palco do Mundo

Poeticamente, os escritores se referem, por vezes, ao mundo, como um grande palco.

A vida seria, então, nada além de uma peça teatral.

Em verdade, se vivêssemos pensando que estamos em um palco, possivelmente nos sairíamos melhor na representação do papel que nos compete.

Para o êxito de uma peça teatral, uma grande equipe se faz necessária. E um número quase sempre maior dos que aparecem no palco, trabalham nos bastidores ou jamais pisam sequer as dependências do teatro.

Os papéis se distribuem por ordem de importância. Sem o respeito ao desempenho individual e ao que ele representa, não haverá êxito.

A harmonia do conjunto é que resulta no sucesso da apresentação. O escritor, o diretor, o figurinista, o maquiador, o iluminador, os atores - todos têm seu momento próprio para agir.

Da sua atuação específica depende o resultado final.

Não se concebe que, em meio à apresentação do principal personagem, o funcionário deixe a mesa de iluminação e diga: Não esqueçam. Esta cena só ficou tão boa por causa do jogo de luzes. Ah! Se não fosse eu.

Durante o espetáculo, quando a platéia se emociona, com a representação da heroína, jamais a costureira irrompe no palco para chamar a atenção sobre um detalhe do figurino, que realça a silhueta da atriz.

Em suma, cada um desempenha o seu papel, a seu tempo, do seu modo.

Quanto melhor isso ocorre, maior o sucesso, melhor o resultado final.

Se começarmos a pensar que nos encontramos em um palco e uma grande platéia nos assiste, é possível que sejamos mais gentis e educados.

Se pensarmos que para representar o grande ou pequeno papel que nos foi confiado, dependemos de tantos, trataremos melhor as pessoas.

Não desprezaremos pais envelhecidos e enfermos. Afinal, foram eles que nos possibilitaram a chegada ao palco do mundo.

Teremos em melhor conta professores valorosos que nos ensinaram o alfabeto, o segredo dos números, o intrincado da ciência e da filosofia.

Especialmente não desejaremos para nós os aplausos e ovações que a outro pertencem.

Iremos nos sentir satisfeitos por atuar ao lado do ator extraordinário, aprendendo com ele. Sem desejar ou tentar roubar a cena.

Finalmente, quando a cortina se fechar, denunciando o final da peça, poderemos dizer alegres, embora cansados: Que bom! Tudo saiu muito bem!

* * *

Da próxima vez que alguém estiver brilhando mais do que nós: é o seu papel, no momento.

Para isso nasceu, se preparou, ensaiou. Se desejarmos brilhar tanto quanto ele, realizemos o esforço que ele despendeu.

Mas, se nosso papel nos exigir a permanência nos bastidores, ainda assim façamos o melhor.

O que realmente importa é o nosso desempenho. Será ele que merecerá a imparcial avaliação do Criador da peça e dono do teatro: Deus, nosso Pai.

Redação do Momento Espírita.

Thursday, February 04, 2010

La Agresividad en el Juego de la Conquista

Dr. Flávio Gikovate-artigos em espanhol

La Agresividad en el Juego de la Conquista

Si observamos la correlación entre instinto sexual y agresividad, veremos que, muy frecuentemente ambos andan juntos. En general, los homosexuales masculinos se relacionan bien con las mujeres – a quienes no desean – y manifiestan hostilidad en relación con otros hombres, por quienes han sido eventualmente humillados. En el sadomasoquismo, es el dolor lo que determina la excitación. En dosis pequeñas, todos nos excitamos con un ingrediente más agresivo en la intimidad sexual con quien amamos.

Al reflexionar acerca de las dificultades de algunas personas para el juego de la conquista, he notado que, en éste, la agresividad también aparece con fuerza. A la hora de conquistar a alguien, los menos agresivos tienden a ser más tímidos y poco espontáneos. El mismo razonamiento vale para lo inverso: los hombres y las mujeres más hábiles en el ligue no presentan tanto miedo a lastimar o a ser lastimados. Conviven de manera más natural con la violencia propia de quien se siente eróticamente atraído – al menos en la fase inicial.

No tenemos conciencia de esa relación entre sexo y agresividad. Al fin y al cabo, nos han enseñado que el fenómeno amoroso se ejerce por medio del sexo. Si esto fuese verdad, no existirían las tradicionales cantadas en que los hombres se dicen enamorados únicamente por ser ese el camino más corto para llevar a las mujeres a la cama. Después, en una demostración de agresividad, las desprecian y rechazan. Los seductores más competentes son los que más rabia sienten contra el sexo femenino.

Desde hace veinte años vengo señalando la envidia que los hombres tienen de las mujeres. Sienten por ellas un fuerte deseo sexual desencadenado por el estímulo visual. Interpretan la falta de reciprocidad como rechazo e, inconscientemente, odian a las mujeres por ello. Como venganza, procuran despreciarlas. Frases como “la mujer es burra de veras” e innumerables otras ofensas, que se usan en el tráfico o como ingredientes de chistes, han sido creadas por hombres y expresan todo su resentimiento. Ese sentimiento de hostilidad, aunque no sea el único, es el gran responsable por el comportamiento machista.

Pero las mujeres no deben ser vistas como víctimas. En la infancia muchas niñas se frustran ante los privilegios que la sociedad reserva a los niños. Sublevadas contra su condición, se sirven del poder sensual con propósito agresivo al convertirse en adolescentes. Les encanta percibir el efecto que causan en los muchachos al desfilar con ropas provocativas. Sienten un sabor de victoria, de represalia, por despertar en ellos un deseo tan fuerte. Provocan, no siempre porque estén interesadas en el abordaje, sino porque desean humillar, vengarse de la condición de inferioridad vivida en la infancia. Alcanzan el objetivo con gran facilidad, pues los hombres se sienten deprimidos cuando son rechazados por tales beldades. Y se ponen más agresivos todavía.

Es por ese camino por donde se establece un dramático círculo vicioso – la guerra entre los sexos, en la que todos salen perdiendo. Nada es más urgente que encontrar el camino que podrá ayudar a desconectar la antigua y maléfica alianza entre el sexo y la agresividad humana.

Dr. Flávio Gikovate, médico, psicoterateuta e escritor

Wednesday, February 03, 2010

QUERER É MESMO PODER?... mas não basta ter um projeto em nossa mente para que ele se concretize...


Querer é mesmo poder?

- As pessoas mais persistentes acabam indo mais longe do que aquelas que ora querem uma coisa ora querem outra. Mas não basta ter um projeto em nossa mente para que ele se concretize.

A afirmação “querer é poder” pressupõe a concepção de que a vontade da nossa razão é soberana. Ela admite que basta que nossa mente construa um projeto e passe a perseguir esta meta para que todo o resto do organismo a siga. Assim, as pessoas não alcançariam um determinado resultado, não porque o querer não seja suficiente, mas porque o querer delas não seria bastante forte. Não desprezo, em hipótese alguma, a eficiência da razão e a importância de se querer muito uma coisa ou uma situação, para que se tenha mais chance de chegar lá. Não desprezo também os chamados poderes paranormais da mente, de tal forma que é possível que o “querer muito” abra portas para que um determinado evento aconteça.

Porém, acho fundamental fazermos algumas ressalvas a respeito desse assunto. A primeira delas é que não se deve incluir no “querer” coisas ou atitudes que dependam da vontade de outras pessoas. Por exemplo, posso querer muito ganhar num jogo de bingo domingo no clube. É possível até que a força da minha razão aumente as minhas chances de isto acontecer. Mas não acho que se possa querer muito que uma determinada moça – ou rapaz – passe a se interessar pela gente. Tenho todo o direito de tentar me aproximar das pessoas que despertam em mim a admiração e o interesse. Mas tenho o dever de respeitá-las, de modo que não me resta alternativa senão me afastar quando não encontro reações favoráveis à minha aproximação. Quando se trata dos direitos das outras pessoas, querer não é poder. Não posso dizer: “Tudo o que eu quero eu consigo” quando este “tudo” é um ser humano.

Na realidade, as pessoas sempre tomam o cuidado de querer coisas até certo ponto possíveis. Caso contrário, seria óbvio que querer não é poder. Querer ter um helicóptero está longe de adquiri-lo! Agora, as coisas materiais – e outras conquistas que não sejam as de seres humanos – nos chegam mais facilmente quando a queremos com fervor e persistência. Ou seja, as pessoas mais determinadas e que mudam menos de opinião acabam indo mais longe que aquelas que ora querem uma coisa, ora querem outra. Esta última atitude, que é a mais comum, acaba por provocar uma dispersão de energia psíquica, de forma que é bem menos provável que se atinja resultados muito positivos. É o que se quer transmitir quando se fala da mula que ficou indecisa diante de dois montes de feno. Não sabendo qual dos dois comer, acabou morrendo de fome!

A ressalva mais importante que eu queria fazer é a de que não são raras as situações nas quais se quer muito um determinado resultado, mas não se tem condições emocionais para sustentá-lo. Eu posso querer ser promovido rapidamente para a direção da empresa onde trabalho. Mas é preciso ver se tenho competência emocional para arcar com este grau de responsabilidade e de obrigações. É preciso ver se eu posso assumir o cargo que tanto quero. Se não estiver pronto para ele, isso poderá me pesar tanto que não será incomum que eu venha a ter, por exemplo, minha saúde arruinada. O indivíduo que está numa posição que “quer” mas não “pode” sofre de insônia, dores de estômago, dores de cabeça fortíssimas, palpitações cardíacas, falta de ar e, em situações extremas, poderá até mesmo chegar a ter um infarto do miocárdio ou um derrame. Estar maduro para assumir uma determinada função significa ter a competência técnica necessária e também estar psicologicamente apto às responsabilidades e tensões próprias daquele cargo.

Existe a possibilidade, portanto, de acontecer que a gente deseje muito uma coisa ou situação e ainda não possa ter ou estar nela. Nesses casos, querer definitivamente não é poder. Será necessário um grande trabalho interior para que se processe o desenvolvimento íntimo que criará as condições para o exercício daquilo que se quer. A situação mais importante em que isso costuma acontecer é no amor. Muitas pessoas encontram um par com o qual se identificam muito intensamente. Nesses casos, se desenvolve um encantamento amoroso de forte intensidade, coisa que é do enorme agrado da razão. As pessoas assim, apaixonadas, querem muito ficar o tempo todo umas com as outras. Mas começam a ter várias reações emocionais que denunciam que ainda não são competentes para a realização do seu desejo amoroso. Começam a ficar com muito medo de que alguma coisa ruim irá acontecer. Começam a ter ciúmes desproporcionais aos riscos. Começam a procurar pêlo em casca de ovo, ou seja, pretextos menores para justificar a falta de coragem para ficar juntas. Perdem o sono e o apetite, ficam muito nervosas, não pensam em outra coisa, ficam completamente obcecadas pelo assunto e não conseguem se decidir por coisa alguma. Esses dados indicam que ainda não estão emocionalmente preparadas para uma relação amorosa de grande intensidade. Terão que andar mais devagar e ir se acostumando aos poucos com a nova situação, de modo a, um dia, estarem em condições de “poder” agir conforme seu “querer”.


Livro relacionado ao assunto:
Dr.Flávio Gikovate, médico, psicoterapeuta e escritor.

Tuesday, February 02, 2010

"O PREÇO DE SER QUEM VOCÊ É" viver na mentira cansa. Frustra e angustía. O preço de existir é muito alto ...


Desde que “me conheço por gente”, encontrava em livros, revistas, programas televisivos, etc, pessoas nos orientando a não ligarmos para o que os outros pensam, para o que os outros falam, e nem para os valores dos outros. A orientação geral sempre foi a de ouvirmos (e seguirmos) nossa consciência, ou nosso coração, como preferem os mais românticos.

Mas isso tem um preço alto. Não sei quanto a você, mas quanto a mim, praticamente todos com quem entro em contato, se sentem influenciados fortemente por questões como prestígio, marcas, status, etc.

Confesso que ao mesmo tempo em que também eu me sinto atraído por essas questões, desde criança essa “atração” trazia consigo uma certa desconfiança de que as coisas “chiques”, importantes, sofisticadas, e não só as “coisas”, mas as pessoas que ostentam esses valores, no fundo, bem no fundo, são pessoas tão simples quanto eu. E que por algum motivo, muito provavelmente a necessidade latente de se sentir importante, ou amado, as fazia buscar na ostentação, no alarde, o valor que não encontram em si mesmas.

É difícil viver, e conviver com essa percepção. Vivemos num mundo de mentirinha, como diziamos quando crianças. O mundo corporativo então, é uma lástima nesse sentido. É raro, muito raro e até gratificante encontrar alguém nesse meio que aja com naturalidade. Gente que dispense a necessidade de “parecer” mais do que é. Em parte é até compreensível. O marketing, a publicidade, a necessidade de aumentar as vendas nos forçam a mentirmos, a aumentarmos, a aludirmos coisas que não existem. E sustentar todo esse mundo criado é ainda mais difícil. Você estará sempre sentindo como se equilibrasse pratos, ou mentiras). Contudo, pra quem sabe que o trovão faz do raio maior do que é, essas coisas não colam.

A gratificação de encontrar gente assim, natural, me é cara, porque sei que também essas pessoas pagam um preço desconfortável por ser quem são em seu íntimo. Você precisa ser muito desprendido e desapegado desses valores comuns, supérfluos mas quase onipresentes. Parece que você está sempre do lado de fora. E o pior é quando você passa a questionar: Quem mesmo é que está do “lado de fora”?

Não é a toa que movimentos como o Nova era, no século passado, e o Slow Life, atualmente, ganham força. Viver na mentira cansa. Frustra e angustía. O preço de existir é muito alto. Chega um momento em que você constata que o preço de viver com simplicidade, só com o que você precisa mesmo, é muito mais barato e traz mais benefícios. E você, tem alguma experiência nesse sentido?

Ronaud Pereira

http://www.ronaud.com/bom-senso/o-preco-de-ser-quem-voce-e/

Monday, February 01, 2010

A RETÓRICA DO SILÊNCIO, LINGUAGEM SUPREMA E DEFINITIVA

"Há um silêncio dentro de mim e esse silêncio tem sido a fonte de minhas palavras" Clarice Lispector

Sunday, January 31, 2010

CULPAS E DESCULPAS


Culpas e desculpas

© Letícia Thompson

Há os que viajam para os desertos para encontrar a paz, fogem das grandes cidades, do barulho e cortam qualquer tipo de comunicação; outros fecham-se em si e a procuram nas meditações e reflexões do sentido da vida; há ainda aqueles que negam qualquer tipo de culpabilidade, como se negação fosse sinônimo de libertação.

Se tivéssemos a possibilidade de correr o mundo inteiro, viajar todos os mares e subir as mais altas montanhas, atravessar o espaço e ir além das estrelas, ainda assim não poderíamos apagar quem somos, nem o que vivemos, não nos tornaríamos melhores e nem maiores.

Somente um olhar para dentro de si mesmo, um reconhecimento de total condição humana e dependência do Pai pode nos libertar e colocar nas nossas mãos a paz que tanto almejamos.

Ser honesto consigo é ser honesto com o mundo inteiro. Quem se engana a si mesmo, comete o maior dos enganos. Nunca, aqui na terra, seremos grandes, bons e perfeitos o bastante para dizer que não temos mais nada para aprender.

Aprendemos a cada dia, às vezes com lágrimas e dor no coração. Não nos livramos das culpas quando fugimos delas e as desculpas não agem como sabão.

Se quisermos dar passos ao encontro do caminho da paz e de um mundo melhor, devemos aprender a aceitar certas coisas:

- Não sabemos tudo;

- O outro pode perfeitamente ter razão;

- Devemos assumir nossas culpas sem nos refugiar nas desculpas e isso não nos impedirá de olhar para a frente;

- Os erros que cometemos não devem nos amarrar definitivamente ao passado;

- O direito que temos de errar, outros também têm e fracassar uma vez não é fracassar para a vida toda;

- Os pais também se enganam e mesmo quando isso acontece é que desejam o melhor para os seus filhos;

- Cortar os pontos com alguém é cortar pontes onde nós e os outros poderíamos atravessar e viver isolado não é a melhor solução para resolver problemas;

- A comunicação é importante para evitar mal-entendidos;

- Franqueza e doçura não precisam estar dissociados;

- Evitar uma briga vale mais que ter razão;

- Os gestos valem tanto quanto palavras;

- Não é só a intenção que conta, mas ela conta muito;

- Brincar não é privilégio das crianças;

- Devemos perdoar até setenta vezes sete;

- Ninguém é melhor que ninguém;

- Somos todos moldados do mesmo barro e o mesmo Deus que soprou nas minhas narinas, soprou nas narinas do meu irmão;

- Todos temos pecados;

- Jesus também chorou, Ele foi crucificado, mas nunca crucificou.

- Podemos estar na mais alta montanha, no mais longíquo dos desertos e ainda assim estar longe de Deus.

- Aquele que busca a Verdade, encontra a Paz.

- Se somos herdeiros do pecado e herdeiros do bem. São as sementes desse último que devemos deixar ao longo da nossa passagem.

Letícia Thompson

PELO DIREITO DE SER DIFERENTE ... a questão do amor e da liberdade esbarra com mais um curioso obstáculo, que são os condicionamentos culturais ...

Pelo direito de ser diferente

A questão do amor e da liberdade esbarra com mais um curioso obstáculo, que são os condicionamentos culturais. Tenho sido bastante claro no sentido de afirmar que não acredito tanto nas pressões externas quanto a maior parte das pessoas, que falam da sociedade e suas imposições como se fosse uma espécie de bicho-papão de nossa infância. Porém existem vários hábitos criados pelos agrupamentos humanos, aos quais nos familiarizamos desde pequenos, que se transmitem por gerações ao longo dos séculos e aos quais parece que temos de nos ajustar sem reflexão ou contestações. É como se fosse inexorável tal caminho. Numa cultura como a nossa, o traço mais característico desses hábitos — especialmente aqueles ligados à vida amorosa — é sua tendência homogeneizadora; isto é, todo mundo tem de viver da mesma maneira, cumprindo o mesmo tipo de ritual.

Parece-me que as pessoas levaram mesmo a sério a idéia de que somos todos iguais e, portanto, devemos viver exatamente da mesma forma. E isso fica como uma espécie de reflexo condicionado, de modo que qualquer atitude divergente desperta na pessoa uma desconfortável sensação de angústia, de medo indefinido. A idéia de igualdade determinou, na prática, a padronização do modo de vida do casal, apesar de que as diferenças entre as pessoas são visíveis a olho nu. Parece evidente também que tal doutrina agrava a intolerância para os pontos de vista divergentes e a irritação diante dessa situação que, apesar da ideologia, é bastante comum.

Se admitirmos aquilo que nossos olhos podem observar, isto é, que somos todos diferentes, fica até ridículo constatar que, apesar disso, temos sido obrigados que viver exatamente do mesmo modo. E mais, que isso não é absolutamente obrigatório e não se justifica sob nenhum ponto de vista. Um exemplo corriqueiro poderá esclarecer o que pretendo transmitir: nossa cultura diz que todo casal que se ama deverá dormir numa cama só, evidentemente no mesmo quarto; e, se possível, dormir e acordar exatamente no mesmo horário.

Dessa forma, um homem que ronca enquanto dorme, casado com uma mulher de sono leve, terão de passar décadas num tormento recíproco. Ela sem dormir direito e ele levando cotoveladas para parar de roncar. Uma mulher friorenta e que goste de cobertas grossas casada com um homem calorento terão problemas térmicos eternos.

E tudo isso pode acontecer numa casa onde exista um quarto vazio, para hóspedes que nunca existem. E ninguém chega a ter a idéia de que poderiam viver muito melhor se cada um dormisse em seu quarto; quando finalmente se tem a idéia, não há coragem de externá-las pois o temor é de que vai ser muito mal recebida. Acostumamo-nos à idéias de que casais que dormem em quartos separados estão mal e em vias de se separar. Não admitimos que isto seja apenas uma sábia solução para eventuais diferenças de hábitos noturnos, muito mais satisfatória que a perseverança na idéia da cama de casal cheia de concessões e de rancores. Mesmo quando um casal decide dormir no mesmo quarto em duas camas separadas, isso já é mal interpretado e tido como mau indício.

Não é o caso de estender demais o tema. Acho que já é hora de refletir sobre as coisas de modo próprio, levando em conta o modo de ser da gente e do companheiro; não há razão alguma para que vivamos todos de modo igual. Existem múltiplas possibilidades e cada casal deve procurar a que mais lhe satisfaça. É bom alertar: não é proibido gostar de dormir abraçados e na mesma cama; esta é uma das muitas alternativas.

Dr. Flavio Gikovate, médico psicoterapeuta e escritor.


Livro relacionado ao assunto: A Liberdade Possível

Saturday, January 30, 2010

IMPRESSÃO DIGITAL


Impressão Digital

Os meus olhos são uns olhos.
E é com esses olhos uns
que eu vejo no mundo escolhos
onde outros, com outros olhos,
não vêem escolhos nenhuns.

Quem diz escolhos diz flores.
De tudo o mesmo se diz.
Onde uns vêem lutos e dores
uns outros descobrem cores
do mais formoso matiz.

Nas ruas ou nas estradas
onde passa tanta gente,
uns vêem pedras pisadas,
mas outros, gnomos e fadas
num halo resplandecente.

Inútil seguir vizinhos,
querer ser depois ou ser antes.
Cada um é seus caminhos.
Onde Sancho vê moinhos
D. Quixote vê gigantes.

Vê moinhos? São moinhos?

Vê gigantes? São gigantes?

Autor: Antonio Gedeão

A VOZ DO CORAÇÃO

Poema de Sandra Waihrich Tatit

Ouves o teu coração ...
vejas quantas coisas lindas lá residem
nestas horas de paz
renasço e sinto a vida intensamente
introduzida no fundo de minha alma
este piano que agora escuto
me refaz e reconforta
Meu Deus ...
como agradeço ter esta música aqui comigo
é uma acompanhante tão fiel
tão marcante
me deixa num estado de graça e amor
fazendo a palavra fluir com ardor
tão sublime sentir a vida assim
como a sinto agora e poder passar esta doce energia
intensamente vagarosamente pausadamente ...
é como um contentamento emocional
de viver a plenitude de meu ser
transbordante de amor
e tanto carinho a dar aos seres
que me cercam
pelo pensamento pela oração e pelo amor ...
e agradecer esta dádiva de estar aqui agora
desfrutando a magnitude da vida
na plenitude de minha emoção sentida
livremente solta e colorida
assim como um reflexo de luzes
iluminando a terra inteira
meu corpo inteiro a gozar as delícias de sentir ...
sentir amor carinho e dor ...
simultaneamente
respirar a dor com a alegria
nesta singular nostalgia
de sorrir e chorar
unindo a lágrima à rosa
vislumbrar um Deus magnífico ...
dentro de minha amplidão
pela emoção sentida
agradecendo a dádiva da vida ...
é tão doce sentir assim
mesmo sendo um momento efêmero
pequenos momentos se intercalam
na síntese da vida
na sublimidade do universo inteiro
transbordante e borbulhante ...
a derramar o prazer das emoções reunidas
das graças eternas
de cada amanhecer de luz
de cada crepúsculo de saudade ...
vale a vida esta sensação de eternidade !


Sandra Waihrich Tatit
Meus Poemas de Improviso
http://aquariussandra.blogspot.com

Friday, January 29, 2010

ENCONTRO CONOSCO ... É comum as pessoas acharem que a mera companhia de alguém é antídoto eficaz contra a solidão ...



Encontro conosco

Por Pedro J. Bondaczuk


Encontro conosco

Pedro J. Bondaczuk

É comum as pessoas acharem que a mera companhia de alguém é antídoto eficaz contra a solidão. Não é. Não raro nos sentimos mais solitários do que nunca em meio à multidão do que no isolamento do nosso quarto. Freqüentemente percebemos que estamos sós convivendo com quem nada nos acrescenta, que não nos dá ouvidos e sequer nota nossa presença. Parece um paradoxo, mas não é.

Muitas vezes nos sentimos mais bem-acompanhados quando estamos conosco mesmos, sem ninguém por perto – lendo um bom livro, ouvindo alguma música que nos toque ou recordando bons momentos do passado – do que com quem nem mesmo percebe que existimos. Milhões de casamentos naufragaram, naufragam e vão fatalmente naufragar por causa disso. Bilhões de relacionamentos não prosperam por essa razão.
O que combate, de fato, a solidão, não é a companhia, a mera presença física. É o mútuo interesse das pessoas por gostos, alegrias, tristezas, sonhos e decepções umas das outras. Neste aspecto, as amizades (as autênticas, que promovem a comunhão de duas ou mais mentes) são sumamente preciosas e não raro mais bem-sucedidas do que relacionamentos amorosos assentados em bases frágeis, como a mera atração física. Os amigos impedem, sobretudo, que nos sintamos sós, quando não quisermos nos sentir.

Pitoresca (e com inegável fundo de verdade) é a observação feita pelo escritor francês, Hippolyte Adolphe Taine, num de seus ensaios, sobre os principais tipos de pessoas que compõem as sociedades. Claro que elas não se resumem, apenas, às modalidades que apontou. Taine escreveu: “A sociedade tem quatro variedades: os amantes, os ambiciosos, os observadores e os loucos. Estes são os mais felizes”.

Observe-se que a loucura a que se referiu é metafórica, não real. Os loucos, que Taine afirma serem mais felizes, não são, óbvio, os doentes mentais, mas os que aos olhos do mundo parecem viver fora da realidade. São os que encaram a vida com leveza, alegria e ternura, que não se preocupam com bens materiais, que sabem manter o bom-humor nas circunstâncias mais desesperadoras e agudas e só vêem beleza ao seu redor. Ou seja, são os que sabem viver.

Esses nunca sentem solidão. Têm o dom da empatia e sabem se tornar agradáveis, companheiros, cúmplices, íntimos. São constantemente requisitados, porquanto não temem abrir sua intimidade e conquistam nossa confiança para que nos abramos a eles. É dessa sublime loucura que quero ser tomado, para saborear o cálice da vida até a derradeira gota.

O escritor Octávio Paz abordou essa questão por um outro prisma. Escreveu, em um ensaio publicado nos anos 90: “É certo que a vida em comum ameaça sempre nossa identidade, mas a cidade, com suas multidões anônimas, também provoca o encontro com nós mesmos, e em certas ocasiões provoca, até mesmo, a revelação do que está mais além de nós”.

Já vivi, em inúmeras ocasiões, essa experiência e tive vários desses reencontros comigo na “solidão” das ruas movimentadas, em que as pessoas ao meu redor sequer pareciam reais, de carne e osso, mas meras sombras, simples silhuetas, de infinitas formas, tamanho era o mútuo alheamento. Eu não as percebia e elas não pareciam me notar.

Octávio Paz concluiu, a propósito: “Os antigos tinham visões nos desertos e nos páramos, nós no corredor de um edifício ou numa esquina qualquer. A poesia da cidade é simultaneamente a poesia da perda do ser e a poesia da plenitude”. Por mais estranho que pareça, o melhor lugar para nos encontrarmos a sós é nesse burburinho maluco das multidões anônimas.

É estranho, é verdade, e, sobretudo, contraditório, que neste momento, em que a espaçonave Terra conta com 6,3 bilhões de tripulantes, as pessoas se sintam tão solitárias. Não se trata, como se vê, de questão meramente quantitativa, de números. Nunca o ser humano sentiu-se tão só quanto agora. E, principalmente, no meio de multidões.

Os indivíduos fogem do diálogo, daquele íntimo, profundo, de coração aberto e com substância, escondidos em redomas de desconfiança e medo. Essa falta de interação, de troca de idéias constante e permanente, de conhecimento e reconhecimento do próximo, é que estimula preconceitos. Favorece injustiças. Fomenta ódios que explodem no hediondo exercício de matar.

Entre as circunstâncias que a vida nos impõe, uma das situações para as quais estamos menos preparados, convenhamos, é a de encarar a solidão – tema recorrente em minhas crônicas, poemas e contos, que nunca se esgota, pois sempre apresenta algum ângulo novo e original a ser analisado.

Algumas pessoas aproveitam quando estão sós para profunda reflexão. Para a tarefa – necessária, se não indispensável – do auto-conhecimento, descobrindo o que são e como reagem face aos acontecimentos e às ações dos outros personagens do drama do cotidiano.

Outras, no entanto, encerram-se, de vez, em compartimentos estanques. Isolam-se, mais e mais, encarando o mundo com hostilidade e rancor. Com isso, só aprofundam a solidão, que poderia ser passageira se tivessem outra atitude. Para os que se doam, que face a elaapacidade de ministre e ivessem outra atitude estanques e isolam-se, mais e mais, encarando o mundo com hostilidadese comunicam e que aprendem a interagir, esse período de isolamento se torna até necessário, por se constituir em valiosa revisão de idéias, conceitos, sensações e emoções. Mas para os que não têm essa grandeza, essa capacidade, essa generosidade... Resta sofrer ad náusea com a irreparável solidão.

Pedro J. Bondaczuk é jornalista e escritor, autor do livro “Por Uma Nova Utopia”

Thursday, January 28, 2010

ARTE MODERNA


Arte Moderna

Final do séc. XIX e início do séc. XX, o pensamento e a tradição européia estavam se esgotando, os novos artistas e pensadores estavam surgindo para mudar radicalmente o que seus mestres do passado tinham executado e idealizado.

Não que as tradições foram esquecidas, elas continuaram a existir e evoluíram paralelamente aos novos pensamentos, como o surgimento da Teoria da Relatividade e a Psicanálise.

Alguns estudiosos marcam o início da Arte Moderna em meados do séc. XIX, com o Impressionismo, outros no final do séc. XIX, com o Pós-Impressionismo. Utilizaremos aqui a linha que começa com o Fauvismo, dando início a Arte Moderna, no início do séc. XX.

Os artistas na virada do século, queriam algo que não fosse parecido com o clássico e nem que copiasse a natureza, queriam uma simplicidade diferente da Renascença e do Barroco.

O Cubismo foi fundamental para a arte do séc. XX. A arte Oriental e a escultura Africana também foram culturas respeitadas e assimiladas.

Nenhum outro período em uma cultura produziu e sofreu influências de obras tão diversas como este. O ser humano tem mania de classificar toda forma ou estilo de alguma produção, mas diante de tanta multiplicidade de trabalhos que foi produzido no séc. XX, os maiores artistas não chegam a se encaixar em nenhum estilo específico.


AUGUSTE RODIN (1840-1917)

Nasceu em 12 de novembro de 1840, Paris. Aos 14 anos entrou para a escola de Petite. Duas vezes na semana freqüentava as aulas do escultor Antoine Louis Barye. Sua percepção da dimensão do volume na escultura era formidável.

Foi recusado três vezes na Escola de Belas Artes em Paris e foi trabalhar como modelador, escultor e decorador. Em 1864, sua grande obra "Homem com o nariz quebrado" foi rejeitado pelo Salão de Paris. Nesse ano, se tornou assistente de Albert Ernest Carrier-Belleuse. Escapou do serviço militar durante a guerra franco-prussiana e acompanhou Carrier-Belleuse para a Bélgica.

Sofreu influências de Michelangelo quando esteve na Itália, em 1874. Voltou para Paris em 1877 e foi trabalhar numa fábrica de porcelanas.

Em 1880, Rodin foi convidado a apresentar sua arte no novo Museu de Artes Decorativas de Paris. Suas esculturas expressavam uma mistura de erotismo e desespero.

A fama de Rodin estava crescendo. Em 1881, foi convidado a ir para Londres, onde foi muito bem recepcionado e posteriormente voltaria como refugiado em 1914.

Quando voltou para Paris, ganhou acomodações e um estúdio por parte do governo, em 1882. O Hotel Biron também permitiu que Rodin morasse lá até a sua morte, em troca, algumas de suas obras permaneceriam no Hotel, existindo até hoje.

Em 1888, Rodin apresentou sua arte na exposição de Bruxelas. Em 1889, expôs com Monet em Paris. Na exposição internacional de 1900, 168 obras de sua autoria, encontravam-se no pavilhão de Rond-Point, em Paris. Morreu 17 de novembro de 1917 em Meudon.

Deixou inúmeras esculturas inacabadas propositadamente, dando a impressão de que a figura estava saindo da pedra. Seu estudo da escultura antiga o permitiu modelar formas contrastando com o reflexo da luz, produzindo efeitos antes inimagináveis.


PABLO PICASSO (1881 - 1973)

Pablo Ruiz y Picasso nasceu em Málaga, Espanha, em 1881. Iniciou seus estudos de pintura com seu pai, mestre em desenho e em 1895 foi estudar na Escola de Arte de Barcelona. Em 1897 foi para a Academia de Madri e em 1900 conheceu Paris, mudando-se para lá três anos mais tarde.

Entre 1917 e 1924, Picasso desenhou trajes e decorou vários ballets. Se interessou pelo Surrealismo no ano de 1925, mas nunca chegou a se tornar um membro oficial.

Depois da II Grande Guerra, mudou-se para o sul da França. Enquanto morava na Espanha, sua pintura seguiu a tradição acadêmica. Depois de 1900 foi influenciado pela arte de Lautrec e do desenvolvimento artístico que atingiu a Europa. Seus trabalhos refletiram essas influências assim como uma maior consciência social.

Picasso não demonstrava o verdadeiro significado dos seus quadros. Durante 1901 e 1904, em seus trabalhos havia a predominância de tons azuis, o que lhe rendeu o nome de "período azul".

Em 1905, Picasso mudou um pouco o seu estilo, seus traços se tornaram menos grosseiros e menos melancólicos. Seu principal tema se tornou o circo e o azul foi substituído pelo rosa como podemos ver em "Família de Saltimbancos".

Durante o inverno de 1906-07, interessado na Escultura Negra Primitiva, Iberiana e outros estilos, provocaram uma nova mudança. Vemos esta transformação em "Les Demoiselles D'Avignon". Essa nova fase não foi conhecida pelo público até 1927, e mesmo depois de conhecida, não foi compreendida. Picasso começou a simplificar sua forma, conduziu o conceito melhor do que a imagem visual. As figuras forma simplificadas para uma série de planos e ângulos, a representação do espaço se tornou virtualmente desprezada.

Esses foram os estilos e influências que prepararam Picasso para desenvolver o Cubismo. De 1909 até o início da I Grande Guerra, Picasso e Braque trabalharam juntos no desenvolvimento dessa nova pintura.

Nos trabalhos mais recentes, no Cubismo, Picasso foi muito influenciado por Cézzane, ele tomava os objetos naturais como seu ponto de partida, mas analisava e reconstruía em elementos de formas simples que se adequassem melhor a face da figura. As cores forma suavizadas para um tom monocromático, abandonando a ênfase na estrutura.

Nos próximos dois anos, seus arranjos se tornaram complexos e difíceis de compreender, as imagens se tornaram cada vez menores, as relações entre elas e o fundo da tela se tornaram confusas.

Durante a I Guerra, trabalhou sozinho, desenvolvendo o Cubismo, dando mais qualidades decorativas. Usava espaços padrão, cores mais brilhantes e figuras com curvas mais soltas. Da mesma forma que retornou ao estilo mais natural, o quadro "Retrato de Ambroise Vollard", 1915, mostrava sua nova admiração pelo oculto.

Em 1917, foi para Roma e começou a pintar figuras monumentais, calmas, com uma característica clássica. Em "Camponês Dormindo", 1919, ou "Mãe e Filho", 1921, o tema clássico e as figuras do Centauro e Faunos entraram em seu repertório. A partir de então, a figura se tornou o principal tema.

Em meados de 1920, Picasso se aproximou do Surrealismo. As formas apresentavam características metamórficas e emocionalmente distorcidas mais do que razões formais, como em "Os Três Dançarinos", 1928. A pintura de Picasso não mudou muito desde então, sua imaginação fértil não o permitiu repetir muitas idéias. Uma vez comentou, "as várias maneiras que usei em minha arte não devem ser consideradas como uma evolução mas como variações".

Depois de uma série de figuras femininas, em 1932, utilizando curvas sensuais, Picasso parou de pintar temporariamente. Entre 1935 e 1937 trabalhou em projetos gráficos e em poesias Surrealistas.


VINCENT VAN GOGH (1853 - 1870)

Nasceu em Zundert, Holanda, em 1853. Começou a desenhar desde cedo. Sua vida religiosa, herdada do pai, não durou muito, o que o levou a se dedicar mais a arte.

Em 1880, passou rapidamente pela academia de Bruxelas e voltou para a Holanda, estudando pintura com Anton Mauve.

Van Gogh admirava Jean François Millet e Joseph Israels. Como Millet, pintou a vida dos trabalhadores ao seu redor.

Seu irmão Theo mostrou-lhe obras de Pissarro e Monet, logo se interessou pela teoria das cores de Eugene Delacroix. A partir daí, deixou de usar as cores escuras e passou a utilizar fortes cores em seus próximos trabalhos.

Em 1886, Van Gogh foi para Paris e teve a oportunidade de conhecer os artistas impressionistas. Suas pinturas começaram a mudar e fez amizades com Paul Signac, Gauguin e Emile Bernard. Van Gogh começou a estudar esse novo estilo e acabou desenvolvendo sua própria técnica.

Sofrendo de depressão, começou a beber muito. Em 1888, foi morar sozinho em Provence, sul da França. Nesse período, Van Gogh exercitou muito sua pintura de várias formas.

Gauguin foi ao seu encontro no sul da França. Suas diferenças de idéias os afastaram e perturbado mentalmente que estava, Van Gogh cortou parte de sua orelha esquerda e ofereceu para as prostitutas do bordel local.

Procurando se curar de sua loucura, ele próprio se internou no asilo Saint-Rémy. Internado, Van Gogh produziu muitos quadros, mudando seu estilo.

Em janeiro de 1890, alguns de seus quadros foram expostos em Bruxelas. Em março dez de seus quadros foram para o salão de Paris, recebendo muitos elogios. Em maio ele saio do asilo, foi visitar seu irmão em Paris e ficou sob os olhos do Dr. Gachet. Começou a pintar com determinação pelo interior. Preocupado com seu irmão e com sua própria recuperação, seu problema de depressão retornou. Em 27 de julho de 1890, atirou em si próprio e no dia 29 faleceu.


HENRI MATISSE (1869 - 1954)

Nasceu em Le Cateau-Cambrésis, norte da França. Começou a pintar em 1890, durante o período da convalescência.

Foi para Paris e estudou com Bouguereau na Academia Julian. De 1892 até 1897, foi estudar com Gustave Moreau na escola de Belas Artes. Lá ele conheceu Marquet, Camoin e Rouault. Quando foi trabalhar na Academia Carrière, em 1899, conheceu Derain e Puy, completando então o grupo que futuramente seriam reconhecidos como Fauves.

Sua primeira exposição, em 1904, ocorreu em Ambroise Vollard e não obteve grande sucesso. No ano seguinte, juntamente com o grupo, expôs no salão de Paris, desta vez, o grupo foi reconhecido como Fauves e Matisse como o líder.

Matisse conseguiu reputação internacional, exibindo em Paris e Alemanha.

Em 1908 fundou a Academia Matisse para uma seleção de estudantes cosmopolita e publicou "Notas de um Pintor" onde estavam suas crenças artísticas.

Desde 1904 Matisse trabalhou parte de cada ano no sul em Saint-Tropez e Collioure e mais tarde na Espanha e em Marrocos. Depois de 1916, passou a maioria dos invernos em Nice. Morreu em Cimiez, subúrbio de Nice em 1954.

Apesar de nunca ter se juntado aos Cubistas, sofreu algumas influências deste grupo. Entre 1913 e 1917 sua pintura era um pouco austera, com linhas retas e formas geométricas. Depois seu estilo ficou mais solto, figuras femininas e o interior foram seus principais temas, trabalhados em estilo livre e com cores decorativas.

Sua escultura era uma extensão da sua pintura. Na escultura, sua admiração pela Arte Primitiva estava mais aparente. Em alguns trabalhos ele explora o sólido, aspectos estruturais do corpo com um certo exagero afim de alcançar uma clara expressão da forma.


PAUL GAUGUIN (1848 - 1903)

Nasceu em Paris, em 1848, numa família de classe média. Por causa do golpe de estado de Luís Napoleão, sua família se mudou para a América do Sul. Aos sete anos, depois de viver em Lima, Peru, voltou para a França e foi estudar em Orléans e Paris. Aos 17 anos se alistou na marinha servindo até o ano de 1871.

Gouguin começou a se interessar pela arte, comprando alguns quadros impressionistas. Em 1883, começou a pintar com Pissarro em Osny. Entre 1880 e 1886, expôs seus trabalhos junto com o grupo de impressionistas.

Começou a ser influenciado pelos quadros de Cézanne e pelas pinturas Japonesas, mudando seu estilo. Se juntou a Van Gogh, mas suas diferenças de idéias logo os afastaram.

Ele e Schuffenecker organizaram uma exposição no Café Volpini em Paris, onde impressionaram os artistas do simbolismo.

Interessado na arte oriental, foi morar no Taiti. Ficou encantado com sua arte e estilo de vida. Antes de voltar para Paris, por necessidades tais como dinheiro, pintou "A lua e a terra" expressando a cultura Maori.

Logo voltou ao Taiti e com uma vida conturbada, passando por necessidades físicas e monetárias, tentou o suicídio. Se envolveu em conflitos com os europeus e com as autoridades, foi preso em março de 1903. Em maio, morreu na prisão.


CLAUDE MONET (1840-1926)

Nasceu em Paris, em 14 de fevereiro de 1840. Rapidamente seu talento foi revelado em Le Havre, lugar onde sua família foi morar.

Sua atitude perante a arte foi transformada quando viu a possibilidade de pintar ao ar livre. Sua coleção de pinturas japonesas também o ajudou para isso.

Em 1859 Monet voltou para Paris. Visitou o salão de artes muitas vezes e entrou para o ateliê suíço, onde Courbet havia trabalhado. Monet pôde apreciar muitos quadros de Courbet e Delacroix e se encontrar com os artistas desse período.

Teve que ir para a Argélia por causa do serviço militar. Seu pai o tirou de lá quando ficou seriamente doente. Voltando para Le Havre, sofreu influência de Johan Barthola Jongkind.

Voltou para Paris em 1862 e foi para a Escola de Belas Artes. Monet e seus colegas estudantes, Bazille, Renoir e Sisley formaram um grupo a parte. Em 1863 foram estudar pintura ao ar livre, na floresta de Fontainebleau em Chailly.

Em 1865 Monet passava dificuldades financeiras e Bazille dividiu com ele seu ateliê. Nessa época, seu nome se confundia com o de Edouard Manet, que já era consagrado e se irritou com a comparação. Monet que admirava Manet resolveu se afastar e voltou a pintar em Chailly. Courbet foi Visitá-lo e sugeriu algumas alterações em suas pinturas, depois de algum tempo, arrependeu-se das alterações que havia feito.

Em 1867 novamente enfrentou dificuldades financeiras. Bazille tentando ajudá-lo, comprou "Mulher no Jardim", mas isso não resolveu o problema. Monet se viu obrigado a voltar para Le Havre, nesse meio tempo nasce seu filho, Jean Monet em Paris.

No café Guerbois, em Paris, um lugar de encontro dos artistas, Monet se inspirou em estudar novas experiências. Ele e Renoir começaram a estudar os efeitos da luz na água, sua dedicação era tanta que acabou construiu um barco-estúdio para melhor aproveitamento de suas observações.

Monet foi o grande responsável pela primeira apresentação em grupo dos impressionistas em 1874. O nome impressionismo foi dado ao quadro de Monet "Impressão: nascer do sol". Em 1878 nasce seu segundo filho, Michel e no ano seguinte morre sua esposa, Camille.

Monet expôs com o grupo muitas vezes e trabalhou em vários lugares próximos de Paris. Casou-se novamente com a viúva de um amigo seu, Ernest Hoschedé e foram viver em Giverny, próximo ao rio Epte, em 1883. Morreu no ano de 1926 neste mesmo local.

Em Giverny, a partir de 1890, ele começou a pintar em horas diferentes do dia, de acordo com a mudança da luz.

Monet se dedicou a observar e pintar as diversas intensidade da luz e das cores, seu estilo influenciou até mesmo os artistas do século XX.

Fonte: Minha Biblioteca Pessoal

Wednesday, January 27, 2010

REVOLUÇÃO SEXUAL



Por: Flávio Gikovate
Revolução Sexual


A primeira revolução sexual aconteceu nos anos 1960, ativada pelo surgimento da pílula anticoncepcional (que abriu as portas para os movimentos de emancipação feminina) e pela idéia de H. Marcuse, entre outros, de que a livre expressão da sexualidade humana traria desdobramentos políticos, igualitários e libertários.

Deu no que deu: o livre exibicionismo feminino ativou a competição entre os homens que passaram a disputar de uma forma mais agressiva o acesso às mais atraentes. Ativou a competição entre as mulheres, cada vez mais interessadas em se exibir como as mais belas e cobiçadas. Ao mesmo tempo, contribuiu para a introdução nas classes média e alta das drogas psicoativas antes só usadas por marginais.

Num primeiro momento parecia que as coisas iriam ser diferentes, pois no fim dos anos 60 e início dos 70 os homens deixaram os cabelos crescer, passaram a usar bolsas a tiracolo, sandálias etc. Parecia que eles haviam se tornado mais doces, mais próximos do modelo feminino tradicional. As moças pareciam mais disponíveis para o sexo sem compromisso (ainda que tivessem que recorrer à maconha para se sentirem mais livres) e houve várias tentativas de vida em comunidade.

Tudo isso durou muito pouco, de modo que rapidamente os ciúmes prevaleceram sobre a liberdade sentimental e sexual, o jogo de poder entre os sexos se tornou a regra, a maconha foi substituída pela cocaína, as mulheres é que passaram a se vestir com gravatas e outros acessórios masculinos e os Hippies viraram Yuppies. A ânsia por poder econômico e sucesso profissional se tornou enorme e a idéia era a do mais sucesso a qualquer preço – e logo. Trabalhavam muito durante o dia e queriam se divertir loucamente durante a noite. Usavam a cocaína para conseguir tal feito.

Vínhamos caminhando desta forma até que, de uns poucos anos para cá se introduziu um novo ingrediente: a influência crescente da indústria pornográfica! Não se trata de fenômeno novo por si. O que é novo é o fato do material produzido por ela estar à disposição 24 horas por dia em canais de televisão, na internet e mesmo em inúmeras revistas.

Isto pode parecer um fator secundário e sem importância. Porém, há alguns meses eu estava em Nova Iorque e li uma matéria numa revista local que dizia que os rapazes de 16-18 anos de idade estavam cada vez menos interessados em relações sexuais reais com as moças com as quais conviviam.

Diziam preferir o sexo virtual, aquele que se processa intermediado pela internet. Ou então, se divertiam muito assistindo os filmes pornográficos, de modo a preferi-los às relações sexuais propriamente ditas.

Achavam as moças da vida real muito pouco interessantes quando comparadas com as “atrizes” dos filmes pornográficos ou as moças que “fazem sexo” virtual na internet (pago ou não). Preferiam o comportamento muito mais extravagante e exibido das mulheres que apareciam nos filmes. Parece que não se incomodavam muito com o fato de que provavelmente se tratava de um prazer falso, um fingimento.

O fato é que muitos moços, lá nos EUA e também aqui, se mantém virgens até que surja um envolvimento amoroso de maior significado, condição na qual se iniciam. Hoje em dia há mais rapazes de 18 anos virgens do que moças. As prostitutas continuam visitadas por homens mais velhos e turistas. Os jovens não se interessam muito por elas, a menos que saibam fingir da mesma forma que as mulheres do mundo virtual, que se tornaram o padrão de referência para eles.

As moças, muito menos assediadas do que antes, passaram a ter que tomar iniciativas, coisa que nunca foi o seu papel justamente porque elas despertam o forte desejo visual masculino. Assim, meninos que são fortemente influenciados pela visão estão se saciando no mundo virtual e as moças que são menos visuais estão buscando contato real. Elas, que não têm o desejo visual, têm que se tornar mais ativas porque eles estão satisfeitos com a sua “vida sexual”.

É extremamente importante registrar a relevância destas mudanças, pois se trata de uma vantagem feminina que está sendo transferida para os homens: elas sempre foram objeto do desejo e eles sempre tiveram que tomar as iniciativas e correr os riscos de rejeição. Agora, pela primeira vez na história, eles podem ficar encostados no bar da discoteca, com um copo de bebida na mão, esperando serem abordados. Numa história de vitórias femininas, esta parece ser a primeira vez em que os homens conseguem reverter o resultado. E isso graças à indústria pornográfica! Sim, porque elas divertem muito os homens que, depois de se masturbarem, sentem saciedade e sono.

Às moças não têm sobrado outro recurso senão o de imitarem as mulheres que aparecem nos filmes pornográficos. Vestem-se de uma forma cada vez mais extravagante e provocante, estreitando a distância que sempre existiu entre as mulheres mais vulgares e as “de boa família”. Quando chega a hora da intimidade física o que fazem? Imitam as atrizes dos filmes pornográficos. Imitam a imitação. Fingem orgasmos que não sentem, demonstram gostar de práticas que lhes molesta, mostram uma exuberância falsa. Se não agirem desta forma, serão desprezadas, já que são comparadas com o que os rapazes assistem nos filmes.

O fato dramático e triste é que a vida sexual dos jovens está sendo norteada pelo que aparecem nos filmes pornográficos. Eles é que se transformaram nos verdadeiros “mestres” da arte erótica. Ou as moças se comportam como as mulheres que inspiram os sonhos masculinos ou elas são desprezadas e tratadas como “caretas” ou pouco atraentes.

Este é o ponto em que nos encontramos, para mim totalmente inesperado. É claro que não são todos os rapazes e moças que aderiram a este padrão de comportamento. Mas é para lá que os ventos sopram, a menos nos dias que correm. Cabe a nós, pessoas responsáveis, tentar acompanhar o andar da carruagem e, se possível, tentar interferir de forma construtiva no processo a que estamos submetidos.

Dr . Flávio Gikovate , médico , psicoterapeuta e escritor